Questões de Concurso sobre História e Cultura Afro

 
 
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Da ideia de mestiçagem introduzida no Brasil, apreende-se como a transformação desse conceito na ideologia de Estado, auxiliará na construção do Estado nacional a partir dos anos 30. Trata-se de uma visão de mundo que reinventa o país, na medida em que revela a possibilidade de convivência dos diferentes grupos socioculturais então residentes dentro das fronteiras político-geográficas da nação brasileira. Deve-se lembrar que até as primeiras décadas do século XX, uma questão polarizou o debate político brasileiro, a saber, até que ponto seria possível constituir uma nação unitária e progressista nos trópicos, partindo-se de grupos populacionais tão heterogêneos quanto ex-escravos e seus descendentes, os diversos povos indígenas, imigrantes de diferentes origens e “mestiços” de todos os tons.


Sobre a ideia de mestiçagem, que foi construída ao longo da História do Brasil como discurso do Estado é CORRETO afirma que:


1. Os negros possuíam uma consciência subdesenvolvida, não estando em condições de assumir todos os direitos e deveres que cabiam aos demais cidadãos. Nesse sentido, o primeiro código penal republicano, ao não distinguir os cidadãos conforme a cor de sua pele, tornou-se alvo da dura critica. O determinismo biológico foi o componente fundante para uma leitura de cidadania que não previa o cruzamento entre raças no início do século XIX, que irremediavelmente seria a degradação da “raça brasileira”.

2. A desigualdade e os problemas sociais, historicamente construídos, como o subjugo de determinados grupos como mulheres ou negros, são como constitutivas de uma essência brasileira, infensas à possibilidade de transformação. Supõe-se uma cultura unificada como fundamento da nação, em que restam limitados os espaços para a expressão de novas formas culturais, como aquelas trazidas pelos imigrantes que chegam ao país a partir da segunda metade do século XIX e incorporadas a ideia de nação brasileira.

3. A intervenção estatal no campo da cultura baseouse em um conceito essencialista de brasilidade, através do qual algumas formas culturais foram promovidas, enquanto outras manifestações, igualmente existentes, foram sistematicamente desconsideradas. Brasilidade se apresentou como uma identidade mestiça não étnica, capaz de assimilar todas as outras representações étnicas. A ideia de raça foi desqualificada enquanto instrumento dos discursos políticos depois de 1930 e assim se constituiu o mito da democracia racial, componente indispensável da ideologia da mestiçagem.

4. A partir dos anos 70 o conceito raça através, da influência da discussão norte-americana, ganhou renovada importância política no Brasil, funcionado como instrumento de ruptura da homogeneidade construída, simbolicamente, pela política da mestiçagem, como se tratasse de dissociar os grupos socioculturais fundidos na simbologia da nação mestiça. Assim, o conceito raça se transformou em instrumento de mobilização política, em construção discursiva e que deve fazer dos diferentes estratos populacionais afrodescendentes – do ponto de vista social e cultural tão diverso entre si – um coletivo político.

5. O discurso da mestiçagem como etapa transitória no processo de branqueamento constitui peça central da ideologia racial brasileira e acrescenta que a população negra no Brasil representa, do ponto de visita da elite pensante, uma ameaça ao futuro da raça e da civilização branca no país. Para essa elite, o discurso da mestiçagem contém um ideal implícito de homogeneidade que não contempla a existência da população negra, o que o leva a falar de etnocídio e da construção de uma ideologia de mestiçagem que parte das organizações étnicas formadoras da sociedade brasileira para permitir sua aceitação.


Estão CORRETAS:


A

1, 3 e 5


B

1, 2 e 4


C

2, 4 e 5


D

2, 3 e 4


E

1, 4 e 5

A escravidão moderna caracterizou-se por trazer à tona uma realidade nova ao já secular comércio de escravos ocorrido no continente africano.

(Lilia Schwarcz e Heloísa Starling. Brasil: uma biografia. 1. ed. São Paulo: Cia das Letras, 2015)


De acordo com as autoras, na obra Brasil: uma biografia, a referida nova realidade consiste


A

no esvaziamento do comércio de escravos na costa atlântica em detrimento de uma intensificação das rotas de comércio de escravos estabelecidas entre os reinos africanos e o mundo muçulmano, configurando-se este último na maior expressão do escravismo moderno.


