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Sobre as fontes históricas, podemos afirmar que
São quaisquer vestígios da antiguidade, desde artefatos até sedimentos naturais.
São quaisquer testemunhos e vestígios deixados pelo homem ou que nos ajude a compreender seu modo de vida e história.
São vestígios deixados pelo homem e pela natureza e não necessariamente precisa ter relação com a existência humana.
Podem ser tanto objetos feitos pelo homem ou naturais, mas devem ser necessariamente concretos.
A temporalidade, como produção humana, representada em calendários e cronologias, é uma ferramenta da história e da narrativa histórica, delimitando a passagem do tempo e contextualizando os acontecimentos. Em relação às concepções de temporalidade e suas implicações na escrita da História, assinale a alternativa incorreta.
Marc Bloch (1987) sugeriu um método de investigação histórica que recuasse ao passado a partir do presente, o que ele chamou de “método regressivo”.
Para José Carlos Reis (1998), o “tempo histórico não é exterior ao sujeito e à História.” Sob essa perspectiva, não existe o “tempo histórico” em si mesmo, e sim formas diversas de se conceber o tempo histórico em sociedades e épocas distintas.
Para Jacques Le Goff (1979), a invenção do relógio no século XI engendrou a elaboração de um "tempo dos mercadores”, pautado numa nova concepção de temporalidade que pudesse acompanhar o ritmo de uma sociedade regida por um ritmo progressivamente acelerado da vida nos núcleos urbanos, passando-se, pois, de uma divisão eclesiástica para uma divisão laica do tempo.
Philippe Ariés, com a obra clássica "O Tempo da História”, publicada pela primeira vez em 1954, revolucionou a abordagem do tempo pelos historiadores ao propor, de modo inovador, a percepção simultânea de ritmos distintos de duração temporal, a saber: o tempo individual, o tempo social e o tempo geográfico.
Assinale, a seguir, a alternativa que melhor indica o conceito de mestiçagem cultural:
Mestiçagem Cultural acontece quando um novo modelo cultural é produzido pela "mistura" de elementos de modelos antigos, produzindo um novo.
Mestiçagem Cultural abrange a totalidade das culturas e seus fenômenos de encontro causados pelas grandes navegações.
Mestiçagem Cultural é o resultado da interação mediada pelos governos nas reuniões da ONU.
Mestiçagem Cultural é tudo aquilo que é produzido pelo ser humano e que pode ser contemplado, não apenas pela visão, mas também por aparelhos tecnológicos.
É o resultado das interações humanas, fruto de relacionamentos íntimos das pessoas umas com as outras.
“O diálogo cada vez mais intenso entre a História e a Antropologia tem resultado em novos pressupostos teóricos para a análise de
relações de contato entre povos cultural e etnicamente distintos.”
(ALMEIDA, Mª Regina Celestino. História e Antropologia in CARDOSO, Ciro Flamarion. VAINFAS, Ronaldo. (Organizadores). Novos Domínios da História. RJ.
Campus. 2012. P.151).
Tendo como premissa este diálogo analise as proposições a seguir.
I- Uma acentuada aproximação entre historiadores e antropólogos, no sentido de valorizar temas, fontes e métodos comuns de investigação se deu, sobretudo, a partir das décadas de 1920 e 1930.
II- O principal ponto de encontro entre historiadores e antropólogos tem se dado basicamente no campo da história cultural e da cultura entendida em perspectiva histórica.
III- O estruturalismo é um elemento extremamente complicador na aproximação da Antropologia com a História, visto que estabelece a primazia do teorismo a-histórico na apreensão da realidade social.
É CORRETO o que se afirma em:
Os conceitos de Tempo e temporalidade são considerados centrais para o conhecimento histórico. Assinale a alternativa correta sobre como estes conceitos são apresentados nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio:
Tempo e Temporalidade representam apenas um sistema que facilita o aluno a se orientar pelos diversos conteúdos da história trabalhados em sala de aula.
