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"A história de Palmares foi narrada por vários motivos: para demonstrar a capacidade militar de um governante que fez fortuna política, para distinguir e atestar a capacidade da gente pernambucana, ou para reiterar a grande tenacidade e bravura dos paulistas. Ao longo do século XX, o destino do mais longo e renitente quilombo da História do Brasil, acabou sendo fixado por uma historiografia marcadamente militante, que transformou Palmares em um símbolo da sobrevivência de características culturais africanas no Brasil e, em seguida, da capacidade de resistência dos escravos. Zumbi, um de seus últimos líderes, tornou-se o grande herói das lutas dos negros no Brasil. Desde1978, a data de sua morte foi instituída como Dia Nacional da Consciência Negra: ocasião para relembrar a luta heróica contra a escravidão e denunciar o racismo e a precariedade da cidadania dos negros no Brasil."
Fonte: LARA, Silvia Hunold. "Palmares e as autoridades coloniais: dimensões políticas de uma negociação de paz", Seminário em Espaço e Sociabilidades, UFPR, 2012.
Sobre o quilombo de Palmares é correto afirmar:
No sítio arqueológico de Palmares encontrou-se cerâmica vidrada apenas em certas áreas, o que poderia ser interpretado como evidência de que haveria lugares onde haveria uma elite que tinha acesso a artefatos importados.
Durante a ocupação holandesa, a luta contra portugueses ao sul, na Bahia, e os flamengos ao norte, em Pernambuco, favoreceu para que o assentamento quilombola decrescesse, diante da organização dos europeus na região.
Com a retomada portuguesa, no século XVIII, renovam-se sem sucesso os ataques a Palmares até que as autoridades contratam paulistas, sob comando de Domingos Jorge Velho, que destrói o quilombo e mata Zumbi.
Sob a égide da resistência, a história de Palmares é uma singular história de um quilombo que não capitulou diante de acordos de paz com as autoridades, tampouco estabeleceu tratados comerciais com fazendeiros.
Com a expansão do islamismo pelo norte da África no século VIII, as comunidades coptas ficaram relativamente isoladas do restante da cristandade.
Não havia outro meio de transportar aquela raça (os africanos) à América, senão o tráfico. Por conta da consciência individual, ocorrem as atrocidades cometidas. Não carregava a ideias com a responsabilidade de semelhantes atos, como não se impunha a religião católica, a sublime religião da caridade, as carnificinas da inquisição. O tráfico, na sua essência, era o comércio de homens; a mancipatio dos romanos. Sem a escravidão africada e o tráfico que a realizou, a América seria ainda hoje um vasto deserto (ALENCAR, 1867).

(Fonte: Scielo)
O trecho acima foi escrito por José de Alencar em 1867 para defender a escravidão no Brasil contra a iminente ameaça do governo em submetê-la a um processo legislativo de emancipação. Já a ilustração acima, de Agostini, refere-se ao confronto entre os abolicionistas e os escravocratas, que insistiam em manter a instituição da escravidão. A respeito deste período, assinale a alternativa incorreta.
Pode-se dizer que os discursos escravistas, produzidos no contexto da lei do ventre livre, compõem o ponto de chegada de um processo mais amplo, cuja montagem data, pelo menos, desde meados do período regencial (1831- 1840)
Embora a escravidão negra tivesse sido progressivamente desmontada nos países e nas colônias da América após a Era das Revoluções, duas outras sociedades também fundadas na instituição cresceram vigorosamente sob o influxos do capitalismo de livre mercado: a ilha de Cuba e o sul dos Estados Unidos
Enquanto o governo norte americano exerceu jurisdição sobre territórios sem cativos, o Império do Brasil se arquitetou sobre uma sociedade genuína e integralmente escravista
Por volta de 1850, o contrabando de africanos se avolumou em escala extraordinária, montando a cerca de 900 mil pessoas violentamente trazidas ao país nos quinze anos subsequentes
Os territórios do continente africano foram conquistados e colonizados sem que os seus povos resistissem às investidas colonialistas.
A existência da escravidão e do comércio de pessoas como constituintes de várias sociedades africanas foi por muito tempo ignorada ou menosprezada pela historiografia brasileira que, como apontou Maneio Florentino, a despeito de pensar "o tráfico como um fluxo contínuo e barato questionou o porquê de o continente negro ter oferecido escravos durante uma longuíssima duração a custos tão baixos". Florentino, baseado em vários estudiosos, concorda que o "tráfico atlântico se ligava ao interno da África, o que tem levado alguns autores a admitir que a viabilização do primeiro não pode ser entendida sem a existência do segundo".
