Questões de Concurso sobre História e Cultura Afro

 
 
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Compreendendo uma série de instalações que se relacionavam direta e indiretamente com a produção do açúcar, o engenho colonial brasileiro, e seu processo de refino, apesar de sua descrição muitas das vezes estereotipada, podem ser considerados como um dos mais complexos e desenvolvidos em termos de tecnologia industrial no mundo à época, segundo estudos de especialistas brasileiros sobre a economia colonial.

"Já vimos que o surgimento do escravismo no Brasil esteve intimamente relacionado com a implantação da indústria açucareira. Com efeito, até hoje, o grande engenho de açúcar continua como um elemento essencial na imagem da escravidão no País. (...) Exageros à parte, é importante ressaltar que a vida no engenho era marcada por um intenso ritmo de trabalho. (...) É muito significativo que observadores da época retratassem o engenho, durante o período de safra, como uma espécie de 'inferno na Terra .

(LIBBY E PAIVA, Douglas Cole e Eduardo França. A escravidão no Brasil, Relações sociais, acordos e conflitos. Editora Moderna, São Paulo, 2005. P. 28, 29 e 30.)

Como uma das características marcantes da vida dos engenhos coloniais brasileiros, é possível destacar:


A

os trabalhadores escravos dedicavam-se apenas aos trabalhos mais pesados no canavial, seja roçando, plantando e colhendo a cana, seja transportando o produto até as moedas


B

aos trabalhadores escravos era vedado o direito de exercerem funções mais especializadas, seja dentro da "fábrica do açúcar", seja em outros setores e instalações do engenho


C

os engenhos brasileiros coloniais superavam em muito, em tamanho e em quantidade de trabalhadores escravos, as plantations açucareiras localizadas nas Antilhas coloniais


D

o refino do açúcar exigia uma equipe de trabalhadores habilitados, tais como os mestres de-açúcar, os caldeireiros e os purgadores, funções também exercidas por trabalhadores escravos

A comunidade quilombola Caiana dos Crioulos, em Alagoa Grande e Matinhas, cidades pertencentes à Região Metropolitana de Campina Grande, receberam na quinta-feira (29) a posse dos sítios em que já estavam instaladas. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (6). A entrega da posse dos sítios pertence ao programa da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SNPIR) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH).


(https://g1.globo.com/pb)


Assinale a opção que o nome da comunidade quilombola não corresponde corretamente a do município paraibano:


A

Lagoa Rasa e de Curralinho/Jatobá no município de Catolé do Rocha.


B

Serra do Talhado no município de Santa Luzia.


C

Trigueiros no município de Pombal.


D

Grilo no município de Riachão do Bacamarte.


E

Paratibe no município de João Pessoa.

O continente africano demarca o início da civilização humana, na sua fronteira situada no extremo nordeste do continente, na porção oriental da planície do Rio Nilo. Com mais de 5.000 anos de histórias de civilizações, o enorme continente foi povoado por distintas bases étnicas, que compartilhavam de matrizes culturais, religiosas, políticas e morais diferentes. No século VII, um importante evento que tomou parte do norte africano, nas regiões do Egito, Líbia, Tunísia, Marrocos e Argélia, marcaram a mudança civilizacional que influenciaria em todo arranjo territorial africano dali em diante, desdobrando-se em diferentes impérios e califados. Com base nesse trecho, assinale a alternativa a seguir que marca corretamente um dos principais Impérios pré-invasão europeia que reinou sobre o território africano.


A

Império Han, séc. XI-XVI.


B

Império Bam, séc. VIII-XIII.


C

Império Songhai, séc. XV-XVI.


D

Império Hauçá, séc. XIV-XV.

“Com certeza, em todos os cantos do Brasil colonial, a escravidão tornou-se o marco principal pelo qual se media a sociedade como um todo.”

(John Manuel Monteiro. Negros da terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo)


Considerando o fragmento e o tema, é possível afirmar que a escravidão


A

é parte estrutural da sociedade, no Brasil, com implicações na economia, na política e nas demais relações sociais no país, desde a colônia e Império, com implicações na República e no tempo presente.


B

foi evitada na maior parte da história do país, sobretudo no período do Império, no qual a elite agrária abriu mão desse tipo de relações de trabalho em nome da unidade e da visão liberal, predominante nesse período.


C

esteve ausente durante os períodos colonial e império, uma vez que as relações e as pressões comerciais dos países liberais foram fundamentais para os acordos que extinguiram a mão de obra escrava no país.


