Questões de Concurso sobre História e Cultura Afro

 
 
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Formulado originalmente por negros americanos de origem africana, a exemplo do advogado trindadense Sylvester Wiliiams e do historiador norte-americano W. E. Burghardt DuBois, o Pan-africanismo conduziu as tentativas de reagrupamentos políticos de novos Estados surgidos na África nas décadas de 1950 e 1960, a exemplo da:


A

Federação da África Central, reunindo Zambia e Malavi, em 1959.


B

Federação do Mali, reunindo Egito, Sudão e Alto Volta, em 1959.


C

União Congolesa, reunindo África do Sul, Guiné, Gana e Mali, entre 1960-1962.


D

República Centro-Africana, reunindo África do Sul, Sudão, Congo e Camarões, entre 1962-1963.


E

União Nacional pela Libertação Total de Angola, reunindo Moçambique a Angola entre 1964-1968.

Em janeiro de 2003, foi promulgada a Lei Federal Nº 10.639/03. Em janeiro de 2021, a legislação completou 18 anos. Sobre este tema, assinale a alternativa correta:


A

Apesar das boas intenções, a lei ajudou a construir uma ideia reducionista e depreciativa que o ocidente faz da África, do seu povo e da sua história.


B

Ao tentar contribuir com a construção de uma imagem mais positiva das africanidades, a lei gerou maiores dúvidas sobre o tema e com isso, ajudou a reproduzir o preconceito e o racismo tão presentes na sociedade brasileira.


C

A lei descoloniza olhares e currículos ao apresentar a história da sociedade brasileira numa perspectiva não eurocêntrica, promovendo o conhecimento da história de luta, resistência e afirmação da população negra ao longo dos anos.


D

A lei de nada serviu, pois o povo negro sofre com preconceito há séculos e o conhecimento da história e de uma compreensão de sua cultura não é suficiente para encaminhar nossa sociedade para o rompimento com práticas preconceituosas e discriminatórias.


E

Ao diferenciar a história de brancos da história de negros, a lei enalteceu diferenças que acirraram práticas preconceituosas e discriminatórias dentro de sala de aula.

Historicamente, o Brasil passou por diferentes fases sociopolíticas e econômicas, que trouxeram consequências para a formação de seu povo. Uma das características mais marcantes da sociedade brasileira é a miscigenação étnico-racial de sua população. Esse fato está relacionado


A

ao trabalho dos jesuítas na catequização dos povos indígenas e africanos.


B

ao tratado de Tordesilhas, que estabeleceu colonizações diferentes para o Brasil e a América hispânica.


C

à concessão de capitanias hereditárias, que garantiram o direito aos europeus de se estabelecer no país.


D

ao fim da escravidão, com o projeto de branqueamento da população no século XIX.


E

ao comportamento pacífico do brasileiro que gosta da miscigenação entre os povos.

Foi uma revolta popular social de escravizados africanos, em sua imensa maioria negros muçulmanos, em especial da etnia nagô, ocorrida durante o Império do Brasil, na cidade de Salvador, capital da Bahia, em 24 de janeiro de 1835. É considerado como o maior levante de escravizados da história do Brasil. Trata-se da:


A

Revolta da Chibata.


B

Revolta dos Malês.


C

Guerra do Contestado.


D

Guerra dos Mascates.

“[...] a grande maioria dos escravos de Campinas [...] moravam e trabalhavam em unidades médias ou grandes (definidas aqui como, respectivamente, fogos/posses com 10 a 49 ou com 50 ou mais cativos). [...] Em 1829, o desequilíbrio entre os sexos na população adulta havia crescido. A razão de masculinidade para todos os escravos acima de 15 anos era 286. [...] A proporção de homens adultos alguma vez casados variava entre 23 e 30% [...]. A proporção de mulheres adultas casadas/viúvas era bem mais alta no município. [...] Esses fatos fornecem a chave para entender a variação nos padrões de casamento (religioso), por tamanho de fogo ou posse. Em unidades com um a nove escravos, a barreira contra casamentos religiosos entre escravos de proprietários diferentes, combinada com o pequeno pool de potenciais cônjuges dentro do mesmo fogo/posse para pessoas de ambos os sexos, fazia com que as proporções de homens e mulheres adultos alguma vez casados ficassem relativamente baixas e não muito diferentes entre si”.


