

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
A escravidão no Brasil surgiu a partir do início do século XVI, sendo a maneira estabelecida enquanto força de produção no país, desde o período colonial até o final do Império. Ela permaneceu cerca de aproximadamente 400 anos no país.
Podemos afirmar entre as alternativas apresentadas, exceto:
no início do processo de colonização no Brasil, empregou-se muito a mão de obra indígena, capturados por meio de expedições de apresamento ou obtidos como espólio das guerras intertribais, onde os portugueses estabeleciam alianças com as lideranças tribais e, em troca, obtinham mão de obra, escravizando os índios.
tipos de Escravidão: no caso dos portugueses, os negros africanos eram trazidos de suas colônias para serem utilizados principalmente na agricultura e na mineração, desempenhavam também vários tipos de serviços domésticos e/ou urbanos.
as condições de escravidão no Brasil eram das piores possíveis, e a vida útil do escravo adulto não passava de 45 anos, e a das crianças não passava de 4 anos. Primeiro enfrentavam o transporte da Espanha para o Brasil nos porões dos navios negreiros, onde muitos morriam assim que chegavam ao Brasil.
no Brasil, o tráfico foi oficialmente abolido em 1850, com a Lei Eusébio de Queirós; mais adiante, em 1871, a Lei do Ventre Livre garantiu a liberdade aos filhos de escravos e, em 1879, teve início a campanha abolicionista liderada por intelectuais e políticos.
"A boca do velho cheira mal - diz um provérbio africano - mas ela profere coisas boas e salutares."
KI-ZERBO, Joseph (Editor). História geral da África. I: Metodologia e pré-história da África - 2a ed. ver. - Brasília: UNESCO: 2010.
O provérbio africano em questão destaca a força da tradição oral para as sociedades africanas. O historiador que trabalha com a história da África deve atentar-se para a forte presença da oralidade na história desse continente. Baseando-se na tradição oral, na História da África, avalie as afirmações seguintes.
I - Para o africano, a palavra tem um valor simbólico muito forte, podendo expressar desde sentimentos até objetivos de vida.
II - O discurso da tradição é revelador do conjunto de usos e valores de um povo e, consequentemente, revelador de sua história.
III - A tradição oral só é utilizada como fonte na história da África, pois, muitas vezes, ela é a única disponível.
É correto o que se afirma em:
I e II.
II.
III e II.
I e III.
I.
Outra importante manifestação das crenças e tradições africanas na Colônia eram os objetos conhecidos como “bolsas de mandinga”. A insegurança tanto física como espiritual gerava uma necessidade generalizada de proteção: das catástrofes da natureza, das doenças, da má sorte, da violência dos núcleos urbanos, dos roubos, das brigas, dos malefícios de feiticeiros etc. Também para trazer sorte, dinheiro e até atrair mulheres, o costume era corrente nas primeiras décadas do século XVIII, envolvendo não apenas escravos, mas também homens brancos.
CALAINHO, D. B. Feitiços e feiticeiros. In: FIGUEIREDO, L. História do Brasil para ocupados. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2013 (adaptado).
A prática histórico-cultural de matriz africana descrita no texto representava um(a)
expressão do valor das festividades da população pobre.
ferramenta para submeter os cativos ao trabalho forçado.
estratégia de subversão do poder da monarquia portuguesa.
elemento de conversão dos escravos ao catolicismo romano.
instrumento para minimizar o sentimento de desamparo social.
Figura 1

Disponível em: www.thehenryford.org. Acesso em: 3 maio 2018.
Figura 2

Disponível em: www.abc.net.au. Acesso em: 3 maio 2018.
Esse ônibus relaciona-se ao ato praticado, em 1955, por Rosa Parks, apresentada em fotografia ao lado de Martin Luther King. O veículo alcançou o estatuto de obra museológica por simbolizar o(a)
impacto do medo da corrida armamentista.
democratização do acesso à escola pública.
preconceito de gênero no transporte coletivo.
deflagração do movimento por igualdade civil.
eclosão da rebeldia no comportamento juvenil.
Em referência aos acontecimentos surpreendentes conhecido como movimentos sociais, de ordem social, rural e urbana, cuja natureza é a de transformar a estrutura do sistema, seja através de ações revolucionarias ou de ações políticas, numa relação clássica e em última instância, o poder estatal. Assinale a alternativa correta.
Getúlio Vargas e sua proposta de reforma de base, caracterizou como um movimento social de protesto, organizada por setores conservadores da igreja e do empresariado, a macha pela família com Deus pela liberdade em 1964.