D

perdurou no país entre os anos de 1822 até 1889, encontrando no período do Brasil monárquico seu auge, após quase não ser utilizado como instrumento de dominação econômica durante o período colonial.


E

é uma instituição, no país, que se concentrou em algumas regiões do território nacional, sobretudo em regiões com maior avanço econômico, como a sudeste, que necessitaram dessa mão de obra para a industrialização.

O historiador Caio Prado Jr. afirmava que “É este o caráter mais saliente da formação étnica do Brasil, a mestiçagem profunda das três ‘raças’ que entram na sua composição.”

(Caio Prado Jr. A formação do Brasil contemporâneo – colônia)


O sentido e a formação do escopo populacional do Brasil, segundo Caio Prado, guardavam características marcantes, tais como o escravismo indígena e africano. No processo abolicionista de fins do século XIX, ainda no período Imperial, é correto considerar


A

o radicalismo político classista e revolucionário do movimento abolicionista.


B

a defesa da ideia de mestiçagem e de valores liberais entre a maioria dos abolicionistas.


C

a amplitude democrática e inclusiva que marcou o debate sobre o abolicionismo.


D

a mestiçagem como irrelevante na formação nacional e entre os partidários do abolicionismo.


E

a defesa do governo, durante todo o período monárquico, a favor do abolicionismo.

Leia o texto abaixo:


“A Escravidão é de fato a Desigualdade Radical por excelência. Com a Escravidão — principalmente se o escravo estiver sujeito a todos os rigores que a Escravidão potencialmente lhe impõe, ao passo em que neste caso o Senhor estará em pleno exercício de todos os seus poderes e privilégios relacionados à posse do escravo — podemos dizer que este escravo estará privado de tudo, de todos os seus direitos sobre si. No início da Idade Moderna, difunde‐se muito uma releitura de certas passagens bíblicas como o notório episódio da “maldição de Cam”. Trata‐se de associar à Desigualdade Escrava, relida como Diferença Escrava, uma Diferença Negra que será reconstruída desde os tempos da expansão europeia em direção ao Novo Mundo.”


Com base na conceituação de Escravidão descrita acima, para a antiguidade e para os tempos modernos, podemos afirmar que:


1. Os hilotas correspondiam, na Grécia Antiga, a populações ou grupos de populações submetidas pelos espartanos e obrigadas, a partir daí, a uma forma específica de trabalho compulsório. Uma de suas características essenciais é que eles eram dependentes coletivos, em contraste, por exemplo, com o escravo ateniense do período clássico, que via de regra estava preso a um destino individual de dependência. Enquanto o hilota insere‐se em um grupo “escravizado” por uma comunidade de senhores, já o “escravo” propriamente dito passa a pertencer a um indivíduo: ele é propriedade de alguém.

2. A estratificação social no Brasil Colonial fundou‐se precisamente no deslocamento imaginário da noção desigualadora de “Escravo” para a coordenada de contrários fundada sob a perspectiva da diferença entre homens livres e escravos. Nesta perspectiva, um indivíduo não está escravo, ele é escravo, e toda a violência maior do modelo de estratificação social típico do Brasil Colonial esteve alicerçada neste deslocamento, nesta estratégia social imobilizadora que transmudava uma circunstância em essência. É digno de nota que os abolicionistas tenham se empenhado precisamente em reconduzir o discurso sobre a Escravidão para o plano das desigualdades.

3. A racialização da escravidão na ótica moderna, implica em que a escravidão possa ser vista como uma diferença coletiva. Não seriam certos indivíduos de natureza humana deficiente, como propunha Aristóteles, que deveriam estar destinados à escravidão, mas sim um grupo humano específico, que traria na cor da pele os sinais de uma inferioridade da alma, mas que podem adquirir sua liberdade pela comprovada natureza humanística da raça, nestes termos, a superação da inferioridade da cor da pele dá lugar a concepção de cidadania ampliada com o discurso republicano e positivista no Brasil.

4. O discurso de uma diferença negra inextricavelmente acompanhada de sua segunda natureza, que seria a diferença escrava, desponta desde o início da modernidade europeia, como o aparato ideológico que sustenta todo um comércio de escravos. Ainda que tenha enfrentado críticas, mesmo no período de vigência do tráfico negreiro, isto não impedirá que a prática escravista da exploração da mão‐de‐obra africana encontre a mais ampla difusão. Justificada apenas pela concepção de que espanhóis e portugueses não eram os primeiros a se utilizarem da mão-de-obra escrava africana.