SLENES, R. Na senzala, uma flor: esperanças e recordações na formação da família escrava. São Paulo: Campinas, 2011, p. 78-84.


Assinale a alternativa que melhor descreve a metodologia ilustrada pelo fragmento acima.


A

Abordagem comparativa


B

Demografia histórica


C

Método etnográfico


D

História econômica


E

Análise semiótica

Segundo a historiografia, de 1822 a 1865, a sua população era formada por poucos milhares de afro-americanos, sendo que, aproximadamente, 400 deles eram afroantilhanos de Barbados que se fixaram em um pequeno centro interiorano, cerca de 200 quilômetros da capital. Havia ainda por volta de 5 mil escravos recapturados, na sua maior parte originários do Congo. Em resumo, o que dava o tom era o fato de ter sido iniciada “uma sociedade de colonização americana” que contava com grande número de imigrantes “forçados e espontâneos”. Em 1847, tornou-se independente da American Colonization Society. Quanto à estrutura política, firmava-se francamente inspirada nas instituições norte-americanas.


(Leila Leite Hernadez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2008, p. 323. Texto adaptado)


O excerto trata


A

de Gâmbia.


B

do Togo.


C

da Libéria.


D

de Serra Leoa.


E

do Burundi.

Durante o século XIX, a escravidão africana atingiu seu ponto máximo no Brasil, período em que o número de africanos obrigados a vir para o Brasil correspondeu a mais de 40% do total trazido desde o início do comércio negreiro, no século XVI. Todavia, pode-se afirmar que a escravidão foi formalmente extinta no Brasil em 13 de maio de 1888, com a promulgação da Lei Áurea


A

por Zumbi dos Palmares.


B

pela Princesa Isabel.


C

por Euzébio de Queiroz.


D

por D. Pedro II.


E

Nenhuma das opções anteriores.

Ao longo dos anos, [na sociedade das Minas Gerais], houve intensa mestiçagem de raças, cresceu a proporção de mulheres, que em 1776 era de cerca de 38% do total, e ocorreu um fenômeno cuja interpretação é um ponto de controvérsia entre os historiadores: o grande número de alforrias, ou seja, de libertação de escravos. Para se ter uma ideia da sua extensão, enquanto nos anos 1735-1749 os libertos representavam menos de 1,4% da população de descendência africana, em torno de 1786 passaram a ser 41,4% dessa população e 34% do número total de habitantes da capitania.


(Boris Fausto, História do Brasil)


Para Boris Fausto, a hipótese mais provável que explica esse número expressivo de alforrias relaciona-se


A

às dificuldades para a manutenção do tráfico negreiro, que passou a ser combatido por vários povos africanos e, principalmente, pela Grã-Bretanha.


B

às novas leis portuguesas, que garantiam ao escravizado o direito de comprar a sua liberdade, ainda que o seu proprietário não desejasse vendê-lo.


C

à progressiva decadência da mineração, que tornou desnecessária ou impossível para muitos proprietários a posse de escravizados.


D

ao início do tráfico interno de escravizados, que transferia mão de obra compulsória da região das Minas Gerais para a produção de café no Rio de Janeiro.


E

ao desenvolvimento de novas técnicas para a exploração aurífera, o que diminuiu, sensivelmente, a necessidade de mão de obra.

Ano: 2022
Banca: Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos - IMPARH
Prova: IMPARH - Prefeitura de Fortaleza - Professor - Área: História - 2022

O continente africano e o asiático foram os últimos a serem colonizados pelos europeus. Nas Américas, o processo de colonização teve início ainda no século XVI. Três séculos mais tarde o continente americano já havia sido descolonizado e a Primeira Revolução Industrial se encontrava em plena expansão. Diante disso, os europeus buscaram novas fontes de recursos para abastecer as suas indústrias.


(Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/o-inicio

colonizacao-na-africa.)


A colonização dos países africanos e asiáticos foi diferente das Américas porque já havia a industrialização europeia. Assim, sobre esse momento, podemos considerar que:


I- A chamada partilha da África e da Ásia foi um dos recursos utilizados para o fortalecimento das indústrias, já que as Américas independentes se transformaram em mercados consumidores, principalmente da Inglaterra.

II- No século XIX, os países europeus Inglaterra, França, Alemanha, Bélgica e Holanda passaram a explorar os países da África e da Ásia além de impor seu modo de vida civilizado como superior aos outros povos.

III- A Partilha da África e da Ásia teve a intenção de conter os possíveis conflitos de poder entre os países europeus para evitar a primeira e a segunda guerras mundiais. A África foi usada como pretexto para a I Guerra Mundial.

IV- Os países africanos tiveram suas terras devastadas pela exploração de minérios além do forte tráfico negreiro nas Américas, mas foram recompensados após a descolonização no século XX, ganhando dupla nacionalidade.

V- A exploração de minérios, principalmente do ouro, levou a uma devastação do continente além de um forte tráfico de pedras preciosas que deixou o continente pobre além de ter aumentado os índices de violência.


Estão CORRETAS:


A

I, III e V.


B

II, III e IV.


C

I, II e V.


D

I, II e IV.

Assinale a alternativa correta sobre a tese do historiador Luiz Felipe de Alencastro no livro O Trato dos Viventes: Formação do Brasil no Atlântico Sul, séculos XVI e XVII.


A

O Brasil que emergiu no século XVIII também se constituiu a partir de vínculos estreitos com a África.


B

O número de indígenas no território brasileiro, nos dois primeiros séculos de colonização, moldaram a identidade nacional.


C

A mortalidade dos escravos africanos, no deslocamento para o Brasil, aumentou os custos e diminuiu a lucratividades dos colonos lusos.


D

Explica-se a manutenção da unidade territorial da colônia portuguesa na América pelo convívio paternalista entre escravos e senhores, nos engenhos.


E

Os acordos entre os escravocratas e as lideranças dos grupos dominadores na África facilitou o ingresso de escravos e o controle das revoltas.

Semelhante à civilização erguida pelos reinos iorubás, Benin formou um Estado centralizado, tendo sido o obá Ewaré fundador do Conselho de Estado e responsável por muitas inovações político-administrativas.


C

Certo


E

Errado

Grande parte do conhecimento sobre o mundo ainda referencia-se sob a narrativa eurocêntrica. Recuperar a História da África, assim como da América Originária, significa assumir uma postura crítica e não oficial, que está sempre ao lado dos que se impuseram pela força, durante a fase inicial do desenvolvimento e consolidação do capitalismo.

Sobre a História da África, analise as afirmações a seguir e atribua V, caso verdadeira, ou F, caso falsa:

( )

Os Camitas e Semitas ocuparam diferentes faixas territoriais pelo continente; os Camitas mais ao Sul e os Semitas ao Norte.

( )

Diferentemente dos europeus, não houve impérios africanos grandes e ricos, sendo a África um continente com outro tipo de relações sociais e políticas.

( )

Os Impérios Monomotapa e Songai eram aliados contra a resistência dos árabes.

( )

A Expansão Árabe modificou estruturalmente o continente a partir do século III, quando Maomé falece.

A sequência correta, no sentido de cima para baixo, é


A

V, F, V, F.


B

V, F, F, F.


C

V, V, F, V.


D

F, V, V, F.