SOUZA, M. de M.Reis negros no Brasil escravista: história da festa de coroação de rei Congo. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002, P 116.
O texto indica a existência "de escravidão e do comércio de pessoas como constituintes de várias sociedades africanas". Podemos indicar como a principal diferença entre a escravidão nas sociedades africanas e a escravidão na América colonial, o fato de que na África os escravos:
eram produzidos exclusivamente fora do grupo, através de comércio, captura ou guerra.
eram incorporados à linhagem do seu dono e, se fossem homens, poderiam se casar com as mulheres do grupo.
tinham garantida a estabilidade na comunidade que o adquiria, não podendo serem vendidos.
deixavam de ser dependentes, com o passar do tempo, a plena liberdade.
eram utilizados em rituais religiosos e demonstração de poder, não sendo incorporados à produção.
“Embora os castigos físicos exemplares, entre os quais a imobilização em troncos ou os açoites em pelourinhos, que frequentemente culminavam na morte dos castigados, fossem aplicados em situações extremas como a fuga ou a rebeldia, o castigo, assim como o controle sobre as ações dos escravos, fazia parte do cotidiano da escravidão no Brasil. Com eles os senhores propagavam o temor entre seus escravos, na esperança de produzir ‘obediência e sujeição.’”
(GRINBERG, Keila. “Castigos físicos”. In: SCHWARCS, Lília M. e GOMES, Flávio. “Dicionário da escravidão e liberdade”. São Paulo: Cia das Letras, 2018, p.144)
Sobre castigos físicos e legislação a escravos, identifique o item incorreto:
A ação do poder real se dava dentro e fora da casa da unidade produtiva, a casa do senhor. Fosse executado pelas autoridades ou pelo senhor, o controle dos comportamentos seguia a mesma lógica: a punição deveria ser pública e exemplar.
Os crimes de escravos e suas penas eram definidos pelo livro V das Ordenações Filipinas, publicado em 1.603, o mais duradouro código legal português – e, por extensão, também brasileiro.
Nas Ordenações, entre as condenações à morte, havia: morte por veneno, instrumento de ferro ou fogo; morte na forca ou no pelourinho; morte cruel, com suplícios, além da morte com confisco de bens e queima do cadáver.
O poder real regulava os excessos dos castigos e a rebeldia que causavam, sendo uma preocupação voltada para a estabilidade na sociedade colonial.
O código penal de 1.830 consolidou punições exclusivas para escravos, como a de açoites e ferros, além das penas de galés e morte. Era uma arma contra a senzala insurgente.
Lista suja do trabalho escravo é composta por 13 propriedades rurais de Mato Grosso. O dado, atualizado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério da Economia, traz ainda 92 pessoas encontradas em situação análoga à escravidão nas propriedades listadas no Estado. Comparando com a última lista, divulgada no ano passado, Mato Grosso aumentou o número, em 2018 eram 11 propriedades e 72 pessoas em situação de escravidão. A chamada “lista suja” do trabalho escravo reproduz o cadastro de empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas à escravidão.
(Disponível em: http://www.gazetadigital.com.br/editorias/cidades/lista-suja-do-trabalho-escravo Acesso em: 31/07/2019.)
A reportagem aborda um grave problema social existente em Mato Grosso, trabalhadores vivendo em condições análogas à escravidão. Sobre as características desse fenômeno no estado de Mato Grosso, é correto afirmar:
É uma situação que ocorre nas regiões distantes de Cuiabá.
É resultado da expansão da mecanização do campo.
A maior incidência de casos é relativa ao trabalho rural em fazendas.
Está relacionado ao crescimento das demarcações de terras indígenas.
Texto para a questão 26
"Vende-se gente!
Imagine ser arrancado da sua família. Imagine ser acorrentado, trancafiado, privado de luz, comida e água. Imagine ser negociado, jogado em um porão úmido, quente e superlotado, no qual permanecerá por semanas, sem ter ideia do seu destino. Imagine que aquele que agora o domina cogita jogá-lo ao mar por puro cálculo econômico. Imagine, por fim, que saiu vivo deste inferno e que agora tem a "sorte" de fazer parte de um lote de mercadorias e que sua existência dependerá do interesse material de alguém que poderá espancá-lo até a morte. Agora multiplique isto por 12 milhões. Comparar tragédias não é tarefa fácil, mas poucas vezes a humanidade foi capaz de atrocidades com a dimensão da escravidão moderna. O comércio transatlântico de pessoas, longe de ter sido uma perversão do caráter ocidental, foi uma engrenagem que girou a roda do capitalismo entre os séculos XVI e XIX. […]"
(Revista da Biblioteca Nacional, v. 10, n.108, setembro de 2014).
