Questões de Concurso sobre História e Cultura Afro

 
 
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Com o fim da escravidão em 1888, houve uma desorganização momentânea do sistema de mão de obra. Por isso, foram feitas uma série de esforços para atrair imigrantes europeus para o Brasil – o governo tentava vender a ideia de um paraíso para que imigrantes fossem destinados ao campo (formação de núcleos coloniais oficiais nos estados do Sul) e às fazendas de café de São Paulo. Sobre esse período, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Como existiam grandes áreas não ocupadas no Sul do país, instalou-se ali um modelo de imigração baseado em pequenas propriedades policultoras.


B

Tanto nos núcleos do governo como nos particulares, a terra era vendida a prazo, em lotes que eram distribuídos ao longo de cursos de água.


C

As propriedades eram próximas dos centros urbanos e uma oportunidade para os imigrantes que foram direcionados ao sul enriquecerem de forma rápida.


D

Nos cafezais, especialmente em São Paulo, o modelo que vingou foi o da imigração estrangeira subvencionada pelo Estado ou pelos proprietários de terra para o trabalho direto na fazenda.


E

As dificuldades financeiras se apresentavam já na viagem para o imigrante, visto que pagavam sobretaxas e preços altos pela passagem e vinham amontoados em navios de má-categoria.

Ao norte de Axum, na atual Etiópia, no século VI, na África ocidental, estabeleceu-se a unificação de um vilarejo em uma conjuntura geográfica que fica entre os rios Níger e o Senegal, no deserto do Saara. Nesse contexto, foi consolidada nessa península, chamada de “costa de outro”, a predominância dos povos nômades que na sua origem tinham como obtivo o controle das rotas comerciais dos produtos africanos ao comércio do ocidente. O Reinado político-administrativo beneficiou-se do desenvolvimento econômico e cultural em razão do surgimento e do desenvolvimento do islamismo. Em outras palavras, é o Auge da economia do Século III, nessa região, que não tinha saída para o mar, o que tornava inviável o desenvolvimento econômico, mas que, mesmo assim, se tornou um dos maiores Reinados do continente africano. Considerando o contexto, esse histórico trata-se:


A

Do Reino de Gana.


B

Da formação social da Nigéria.


C

Do Reino de Moçambique.


D

Do Nepal.


E

Do surgimento da África do Sul.

Leia o excerto a seguir.


“O Brasil, em razão da sua dimensão e da ausência de preocupação com a reprodução biológica dos negros, foi o maior importador de escravos das Américas. Estudos recentes estimam em quase 10 milhões o número de negros transferidos para o Novo Mundo, entre o século XV e XIX. Para o Brasil teriam vindo em torno de 3,6 milhões.”


SILVA, J. M. da. Raízes do conservadorismo brasileiro. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018. p. 374


Sobre a temática abordada pelo autor no excerto acima, afirma-se, EXCETO que


A

com a Lei Eusébio de Queirós de 1850 e o fim do tráfico transatlântico de cativos, o Brasil foi um dos primeiros países a abolir o comércio negreiro.


B

o Bill Aberdeen, de 1845, permitia que as autoridades da Inglaterra aprisionassem navios que transportassem escravos para o Brasil.


C

a Lei Nabuco de Araújo, de 1854, previa sanções para as autoridades que encobrissem o contrabando de trabalhadores escravizados.


D

a Lei Feijó, de 1831, proibiu o tráfico negreiro, mas não foi respeitada, já que o número de trabalhadores que vieram da África se intensificou nos anos seguintes.

Na década de 30 do século XIX, inúmeros africanos e seus descendentes que foram escravizados, no Brasil, retornaram para a África. Sobre os retornados, assinale a alternativa INCORRETA:


A

A maioria dos retornados que regressaram à África embarcaram, no porto do Rio de Janeiro.


B

Alguns africanos, na Bahia, ao acertarem o seu retorno para África, publicavam no jornal essa decisão para evitar constrangimentos, como por exemplo, o de ter sua alforria questionada.


C

A escolha dos retornados pelas cidades do litoral africano deu-se, principalmente, pelo fato de serem cidades portuárias, que tinham um comércio ativo, além do receio de serem reescravizados caso fossem para o interior.


D

O destino de alguns libertos africanos que embarcaram, no Rio de Janeiro, foi Angola, principalmente, na cidade de Luanda, devido às intensas atividades comerciais que permitiriam aos retornados a inserção em atividades econômicas.


E

Os retornados brasileiros, em sua maioria, saíram do Brasil e se instalaram, principalmente, no atual litoral nigeriano, e sobretudo, nas cidades portuárias como Aguê, Anecho, Ajudá (Uidá), Cotonu, Porto Novo, Badagri e Lagos.