5. A Desigualdade Escrava, relida como Diferença Negra, foi reconstruída desde os tempos da expansão europeia em direção ao Novo Mundo. No cadinho de formação do Escravismo Colonial, interessou a traficantes e senhores coloniais a desconstrução de uma série de diferenças étnicas africanas, com vistas à construção de uma Diferença Negra no interior da qual todas as etnias pré‐existentes no continente africano se misturam. Portanto, associar Escravidão e Diferença Negra será uma pedra de toque para o Escravismo Colonial, e para o concurso desta construção discursiva não faltaram contribuições que se mostravam indiferentes à escravização de povos africanos.


Estão CORRETAS:


A

1, 2 e 5


B

1, 2 e 4


C

2, 4 e 5


D

2, 3 e 4


E

3, 4 e 5

No final do século XV, os europeus conquistaram partes do litoral da África. Começou, então, a escravidão comercial e o tráfico negreiro. O tráfico de escravos movimentou portos da América, como os do Rio de Janeiro, de Salvador e de Recife. Nos portos, eram vendidos para novos senhores, que os levavam para o trabalho forçado em suas propriedades. Essas foram as condições de formação da sociedade brasileira.


A partir de seus conhecemos acerca da formação social do Brasil, faça a CORRETA associação entre as colunas.



1) Navio Negreiro

( ) O nome e a receita estão associados ao Candomblé. No Brasil, o ofício das baianas desse prato se tornou uma tradição.

2) Acarajé

( )Em seus porões, o espaço era apertado e o calor quase insuportável.

3) Capitão do mato

( )Um funcionário que prendia e devolvia os escravos fugidos aos seus senhores.

4) Feitor

( )Eram fiscais dos escravos que tralhavam no campo e na mineração.


Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA, de cima para baixo:


A

2, 1, 4, 3.


B

2, 1, 3, 4.


C

1, 2, 3, 4.


D

1, 2, 4, 3.


E

4, 2, 3, 1.

Foi somente a partir de 1945, com o enfraquecimento dos povos europeus por conta da Segunda Guerra Mundial que os movimentos de libertação nacional no continente africano ganham novo impulso e começam a se tornar realidade.

Sobre isso, é correto afirmar que:


A

Na Costa do Ouro (Gana), nasce um movimento de resistência liderado por Kwame Nkrumah.


B

Na tentativa de fugir da dominação Belga, nascem no Congo, em 1956, a Associação do Baixo Congo (ABAKO) e o Movimento Nacional Congolês (MNC), ambos liderados por Sékou Touré.


C

Em 1912, nasce na África do Sul o Congresso Nacional Africano (CNA) cuja a liderança ficou nas mãos de Nelson Mandela.


D

O Pan-africanismo via na união dos povos africanos a saída para a libertação, ao passo que a Negritude, outro importante movimento, entendia que a única forma de libertação eram lutas territoriais e isoladas.


E

Portugal aceitou a libertação dos territórios africanos sob seu controle após diversas reuniões, evitando assim um conflito armado.

Sobre a formação dos quilombos e a resistência à escravidão no Brasil analise as afirmativas a seguir.


I. Os quilombos se tornariam um avanço na luta contra a escravidão, uma vez que a fuga isolada marginalizava o negro foragido, ao passo que as comunidades quilombolas facilitavam a sobrevivência de seus componentes.

II. A destruição dos quilombos tornou-se uma obsessão das autoridades e dos proprietários de escravos. Era comum a organização de expedições apoiadas pela Polícia para aprisionar os escravos aquilombados.

III. Muitos quilombos formavam-se próximos às cidades e vilas com as quais mantinham relações tanto com as populações livres como escravas. Podemos citar como exemplo os quilombos formados próximos a Vila Rica, Pelotas e Porto Alegre.


Marque a opção que indica a(s) afirmativa(s) CORRETA(S).


A

II.


B

I – II – III.


C

II – III.


D

I – III.


E

I – II.

“O episódio foi fruto de uma série de fatores, como a grave crise econômica e social em que SE encontrava a região à época, historicamente caracterizada pela presença de latifúndios improdutivos, situação essa agravada pela ocorrência de secas cíclicas, de desemprego crônico; pela crença numa salvação milagrosa, que pouparia os humildes habitantes do sertão dos flagelos do clima e da exclusão econômica e social.”

(https://www.sohistoria.com.br)

O texto acima se refere à


A

Revolta dos Emboabas.


B

Revolta de Beckman.


C

Revolução dos Malês.


D

Guerra de Canudos.


E

Guerra do Paraguai.