Organizados no Brasil entre os séculos XVII e XIX, os quilombos constituíam movimentos sociais de resistência a negação da liberdade e a exploração da força de trabalho e da manutenção das identidades culturais.
No séc. XIX, as revoltas de escravos que marcaram a história da Bahia e do Brasil, foram extremamente enfraquecidas após o decreto de extinção do tráfico de africanos escravizados, assinado por D. João durante sua permanência no Brasil.
Organizado para atuar em áreas restritas da zona rural, o movimento dos sem teto, tem registrado crescente decadência, devido a conflitos e divergências com o movimento dos sem-terra.
De acordo com a historiadora Analúcia Pereira (2013), assinale a alternativa INCORRETA no que diz respeito à África do Sul na primeira metade do século XX.
A escravidão, para o mercado britânico, era considerada um entrave para o projeto mercantilista.
A constituição da União Sul-Africana configurou a privação da população negra do direito ao voto e à propriedade de terra.
A agricultura de subsistência estabeleceu-se nas reservas negras, enquanto a de exploração capitalista estendeu-se para as demais áreas.
O apartheid não teve antecedentes de segregação antes de sua configuração.
O interesse dos brancos pela África era diferente antes da Primeira Guerra Mundial.
Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa da Mina (Nagô de Nação), de nome Luiza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã. Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida. Dava-se ao comércio — era quitandeira, muito laboriosa e, mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em planos de insurreição de escravos, que não tiveram efeito.
AZEVEDO, E. “Lá vai verso!”: Luiz Gama e as primeiras trovas burlescas de Getulino. In: CHALHOUB, S.; PEREIRA, L. A. M. A história contada: capítulos de história social da literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998 (adaptado).
Nesse trecho de suas memórias, Luiz Gama ressalta a importância dos(as)
laços de solidariedade familiar.
estratégias de resistência cultural.
mecanismos de hierarquização tribal.
instrumentos de dominação religiosa.
limites da concessão de alforria.
Leia o poema a seguir e assinale a alternativa correta:
Intermezzo (Intertexto)
Bertold Brecht
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.
O poema é uma crítica a uma sociedade autoritária, capaz de liquidar aquilo tudo que se distancie ou diferencie dos rígidos ideais e valores estabelecidos, ignorando os princípios básicos da democracia liberal
O poema é uma crítica sobre os atuais movimentos e personalidades de extrema direita no Brasil que saúdam torturadores e promovem a violência como princípio de ação social
O poeta faz uma crítica direta a Stalin, à sua liderança ditatorial na União Soviética e ao seu nacional socialismo
O poema é sobre o sentimento de abandono sentido pelo poeta quando este se vê abandonado pelo seu grande amor em terras desconhecidas, o que o capacita falar da depressão, doença que assola a maioria dos imigrantes no mundo
O poema é uma ode à luta pela mudança de hábitos ruins que as sociedades enfrentam quando optam por novos modelos políticos, e que é necessário ter fé que a ajuda virá dos países que tenham os mesmos princípios políticos
Leia o seguinte excerto da intelectual e ativista Angela Davis:
A prova das forças acumuladas que as mulheres negras forjaram por meio de trabalho, trabalho e mais trabalho pode ser encontrada nas contribuições de muitas líderes importantes que surgiram no interior da comunidade negra. Harriet Tubman, Sojourner Truth, Ida Wells e Rosa Parks não são mulheres negras excepcionais, na medida em que são epítomes da condição da mulher negra. As mulheres negras, entretanto, pagaram um preço alto pelas forças que adquiriram e pela relativa independência de que gozavam. Embora raramente tenham sido “apenas donas de casa”, elas sempre realizaram tarefas domésticas.
(DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo, 2016, p. 5253-5259 [kindle edition].)
A respeito do movimento dos Direitos Civis nos EUA, considere as seguintes afirmativas:
1. A célebre Marcha sobre Washington para o Trabalho e Liberdade de 1963 foi marcada pela participação importante de mulheres negras com um discurso que privilegiava o papel dos negros em relação aos brancos.
2. A participação feminina nas marchas, boicotes e manifestações de rua que marcaram a década de 1960 nos EUA teve como demanda principal a igualdade de gênero.
3. Rosa Parks aparece no excerto acima graças a duas questões. A primeira, pelo fato de ser uma mulher comum negra, que tinha a sua dupla atribuição de trabalho. A segunda, especificamente por ocupar esse papel é que seu ato de desobediência civil foi mais impactante que o de outras lideranças.