Durante o período aurífero, os mina compunham a maioria dos escravos africanos. Ao final do século 18 e início do 19, quando a pecuária se consolidou, houve incremento dos angola [...]. Uma série de fatores esteve relacionada à escolha dos escravos. A preferência por um ou outro grupo ia além de suas “qualidades”. Havia ainda recursos financeiros, condições de comércio, interesses dos negociantes, condição de negociação e embarque na África etc. Além disso, à época existia a crença de que ter uma escrava mina dava sorte ao minerador. Crença que parece ter sido seguida tanto em Minas quanto em Goiás, pois, nesta Capitania, o número de escravas mina foi significativamente superior ao das angola.


LEMKE, Maria. O caminho do sertão: notas sobre a proximidade entre Goiás e África. Politeia: História e Sociedade. v. 13, n. 1, p. 115-132, 2013, p. 116-117, com adaptações.


Considerando as abordagens historiográficas mais recentes acerca da escravidão e da vida dos escravizados na América portuguesa, assinale a alternativa correta.


A

As margens de liberdade e autonomia dos escravos somente puderem ser alargadas por meio da luta armada, única forma possível de resistência ao cativeiro, como demonstra o caso do Quilombo de Palmares.


B

A desproporção entre os sexos e as baixas taxas de natalidade entre os cativos não foram elementos importantes para a reprodução social da escravidão da época moderna.


C

Por viverem a condição de simples mercadorias, os escravizados não puderam construir espaços de autonomia, identidade e agência política na sociedade colonial.


D

O casamento católico era defeso aos escravizados de origem africana, mas não aos indígenas cativos e mestiços.


E

A participação em redes de solidariedade e o parentesco espiritual envolvendo pessoas livres, como as irmandades, foram algumas das estratégias utilizadas pelos escravizados para a ampliação de seus espaços de autonomia e liberdade na sociedade escravista.

O Quilombo dos Palmares é considerado um dos mais importantes redutos da resistência escrava durante o período colonial, durou cerca de 100 anos e estima-se que tenha abrigado 15 mil habitantes. Seu território e população cresceram de acordo com os movimentos e conflitos da colônia. Um dos fatores que favoreceram o crescimento da população palmarina foi:


A

A anexação de Portugal pela Espanha durante os anos 1580 a 1640, em que não houve tráfico de escravos.


B

Durante o período napoleônico, entre 1805 e 1815 em que Portugal foi dominado pela França, que era contrária à escravidão.


C

As invasões holandesas entre 1624 e 1654 durante as quais muitos escravos aproveitaram para fugir.


D

Durante e após a Guerra do Paraguai, entre 1864 e 1870, em que escravos podiam se alistar e aproveitavam para fugir.


E

No período de descoberta do ouro, no final do século XVII, favorecido pelos lugares de difícil acesso os escravos fugiram e migravam para o Quilombo.

I.


Declarava, em 1933, em voz alta que o Brasil não era uma nação branca que tinha negros. O negro estava em todos nós e sem o negro não teria havido nem havia o Brasil. Éramos todos mestiços, na cultura. E era a cultura o que importava, a cultura que movimentava a nossa mente e o nosso corpo e não a cor da pele ou a textura dos cabelos. Tão intensa fora a nossa mestiçagem cultural, que era quase impossível medir-se, sobretudo no cotidiano doméstico, o que se devia ao ameríndio, ao africano e ao europeu.


II.


Ressaltava a indecisão da Ibéria entre a Europa e a África muçulmana. Considerava que os ibéricos se desenvolviam à margem da Europa e das mudanças que se processavam em suas formas de vida social. Ele discorda fundamentalmente de Capistrano de Abreu: tinha sido um mal que o país tivesse sido construído do interior para a costa, contra as cidades que representavam a metrópole. Entre outras razões, porque a família patriarcal dos sertões tornara-se mais forte do que o Estado. Por isso mesmo, acentuou-se no Brasil a propensão lusitana para confundir os domínios do privado e do público, este constantemente invadido por aquele.


(Alberto Costa e Silva, Quem fomos nós no século XX: as grandes interpretações do Brasil. Em: Carlos Guilherme Mota (org.), Viagem incompleta: a experiência brasileira (1500-2000): a grande transação. Adaptado)


Os excertos I e II, respectivamente, tratam de


A

Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda.


