Questões de Concurso sobre História e Cultura Afro

 
 
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Sobre a escravidão no Brasil, é correto afirmar:


A

As condições do cativeiro no Brasil eram tão violentas com os escravos africanos e seus descendentes que os impediram de constituírem laços afetivos e familiares, redes de solidariedades e identidades.


B

Isolados e sem manter contato com a população, fosse ela livre, liberta ou escrava, das vilas e das cidades, os quilombos eram comunidades de fugitivos, formados exclusivamente por escravos africanos.


C

No século XIX, depois de conseguir a alforria, os escravos tinham assegurado o direito de desfrutar da liberdade. As alforrias eram incontestáveis e os senhores não tentavam reaver a posse sobre antigos ou supostos escravos por intermédio de tribunais.


D

As autoridades imperiais e provinciais criaram leis mais duras, direcionadas aos africanos residentes em várias partes do Brasil escravista, uma vez que eram considerados mais perigosos e propensos a provocar revoltas e insubordinações.


E

Em todo período imperial, quando conseguiam alçar a condição de libertos, os africanos passavam a desfrutar de direitos plenos de cidadãos brasileiros, inclusive o de votar e serem votados.

Tereza de Benguela é conhecida por [...] rainha do quilombo [Quariteré], e, sob sua liderança, a comunidade negra e indígena resistiu à escravidão por duas décadas, sobrevivendo até 1770, quando o quilombo foi destruído pelas forças de Luís Pinto de Sousa Coutinho”

Sobre a resistência negra no Período Colonial e Imperial do Brasil assinale a alternativa INCORRETA:


A

Se mostrou constante desde os primeiro momentos da colônia portuguesa na América


B

Apresentou várias faces, desde o suicídio, assassinato de senhores e feitores, fugas e ajuntamentos secretos (Quilombos)


C

Por não possuir documentação à pesquisa histórica, a História – Afro brasileira se mostra perdida para qualquer pesquisador


D

A resistência negra ainda é ativa no Brasil, considerando que a sociedade brasileira se mostra desigual em relação a população negra do país, seja visto a implementação da lei 10.639


E

A história Afro-brasileira possui inúmeras personalidades e heróis, além da mencionada Tereza de Benguela, Dandara, Francisco José do Nascimento, Luisa Mahin e André Rebouças, são alguns nomes

“Dizem que quando Olorum encarregou Oxalá de fazer o mundo e modelar o ser humano, o orixá tentou vários caminhos. Tentou fazer o homem de ar, como ele. Não deu certo, pois o homem logo se desvaneceu. Tentou fazer de pau, mas a criatura ficou dura. De pedra ainda a tentativa foi pior, fez de fogo e o homem se consumiu. Tentou azeite, água e até vinho de palma, e nada. Foi então que Nanã veio em seu socorro. Apontou para o fundo do lago. [...] De lá retirou uma porção de barro do fundo da lagoa onde ela morava e deu a Oxalá. Oxalá criou o homem, o modelou no barro. Com o sopro de Olorum ele caminhou. Com a ajuda dos orixás povoou a Terra. [...]”


Extraído de PRANDI, R. Mitologia dos Orixás. São Paulo; Companhia das Letras, 2001. P.196.


A versão acima é passada de geração em geração, por povos que vivem principalmente na atual Nigéria, relativa à criação do Homem, indique a que povo pertence essa versão:


A

Apatani


B

Karen


C

Iorubá


D

Assamês


E

Bengali

Observe os estratos dos textos abaixo:

“Nas brechas abertas pela Lei - que consagrava o direito costumeiro do escravo de possuir pecúlio próprio e de, assistido por representante legal, reivindicar sua alforria por meio do depósito de um valor monetário em juízo, com posterior avaliação de seu preço por avaliadores judicialmente constituídos, surgiu uma das importantes estratégias de alforria, à qual os escravos recorriam com crescente frequência. No entanto, se os escravos, como já o sabemos bastante bem, eram seres atentos e preparados o suficiente para recorrer a todas as possibilidades de libertação, é também verdade que, na questão da manipulação das sutilezas da lei (como no caso crucial da indenização do senhor, quando o conhecimento dos meandros jurídicos se fazia fundamental), o libertando, colocado sob a responsabilidade legal de seu curador, passava a depender da capacidade e vontade de um homem livre (e, na maioria das vezes, branco) velar pelos interesses de seu curatelado.”

