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Analise as afirmativas abaixo sobre o sistema escravista no Brasil.
1. A escravidão de indivíduos de origem africana foi utilizada nas regiões mais ricas, com produção voltada para o exterior e que representava alta rentabilidade econômica.
2. Os altos custos da aquisição e transporte de escravos africanos impediu, no século XVIII, a transferência de um número mais representativo de escravos para o país.
3. O tráfico negreiro representava vultuosos lucros para a metrópole pois, além de abastecer as colônias, o comércio de escravos rendia dividendos financeiros.
4. A baixa produtividade do sistema escravista decorria de sua própria natureza, ou seja, o escravo apresentava sempre alta produtividade.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Leia as afirmações abaixo sobre a história africana e suas relações com o Brasil e, a seguir, assinale a alternativa correta:
I. muitos dos escravizados trazidos para o Brasil e que foram trabalhar em Minas ou Goiás vieram de regiões do interior do continente africano, das savanas e das bordas dos desertos.
II. poucos dos escravos trazidos para o Brasil vieram de regiões do litoral do continente africano.
III. No território brasileiro, reis e nobres africanos, vendidos por seus desafetos como escravos, buscaram, algumas vezes, reconstruir as estruturas políticas e religiosas das terras de onde haviam partido.
Apenas a afirmativa I está correta.
Apenas a afirmativa II está correta.
Apenas a afirmativa III está correta.
As afirmativas I e II estão corretas.
As afirmativas I e III estão corretas.
Entre os povos do golfo da Guiné, os únicos que chegaram a constituir um poder político antes do século XVI foram os iorubás.
Certo
Errado
O Brasil foi o maior destinatário do tráfico de africanos escravizados para as Américas. A respeito das características do comércio negreiro para o Brasil, assinale a opção correta.
Foi dada preferência à vinda de homens adultos, em lugar de crianças e de mulheres.
Os portos do Recife e de São Luís foram os que receberam maior número de pessoas ao longo do período de tráfico.
O tráfico foi dominado por comerciantes portugueses ao longo dos séculos, sendo raros os casos de comerciantes brasileiros.
A travessia era rápida e segura, sendo incomuns os casos de morte entre os africanos escravizados.
Uma vez na África, cabia à tripulação dos navios negreiros a captura dos africanos.
O comércio transaariano foi de extrema importância para a riqueza de vários reinos africanos.
Certo
Errado
O tráfico transatlântico de escravos oriundos da África teve terreno fértil no Brasil no período colonial e imperial. Sobre a escravidão no Brasil e seus reflexos, assinale a alternativa INCORRETA:
O tráfico de escravos, tanto para a metrópole quanto para a colônia, desde cedo, demostrou ser muito lucrativo.
Os quilombos não seguiam o mesmo padrão, variando muito, sendo comum serem encontrados nas proximidades dos grandes centros urbanos da colônia e do império.
A expressão “negros de ganho” (ou “escravos de ganho”) representava uma forma de exploração do trabalho escravo que poderia ser alugado para terceiros.
A Lei Eusébio de Queirós, de 1850, colocou fim ao tráfico externo e interno de escravos.
A influência dos povos africanos no Brasil é perceptível em diversos aspectos da nossa cultura, língua, culinária, danças, músicas e religiões.
Assinale a alternativa correta considerando os personagens relacionados à luta dos afro-brasileiros e suas respectivas atuações.
Ganga Zumba: foi para a capital do Império para estudar Farmácia enquanto trabalhava na Santa Casa de Misericórdia. Substituiu o laboratório pela redação de jornais em que defendia ardorosamente o fim da escravidão.
Luís Gonzaga Pinto da Gama: patrono da Abolição da Escravidão do Brasil. Nascido de mãe negra livre e pai branco, foi, contudo, escravizado aos 10 anos e permaneceu analfabeto até os 17 anos de idade. Conquistou judicialmente a própria liberdade e passou a atuar na advocacia em prol dos cativos.
Ubirajara Fidalgo da Silva: primeiro líder do Quilombo dos Palmares de 1670 a 1678. Antecedeu seu sobrinho Zumbi. Era filho da princesa Aqualtune, que era supostamente irmã do rei António I do Congo (localizado na atual Angola).