B

na conquista rápida e efetiva dos reinos tribais africanos pelas forças expedicionárias lusitanas, a fim de monopolizar o comércio de escravos para a América, interrompendo, assim, o fluxo de tráfico escravista para o oriente médio e tornando os portugueses os maiores comerciantes de gente do período.


C

no modo como os reinos africanos constituídos se fortaleceram em alianças internas, após a influência europeia pressioná-los a aderir às alianças de benefício unilateral, que exaltavam a presença europeia no continente africano.


D

no fim das hostilidades entre europeus e africanos, com relação à religiosidade e à adoção do cristianismo por parte de alguns reinos, na lucratividade e na monopolização do trabalho escravizado, bem como do comércio que o sustentava, gerando assim cisões irreversíveis na diplomacia entre os continentes.


E

na mudança de escala do comércio de africanos escravizados, tanto no que se refere ao volume de cativos, quanto no emprego crescente da violência. Isso alterou a dinâmica de guerras e das redes de relacionamento internas dos estados africanos.

Sobre a cultura africana leia as afirmativas abaixo:

I- O negro africano foi trazido para o Brasil para ser empregado como mão de obra escrava. Conforme as culturas que representavam (ritos religiosos, dialetos, usos e costumes, características físicas etc.) formavam três grupos principais, os quais apresentavam diferenças acentuadas: os sudaneses, os bantos e o malês. (Sudaneses islamizados).

II- Salvador, no nordeste do Brasil, foi a cidade que recebeu o maior número de negros, e onde sobrevivem vários elementos culturais. São exemplos o “traje de baiana”, com turbante, saias rendadas, braceletes, colares, a capoeira e os instrumentos de música como o tambor, atabaque, cuíca, berimbau e afoxé.

III- De modo geral, a contribuição cultural dos negros foi grande: Na alimentação, vatapá, acarajé, acaçá, cocada, pé de moleque etc; Nas danças (quilombos, maracatus e aspectos do Bumba meu boi) Nas manifestações religiosas (o candomblé na Bahia, a macumba no Rio de Janeiro e o xangô em alguns estados do nordeste).

Assinale a alternativa CORRETA.


A

Apenas I e II.


B

Apenas III.


C

I, II e III.


D

Nenhuma das alternativas.

A produção cinematográfica referida no texto faz menção à África do Sul. Assinale a alternativa que melhor corresponde às características deste país.


A

A África do Sul é um país banhado pelos oceanos Atlântico e Índico. O território encontra-se no ocidente, ao sul do paralelo do Equador (hemisfério sul).


B

O território abriga em seu subsolo uma grande quantidade de minérios, e destaca-se na produção de carvão mineral, manganês, ferro, cobre, platina, diamante, ouro e urânio, riquezas que são fundamentais para o desenvolvimento industrial.


C

Cidade do Cabo e Johannesburgo são os únicos centros urbanos e consequentemente promovem a concentração das indústrias, abrigando empresas que atuam nos setores de produção de veículos, locomotivas, incluindo ainda a metalurgia e a petroquímica.


D

Possui potencial relevante de recursos quanto à produção de energia elétrica, impulsionado pelo rio Orange. O país é independente quanto à produção de petróleo.

Diversos fatores ocorridos ao longo de toda metade do século XIX contribuíram para o fim da escravidão, alguns deles são:


A

abundância de mão de obra, Golpe da Maioridade, Lei de Terras.


B

Ato Adicional de 1834, Regência Una, crise sucessória.


C

resistência dos africanos escravizados, escassez de mão de obra, repercussão do ideário abolicionista.


D

fatores econômicos, Revolução Farroupilha, déficit na balança comercial.

Considerando-se o processo histórico de configuração dos quilombos no Brasil e a realidade vivida hoje, pelas comunidades remanescentes de quilombos, é possível afirmar que a história dessa parcela da população tem sido construída por meio de várias e distintas estratégias de luta. Esse histórico de lutas tem o movimento quilombola e o movimento negro como os principais protagonistas políticos que organizam as demandas das diversas comunidades quilombolas de todo o país e as colocam na cena pública e política, transformando-as em questões sociais.


(Adaptado de: BRASÍLIA, Conselho Nacional de Educação. Texto-referência para a elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola, 2011)


Esses movimentos sociais denunciam que a situação vivida pelos quilombolas está intrinsecamente ligada a


A

desigualdade social e preconceito racial.


B

diversidade cultural e respeito racial.


C

discriminação social e protagonismo ascendente.


D

intolerância e igualdade social.


E

pluralidade cultural e homogeneização social.