(Fonte: Maria Helena P. T. Machado. A emancipação gradual: historiadora estuda disputas políticas nos últimos tempos da escravidão no Brasil. Folha de São Paulo, Jornal de Resenhas, 13/05/2000).

Aos filhos de escravos, nascidos a partir da data de vigor da lei, estava prevista a concessão da liberdade, mas estabelecia que os mesmos ficassem sob a tutela de seus senhores até os 8 ou 21 anos. Essa lei também reconheceu ao escravo o direito de constituição de pecúlio, inclusive a possibilidade de compra de sua liberdade com o dinheiro acumulado. Ainda que essa legislação tenha procurado preservar o domínio senhorial, ao manter a indenização, os embates na arena dos tribunais foram importantes para ajudar a minar o controle de seus senhores.

As reflexões anteriores referem-se à


A

Lei Saraiva-Cotegipe (Lei dos Sexagenários).


B

Lei do Rio Branco (Lei do Ventre Livre).


C

Lei de 1864 (emancipação dos Africanos livres).


D

Lei Eusébio de Queirós.


E

Lei Áurea.

Forma-se a Frente de Libertação Nacional, movimento que investia em guerrilhas contra o colonialismo francês desde 1954, e tem sua independência declarada em 1962:


A

Argélia.


B

Moçambique.


C

Coréia.


D

Congo.

Assinale a alternativa que apresenta as leis em ordem cronológica:


A

Lei do Ventre-Livre / Lei do Sexagenário / Lei Áurea.


B

Lei do Sexagenário / Lei do Ventre-Livre / Lei Áurea.


C

Lei do Sexagenário / Lei Áurea / Lei do Ventre-Livre.


D

Lei Áurea / Lei do Ventre-Livre / Lei do Sexagenário.

Destaca-se que no continente americano, o abolicionismo veio por meio de leis de emancipação que ocorreram em países como a Colômbia, a Argentina e o México. No caso dos EUA, a escravidão perdeu força primeiramente no Norte do país, pois, naquela época, era uma região que se encontrava em pleno desenvolvimento econômico e optava pela mão de obra livre.


Na América Latina, o último país a abolir o regime de escravidão foi o


A

Chlie.


B

Uruguai.


C

Brasil.


D

Paraguai.

Leia com atenção:

Art. 1o A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescida dos seguintes arts. 26-A, 79-A e 79-B:

Art. 26-A. Nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira.

“§ 1o O conteúdo programático a que se refere o caput deste artigo incluirá o estudo da História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil”.

“§ 2o Os conteúdos referentes à História e Cultura Afro- Brasileira serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileiras”.


Sobre o documento e de seus conhecimentos sobre o tema, assinale a alternativa correta:



A

É um marco para educação e para a sociedade brasileira, pois fortalece e ressignifica toda a luta do movimento negro brasileiro e conscientiza a sociedade sobre parte de sua História, parte esta que se ignorava oficialmente, até então



B

Essa lei demonstrou em seus dez anos poucas conquistas e mudanças na prática, mas tornou mais claro aquilo que já era de conhecimento geral, tal como as qualidades da cultura Afro – brasileiro que, após a publicação da lei, a referida cultura foi adicionada ao currículo de História nas escolas



C

Posteriormente essa lei é modificada e se torna a lei 11.645, que abarca o ensino de cultura indígena



D

Tal lei promove um ensino mais justo e igualitário no Brasil, considerando que pelo menos metade da população brasileira é diretamente afrodescendente e pouco se conhece da História negra que extrapole a questão da escravidão