“O linchamento público de um jovem negro e favelado, Cleidenilson da Silva, ocorrido em plena praça pública na periferia da capital maranhense, no dia 7 de julho de 2015, virou capa histórica do jornal carioca Extra (dia 8/7/2015). A manchete do jornal fazia uma comparação entre a situação do país à época e a vivida no período da escravidão:

-

Os 200 anos entre as duas cenas servem de reflexão: evoluímos ou regredimos?

-

Se antes os escravos eram chamados à praça para verem com os próprios olhos o corretivo que poupava apenas os homens de sangue azul: os juízes, o clero, os oficiais e os vereadores; hoje avançamos para trás.”

-

Extraído: www.cartacapital.com.br/blogs/midiatico/em-capahistorica-jornal-estampa-o-atraso-do-brasil-2887.html

-

Imagem associada para resolução da questão


O noticiário, que envergonha a toda a humanidade, em especial os brasileiros, pois foram séculos do sistema escravista que marcaram nossa História, permite afirmar corretamente acerca das heranças da escravidão no Brasil que:


A

abolida a escravidão em 1888, com a assinatura da Lei Áurea, a jovem República tratou de inserir os libertos na sociedade, assegurando-lhes, mesmo que de forma restrita, a cidadania


B

a primeira Constituição republicana, aprovada em 1891, restringiu a cidadania brasileira ao estabelecer o Voto Censitário, excluindo os negros da participação política


C

passados mais de cem anos da abolição da escravidão, os negros e afrodescendentes continuam a ser discriminados e marginalizados, sofrendo ações racistas e excludentes


D

o fato de a população negra e de afrodescendentes brasileiros constituírem uma minoria, acaba contribuindo para que o racismo e a exclusão dessa parcela ainda prevaleça no país

Leia as afirmativas a seguir:


I. A origem distinta dos africanos trazidos ao Brasil forçou-os a apropriações e adaptações para que suas práticas e representações culturais sobrevivessem.

II. Entre as festividades populares da cultura afro-brasileira, é possível citar o Carnaval e a Festa de Yemanjá.


Marque a alternativa CORRETA:


A

As duas afirmativas são verdadeiras.


B

A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.


C

A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.


D

As duas afirmativas são falsas.

Conforme VISENTINI, RIBEIRO e PEREIRA, sobre a história da África, analisar a sentença abaixo:


Antes da chegada dos europeus, a maior parte dos povos africanos estava organizada em reinos independentes, mas não isolados no mundo externo (1ª parte). Antes da chegada dos traficantes de escravos europeus, os árabes já praticavam o comércio negreiro, transportando escravos para a Arábia e para os mercados do Mediterrâneo (2ª parte).


A sentença está:


A

Totalmente correta.


B

Correta somente em sua 1ª parte.


C

Correta somente em sua 2ª parte.


D

Totalmente incorreta.

As sociedades africanas que estavam organizadas e adaptadas ao deserto e à savana tiraram proveito dos recursos oferecidos por um meio natural inóspito. Esses grupos ocuparam desde a faixa litorânea do Mar Mediterrâneo até os limites da floresta tropical e tinham em comum o trânsito através do deserto do Saara e a influência do Islã. Sobre este tema, marque a alternativa INCORRETA.


A

Ao contrário do que se pensou durante muito tempo, o deserto do Saara não é uma área morta que isola os povos que o habitam do restante do mundo, pois foi eixo de articulação com os povos das margens do Mediterrâneo.


B

O litoral do Mar Mediterrâneo funcionou como uma via privilegiada de expansão do cristianismo a partir do século V em função do colapso do Império Romano do Ocidente.


C

As rotas que cortavam o Saara apresentavam dificuldades, como a aridez, variações extremas de temperatura, o movimento da areia e das dunas, ou seja, a condição de sobrevivência na viagem dependia do quanto os caravaneiros permanecessem junto ao grupo.


D

As caravanas eram integradas por dezenas ou centenas de cameleiros que transportavam mercadorias valiosas, como o sal, a mais difundida referência de valor e moeda de troca nas relações comerciais transaarianas.


E

Em Gana, a legitimidade do governante que impunha sua soberania aos povos conquistados provinha do fato de ser o representante maior dos costumes ancestrais e o protetor dos ritos dedicados às entidades do culto; ao que se somava o reconhecimento da autoridade pessoal, poder militar e relações de parentesco com os governantes da área sob sua influência.