Sobre a história da África, mais especificamente do Egito, Martin Meredith (2017) assevera que “nas ruas e nos cafés do Cairo e de Alexandria, o clima de ressentimento com a intervenção europeia no país se espalhava progressivamente. Muito se falava em ‘Um Egito para os egípcios’”. Sobre esse período histórico, assinale a alternativa INCORRETA.


A

A elite urbana e os grandes proprietários de terra tornavam-se progressivamente mais críticos das medidas de austeridade impostas pelos controladores financeiros europeus e exigiam mais participação política para si mesmos.


B

Associações secretas, algumas com inclinações revolucionárias, começaram a se formar. Em 1879, uma organização nacionalista lançou um manifesto instando a população à libertação da opressão estrangeira, que assentava que o país deveria ser administrado por personalidades egípcias, e que não queria ministros que representassem uma ou outra influência europeia.


C

Tendo o quediva sido acusado de agir em nome dos interesses europeus e trair seu próprio país, instalou-se uma instabilidade política que justificou uma tentativa de intervenção francesa e britânica, pois temiam que Urabi não honrasse as dívidas do Egito, o que deu lugar a uma demonstração de diplomacia canhoneira, com o envio de quatro navios Ingleses ao Cairo.


D

Em fevereiro de 1881, Ahmed Urabi, oficial felá, emergiu como líder dissidente, preparado para desafiar a hierarquia militar, e ganhou fama nacional ao invadir o prédio do Ministério da Guerra e libertar oficiais presos, recebendo a alcunha de “el wahhid”, ou “o único”, pois fora o único homem de origem puramente felá em séculos capaz de resistir à tirania da elite reinante turcocircassiana com êxito.


E

Em setembro de 1881, Ahmed Urabi ingressa no palácio do quediva para apresentar suas demandas, dentre as quais estavam a nomeação de um novo gabinete, o aumento do contingente do exército e a convocação de uma assembleia nacional, o que foi acolhido, uma vez que o quediva contava com o apoio tão somente da elite turco circassiana.

Leia o texto abaixo.


Esses escravos tinham mobilidade para circular na cidade, já que precisavam encontrar trabalho para juntar quantia em dinheiro que deveria ser entregue ao proprietário, além, é claro, de obter o seu próprio sustento. Se, por um lado, esse tipo de trabalho livrava os proprietários da obrigação de sustentar seus escravos, assim diminuindo os seus gastos, por outro, permitia certa autonomia aos cativos, que arranjavam o seu próprio trabalho e cuidavam de suas despesas.

(Mattos, Regiane Augusto de. História e cultura afro-brasileira. 2ª ed., 3ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2014, p. 112. Adaptado)


O texto faz referência a uma modalidade de trabalho escravo denominada:


A

escravos do eito.


B

escravo doméstico.


C

escravo de ganho


D

escravo "tigre".


E

escravo da liteira.

Leia o trecho e responda:

“O criador dos orixás, Olorum, mandou chamar a sua presença seu filho mais velho, chamado Obàtálá. Eram tempos de transformação e o senhor supremo do cosmos ordenou a criação de um mundo abaixo do seu. Para executar a tarefa, Obàtálá recebeu um saco de terra e uma galinha com pés de cinco dedos.”


O trecho acima representa a criação do mundo a partir da perspectiva de qual povo africano?


A

Iorubá.


B

Cuxitas.


C

Congoleses.


D

Quicongo.

No que se refere ao tráfico negreiro, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – Devido à alta taxa de mortalidade, os navios negreiros ficaram conhecidos como “tumbeiros”.

II – Foi incentivado pela Coroa Portuguesa, que recebia certa porcentagem do lucro.

III – O pau-brasil, o tabaco e o cobre eram moedas de troca.


A

Apenas o item I é verdadeiro.


B

Apenas o item II é verdadeiro.


C

Apenas o item III é verdadeiro.


D

Apenas os itens I e II são verdadeiros.


E

Nenhum dos itens é verdadeiro.

Ao lado da empresa comercial e do regime de grande propriedade, acrescentemos um terceiro elemento: o trabalho compulsório. Também nesse aspecto, a regra será comum a toda a América Latina, ainda que com variações. Diferentes formas de trabalho compulsório predominaram na América espanhola, enquanto uma delas – a escravidão – foi dominante no Brasil.

[…]

Mas se a introdução do trabalho escravo se explica resumidamente dessa forma, por que se optou preferencialmente pelo negro e não pelo índio? Em primeiro lugar, lembremos que houve uma passagem da escravidão do índio para a do negro, que variou no tempo e no espaço.