“Quilombo era ‘toda habitação de negros fugidos que passem de cinco, em parte despovoada, ainda que não tenham ranchos levantados nem se achem pilões neles’, segundo resposta do Rei de Portugal a consulta do Conselho Ultramarino datada de 2 de dezembro de 1740”.

MOURA, Clóvis. Os Quilombos e a Rebelião Negra. São Paulo: Brasiliense, 1981. p.16. (5 ed.)


A respeito da organização quilombola ao longo da história brasileira, é correto afirmar que:


A

Embora distante da colônia, o texto explicita uma visão aprofundada, por parte da metrópole, a respeito da importância e da complexidade dos quilombos.


B

Na Constituição Brasileira (1988) existem referências específicas quanto às comunidades remanescentes de quilombos, definindo-as especificamente como patrimônio cultural brasileiro e obrigando o Estado a garantir-lhes a posse definitiva da região, inclusive com a emissão de títulos definitivos de propriedade.


C

Dada as atividades econômicas predominantemente litorâneas, os quilombos ficaram circunscritos em áreas próximas ao litoral, já que sua existência estava ligada à existência de amplo contingente de indivíduos escravizados.


D

Os maiores quilombos, com organização política econômica e social complexas, reproduziram o sistema de dominação dos portugueses; portanto, é errôneo afirmar que as comunidades remanescentes de quilombos possuem características culturais próprias.


E

Para evitar a descaracterização do conceito de comunidades remanescentes de quilombos, atualmente há uma definição bastante restrita de tais grupos, evitando elementos que permitam múltiplas interpretações e buscando características que garantam a comprovação material da sua origem.

No final do século XIX a monarquia Brasileira estava desgastada politicamente, o que resultou numa crise. Sobre os fatos ocorridos durante a crise da monarquia brasileira e Proclamação da República, pode-se afirmar que:


A

o governo monárquico não reagiu à situação difícil que se encontrava.


B

a proclamação da República foi efetivada sem a participação de militares do Exército.


C

a Igreja Católica foi a única instituição que apoiou o imperador até a sua queda.


D

o Manifesto Republicano já havia sido lançado no final do século XVIII, pela Conjuração Carioca.


E

com a abolição da escravidão, muitos senhores de escravos passaram a apoiar a causa republicana.

A escravidão, no Brasil, teve início, no século XVI, durante o Período Colonial, e consistiu no uso da mão-de-obra forçada de mulheres e homens africanos. Essas pessoas foram retiradas a força dos muitos grupos étnicos dos quais faziam parte, no continente africano, e trazidas ao Brasil. Sobre a escravidão no Brasil, assinale a alternativa CORRETA:


A

A escravidão foi uma prática que perdurou, por longos anos, tornando-se uma estrutura que até os dias de hoje influencia a formação do Brasil, em sua política, economia, cultura e sociedade.


B

O surgimento do tráfico negreiro foi posterior ao início da escravidão, no Brasil.


C

O Brasil foi o primeiro país a abolir a mão-de-obra escrava e exerceu papel fundamental na pressão pelo fim do tráfico de escravizados africanos.


D

Nenhuma das alternativas.

Considere o texto abaixo:


Negro da Guiné e gentio da Guiné foram as primeiras designações utilizadas para marcar a origem dos escravos africanos chegados à Bahia no século XVI. Mais do que um registro de procedência, estas expressões queriam significar a condição mesma de escravo na linguagem corrente da época. Seu uso se generalizara em Portugal, desde o final do século, quando o tráfico de escravos começou a se transformar na mais potente empresa comercial daquele país. A multiplicidade cultural da África passava a ser ignorada pelos portugueses na razão direta em que o caráter de mercadoria se incorporava ao conjunto da população.


(OLIVEIRA, Maria Inês Côrtes de. Quem eram os “Negros da Guiné”? A origem dos africanos na Bahia. Salvador, Revista Afro/Ásia, 19/20, 1997, p. 37)


De acordo com a autora,


A

as designações “Negro da Guiné” e “gentio da Guiné” identificavam os crioulos trazidos para os engenhos de cana do Recôncavo, região de maior rentabilidade comercial para os lusos.


B

os primeiros escravizados que desembarcaram na Bahia após o sequestro no continente africano foram oriundos da Costa Oriental da África, onde havia homogeneidade de povos.


C

o termo “Negro da Guiné” representa uma visão pluralista, usada pelos comerciantes de escravos para identificar os nativos africanos.


D

os escravos traficados para Bahia foram classificados a partir de uma visão homogeneizadora, que desprezava a multiplicidade dos povos africanos.