José do Patrocínio: militar brasileiro da Marinha de Guerra do Brasil, líder da Revolta da Chibata (1910). Conseguiu fazer com que a Marinha de Guerra do Brasil deixasse de aplicar a pena de açoite aos marujos (negros, em sua maioria).
João Cândido Felisberto: foi ator, diretor e dramaturgo e levava a militância negra aos palcos, através de uma série de montagens teatrais de temática afro-brasileira com o seu Teatro Profissional do Negro no qual abordava o racismo e o preconceito racial.
"Muitos africanos não abandonaram a religião em que foram criados na África e a transmitiram a seus filhos e netos crioulos. Mas a praticavam com muito cuidado a fim de evitar a repressão das autoridades, que em geral viam com maus olhos os batuques noturnos e muitas vezes destruíam os santuários com violência e prendiam os que neles se encontravam. Entre os presos podia estar um escravo ou liberto que não perdia a missa aos domingos, mas tocava o tambor ritual num terreiro no qual os deuses ou ancestrais se apossavam do corpo dos fiéis. Nisso não via ele contradição, pois o panteão africano se ampliar a com os santos católicos e nestes identificava entidades trazidas da África." Costa e Silva, Alberto da. População e Sociedade. In: Schwartz, L. M. (Direção) Crise Colonial e Independência: 1808-1830. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. (Adaptado)
- Sobre a cultura e a religiosidade africana no Brasil Colonial é correto afirmar:
Mesmo com a profunda relação com a formação da cultura e da identidade brasileira, a religiosidade de origem africana manteve-se inalterada e independente, organizando-se como fator de poder político e econômico para os de sujeitos origem africana no Brasil;
Como havia ocorrido com os povos de origem árabe muçulmana, os ibéricos, especialmente os portugueses, conviveram de forma pacífica e tolerante com as manifestações da religiosidade dos povos de origem africana;
Mesmo em sua condição de cativos, os escravos africanos souberam habilmente preservar na América portuguesa, adaptadas às novas condições e realidades, algumas das instituições que afirmavam a sua identidade cultural e étnica;
Tendo um tratamento baseado na tolerância religiosa, os colonizadores portugueses conseguiram realizar de forma pacífica a integração das diversas etnias de origem africana no Brasil colônia;
A violenta e acirrada imposição dos costumes e valores de origem europeia resultou no completo desaparecimento dos elementos da cultura e religiosidade africana no Brasil colonial.
As constantes reclamações, não só aquelas publicadas em periódicos da Corte, mas também as diversas cartas e petições enviadas para a Secretaria de Polícia da Província, informavam que os habitantes destes mocambos praticavam frequentes roubos na região, principalmente pirateando barcos, carregados de produtos, que navegavam os rios. Segundo as denúncias, os quilombolas usavam canoas – que mantinham escondidas nos manguezais dos inúmeros riachos afluentes do Iguaçu e Sarapuí — em seus assaltos e, “para evitarem os insultos dos salteadores – [quilombolas], alguns mestres daquelas lanchas têm pactuado com eles, pagando-lhes tributo de carne, farinha, etc.”. As dificuldades alegadas pelas autoridades para destruir os mocambos eram, entre outras, sua localização em regiões pantanosas de difícil acesso e a “conivência” com os quilombolas de comerciantes, taberneiros, cativos das plantações vizinhas, escravos remadores e lavradores.
(Flávio dos Santos Gomes, Quilombos do Rio de Janeiro no século XIX. In: Flávio dos Santos Gomes e João José Reis (orgs.), Liberdade por um fio: história dos quilombos no Brasil)
A partir do excerto, é correto afirmar que, em geral, as comunidades de escravos fugidos
apresentaram a tendência a um considerável isolamento, condição essencial para a sua preservação, e construíram, dessa forma, espaços autossuficientes na produção de alimentos e outros produtos básicos, como armas feitas com ferro e outros minerais já conhecidos pelos africanos.
organizaram espaços de exploração econômica, com a produção de alimentos e de algodão, matéria-prima básica para a manufatura de vestimentas rústicas direcionadas à parcela mais pobre da população, e estiveram articulados com proprietários rurais que se opunham à ordem política do Império.
tiveram, como um fator central de sobrevivência e autonomia, a sua localização geográfica, com o intuito de proteger-se contra as expedições repressoras e de permanecer em contato com áreas de cultivo, dos pequenos centros de comércio e entrepostos mercantis circunvizinhos.
alargaram a sua influência social por meio de uma série de estratégias voltadas a estabelecer alianças com pequenos e médios proprietários rurais, que eram auxiliados pelos quilombolas na sabotagem econômica dos grandes proprietários de terras com a organização de fugas de escravos.
desenvolveram uma forma de organização política que prescindia da presença de lideranças, cabendo ao coletivo formador do espaço de rebelião o papel de gestor da defesa e do abastecimento de alimentos e armas, que eram obtidos, essencialmente, por meio de saques em espaços urbanos.