[…]

(Boris Fausto, História do Brasil)


Sobre a citada variação “no tempo e no espaço”, é correto afirmar que


A

no Estado do Maranhão, até meados do século XVIII, havia uma legislação particular que permitia a escravização de povos indígenas, desde que houvesse a anuência da autoridade religiosa local.


B

no Nordeste açucareiro, a opção pelo trabalho cativo dos povos indígenas, no decorrer do século XVI, derivou da forte queda do preço internacional do açúcar, o que impossibilitava a compra de escravos africanos.


C

a passagem para o uso do africano foi mais rápida na economia açucareira, porque havia condições de absorver o preço da compra do escravo negro, mas demorou a ocorrer nas regiões periféricas, como São Paulo.


D

as regiões com frágil ligação com o mercado externo preferiam o trabalho escravo africano porque as ordens religiosas, com o apoio das autoridades metropolitanas, atuavam com rigidez para impedir a escravidão indígena.


E

durante o século XVI coexistiram índios e africanos escravizados nas variadas produções coloniais, mas no século seguinte, a proibição em tornar cativos os indígenas foi efetivada em toda a Colônia.

No ano de 1921, no auge do Imperialismo estadunidense, quando o país gozava da formação de uma sólida elite nacional e internacional, o país foi protagonista de um dos eventos mais aterrorizantes da história dos afroamericanos, o massacre racial em Tulsa, Oklahoma. Conhecida como a “Wall Street Negra”, cidade na qual se formava um reduto de pretos bem sucedidos, empresários do ramo petrolífero, o município concentrava o distrito de Greenwood, que foi invadido por uma multidão que arrasou o distrito ao longo de 18 horas, ateando fogo em residências e disparando contra casas de pretos americanos, matando mais de 300 pretos e desabrigando pelo menos 10 mil.


Imagem associada para resolução da questão

Fonte: Tulsa Historical Society Museum. Disponível em: https://www.tulsahistory.org/exhibit/1921-tulsa-race-massacre/photos/ Acesso em 18 set 2020.


O massacre em Tulsa-OK, reflete:


A

O descontentamento com as políticas de Estado conduzidas por Franklin Delano Roosevelt, que visava substituir o Big Stick pelo New Deal.


B

A atuação da Klu Klux Klan na formação histórica da sociedade estadunidense, que sempre atuou por detrás de eventos como este, comprovado anos mais tarde a partir da liderança de John H. Payton.


C

O enraizado e violento racismo estrutural que existe na sociedade estadunidense e nas sociedades americanas.


D

Aos conflitos de terra gerados pós Homestead Act (1862), que ofereceu seguridade de terras para as populações afroamericanas, causando descontentamento por parte dos descendentes diretos dos britânicos.

Sobre a história contemporânea da África, Martin Meredith assinala que, na altura da década de 1980, “a África era conhecida por seus ‘Big Men’, ditadores militares e presidentes de partido único que ocupavam o cargo reforçando seu controle pessoal, reprimindo qualquer oposição ou dissidência, autorizando polícias secretas a silenciar seus críticos, intimidando a imprensa, limitando o poder dos tribunais de justiça e tornando-se extremamente ricos” (O destino da África. Cinco mil anos de riquezas, ganância e desafios. Rio de Janeiro: Zaahar, 2017). Acerca de referido período histórico, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Embora fizesse um progresso acelerado em frequência escolar e assistência médica, a maioria dos governos africanos não conseguia desenvolver programas econômicos eficazes para melhorar a situação de suas populações, notadamente porque as recompensas da independência foram colhidas por pequenos grupos privilegiados.


B

O foco na industrialização e na agricultura como motor do desenvolvimento foi desastroso. Em pouco tempo os estados africanos estavam repletos de indústrias e grandes produtores rurais que sofriam fortes ingerências políticas, exigindo subsídios enormes do governo para mantê-las funcionando.


C

Na Tanzânia, um experimento socialista na agricultura, que envolvia o desenraizamento de populações dispersas, deslocando-as para grandes aldeias comunais, em que teriam serviços básicos à disposição, como escolas e clínicas, mostrou-se desastroso, conduzindo à queda drástica da produção de alimentos e aumentando o espectro da fome.