O comércio de escravos, na formação do Brasil, foi tema de capa da Revista de História da Biblioteca Nacional do mês de setembro de 2014. A mão de obra escravizada contribuiu para o apogeu e a crise do Brasil Império. Assinale a alternativa que melhor corresponda aos dois momentos, respectivamente:
O grande contingente de escravizados nas lavouras de café / O fortalecimento abolicionista.
A economia movimentada pelos escravos de ganho / O medo das indenizações pós-abolição.
Vivências harmônicas dos escravos brasileiros / As violentas revoltas escravas.
A rentabilidade do tráfico transatlântico / A Ineficiência da mão de obra escravizada.
A capacidade produtiva / O efeito da Lei do Ventre Livre.
Segundo o texto, o crescimento da escravidão negra no início da colonização do Brasil está relacionado ao desenvolvimento de uma atividade econômica. Qual?
Lavoura do café
Lavoura da cana-de-açúcar
Industrialização do nordeste
Mecanização da lavoura cafeeira
Extração de ouro e diamantes
“As consequências da escravidão não atingiram apenas os negros. Do ponto de vista que aqui nos interessa – a formação do cidadão -, a escravidão afetou tanto o escravo como o senhor. Se o escravo não desenvolvia a consciência de seus direitos civis, o senhor tampouco o fazia. O senhor não admitia os direitos dos escravos e exigia privilégios para si próprio. Se um estava abaixo da lei, o outro se considerava acima. A libertação dos escravos não trouxe consigo a igualdade efetiva. Essa igualdade era afirmada nas leis, mas negada na prática. Ainda hoje, apesar das leis, aos privilégios e arrogância de poucos correspondem o desfavorecimento e a humilhação de muitos.”
A escravidão constituiu um modo de trabalho extremamente importante para as sociedades ocidentais durante toda a Idade Moderna e parte da Contemporânea. Mesmo a Revolução Francesa e os discursos liberais e constitucionais que se baseavam no conceito de liberdade não foram capazes de finalizar esse tipo de trabalho compulsório em importantes países do Ocidente. Ainda mais triste é quando percebemos que o Brasil foi o último país a tornar ilegal o trabalho escravo no Ocidente, sendo antecedido por:
Cuba e Estados Unidos.
Cuba e Haiti.
Cuba e Panamá.
Haiti e Estados Unidos.
No fim da década de 80 do século XIX, com a abolição da escravidão e o aumento populacional em virtude do aumento da urbanização e da imigração, os debates sobre a concepção de cidadania foram intensificados e a escola ganhou um novo destaque: aumentar o número de alfabetizados, condição essencial para a aquisição da cidadania política. Nesse sentido, assinale a alternativa correta em relação ao ensino de História no período da introdução do regime político republicano.
A História a ser ensinada para os trabalhadores livres que emergiam em substituição aos escravos deveria inculcar os valores de empoderamento e participação na vida política do país.
O ensino de História na escola primária precisava integrar setores que antes eram marginalizados no processo educacional, sem, contudo, incluir nos programas curriculares a participação deles na construção histórica nacional.
Os livros escolares elaborados no início do século XX mostram como a ideia de valorização da autoridade religiosa católica passou a ser o eixo organizativo central dos conteúdos escolares de História.
Os professores de História usavam narrativas que demonstravam a mestiçagem como um traço forte da sociedade brasileira.
O conceito de cidadania, criado com o auxílio dos estudos de História, serviria para situar cada indivíduo em seu lugar na sociedade: cabia ao trabalhador cuidar da política, e, ao político trabalhar dentro da ordem institucional.
De acordo com VISENTINI, RIBEIRO e PEREIRA, “No Brasil, o es cravo recém chegado era transportado para o mercado (...). O escravo africano foi utilizado em quase todas as atividades econômicas, pois havia claramente a preferência pelo negro.” Sobre a escravidão africana no Brasil, m arcar C par a as afirmativas Certas, E par a as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) O processo de escravização começava no continente africano. O primeiro movimento era o apresamento pelos traficantes, seguido de uma longa viagem pelo interior da África até a chegada na costa atlântica. Esta viagem obrigava os cativos a percorrer um longo caminho até a chegada nos portos. Muitos deles não resistiam às doenças ou mesmo ao esforço físico. Os que chegavam aos portos chegavam a esperar um longo tempo até que os navios negreiros tivessem “carga” suficientemente lucrativa para fazer a travessia do atlântico.