4. A relativa independência das mulheres negras provém de problemas da condição de risco em que viviam seus companheiros homens, uma vez que era muito comum o fato de eles serem encarcerados ou sofrerem outros tipos de violência. Nesse sentido, a independência das mulheres negras nos EUA era sintoma da desigualdade entre negros e brancos.
Assinale a alternativa correta.
Somente a afirmativa 3 é verdadeira.
Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras.
Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras.
As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras.
Quilombo dos Palmares.
Palmares, tido como o maior quilombo estabelecido na América Portuguesa, era na realidade uma confederação de quilombos que reuniu milhares de habitantes, governados por um rei guerreiro e por um conselho formado pelos chefes de cada um dos quilombos confederados. Quem foi o primeiro rei do Quilombo dos Palmares?
Zumbi
Dandara
Motumbo
Harmódio
Ganga-Zumba
13 DE MAIO
Desprezo, odeio a distinção da cor,
pois não conheço a distinção da raça.
Acaso o negro é homem sem valor?!
Não chora, como branco, uma desgraça?!
***
Acaso o Deus soberbo não abraça,
com um carinho igual e igual calo [sic],
a Humanidade inteira que esvoaça
a suplicar o seu perdão de amor?!
***
Então, se o céu é franca moradia
De todo o pecador arrependido
Porque manter essa ousadia?!
***
Bendita abolição da escravatura que resgatou,
num gesto enobrecido,
uns anos de vergonha e de amargura.
(SILVA, Viana. “13 de maio”. In: O Democrata, Ano I, nº 21, Salvador -BA, 13 de maio de 1916)
A poesia faz menção à Lei de 13 de maio, que aboliu a escravidão, e suas representações ainda na Bahia da Primeira República. Segundo a historiografia recente sobre o fim da escravidão no Recôncavo baiano,
o 13 de maio de 1888, assim como em todo o Brasil, representou apenas a formalização de um fato consumado. Nesta data, a grande maioria dos africanos e afro-brasileiros já eram livres.
nas últimas décadas da escravidão no Brasil, os senhores de engenho do Recôncavo, assim como os proprietários da zona da Mata pernambucana, tinham se preparado para a transição do trabalho servil para a mão de obra livre.
por mais que houvesse indicativos negativos da aceitação da Lei de 13 de maio, entre boa parte dos agricultores do Recôncavo Baiano, ela foi recebida com surpresa e entusiasmo.
às vésperas da abolição, os tradicionais agricultores ainda esperavam que o governo postergasse mais a extinção do trabalho servil e que indenizasse os proprietários por terem perdido suas terras.
após os longos festejos pela abolição, observa-se que as experiências do pós-abolição foram traumáticas, tanto para ex-senhores, quanto para ex-escravos, motivo pelo qual essa data caiu no esquecimento nas décadas posteriores.
A segunda metade do século XIX foi marcada por intenso fluxo populacional planetário. Sobre esse processo, é CORRETO afirmar que:
durante todo o século XIX, o tráfico de escravos africanos teve grande contribuição para os contingentes migratórios planetários.
apesar de muitos migrantes deixarem sua terra natal por questões materiais (pobreza), problemas relativos a perseguições políticas também tiveram grande peso para a saída de contingentes populacionais da Europa na segunda metade do século XIX.
nas três últimas décadas do século XIX, a entrada de contingentes estrangeiros nos Estados Unidos continuou em acelerada expansão, uma vez que a economia do país também vivia um intenso crescimento.
a industrialização facilitou os movimentos migratórios, uma vez que trouxe inovações técnicas e tecnológicas que aceleram os transportes e as comunicações.
a maioria dos emigrantes europeus, na segunda metade do século XIX, era de origem urbana. Deixavam sua terra natal fugindo das péssimas condições de vida das cidades industrializadas.
Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, nas assertivas abaixo acerca do continente africano, considerando a visão da historiadora Analúcia Pereira (2013).
( ) O declínio Europeu na África teve relação com as consequências da Primeira Guerra Mundial e da Revolução Soviética.
( ) No período de desmantelamento dos impérios coloniais africanos, os impactos econômicos e sociais se efetivaram em pequenas escalas, pois os fluxos financeiros estrangeiros já eram controlados pelas elites políticas e administrativas locais.