D

Com o aumento da taxa de crescimento populacional, os governos africanos passaram a não conseguir lidar com a demanda por escolas, hospitais, habitação e serviços básicos, como o abastecimento de água, o que foi especialmente agravado pelos impactos da crise do petróleo, como reflexo das guerras árabe-israelense e entre Irã, que encareceram o preço dos combustíveis e fertilizantes, além de impactar na disponibilidade de equipamentos agrícolas.


E

Na década de 1980, foram criados vários pacotes internacionais de resgate para lidar com o declínio econômico da África, tendo o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional para ajudar os governos africanos com apoio financeiro, desde que concordassem com uma reforma econômica radical, que passava pelo aumento dos preços das mercadorias agrícolas, remoção de subsídios urbanos, corte de burocracias inchadas e venda ou fechamento de empresas estatais, desvalorização de moedas e redução de déficits orçamentários e da dívida pública.

Sobre o continente africano, é correto afirmar que


A

os processos de independência na África se iniciaram no início do século XX, com a independência do Egito. No entanto, somente após Segunda Guerra Mundial, com as potências europeias enfraquecidas, os países africanos alcançaram a independência.


B

o Continente Africano abriga 20,3% da área total do planeta, sendo o 3º continente com maior extensão. É um dos continentes situados em todos os hemisférios da terra: norte, sul, leste e oeste. Isso acontece porque a África é cortada apenas pelo Meridiano de Greenwich.


C

A maior parte do Continente Africano é chamada de África Subsaariana. É a África dos povos, a maioria de cor branca, que abrange uma grande variedade de etnias formando uma heterogeneidade das mais complexas. Essa região corresponde a 75% da população africana.


D

O continente africano durante muito tempo foi dividido apenas entre etnias (povos de culturas e religiões diferentes), ou tribos. Muitas dessas tribos, inclusive, eram parceiras e disputavam territórios, ou então protegiam o seu próprio território.

Leia o trecho do texto abaixo que fala sobre escravidão no Brasil


... “Com o descobrimento das minas pelos paulistas, nos fins dos seiscentos, subverte-se o caráter agrícola da empresa sul-americana, desviam-se bruscamente, as energias coloniais para desertas e imensas regiões. Perturba-se e agrava-se então o problema da mão de obra negra, cujo preço, como o de todas as demais utilidades, sofre a alta provocada pelas novas fontes de consumo.”


(Holanda, Sérgio Buarque de.(Org) História Geral da Civilização Brasileira;TOMO I época colonial. Vol 2. 10ª ed.- Rio de Janeiro; Bertrand Brasil, 2003.)


Segundo o trecho do texto, o preço dos escravos era provocado pela:


A

Quantidade exorbitante de negros chegando ao Brasil no final do século XVI.


B

Descoberta de minérios preciosos feita pelos paulistas no interior da colônia.


C

Autorização do alvará de 29 de março de 1559, ordenando que cada senhor de engenho pudesse resgatar até 120 escravos do Congo.


D

Pela preferência a mão-de-obra indígena a mão-de-obra negra.


E

Pela necessidade de mão-de-obra negra na lavoura de açúcar no Nordeste da colônia.

Assinale a alternativa que traz a CORRETA afirmação sobre a Lei 10.639/03.


A

Cria de forma facultativa o ensino de história e cultura afro-brasileira e demonstra que nunca houve racismo no Brasil.


B

Estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e representa um instrumento de combate ao racismo no Brasil.


C

Estabelece o ensino de história e cultura afro-brasileira no ano de 2003 e, depois da sua criação, corrige todas as distorções históricas sobre o racismo no Brasil fazendo com que a gente preta desse país não sofra com o racismo estrutural.


D

Determina o ensino de história e cultura afro-brasileira mais a característica da diversidade étnica e multicultural do Brasil.


E

Houve uma grande mobilização nacional em torno da Lei 10.639/03, que estabelece o ensino de história e cultura afro-brasileira e sua aplicação é eficaz com a exclusão da perspectiva eurocêntrica do ensino de história no país.

Ao ocupar as terras no sul do continente americano a partir do século XVI, os jesuítas tinham que objetivo em relação aos povos indígenas que aqui viviam?


A

Escravizá-los para o trabalho nas lavouras de cana-de-açúcar.


B

Levá-los para o continente europeu para realizar o processo de aculturação.


C

Catequizá-los através da vida nas reduções jesuíticas.


D

Torná-los servos nas minas de diamante da região sudeste.


E

Entregá-los aos bandeirantes paulistas em troca de gado para as missões.