E

Um dos pontos mais destacados pelos estudiosos da área do ensino de estudos africanos é a importância de se reforçar a auto estima do aluno, através do ensino da História da África pré colonial e suas especificidades e a riqueza dessas civilizações


Leia o texto abaixo:


[...] O quilombo aparecia onde quer que a escravidão surgisse. Não era simples manifestação tópica. Muitas vezes, surpreende pela capacidade de organização, pela resistência que oferece; destruído parcialmente dezenas de vezes e novamente aparecendo, em outros locais, plantando a sua roça, constituindo suas casas, reorganizando a sua vida social e estabelecendo novos sistemas de defesa. O quilombo não foi, portanto, apenas um fenômeno esporádico. Constituía-se em fato normal dentro da sociedade escravista. Era reação organizada de combate a uma forma de trabalho contra a qual se voltava o próprio sujeito que a sustentava.


(MOURA, Clóvis. Rebeliões da Senzala. Editora Conquista, Rio de Janeiro, 1972, p. 87.)


A respeito da história dos quilombos no Brasil, considere as seguintes afirmativas:


1. Foi uma forma de organização dos escravos libertos, que não encontraram lugar na sociedade brasileira pós-abolição.

2. O quilombo marcou sua presença durante todo o período escravista, existindo praticamente em toda a extensão do território nacional.

3. Sua estrutura social respondia a uma lógica particularmente militar, que visava desestabilizar a estrutura social dos senhores de escravos.

4. A quilombolagem se constituiu na unidade básica de resistência, fruto das contradições estruturais do sistema escravista, e sua dinâmica refletia a negação desse sistema.


Assinale a alternativa correta.


A

Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras.


B

Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras.


C

Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.


D

Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.


E

Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras.

Observe o estrato do texto abaixo:


“[...] São matrizes geradoras de condutas e práticas sociais, dotadas de força integradora e coerciva, bem como explicativa do real. Indivíduos e grupos dão sentido ao mundo e por seu intermédio é que constroem a realidade.”


(PESAVENTO, Sandra Jatahy. História & história cultural. 2ª Edição. Belo Horizonte: Autêntica, 2005, p. 39 - Adaptado)


O texto refere-se a um dos conceitos básicos elencados por Pesa-vento para quem trabalha com a História Cultural. Esse conceito refere-se à(ao):


A

Cultura.


B

Memória.


C

Imaginário.


D

Representação.


E

Identidade Cultural.

Assinale a alternativa que NÃO corresponde ao pensamento de Roshen Dalal (2016) sobre o Continente Africano.


A

A África é o terceiro maior continente do mundo.


B

A linha do Equador perpassa o continente.


C

Uma importante organização regional, a união africana, foi fundada em 1963.


D

Existem 53 países independentes, além da disputa pela área que fica a oeste do Saara.


E

Sobre os aspectos linguísticos, apesar das primeiras escritas terem origem do árabe, mais de 2 mil línguas são faladas no continente.

Imagem associada para resolução da questão


Fotografia de Augusto Gomes Leal e da ama de leite Mônica, cartão de visita de 1860.


KOUTSOUKOS, S. S. M. Amas mercenárias: o discurso dos doutores em medicina e os retratos de amas – Brasil, segunda metade do século XIX. História, Ciência, Saúde-Manguinhos, 2009. Disponível em: http://dx.doi.org. Acesso em: 8 maio 2013.

A fotografia, datada de 1860, é um indício da cultura escravista no Brasil, ao expressar a


A

ambiguidade do trabalho doméstico exercido pela ama de leite, desenvolvendo uma relação de proximidade e subordinação em relação aos senhores.


B

integração dos escravos aos valores das classes médias, cultivando a família como pilar da sociedade imperial.


C

melhoria das condições de vida dos escravos observada pela roupa luxuosa, associando o trabalho doméstico a privilégios para os cativos.