( ) Apesar do processo de descolonização africana ser atingido pelos acontecimentos internacionais, a Segunda Guerra Mundial não atingiu o Norte da África.
( ) A atual Etiópia, que no período da Segunda Guerra Mundial era a Abissínia, foi invadida pela Itália fascista em 1935.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
V – F – V – F.
F – V – V – V.
V – F – F – V.
F – V – F – V.
V – V – F – F.
Em decorrência de movimentos em defesa da inclusão social, conseguiu-se, no Brasil, a aprovação de leis que tornam obrigatório o ensino da História e da cultura afro-brasileira, além do estudo da África e dos africanos, nos ensinos fundamental e médio das escolas públicas e particulares. Em 2008, incluiu-se a obrigatoriedade do ensino da história das sociedades indígenas. Em relação aos temas e às relações étnico-raciais, no Brasil, analise as afirmativas a seguir.
-
I. Não é fácil resgatar a temática das populações negra e indígena ao longo do tempo, pois a História não tem contemplado sempre a multiplicidade da vida social e da riqueza cultural do povo brasileiro.
II. As relações raciais na escola ainda não são suficientemente harmoniosas e necessitam ser modificadas sob pena de continuarem produzindo e reproduzindo desigualdades.
III. Nas diretrizes curriculares foi preciso criar uma disciplina exclusiva para essas temáticas, pois concluiu-se que elas não faziam parte dos conteúdos estruturantes de nenhuma disciplina específica.
-
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
I, II e III.
III, apenas.
I e II, apenas.
II e III, apenas.
“Em 1709, por exemplo, José da Cunha Deça face à morte de boa parte de seus escravos africanos, quando não fugiam pelas matas, havia requerido à Coroa e obtido a devida autorização régia para “resgatar” 120 cativos índios nos sertões da Amazônia, além da preferência para a aquisição de 20 negros que viessem no primeiro navio, que os trouxesse por conta da fazenda real, caso contrário seus “copiosos canaviais”, em seu engenho no distrito de Belém, haviam de ficar inaproveitáveis.”
(BEZERRA NETO, José Maia. Escravidão Negra no Grão-Pará (sécs. XVII-XIX). Belém: Paka-Tatu, 2001. pág 23)
O tema da escravidão se configura como algo instigante entre os historiadores que se dedicam ao estudo da região amazônica. O trecho descrito acima deixa claro a ideia de que:
A fonte de mão-de-obra escrava para a região amazônica era o comércio transatlântico.
Os ameríndios, também chamados de “negros da terra”, eram os únicos cativos legalizados no Grão-Pará.
Os africanos se caracterizavam como parte importante na empresa colonial portuguesa, no vale amazônico.
A legislação lusitana não permitia a utilização dos nativos americanos na condição de cativos.
O trabalho compulsório no Grão-Pará era desenvolvido principalmente por africanos.
No império africano do Mali, no século XIV, Tombuctu foi centro de um comércio internacional onde tudo era negociado — sal, escravos, marfim etc. Havia também um grande comércio de livros de história, medicina, astronomia e matemática, além de grande concentração de estudantes. A importância cultural de Tombuctu pode ser percebida por meio de um velho provérbio: “O sal vem do norte, o ouro vem do sul, mas as palavras de Deus e os tesouros da sabedoria vêm de Tombuctu”.
ASSUMPÇÃO, J. E. África: uma história a ser reescrita. In: MACEDO, J. R. (Org.). Desvendando a história da África. Porto Alegre: UFRGS, 2008 (adaptado).
Uma explicação para o dinamismo dessa cidade e sua importância histórica no período mencionado era o(a)
isolamento geográfico do Saara ocidental.
exploração intensiva de recursos naturais.
posição relativa nas redes de circulação.
tráfico transatlântico de mão de obra servil.
competição econômica dos reinos da região.
“Os números não são precisos, mas estima-se que, entre o século XVI e meados do século XIX, mais de 11 milhões de homens, mulheres e crianças africanos foram transportados para as Américas. Esse número não inclui os que não conseguiram sobreviver ao processo violento de captura na África e aos rigores da grande travessia atlântica.”
(Fonte: Wlamyra R. de Albuquerque; Walter Fraga Filho. Uma história do negro no Brasil. Salvador: Centro de Estudos Afro-Orientais; Brasília: Fundação Cultural Palmares, 2006, p. 39).
Considerando o enunciado acima e também os conhecimentos sobre o tema em questão, pode-se afirmar:
No Brasil, a escravidão foi exclusivamente africana, pois princípios religiosos impediram que os povos indígenas fossem submetidos ao trabalho forçado pelos colonizadores em terras brasileiras.