B

Caio Prado Júnior e Paulo Prado.


C

Raymundo Faoro e Darci Ribeiro.


D

Florestan Fernandes e Artur Ramos.


E

Alberto Torres e Oliveira Viana.

Leia o texto a seguir, da historiadora Patrícia Alves Melo, que traça uma série de fatores que ajudam a explicar os silenciamentos existentes sobre a presença negra no Amazonas.


“Esta poderia se chamar a história da construção de um silêncio porque, se há uma ausência inquestionável e longeva na historiografia produzida no (e sobre o) Amazonas, sem dúvida, é aquela que tematiza a presença negra. Para começar essa discussão, é preciso assumir a existência de tal silêncio e tentar delinear, na medida das possibilidades, suas motivações, alcances e limites na historiografia amazonense”.


(MELO, Patrícia Alves. Por uma história da escravidão africana e da presença negra na Amazônia. In: MELO, Patrícia Alves (Org.). O fim do silêncio. Presença negra na Amazônia. Curitiba: Editora CRV, 2021. p.13).


Sobre esses fatores, é correto afirmar que


A

ressalta-se a existência de uma historiografia indígena que, na busca pela valorização da história dos povos nativos da região, reduziu a importância da presença negra.


B

aponta-se a importância da criação de um espaço de formação institucional para profissionais de História no Amazonas muito influenciado pela historiografia do eixo Sul-Sudeste.


C

destaca-se a proeminência de uma abordagem sobre a História do Brasil que gerou apagamentos significativos sobre o contexto regional amazônico.


D

encontra-se a preponderância de uma historiografia que tipificou como diminuta a presença africana na vida econômica da região.


E

situa-se a parca documentação sobre a vinda de contingentes negros para a região amazônica.

A análise a seguir é do historiador Ygor Cavalcante sobre as fugas de escravos no Amazonas na segunda metade do século XIX e permite abordar aspectos importantes sobre a presença negra na região.


“Um pouco mais da metade das fugas se originam em Manaus (52%). Outras cidades do interior da província também aparecem: lugares como Serpa, Silves, Tauapessassú, São José do Amatary e entre outras localidades do rio Madeira (especialmente ligadas à extração da seringa), respondem por grande parte das origens das fugas (28%) (...). Escravos e escravas, individual ou coletivamente, seguiram diversas direções pelo vale amazônico. Recuperando uma bela imagem proposta pelo historiador Flávio Gomes, a floresta tornou-se negra e as vilas e cidades da província também”.


(CAVALCANTE, Ygor Olinto Rocha. “Fugido, ainda que sem motivo: escravidão, liberdade e fugas escravas no Amazonas Imperial (c. 1850-c. 1888). In: MELO, Patrícia Alves (Org.). O fim do silêncio. Presença negra na Amazônia. Curitiba: Editora CRV, 2021. pp.46-47).


Considerando-se a análise do autor é correto afirmar que


A

a prática da escravidão na Província durante o século XIX esteve predominantemente vinculada às atividades extrativistas, sobretudo da seringa.


B

a resistência à escravidão neste período na região se deu mais por meio de ações individuais, como fugas, do que por via de rebeliões organizadas.


C

as fugas constituíram uma das formas de agência desenvolvidas pelos escravizados, contribuindo para que a presença negra se espraiasse por diferentes regiões da Província do Amazonas.


D

havia um grande contingente de escravizados na cidade de Manaus, indicando uma preponderância de africanos e afro-brasileiros atuando no contexto urbano em detrimento de atividades nas áreas rurais.


E

o numeroso contingente de escravizados atuando na Província do Amazonas no século XIX contribui para refutar a tese de que a presença africana foi pouco relevante para as atividades econômicas da região.

A escravidão foi uma forma de trabalho muito presente durante a colonização portuguesa no Brasil, deixando fortes marcas nas sociedades do período. Sobre o trabalho escravo no Brasil Colonial, analise as afirmativas a seguir.