D

esfera da vida privada, centralizando a figura feminina para afirmar o trabalho da mulher na educação letrada dos infantes.


E

distinção étnica entre senhores e escravos, demarcando a convivência entre estratos sociais como meio para superar a mestiçagem.

Em geral, a questão da escravidão moderna tem sido corretamente analisada como uma forma específica de exploração da força de trabalho. Mas a instituição da escravidão implicava bem mais que isto. Em todas as sociedades que a conheceram, tal instituição esteve baseada na violência política, fundada na exclusão (real ou simbólica) do escravo da sociedade que o escravizava.


MATTOS, Hebe. Prefácio. In: COOPER, Frederick, HOLT, Thomas C. e SCOTT, Rebecca J. Além da escravidão: investigação sobre raça, trabalho e cidadania em sociedades pós-emancipação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.


Logo, a partir dessa reflexão mencionada, é CORRETA a seguinte alternativa:


A

em contraste com a escravidão fortemente comercial implantada na América do Norte pelas potências protestantes, a escravidão negra existente na América colonial católica conservou aspectos benignos e civilizadores.


B

a escravidão moderna no Novo Mundo, a partir dos séculos XVI e XVII, resulta da expansão comercial europeia promovida pelas potências capitalistas liberais, e se utilizou largamente de formas de legitimação religiosa.


C

implantada em larga escala no continente americano pelas potências coloniais europeias, a escravidão moderna redefiniu e potencializou as estruturas escravistas tradicionais já existentes na África.


D

a escravidão indígena predominou nos territórios mesoamericanos e no leste da América Colonial Inglesa, diferenciando-se da escravidão negra por seu caráter temporário e familiar e preservando as estruturas sociais pré-existentes à conquista europeia.

A influência africana no processo de formação da cultura afro-brasileira começou a ser delineada a partir do tráfico negreiro, quando milhões de africanos "deixaram" forçadamente o continente africano e despontaram no Brasil para exercer o trabalho compulsório.


Sobre esta temática é correto afirmar que:


A

Houve uma homogeneidade cultural praticada pelos negros africanos, visto que esta homogeneidade era de certa forma favorecida pelas origens similares dos africanos, que oriundos do continente africano, acabavam por apresentava uma prática cultural muito semelhante em alguns aspectos devido à região que pertenciam.


B

Além da prática cultural similar ressaltada, os africanos incorporaram práticas europeias e indígenas, além de influenciá-los culturalmente. O intercâmbio cultural entre os elementos citados contribuiu para uma formação cultural afro-brasileira pouco híbrida e peculiar.


C

Ao longo dos períodos pré-colonial, colonial, monárquico e republicano brasileiro, foi grande o contingente de escravos africanos no Brasil, visto que o país constituía o maior mercado consumidor do período. A contribuição desses escravos foi além da participação econômica, uma vez que foram inserindo suas práticas, seus costumes e seus rituais religiosos na sociedade brasileira, contribuindo, dessa forma, para uma formação cultural peculiar no Brasil.


D

Importante ressaltar que as práticas desses escravos africanos eram muito semelhantes entre si, pois eles eram oriundos do continente africano. De acordo com VAINFAS (2001 p.66) (2), durante o período pré-colonial e colonial, quase nada se sabia sobre a origem étnica dos africanos traficados para o Brasil. Porém, ao longo do período, passou-se a designá-los a partir da região ou porto de embarque, ou seja, das áreas de procedência.


E

O escravo africano era um elemento de suma importância no campo econômico do período colonial sendo considerado "as mãos e os pés dos senhores de engenho porque sem eles no Brasil não é possível fazer, conservar e aumentar fazenda, nem ter engenho corrente" (ANTONIL, 1982, p.89) (1). Contudo, a contribuição africana no período colonial foi muito além do campo econômico, uma vez que os escravos souberem reviver suas culturas de origem e recriaram novas práticas culturais através do contato com outras culturas.