“A ideia do nascimento de uma cultura afro-americana tem sido pensada na sua dimensão política, conceitual e histórica. Se há uma série de práticas culturais no Brasil, ou nas Américas, que podem ser “localizadas” na África, é importante discutir os significados dessas continuidades. Mas não só das continuidades, já que não é possível pensar a permanência de uma cultura apenas africana (e/ou negra) nas Américas. Ou seja, inversamente, também é importante pensar as descontinuidades, ou o que os descendentes de africanos fazem (ou fizeram) no Brasil que não se encontra na África”. (MATTOS, 2008)


Segundo o trecho acima, o ensino de história e cultura afro-brasileira e africana são uma oportunidade para:


A

reconhecer a permanência de hábitos culturais africanos como modo de resistência escrava.


B

reavaliar a real importância das tradições culturais africanas para a formação da sociedade brasileira.


C

discutir heranças africanas e indagar até que ponto foi original a cultura criada por africanos nas Américas.


D

revisitar o mito das três raças formadoras da nação brasileira de forma mais empírica.


E

determinar as reais influências estrangeiras nas miscigenações culturais da sociedade brasileira.

Nas últimas décadas muito tem se discutido sobre as desigualdades de cunho étnico-racial no Brasil. Neste sentido, o governo brasileiro desde a década de 1990 procurou expandir o debate sobre as relações étnicos-raciais na educação básica, por meio de Diretrizes e Parâmetros que buscavam nortear tais discussões. Dentre eles estão as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-brasileira e Africana (2004). Sobre este documento assinale a alternativa CORRETA:


A

Coloca-se em relevância a história de grupos marginalizados historicamente, o documento exalta a diversidade e resistência do povo brasileiro, afastando-se do que seria uma política de reparação à estas coletividades.


B

Destaca-se nas Diretrizes o protagonismo de negros e indígenas como agentes de resistência e autônomos em suas visões de mundo, ainda que se pese a opressão e exploração destes grupos.


C

As Diretrizes foram elaboradas exclusivamente por pressão de organismos internacionais para incluir o Brasil nas discussões mais atuais no mundo contemporâneo e não entende a escola como expressão da desigualdade étnico-racial na sociedade.


D

As discussões sobre as desigualdades raciais e a importância da sua discussão no ensino não teve influência direta da luta de movimentos sociais.

A descoberta da América foi resultado de um amplo movimento de exploração marítima por parte dos europeus. Desejando chegar nas índias para fortalecer o comércio de especiarias, Portugal e Espanha foram os pioneiros das Grandes Navegações. Enquanto a Espanha investiu na circum-navegação da terra, Portugal apostou


A

Nas viagens de Vasco da Gama.


B

No contorno do Atlântico.


C

No périplo africano.


D

Na travessia do mediterrâneo.

Observe a imagem a seguir para responder a questão:


Imagem associada para resolução da questão

Fonte: Concurso Cultura: A Formação Cultural Brasileira


A imagem nos apresenta, propositalmente, algumas caraterísticas culturais de regiões, em posição geograficamente incorreta.


O artista ao fazer tais mudanças:


A

cria o estigma de que nossa formação cultural foi errada ao se espraiar por todo o Brasil de forma não uniforme.


B

identifica nossa formação cultural como a responsável por nossos problemas sociais.


C

identifica o etnocentrismo cultural europeu como principal característica na formação cultural brasileira.


D

apresenta a diversidade e a pluralidade cultural brasileira que estão presentes em várias regiões do Brasil.


E

mostra um Brasil onde a cultura sulista se sobrepõe à cultura nortista.

Ao abordar a "invenção" da África pelos navegadores e viajantes europeus, a historiadora Regina Claro (2012, p. 101) destaca que “monstros, terras inóspitas, seres humanos deformados, imoralidades, regiões e hábitos demoníacos continuariam a figurar nas descrições de viajantes, aventureiros e missionários nos séculos XV e XVI", Entretanto, essa representação europeia da África e o discurso elaborado acerca de seus povos sofreu algumas mudanças, especialmente a partir do século XV, quando dados obtidos entraram em conflito com as representações fantasiosas. Essas mudanças se devem:


A

ao desenvolvimento cartográfico, com a elaboração de mapas mais precisos visando a orientação das rotas de comércio.


B

aos intercâmbios culturais promovidos entre povos africanos e europeus, levando estes a rever suas percepções estereotipadas sobre aqueles.


C

ao desenvolvimento de teorias religiosas que “humanizaram" as práticas culturais ancestrais dos povos africanos aos olhos dos europeus.


D

ao processo de descolonização dos territórios africanos.

 
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