Levar o aluno a perceber as diversas temporalidades no decorrer da história é responsabilidade do professor no momento do planejamento didático.
Tempo e Temporalidade representam um conjunto complexo de vivências humanas, produto cultural forjado pelas necessidades concretas das sociedades historicamente situadas.
Tempo e Temporalidade são conceitos que remetem a um período de grandes feitos históricos, como conquistas militares e ocupações territoriais.
Tempo e temporalidade são sinônimos e revelam a fragilidade das ciências históricas, já que o objeto de estudo está sempre no passado.
Todo ser humano tem consciência do passado (definido como o período imediatamente anterior aos eventos registrados na memória de um indivíduo) em virtude de viver com pessoas mais velhas. Provavelmente todas as sociedades que interessam ao historiador tenham um passado, pois mesmo as colônias mais inovadoras são povoadas por pessoas oriundas de alguma sociedade que já conta com uma longa história (HOBSBAWM, 1998).
Assinale a alternativa correta, que corresponde à concepção de Eric Hobsbawm sobre o passado.
O passado, portanto, uma dimensão permanente da consciência humana, um componente inevitável das instituições, valores e outros padrões da sociedade humana
O passado é essencialmente o padrão para o presente
A concepção de passado é a cópia e reprodução de seus predecessores e sua modificação
São uma infinidade de lembranças individuais que tem abrangência social relevante
“Todo conceito, parece, é portador de muitas camadas temporais. Hoje, por exemplo, pode-se usar a expressão sociedade civil com alguns traços de seu significado aristotélico ainda presentes e ainda compreensíveis. Outros muitos significados do termo tal como usado na Antiguidade, na Idade Média, e no início do mundo moderno, no entanto, terão desaparecido. O conceito, em outras palavras, tem várias camadas temporais, e os seus significados têm diferentes durées” Tendo como base o texto acima e outros autores históricos, podemos afirmar que um conceito histórico é
Uma palavra cujo significado pode variar de acordo com o tempo e com diferentes compreensões da realidade.
Uma palavra cujo significado é imutável.
Uma palavra que tem significados diferentes para cada classe social, sendo imutável temporalmente.
Uma palavra que se modifica diante da passagem do tempo, unicamente.
Considere as seguintes representações iconográficas:

As duas imagens podem ser utilizadas nas aulas de História para evidenciar que:
Há pelo menos duas histórias: a da memória coletiva e a dos historiadores. A primeira é essencialmente mítica, deformada, anacrônica, mas constitui o vivido desta relação nunca acabada entre o presente e o passado. É desejável que a informação histórica, fornecida pelos historiadores de ofício, vulgarizada pela escola (ou pelo menos deveria sê-lo) e os massmedia [meios de comunicação social], corrija esta história tradicional falseada. (Jacques Le Goff. História e Memória, p. 29. Adaptado)
Interpretando-se o trecho acima, pode-se afirmar que a história:
deve ser vulgarizada pela escola para ser a fonte da memória.
a exemplo da memória, deve tornar-se cada vez mais popular.
deve esclarecer a memória e ajudá-la a retificar os seus erros.
é superior à memória porque é capaz de corrigi-la.
é a mãe da memória e são sempre interligadas.
Leia o trecho a seguir.
“Realidade concreta e viva, submetida à irreversibilidade de seu impulso, o tempo da história, ao contrário, é o próprio plasma em que se engastam os fenômenos e como o lugar de sua inteligibilidade.”
(BLOCH, Marc. Apologia da História ou o ofício de historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2001. p. 55)
Sobre a passagem do tempo histórico, é correto afirmar que
a tensão entre o acontecimento e o processo compõe os maiores problemas históricos.
a cronologia se mostra importante para o encadeamento dos fatos e a correta formulação histórica.
a percepção individual, dada a sua subjetividade, deve ser ignorada, garantindo a precisão científica.
as grandes transformações acontecem no tempo das rupturas, objeto por excelência do historiador.