(1) ANTONIL, André João. Cultura e Opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia: São Paulo: EDUSP, 1982.

(2) VAINFAS, Ronaldo. Dicionário do Brasil Colonial (1500-1808). Rio de Janeiro: Objetiva, 2001.

Considere o texto a seguir, publicado em um jornal baiano em 1905:

Estamos na Costa da África? É o que se torna necessário ser averiguado pela polícia, porquanto se lá não estamos também de lá não nos separam grande distância os nossos costumes negreiros. E a prova é que, fechando ouvidos a repetidas queixas da imprensa e de particulares, a polícia consente que dentro da cidade, porque é no outeiro que o vulgo denominou de ‘Cucuí’, descendentes vadios de negros selvagens façam candomblés, todos os dias, à noite principalmente, incomodando com um batebate dos pecados o sono tranqüilo da população. Já lá se foram os tempos dos ‘feitiço’ e dos ‘candomblés’, e porque atravessamos um século de largo progresso e ampla civilização, apelamos para a energia e a boa vontade, ainda não desmentidas, do sr.(...) sub-comissário de polícia, certos de que s.s. porá ponto final na folia macabra dos negros desocupados do ‘Cucuí’.”

(Jornal A ORDEM. 21 out. 1905. p. 1, Apud SANTOS, Edmar Ferreira. O poder dos candomblés: perseguição e resistência no Recôncavo da Bahia. Salvador: EDUFBA, 2009. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ufba/179/1/O%20poder%20dos%20candombles.pdf. Acesso em: 11 de julho de 2016)

A partir da leitura do texto acima, é correto afirmar que o autor desse texto


A

considera que a prática do candomblé representa um incômodo aos trabalhadores por ocorrer durante a noite, afirmando ainda que seus praticantes eram descendentes de negros vadios, por isso marginalizados pelo resto da população.


B

usa expressões como “folia macabra” e “bate bate dos pecados” para denunciar a prática do candomblé como uma seita pecaminosa, localizada em um lugar específico da cidade, a ser combatida pela polícia e pela Igreja.


C

reclama que a prática do candomblé deva ser investigada para que se verifique a autenticidade das matrizes africanas desses “costumes negreiros”, assumidos em seu texto como “nossos” mas supostamente originários da Costa da África.


D

associa a prática do candomblé à vadiagem, apelando para um discurso celebrativo da ordem e do progresso e acusando a polícia de ser tolerante com esse costume que ameaçava a “população”, da qual os negros, em seu texto, parecem excluídos.


E

sugere que o candomblé é uma manifestação de selvageria ultrapassada, praticamente extinta uma vez que vem sendo combatida pela imprensa com êxito, de modo que “já lá se foram os tempos dos feitiço’ e dos ‘candomblés’.”

Analise as seguintes imagens:


Imagem associada para resolução da questão

“Castigo imposto aos negros”,

aquarela sobre papel, 22 x

14,5 cm, J.B. Debret, Rio

de Janeiro, c.1816-1831.

Imagem associada para resolução da questão

“Barbeiros ambulantes”,

aquarela sobre papel, 18,7 x

23 cm, J.B. Debret, Rio de

Janeiro, 1826.


Marque a alternativa correta sobre as imagens acima:


A

Ambas as imagens apresentam escravos alforriados prestando pequenos serviços, cenas comuns nas vilas e cidades do Brasil colonial.


B

As duas imagens apresentam escravos de ganho que tinham permissão de vender ou prestar serviços na rua, o que possibilitava receber parte do fruto do seu trabalho.


C

Apenas uma das imagens apresenta o escravo de ganho que eram alugados por seus senhores e prestavam serviço aos locatários em troca de comida, roupas e um lugar para dormir.


D

Todas as imagens apresentam homens e mulheres livres, pois não era permitido ao escravo andar nas ruas das cidades.


E

Com a expansão das cidades, multiplicam-se escravos livres urbanos em ofícios especializados retratados nas duas imagens.