I. Os escravos mais alforriados eram aqueles que atuavam em centros urbanos, como Minas Gerais, e nascidos no Brasil.

II. Um dos fatores responsáveis pela substituição dos índios pelos negros no trabalho escravo foi a atuação da Igreja Católica na catequização dos índios.

III. O valor de um escravo no mercado dependia, dentre outras coisas, da qualidade de seus dentes, da sua idade e se ele sabia falar português.

IV. As mulheres escravas trabalhavam apenas no âmbito doméstico, não realizando atividades comerciais.


Está correto o que se afirma apenas em


A

I e II.


B

II e IV.


C

I, II e III.


D

I, III e IV.

Analise o excerto abaixo:


"Entre os anos de 1487 e 1522, completou-se a exploração das costas ocidentais e o contorno da África; o acesso ao Índico, o reconhecimento de áreas costeiras e de arquipélagos e o domínio de rotas de navegação nesse oceano; a travessia, o reconhecimento e o estabelecimento de rotas de navegação no mar-oceano (o Atlântico); a descoberta de um novo continente e o reconhecimento de parte dessas terras; o acesso ao mar do sul (o Pacífico) e a primeira circunavegação da Terra. Esses avanços produziram uma ruptura no campo dos conhecimentos geográficos, com a superação da descrição do mundo até então elaborada, cuja referência maior era a Geografia de Ptolomeu, visão que havia persistido por quase quatorze séculos. Iniciou-se a elaboração de uma nova descrição geral da Terra. Os relatos sobre essas expedições e os mapas então elaborados constituíram os elementos fundamentais da ruptura que se estabeleceu nesse campo do conhecimento.


Fonte: FILHO, F. A. V. A expansão europeia dos séculos XV e XVI: contribuições parauma nova descrição geral da Terra." Revista Equador (UFPI), Vol.1, nº 1, Junho/Dezembro, 2012, p. 4-25.


Após análise, julgue o excerto acima e marque a opção CORRETA.


A

O excerto está parcialmente correto, pois a Geografia de Ptolomeu não era uma referência nas explorações marítimas do século XVI.


B

O excerto está parcialmente correto, pois o contorno da África só foi completamente feito no século XVIII.


C

O excerto está parcialmente correto, pois não houve qualquer ruptura no campo dos conhecimentos geográficos no século XVI.


D

O excerto está completamente correto.

O tráfico atlântico implicou o deslocamento compulsório de 12 milhões e meio de homens, mulheres e crianças através do oceano [...]. Em sua face mais profunda, o tráfico humano vinculava-se às especificidades históricas das Américas, da Europa e da África.


FLORENTINO, Manolo. Aspectos do tráfico negreiro na África Ocidental (c. 1500-c.1800). In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Brasil colonial: vol. 1 (ca. 1443-ca.1580). 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015, p. 229.


A respeito do tráfico atlântico e das sociedades escravistas na América portuguesa, assinale a alternativa correta.


A

A demanda brasileira por cativos de origem africana consolidou-se apenas no século 19, com as economias cafeeira e aurífera.


B

Apesar de sua importância para a economia açucareira colonial, os escravizados africanos e seus descendentes não foram decisivos para a economia mineradora, que preferiu trabalhadores assalariados.


C

O tráfico atlântico de escravos foi um negócio conduzido exclusivamente por europeus e, entre eles, por portugueses e espanhóis.


D

Após forte pressão da Inglaterra, as reformas pombalinas, em meados do século 18, aboliram o tráfico atlântico em todo o Império português.


E

Inicialmente, a legitimidade do tráfico atlântico e da escravidão da época moderna sustentou-se na preexistência de dispositivos costumeiros e segregacionistas de natureza étnico-religiosa herdados do catolicismo ibérico, como as concepções de “limpeza de sangue” e “defeito mecânico”, aplicadas originalmente aos “mouros” e aos judeus.

 
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