Assinale a alternativa que representa a base histórica e cultural da humanidade, considerando a visão de Dorigo (2011).
Roma.
Grécia.
Egito.
Antiguidade clássica: Grécia e Egito.
As civilizações: grega e romana.
Observe a figura a seguir.

(Disponível em: https://www.google.com.br/search?q=charges. Acesso em: 26 de novembro de 2017.)
A charge demonstra um dos fenômenos políticos e sociais mais marcantes do Brasil contemporâneo. Qual é esse fenômeno?
Avanço das políticas de inclusão
Busca do consenso no debate político
Crescimento do pensamento conservador
Combate à corrupção política
De acordo com WEBER, (...) numa história universal da cultura, mesmo de um ponto de vista puramente econômico, não é, em última análise, o desenvolvimento da atividade capitalista como tal, diferindo nas diversas culturas apenas quanto à forma: o tipo aventureiro, o capitalismo do comércio, da guerra, da política ou da administração como fontes de lucro e que é o ponto-chave. É antes a origem desse sóbrio capitalismo burguês com sua organização racional do trabalho. Sobre os fundamentos do capitalismo, analisar os itens abaixo:
I - Entre os fatores de importância incontestável estão as estruturas racionais das leis e da administração, pois o moderno capitalismo racional não necessita apenas dos meios técnicos de produção, mas também de um sistema legal calculável e de uma administração baseada em termos de regras formais.
II - Define-se como ação econômica capitalista aquela que repousa na expectativa de lucros pela utilização das oportunidades de troca, isto é, nas possibilidades (formalmente) pacíficas de lucro.
III - O cálculo do capital é sempre feito em dinheiro, quer pelos modernos métodos de contabilidade, quer por qualquer outro método, por mais primitivo e grosseiro que seja. Tudo é feito em termos de balanço: um balanço inicial no começo da empresa; outro antes de qualquer decisão individual, como cálculo de sua provável lucratividade e um balanço final para apurar o lucro obtido.
Está(ão) CORRETO(S):
Somente o item I.
Somente os itens I e III.
Somente os itens II e III.
Todos os itens.
Assinale a alternativa correta. A relação passado/presente:
Não se processa de forma automática, pois exige o conhecimento de referências teóricas capazes de trazer inteligibilidade aos objetos históricos selecionados.
Se processa de forma automática, pois exige o conhecimento de referências teóricas capazes de trazer inteligibilidade aos objetos históricos selecionados.
Não se processa de forma automática, pois não exige o conhecimento de referências teóricas capazes de trazer inteligibilidade aos objetos históricos selecionados.
Se processa de forma automática, pois não exige o conhecimento de referências teóricas capazes de trazer inteligibilidade aos objetos históricos selecionados.
Não se processa de forma automática, pois exige o conhecimento de referências teóricas incapazes de trazer inteligibilidade aos objetos históricos, ou não, selecionados.
Em conformidade com THOMPSON, sobre o termo Rough music, é CORRETO afirmar que tem sido comumente usado na:
Inglaterra, desde o fim do século XVII, para denotar uma cacofonia rude, empregada para dirigir zombarias ou hostilidades contra indivíduos que desrespeitam certas normas da comunidade.
França, desde o fim do século XVII, para denotar uma cacofonia rude, empregada para dirigir zombarias ou hostilidades contra indivíduos que desrespeitam certas normas da comunidade.
Inglaterra, desde o fim do século XIX, para denotar uma cacofonia rude, empregada para dirigir zombarias ou hostilidades contra indivíduos que desrespeitam certas normas da comunidade.
França, desde o fim do século XIX, para denotar uma cacofonia rude, empregada para dirigir zombarias ou hostilidades contra indivíduos que desrespeitam certas normas da comunidade.
Quanto ao uso da memória nos estudos históricos, analise as afirmações seguintes.
I A memória é a lembrança pessoal de um tempo no qual se comemoram eventos.
II A memória coletiva é o maior interesse na história porque traz uma leitura sobre o tempo vivido.