Ao proporcionar grandes lucros para comerciantes portugueses e brasileiros, o tráfico legal de escravos africanos para o Brasil perdurou até 1871, quando foi definitivamente abolido.
Diferente de outras regiões das Américas, o Brasil importou apenas escravos africanos de mesma origem étnica, geográfica e cultural, como estratégia para evitar possíveis revoltas escravas.
O tráfico de escravos foi a principal forma de reposição da mão de obra no Brasil. Grande parte dos escravos africanos, oriundos do tráfico transatlântico para as Américas, desembarcou nos portos brasileiros.
Já no século XVII, nos primórdios da Revolução Industrial, a campanha britânica de abolição do tráfico pressionou o governo brasileiro para suspender o comércio transatlântico de escravos africanos.
“A sociedade colonial havia pretendido situar “o negro africano” em apenas uma condição, a de escravo propriedade do senhor; mas, entre 1500 e 1800, o desenvolvimento das economias e sociedades coloniais e as ações e iniciativas dos próprios escravos e negros livres alteraram esse plano original. À medida que as economias coloniais cresciam e se diversificavam, os escravos eram designados para uma ampla variedade de funções, cada uma delas oferecendo diferentes combinações de oportunidades para pressionar seus senhores.”
(Fonte: George Reid Andrews. América Afro-latina, 1800 - 2000. Trad. de Magda Lopes. São Carlos: Ed. UFSCAR, 2007, p. 38.)
A partir do trecho transcrito ao lado e sobre o assunto abordado, é correto afirmar:
Na sociedade colonial, as relações entre os senhores e os escravos africanos e seus descendentes eram pautadas no paternalismo benevolente que impossibilitou tensões e conflitos sociais ao longo de todo período escravista.
Enquanto os escravos africanos eram contratados para trabalhar nas zonas urbanas, os seus descendentes brasileiros eram destinados a trabalhar nas plantações agrícolas. Nem os escravos africanos, nem seus descendentes, conseguiram trabalhar em ofícios com algum nível de especialização.
Aproveitando-se das brechas e de alternativas possíveis no sistema escravista, os escravos africanos e seus descendentes, a partir de suas expectativas, tentavam negociar com seus senhores melhorias em suas condições de vida e de trabalho, conquistando, muitas vezes, pequenos espaços de autonomia econômica, social e cultural.
A escravidão aniquilou por completo a humanidade dos escravos africanos, tornando-os anômicos e incapazes de integrar-se, atuar, modificar ou interferir na sociedade. Sem qualquer autonomia e agência histórica, eles reproduziam o modo como seu proprietário os via e esperava que eles agissem.
Na sociedade colonial, a mão de obra escrava africana foi fundamental para a produção na grande propriedade agrícola até o final do século XVII, quando os italianos passaram a ocupar os postos de trabalho no Brasil.
Sobre o papel de escravos e libertos no processo de emancipação do Brasil em relação a Portugal, no início da década de 1820, é CORRETO afirmar que:
para os grupos dominantes do Reino Unido de Brasil, Portugal e Algarves, a Liberdade significava o direito de conservação da propriedade, noção que estabelecia uma relação de igualdade social entre todos os indivíduos do mundo luso-brasileiro de então.
no contexto da emancipação do Brasil em relação a Portugal, escravos e libertos também reivindicavam a liberdade jurídica, de ações e autonomia no espaço público.
por conta da grande parcela de analfabetos entre pretos e mestiços, escravos e libertos não discutiam as notícias e projetos políticos que circulavam no Brasil no início da década de 1820.
os grandes proprietários não viam com apreensão o fato de escravos e libertos interpretarem a noção de Liberdade também como liberdade jurídica.
no início da década de 1820, a noção de Liberdade era interpretada de forma unívoca por todos os grupos sociais da América portuguesa.
Sobre os mecanismos gerais de funcionamento da economia e da sociedade no Brasil escravista, é CORRETO afirmar que:
baseava-se em uma estrutura tríplice que envolvia monocultura, escravidão e exportação.
baseava-se na agroexportação e na força do mercado interno.
baseava-se na plantation escravista e nos rendimentos advindos de uma incipiente industrialização.
baseava-se na conversão do capital mercantil em capital industrial e financeiro.
baseava-se em uma estrutura cujo funcionamento e reprodução definia-se a partir da constituição de relações de poder.