E

o “gentio da Guiné” era o escravizado, que ao chegar em solo baiano, passava a ser identificado por seus traços culturais, preservando-se o nome original do povo africano ao qual pertencia.

Sobre a escravidão no século XIX nas Américas, assinale a alternativa correta.


A

Na década de 1860, somente o Brasil e as colônias espanholas de Cuba mantinham a escravidão.


B

A Revolução Haitiana foi um período de conflito brutal na colônia de Saint-Domingue, levando à independência do Haiti, mas não à abolição da escravidão.


C

Na Guerra do Paraguai, os paraguaios chamavam os soldados brasileiros de macacos, por serem escravos, já que, no Paraguai, não havia mais escravidão desde a Independência.


D

A Abolição da Escravatura (1888) no Brasil significou um avanço para que o país se tornasse uma democracia racial.


E

Em agosto de 1880, o deputado pernambucano Joaquim Nabuco apresentou um projeto de lei propondo que a escravidão fosse abolida em 1890 e que os proprietários de escravos recebessem indenização (o que não ocorreu).

O Haiti foi a última colônia a protagonizar uma revolução levada adiante por escravos oriundos da África em território americano.


C

Certo


E

Errado

Leia o excerto a seguir.


“Ao tratar do problema da hominização na África, o procedimento do pré-historiador é bastante diferente daquele empregado pelo paleontólogo”.


SILVÉRIO, V. R. (Coord.). Síntese da Coleção História Geral da África: Pré-história ao século XVI.

Brasília, DF: UNESCO, 2013. p.95.


A Hominização é um processo evolutivo que ocorreu a partir de um primata desconhecido e impulsionou os seres humanos à transformação física, intelectual e cultural.


Considerando os debates históricos acerca da hominização apresentados pelo autor, afirma-se que


A

a hominização é, para os pré-historiadores, o desenvolvimento progressivo do cérebro, que permite aos seres humanos conceber e criar, aplicando técnicas cada vez mais elaboradas a um conjunto de materiais como elemento distintivo de sua ação no ambiente, a ponto de romper, em seu proveito próprio, o equilíbrio biológico.


B

os pré-historiadores consideram o uso de utensílios naturais como um critério de hominização, pois se trata de uma característica exclusiva da espécie humana, que utilizava esses utensílios como instrumentos ou armas para a defesa de predadores.


C

os paleontólogos reconhecem que há um limiar da hominização: a capacidade cerebral de 800 cm3. Para os pré-historiadores também existe um limiar técnico da hominização que exige respostas a dois problemas: como e quando os utensílios pré-históricos foram produzidos pelas mãos do ser humano.


D

os utensílios pré-históricos produzidos a partir de ossos fósseis e de pedras, rudimentares e menos elaborados, podem ser identificados com toda a segurança, e permitem aos pré-historiadores africanos apontar o início do processo cerebral de hominização, há cerca de 2,5 milhões de anos.

Na historiografia brasileira, nomes como os de Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Hollanda e Gilberto Freyre, entre outros, inscrevem-se como grandes “Intérpretes do Brasil”.


C

Certo


E

Errado

O Império Mali floresceu na África Ocidental entre os séculos XIII e XVI. Sabe-se que o Império atingiu o seu apogeu sob o reinado de:


A

Hausa.


B

Tukulor.


C

Taghaza.


D

Mansa Musa.

Analise os textos abaixo:


TEXTO 1


Imagem associada para resolução da questão


TEXTO 2


Além dos palcos e tribunais, os abolicionistas travaram um duro embate com os escravistas no Senado. No jogo de forças do Império, a visão que prevalecia era de uma abolição gradual para evitar o colapso da economia, muito dependente do trabalho escravo.

Foi assim que foi aprovado, primeiro, o fim do tráfico; 19 anos depois, o fim definitivo do tráfico; após mais 21 anos, a liberdade das crianças; passados outros 14 anos, a dos idosos, protelando o fim definitivo da escravidão.


GRAGNANI, Amanda Rossi Juliana. A luta esquecida dos negros pelo fim da escravidão no Brasil. Disponível em:

<https://www.bbc.com/portuguese/resources/idtsh/lutapelaabolicao#:~:t ext=H%C3%A1%20130%20anos%2C%20o%20domingo,e%20assinada% 20pela%20princesa%20Isabel>. Acesso em: 16 jan. 2021


Com base nos texto, pode-se afirmar que a abolição da escravatura no Brasil ocorreu de forma:


A

Gradual e lenta, tendo como marco definitivo do fim da escravidão a Lei Áurea, assinada em 1888.