( ) Além de mão-de-obra, o es cravo representava riqueza: era uma mercadoria, que, em caso de necessidade, podia ser vendida, alugada, doada e leiloada. O escravo era visto na sociedade colonial também como símbolo do poder e do prestígio dos senhores, cuja importância social era avalizada pelo número de escravos que possuíam.
( ) Em 1850, o Brasil cedeu às pressões inglesas e aprovou a Lei Eusébio de Queiróz que acabou com o tráfico negreiro. Em 28 de setembro de 1871, era aprovada a Lei do Ventre Livre que dava liberdade aos filhos de escravos nascidos a partir daquela data. E, no ano de 1885, era promulgada a Lei dos Sexagenários que garantia liberdade aos escravos com mais de 60 anos de idade. Somente no final do século XIX, é que a escravidão foi mundialmente proibida. Aqui no Brasil, sua abolição se deu em 13 de maio de 1888 c om a promulgação da Lei Áurea, feita pela Princesa Isabel.
C - C - E.
E - C - C.
C - C - C.
E - C - E.
E - E - E.
O movimento abolicionista se estendeu até 1888, liderado por Joaquim Nabuco, Tavares Bastos e José do Patrocínio, e organizado pela Sociedade Brasileira contra a Escravidão. [...] Como afirmou Nabuco em O abolicionismo: “Não é aos escravos que falamos, é aos livres”. Segundo as suas lideranças, o movimento deveria se restringir ao âmbito das elites e das classes médias urbanas [...]
[Roberto Ventura, Um Brasil mestiço: raça e cultura na passagem da monarquia à república. Em: Carlos Guilherme Mota (org). Viagem incompleta. A experiência brasileira. Formação: histórias (1500-2000)]
A Sociedade Brasileira contra a Escravidão tem claras divergências em relação
aos grupos que levaram a questão da luta pelo fim da escravidão para as senzalas, com a promoção de fugas e levantes, como os que ocorriam com a liderança de Antônio Bento.
ao imperador Dom Pedro II, porque este se apresentava fora do país como um forte crítico da escravidão, mas impedia que uma maioria parlamentar fosse formada para se extinguir essa instituição.
às classes médias urbanas, que consideravam desnecessária qualquer legislação para tratar do escravismo visto que as leis abolicionistas – Ventre Livre e Sexagenários – já haviam resolvido tal problema.
aos deputados ligados aos grandes proprietários rurais do Nordeste, que eram contra qualquer legislação gradualista em combate à escravidão, porque consideravam que a abolição interessava apenas aos fazendeiros do vale do Paraíba.
aos deputados liberais que defendiam que abolição da escravatura fosse feita com rapidez e associada a algumas medidas compensatórias, como a instrução escolar para os libertos.
Sobre as ideias de raça e racismo:
I - Não há diferença entre raça e etnia, pois ambas determinam os aspectos socioculturais de um grupo.
II - Apartheid foi o nome dado ao sistema econômico da África do Sul, e que exigia a segregação étnica.
III - Um exemplo de racismo estrutural é o ínfimo número de negros que tinham acesso aos cursos superiores de Medicina no Brasil antes das leis de cotas.
IV - Racismo institucional é o preconceito exercido pelas instituições públicas/privadas, pelo e/ ou expressa nas leis que promovem a exclusão ou o preconceito racial.
São INCORRETAS as afirmativas
I e II.
I e III.
II e III.
II e IV.
III e IV.