III A técnica da história oral faz parte dos estudos da história do tempo presente.
IV A oralidade foi incorporada pela história na corrente positivista.
V A oralidade é um recurso pedagógico das aulas de história somente do ensino médio.
VI História e memória são pensadas principalmente em relação ao patrimônio histórico cultural.
Estão corretas:
I, IV e V.
II, III e IV.
II, III e VI.
I, III e V.
Independentemente das opções teórico‐metodológicas, há consenso em torno de elementos fundamentais para que a história ocorra, condição essencial para que o conhecimento histórico seja produzido. Esses elementos indispensáveis à história são
a divindade, o acaso e a intencionalidade.
a vontade, a coragem e a consciência.
o homem, o tempo e o espaço.
o tempo, a natureza e o divino.
o espaço geográfico e a reflexão.
Quanto ao conceito de tempo e à percepção temporal, é CORRETO afirmar que:
assim como há uma única intuição de espaço, conferida pela geometria, há também uma intuição global do tempo, comum a toda a humanidade.
tanto os povos ditos “primitivos” quanto as modernas civilizações industriais e tecnológicas desfrutam de uma única percepção de tempo, visto que este é um dado biológico.
a existência de uma variedade de pontos de referência temporais, apreendidos pelas mais diversas formas de datação, demonstra ser impossível estabelecer convenções para a marcação da passagem do tempo.
ao longo da história, diferentes civilizações valorizaram em maior ou menor grau a perspectiva temporal, uma vez que a percepção do tempo é essencialmente social.
desde o nascimento até a idade adulta, a percepção do tempo pelo homem permanece inalterada, uma vez que estamos fisicamente programados para experimentar sensações de duração de maneira uniforme.
Considerando comparativamente os métodos e as abordagens do paradigma tradicional em História (de orientação positivista) e a escola historiográfica denominada Nova História, faça a correspondência:
I) História tradicional (positivista)
II) Nova História
( ) Enfatiza a investigação dos atos do Estado. Daí sua preocupação, essencialmente, com uma narrativa dos acontecimentos e das ações dos homens de renome, preferencialmente sob o viés do político.
( ) Busca investigar toda a abrangência da atividade humana, imprimindo aos estudos um caráter interdisciplinar.
( ) Fundamenta-se na pesquisa documental, principalmente nos registros oficiais, escritos, emanados do governo e guardados em arquivos.
( ) Preocupa-se tanto com os movimentos coletivos quanto com os individuais sem, no entanto, sublinhá-los como feitos memoráveis de grandes instituições ou de grandes homens.
( ) Dedica-se a estudos e temáticas que sublinharam o protagonismo de grupos e indivíduos considerados marginais, minoritários ou pouco importantes: mulheres, operários, crianças etc.
A alternativa que mostra a ordem CORRETA da numeração da correspondência é:
I, II, II, I, II
I, II, I, II, II
I, I, I, II, II
I, II, I, I, II
I, II, I, II, I
“[...] nada prova que tenhamos um sentido especial do tempo, como temos a visão, a audição, o tato, o paladar ou o olfato” (WHITROW, G. J. O tempo na História. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993. p. 17).
Sobre a temática do “sentido do tempo”, discutida por G. J. Whitrow, é INCORRETO afirmar que:
nossa experiência direta do tempo é sempre relativa ao passado. Se nossa atenção estivesse concentrada no presente, tenderíamos a não ter consciência do tempo.
um “sentido do tempo” envolve alguma sensação ou consciência de duração.
nossa idade é um dos fatores que mais influenciam nosso sentido de duração. À medida que ficamos mais velhos, o tempo, tal como registram o relógio e o calendário, parece passar cada vez mais depressa.
experimentamos uma sensação de duração sempre que relacionamos a situação presente a experiências passadas ou a expectativas e desejos futuros.
nossas ideias de tempo não são inatas nem automaticamente aprendidas, e sim construções intelectuais que resultam da experiência e da ação.