A solidariedade internacional aos processos de independência na África e o combate à desigualdade racial foram algumas das bandeiras do movimento pan-africanista que, após a II Guerra, viveu um marco institucional importante, a saber,


A

o Congresso Nacional Africano, evento que marcou, na África do Sul, o fim do regime do apartheid nos anos 1960.


B

a Conferência de Bandung, na Indonésia, realizada em 1955 por iniciativa da ONU e que contou com a presença massiva de líderes políticos asiáticos e africanos.


C

o I Congresso dos Países Não Alinhados, em Berlim, que se opôs à Guerra Fria e anulou, no final dos anos 1950, a Partilha da África vigente desde o século XIX.


D

a fundação da Organização da Unidade Africana, na Etiópia, em 1963, que teve a adesão de dezenas de governos de países africanos.


E

na Conferência Tricontinental, realizada em Cuba em 1967 que consagrou a denominação “Terceiro Mundo”, pregando a união dos países subdesenvolvidos dos três continentes.

“Ontem a Serra Leoa,

A Guerra, a caça ao leão,

O sono dormido à toa

Sob as tendas da amplidão...

Hoje... o porão negro, o fundo

Infecto, apertado, imundo,

Tendo a peste por jaguar...

E o sono sempre cortado

Pelo arranco de um finado,

E o baque de um corpo ao mar...”


Fonte: Castro Alves In: Maria Belintane Fermiano e Adriane Santarosa dos Santos. Ensino de Historia para o Fundamental 1: teoria e pratica. Sao Paulo: Contexto: 2014. p. 162


Ao utilizar o poema de Castro Alves para uma aula sobre escravidão, o aspecto que o professor procurou destacar dessa realidade histórica é o:


A

cotidiano da vida nas senzalas


B

cotidiano do tráfico nos navios negreiros


C

trabalho nas lavouras de cana de açúcar


D

trabalho para os senhores na casa grande

A soberania política ('o reino político') era realmente uma condição necessária para que a África pudesse realizar ou satisfazer qualquer uma das suas aspirações essenciais. Mas a soberania política por si só não era suficiente. E, simplesmente, não consiste em algo verdadeiro a afirmação 'todo o restante vos será dado em suplemento.


SILVÉRIO, Valter Roberto. Síntese da coleção História Geral da África: século XVI ao século XX. Brasília: UNESCO, MEC, UFSCar, 2013.


A partir dessa citação, pode ser considerada INCORRETA a seguinte alternativa:


A

os movimentos pela emancipação das nações africanas, após a Segunda Guerra Mundial, tiveram que enfrentar não somente as potências europeias coloniais, como, também, o profundo atraso que elas deixaram como herança, após décadas de domínio.


B

após a conquista da independência, as nações africanas e seus povos não tinham mais razão para pôr a culpa de seus problemas na herança colonial, pois tinham o apoio decisivo das grandes potências do período da Guerra Fria para desenvolver as suas economias.


C

a conquista da soberania política por parte das nações africanas se deparou com obstáculos que não se limitavam ao atraso econômico e cultural, mas, também, a divisões étnicas resultantes das fronteiras artificiais impostas pelo imperialismo.


D

as colônias portuguesas foram as últimas a conseguirem a liberdade, em virtude da forte oposição da ditadura salazarista a concessões ou negociações que lhes permitissem a transição negociada para a independência.

Considerando-se os subsistemas geopolíticos do continente africano contemporâneo, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


(1) Transaariano.

(2) África Austral.

(3) África Central.


( ) Se estende do Camarões ao Quênia, inclui estados da região dos lagos.

( ) Antigos domínios de colonização inglesa, Angola e Moçambique.

( ) Estados árabes do Mediterrâneo, os do Sahel, os do Golfo da Guiné e do Chifre da África.


A

1 - 2 - 3.


B

3 - 2 - 1.


C

2 - 3 - 1.


D

2 - 1 - 3.

 
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