B

Lenta e gradual, tendo como marco definitivo do fim da escravidão a Lei dos Sexagenários, assinada em 1871.


C

Rápida, devido à pressão da Inglaterra, fato que contribuiu para o fim definitivo da escravidão no Brasil em 1845.


D

Lenta e gradual, porém, logo após a abolição, o governo brasileiro criou programas de assistência aos recém-libertos, os inserindo de forma igualitária na sociedade.


E

Rápida, pois logo após a abolição, o governo brasileiro criou programas de assistência aos recém-libertos, os inserindo de forma igualitária na sociedade.

“Toda a história da sociedade humana até hoje é a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, patrão e assalariado, numa palavra, opressores e oprimidos, estiveram em constante oposição uns contra os outros, numa luta sem tréguas (....) que, de cada vez, terminou por uma transformação revolucionária da sociedade inteira ou pela destruição comum das classes em luta. Cada vez mais se divide a sociedade inteira em dois grandes campos inimigos, em duas grandes classes diametralmente opostas uma à outra, a burguesia e o proletariado.” (Marx e Engels, Manifesto comunista)


Considerando o tema a que se refere a citação acima, assinale a alternativa CORRETA.


A

A organização política fragiliza o proletariado na sua luta contra a burguesia.


B

Na luta de classes as condições econômicas opõem uma classe social a outra. No entanto, os interesses do proletariado são os mesmos interesses da burguesia: acumular capital e, com isso, garantir o enriquecimento individual.


C

O Manifesto comunista serviu de guia para a ação do proletariado bem como de alerta para a luta de classes, principalmente a luta da burguesia versus o proletariado.


D

As revoluções russa, francesa e cubana destruíram o Estado Burguês nos seus respectivos países e fundaram a ditadura do proletariado.


E

A história da luta de classes terá seu final quando as nações garantirem a acumulação de capital de todos os seus habitantes.

O processo de abolição da escravidão no Brasil foi longo e contou com várias medidas que afetaram o regime servil ao longo do século XIX, antes da Lei Áurea. A respeito desse processo, assinale a opção correta.


A

Quando da abolição, apenas poucos milhares de pessoas ainda escravizadas, cerca de 10 mil, foram diretamente beneficiadas pela Lei Áurea.


B

A expectativa de que no Brasil houvesse um levante semelhante ao ocorrido no Haiti ou uma guerra semelhante à de secessão, ocorrida nos Estados Unidos da América, influenciou o processo de abolição da escravidão no Brasil.


C

Não houve rebeliões escravas internas ao Brasil ao longo do século XIX, o que evidencia o caráter pacífico do processo de abolição da escravidão.


D

A Lei do Ventre Livre e a Lei Áurea foram impostas pelo imperador, em confronto com o parlamento.


E

O tráfico de pessoas escravizadas foi extinto na data prevista pelo Tratado de Independência, assinado com Portugal e Inglaterra.

Segundo VISENTINI, RIBEIRO e PEREIRA, vestígios indicam que houve um movimento que possivelmente tenha iniciado em torno de 2 mil a.C. e que chegou às savanas o mais tardar em 300 a.C., o qual teria sido responsável pela formação de um dos povos de toda a metade meridional da África. O autor se refere ao povo:


A

Iorubá.


B

Tuaregue.


C

Banto.


D

Cuxita.


E

Zulu.

Em relação ao conceito de Diáspora Africana, é correto afirmar que


A

foi um regime de segregação racial implementado na África do Sul em 1948 pelo pastor protestante Daniel François Malan — então primeiro-ministro — e adotado até 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional, no qual os direitos da maioria dos habitantes foram cerceados pela minoria branca no poder.


B

nome dado a um fenômeno caracterizado pela imigração forçada de africanos, durante o tráfico transatlântico de escravizados. Estima-se que durante todo período do tráfico negreiro aproximadamente 11 milhões de africanos foram transportados para as Américas, dos quais, em torno de 5 milhões, tiveram como destino o Brasil.


C

foi a segregação imposta de forma legal e por imposição social nos Estados Unidos no século XX baseada em discriminação racial em instalações públicas e privadas, serviços e oportunidades (a moradia, cuidados médicos, educação, emprego e transporte).


D

é uma ideologia política que perpetua e mantém a dominação social, política, histórica e/ou industrial por pessoas brancas, como evidenciado pelas estruturas sociopolíticas históricas e contemporâneas.


E

consiste no preconceito e na discriminação com base em percepções sociais baseadas em diferenças biológicas entre os povos. Também pode afirmar que os membros de diferentes raças devem ser tratados de forma distinta.

 
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