A opção pela escravização africana massiva foi consolidada pela América Portuguesa no século XVII.
Certo
Errado
A partilha da África foi formalmente feita pelos europeus na Conferência de Berlim.
Certo
Errado
Segundo o Parecer CNE/CEB nº 003/2004, o ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana e a educação das relações étnico-raciais, desenvolver-se-á no cotidiano das escolas:
Nos diferentes níveis e modalidades de ensino, como conteúdo de disciplinas, particularmente Educação Artística, Literatura e História do Brasil, sem prejuízo das demais, em atividades curriculares ou não, trabalhos em salas de aula, nos laboratórios de ciências e de informática, na utilização de sala de leitura, biblioteca, brinquedoteca, áreas de recreação, quadra de esportes e outros ambientes escolares.
Apenas no Ensino Fundamental, como conteúdo somente das disciplinas de Educação Artística, Literatura e História do Brasil, em atividades curriculares, trabalhos em sala de aula, nos laboratórios de ciências e de informática, na utilização de sala de leitura, biblioteca, brinquedoteca, áreas de recreação, quadra de esportes e outros ambientes escolares.
Nos diferentes níveis e modalidades de ensino, como conteúdo de disciplinas, particularmente, Educação Artística, Literatura e História do Brasil, sem prejuízo das demais, apenas nas atividades em sala de aula.
Nos diferentes níveis e modalidades de ensino, como conteúdo apenas das disciplinas de Literatura e de História do Brasil, em atividades curriculares ou não.
Nos diferentes níveis e modalidades de ensino, como conteúdo de disciplinas, particularmente, Educação Artística, Literatura e História do Brasil, apenas em atividades curriculares.
Leia o excerto a seguir.
“Há oito séculos, a orla marítima da região situada entre o Rio Volta e os Camarões não tinha aspectos muito diferentes do que tem hoje. A derrubada da floresta primária teve início há milhares de anos e acelerou-se com a difusão das técnicas de emprego do ferro.”
SILVÉRIO, V. R. (Coord.). Síntese da Coleção História Geral da África: Pré-história ao século XVI.
Brasília, DF: UNESCO, 2013. Vol. I. p. 482
O fato mencionado pelo autor favoreceu a
obtenção de raízes e sementes fundamentais para a sobrevivência dos Nagôs.
passagem para utilização de técnicas agrícolas, sobretudo entre os Yorubás.
extração de minérios preciosos e o enriquecimento dos sudaneses.
domesticação de cabras e ovelhas, principalmente entre os bantus.
O professor de história, em sala de aula, tem como missão apresentar e desmistificar conceitos. Sendo assim, é natural as expressões históricas carregadas de significado e historicidade. Portanto, com base nesse arcabouço interpretativo, assinale a alternativa que representa a designação de idade moderna, considerando as historiografias históricas.
É uma designação pejorativa, pois surgiu no século XV para evidenciar uma solução mercadológica, tendo como principal mentor o sociólogo Max Weber.
A Idade Moderna se configura ao final da Idade Contemporânea, no qual há um rompimento do capitalismo, propiciando o surgimento do que hoje conhecemos como neoliberalismo.
É uma designação conceitual, surgida nos séculos XV e XV, em função das transformações sociais ocorridas na Europa Ocidental, especialmente com as conquistas de novas tecnologias e nova relação com a ciência marítima. A gênese se configura com a conquista de Constantinopla pelos otomanos, tendo seu final com a tomada da bastilha em 1789.
Moderno, na historiográfica, é sempre o tempo atual, porém essa nomenclatura se efetivou com a Revolução Francesa, em 1789, a qual foi marcada pelas profundas transformações da sociedade e por amplitude de conflitos mundiais.