Leia a tirinha abaixo:


Imagem associada para resolução da questão


Sobre o racismo e o preconceito na história do Brasil é CORRETO afirmar que:


1. As teorias racistas largamente difundidas na sociedade brasileira e o projeto de branqueamento vigoraram até os anos 30 do século XX, quando foram substituídos pela chamada ideologia da democracia racial, entretanto, nesse novo contexto, a valorização da miscigenação e do mulato continuaram propiciando a disseminação de um ideal de branqueamento como projeto pessoal e social.

2. Em um contexto de grande força do pensamento autoritário, o processo de construção social do Brasil ganhou expressão máxima na obra de Francisco Campos, de Oliveira Vianna e da geração de intelectuais autoritários dos anos 20, e o diagnóstico de um país marcado pela desorganização social reforçou a busca de uma concepção de nação que afirmasse a unidade do povo em torno de um conjunto integrado e harmonioso, no qual a questão racial foi sistematicamente negada.

3. A elite colonial brasileira organizou um sistema de discriminação legal e uma ideologia racista que justificasse as diferentes posições sociais dos grupos raciais, ela compartilhava do conjunto de estereótipos de preconceitos negativos em relação ao negro em que amparava sua visão hierárquica de sociedade, por sua vez, o elemento branco era dotado de uma positividade que se acentuava quanto mais próximo estivesse da cultura europeia.

4. O conceito de democracia racial forneceu uma nova chave interpretativa para a realidade brasileira, com o progressivo desaparecimento do discurso racista e preconceituoso, dando lugar a ideia de cultura como projeto nacional de valorização do povo brasileiro pela formação da nação que ultrapassou e fundiu os grupos raciais presentes em sua formação pelo nascimento de uma nação integrada, mesmo que heterogênea.

5. O desafio de construir de uma sociedade com políticas públicas beneficiem, de forma geral e abrangente, o conjunto da população está diretamente associado ao enfrentamento da questão racial, que perpassa o tecido social e as relações sociais que, de modo geral, estruturam o cotidiano, reafirmando patamares surpreendentes de desigualdade, pois a negação da existência de um problema racial parece ser o sustentáculo do processo de reprodução das desigualdades sociais no país.


Estão CORRETAS:


A

1, 3 e 5


B

1, 2 e 5


C

2, 4 e 5


D

1, 3 e 4


E

2, 3 e 4

Sobre a história da África, mais especificamente acerca da ocupação do Egito pelo Reino Unido, Martin Meredith assevera que “a ocupação do Egito pelo Reino Unido, inicialmente destinada a ser um empreendimento de curto prazo, logo se transformou em uma presença permanente” (O destino da África. Cinco mil anos de riquezas, ganância e desafios. Rio de Janeiro: Zaahar, 2017). Em relação ao período de ocupação egípcia pelo Reino Unido, assinale a alternativa INCORRETA.


A

Por um período de mais de sessenta anos, o Egito ficou sob uma sucessão de procônsules britânicos com o poder de intervir como quisessem, apoiados por uma guarda britânica local.


B

Em uma declaração unilateral datada de 1922, o Reino Unido acabou com o regime de protetorado e concedeu ao Egito uma forma modificada de independência, reservando para si, tão somente, o controle de duas áreas principais: a segurança das comunicações imperiais egípcias, incluindo o canal de Suez, e a defesa do Egito contra toda agressão externa, envolvendo o controle do exército egípcio.


C

O domínio britânico despertou crescente ressentimento entre a elite de classe média egípcia.


D

Diante de uma série de turbações antibritânicas, o governo britânico acabou por aceitar as exigências egípcias de independência, mas manteve certos poderes que foram considerados essenciais para proteger os interesses britânicos.


E

Oficialmente, o Egito permaneceu um Estado autônomo governado pela dinastia de Muhammed Ali, devendo lealdade às autoridades otomanas em Istambul.

No reino Africano de Kush as mulheres podiam alcançar posições políticas de destaque, o título mais conhecido era Candace, ou Rainha-Mãe, que algumas vezes chegava a assumir a chefia de Estado. O processo pelo qual elas alcançavam tais posições decorria da seguinte prática cultural:


A

A esposa, após o nascimento do primogênito, assassinava o marido/rei, tomando seu lugar.


B

A mãe estava acima do rei na hierarquia social, o que auxiliava no exercício político desta posição.


C

A mãe assumia o lugar da rainha nos casos em que o filho/rei se tornava viúvo.


D

A mãe adotava a nora, ganhando poder e influência no governo do filho.

 
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