Leia o texto a seguir:
O racismo científico à brasileira tinha nas propostas de branqueamento sua construção mais acabada e tendeu a predominar em inúmeros círculos intelectuais e políticos da Primeira República. Não faltavam mesmo aqueles que propunham soluções mais drásticas, inclusive a esterilização. Apesar disso, um pensamento antirracista não deixou de se fazer presente. Em 1906, o poeta Olavo Bilac se colocou do mesmo lado que grupos negros organizados paulistas quando combateu, com base na Constituição de 1891, a tentativa de proibição da entrada de negros e mestiços na guarda civil de São Paulo.” (MATTOS, In: SCHWARCZ, vol. 3, 2012, p. 118). |
No pós-abolição, os pensamentos e ações racistas no Brasil não raro encontraram movimentos de resistência e de luta por igualdade. O conceito que embasava a forma de racismo abordado nesse texto e uma das resistências ocorridas nesse período, respectivamente, foram:
suprematismo / Guerra do Contestado
integralismo / Irmandade do Rosário
darwinismo / Levante do Vintém
eugenismo / Revolta da Chibata
Nesse relato do religioso é evidenciado um dos objetivos europeus diante das populações nativas na América, o qual consistia na:
imposição da reforma religiosa
obtenção de produtos tropicais
apropriação de saberes tradicionais
exploração do trabalho compulsório
Africanos, escravizados e libertos, tiveram um protagonismo decisivo na formação e institucionalização da cultura afro-brasileira. A partir de seus saberes e costumes, interagiram com indígenas e ibéricos, organizando
comunidades isoladas e rurais, mantendo os dialetos africanos ancestrais.
modelos de arquitetura urbana, com o uso do cobre, ferro e couro.
irmandades católicas, com folias e batuques, como o reisado e o maracatu.
relações de parentesco baseadas nas famílias nucleares no campo.
produção de alimentos a partir do manejo de florestas tropicais.
Leia as afirmativas a seguir:
I. A coexistência de instituições públicas e privadas de ensino é uma das bases da educação nacional, permitida nos termos da Lei de Diretrizes e Bases.
II. O conselho escolar não pode prescindir dos professores e dos funcionários da instituição de ensino.
III. A valorização do profissional da educação escolar reduz a qualidade da atividade de ensino.
Marque a alternativa CORRETA:
Nenhuma afirmativa está correta.
Está correta a afirmativa I, apenas.
Está correta a afirmativa II, apenas.
Estão corretas as afirmativas I e II, apenas.
Todas as afirmativas estão corretas.
"(…) Poder-se-ia pensar que num país como o Brasil deve ser quase impossível pegar um negro fugido; é raro, no entanto, que este não seja rapidamente preso. Deve-se esta facilidade à instituição (...)" do trabalho daqueles que "(...) gozam de um ordenado fixo e são encarregados de percorrer os distritos de vez em quando, com o fito de prender os negros evadidos e conduzi-los a seus senhores ou, não os conhecendo, à prisão mais próxima. A captura é em seguida anunciada por um cartaz afixado à porta da igreja, e o proprietário, desse modo, logo se encontra. (...)"
Johann Moritz Rugendas. Viagem pitoresca através do Brasil. São Paulo, Martins-EDUSP, 1972. pp. 159-160.
O texto descreve atividade desenvolvida durante o Brasil colonial pelos
traficantes de escravos.
jesuítas e religiosos regulares.
negros livres alforriados assalariados.
indígenas aldeados provenientes das missões.
“O escravo negro tornado mercadoria do século XV ao XIX, mercadoria absolutamente indispensável ao Brasil, não vem de um continente desorganizado, sem cultura, sem tradições, sem passado. Apesar do que tenham dito ou pensado certos contemporâneos europeus ignorantes, no que tem de diferente e necessariamente inferior, o cativo africano, destinado a servir ao desenvolvimento das Américas remotas, tem personalidade e história. (...)
Viram-se na África verdadeiros impérios centralizados, com brilho e autoridade incontestáveis, confederações tribais, reinos mais ou menos reconhecidos por seus vizinhos, cidades-pousadas com seus ricos mercados nos caminhos do ouro, das especiarias, do marfim, do sal, dos escravos e, por toda parte, um povo de guerreiros, pecadores, pastores, comerciantes e agricultores (...).”
MATTOSO, Kátia de Queirós. Ser escravo no Brasil. Editora Brasiliense. 2º edição. São Paulo, 1988.
O fragmento acima retrata parte da realidade africana antes mesmo da chegada dos europeus ao continente.
As formas de vida dos africanos acabaram facilitando, a partir do século XV, por exemplo, a ação dos mercadores portugueses e de outras nações europeias, pois:
o elevado grau de avanço tecnológico dos africanos foi o que mais atraiu a presença europeia na África, estimulando a entrada maciça de povos da África do Norte no continente europeu
não havia divisão de classes nas sociedades africanas, predominando um modelo de sociedade comunitária primitiva, onde tudo era de todos
a expansão comercial e marítima dos portugueses, contornando o continente africano resultou, de imediato, na penetração do interior do continente, o que permitiu o acesso ao lucrativo tráfico negreiro
os africanos, em grande parte, se organizavam na forma de Estado – Império – travando uma intensa relação de comércio com os estrangeiros