Modernidade, na historiografia, é eliminar as estruturas hierarquias e não se fixar a um sistema, ou carreira que proporciona insatisfação. Em outras palavras, significa não retornar ao passado, não retornar ao básico, gerando uma outra experiência e perspectivas de valores.

https://www.geledes.org.br/historia-e-cultura-afrobrasileira/
Na década de 90 o Governo Brasileiro, reconheceu publicamente a existência do racismo no país, acatando parte das reivindicações e confirmando antigo apontamento e constatação, tanto por parte do Movimento Negro (MN), quanto de pesquisadores das Áreas de Educação e Relações Étnico-Raciais, que uma educação fundada em uma visão eurocêntrica do mundo, perpetua a discriminação racial e fere a autoestima das pessoas que não se sentem contempladas, portanto, não encontram identificação no ambiente escolar. Era Presidente do Brasil, na época:
Itamar Franco.
Luiz Inácio da Silva.
Fernando Henrique Cardoso.
Dilma Rousseff.
Sobre a procedência dos africanos escravizados trazidos para o Brasil no período colonial, marque com V as afirmações verdadeiras e com F as falsas.
( ) Durante o século XVI predominava vinda de escravizados trazidos da África Centro-Ocidental, da região onde ficam atualmente o Gabão, a República do Congo, a República Democrática do Congo e Angola.
( ) No século XIX era marcante a presença de cativos provenientes de Cabinda, Luanda e Benguela.
( ) No século XVI, mais da metade dos escravizados trazidos para o Brasil provinham das possessões portuguesas na África Setentrional, em sua maioria falantes dos idiomas iorubás.
( ) No Brasil os cativos conhecidos como nagôs falavam idiomas bantos e eram originários do Golfo de Benim, na África Meridional.
A sequência correta, de cima para baixo, é:
V – F – V – F
F – F – V – V
F – V – F – V
V – V – F – F
Analise as afirmativas abaixo acerca dos princípios estabelecidos nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana.
1. Consciência Política e Histórica da Diversidade
2. Fortalecimento de Identidade e de Direitos
3. Solidariedade para Desconstruir o Mito da Democracia Racial
4. Ações Educativas de Combate ao Racismo e à Discriminação.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
São corretas as afirmativas 1, 2, 3 e 4.
Observe a figura a seguir.

---------- Jornal Extra (8/7/2015)
O noticiário permite afirmar corretamente acerca das heranças da escravidão no Brasil que:
a 1ª Constituição republicana (1891) garantiu o direito de voto aos libertos
abolida a escravidão, o governo imperial inseriu os libertos na sociedade
mais de um século da abolição, negros e afrodescendentes ainda sofrem o racismo
negros e afrodescendentes ainda sofrem o racismo por serem minorias na sociedade
A exportação de mão de obra escrava da África para o mundo data-se no século IX e foi realizada incialmente por países banhados pelo Mar Mediterrâneo (Europa meridional), Oriente Médio e Ásia. Contudo, foi a chegada dos europeus ao Novo Mundo, a partir do século XV, que incrementou e expandiu o tráfico negreiro, assim criando um comércio transatlântico, que representou um fenômeno único em termos de número, extensão geográfica e econômica.
A respeito da escravidão transatlântica de escravos, afirma-se que
as colônias inglesas na América do Norte pouco participaram da expansão escravista, limitando-se a empregar mão de obra escrava na monocultura do tabaco e algodão sulista, influindo pouco na migração forçada rumo a essa região.
o domínio de colonos europeus das terras cultiváveis nas Antilhas, em latifúndios e fazendas, resultou na importação maciça de mão de obra africana, em virtude da migração da população indígena nativa.
a expansão do modo de produção escravista em vastas regiões da África expandiu os mercados internos e a produção comercial africana, estimulou a troca de produtos transatlânticos com a Europa e promoveu o crescimento do comércio intra-africano.
a exportação transatlântica de mulheres escravas para o Novo Mundo resultou, em valores absolutos, numa redução da população africana entre 1650 e 1850, pois provocou considerável redução da capacidade de reprodução da população na África negra.
De acordo com VISENTINI, RIBEIRO e PEREIRA, sobre a África pré-colonial, é CORRETO afirmar que a unidade de base da organização social era o(a):
Estado.
Vilarejo.
Cidade.
Urbanização.