Questões de Concurso sobre História e Cultura Afro

 
 
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“A partir da década de 1930, no Brasil, houve um processo de clareamento de uma série de elementos culturais identificados com o protagonismo negro. Assim, algumas práticas deixaram de ser 'coisas de escravos' e se tornaram símbolos nacionais."

Fonte: Disponível em http://revistaescola.abril.com.br/consciencia-negra/africa-brasil/. Acesso em 12 ago. 2015.)


Esse processo é proveniente, principalmente:


A

Da apropriação e releitura, pelas parcelas brancas da população, de ícones negros como o batuque e o lundu.


B

Da ideia de que o Brasil é um país miscigenado, e que as manifestações culturais pertencem a toda a população.


C

Da aculturação dos negros que abandonaram suas raízes culturais, adotando costumes europeus.


D

Do branqueamento da raça brasileira, pondo fim ao sectarismo étnico em todas as suas faces.

Imagem associada para resolução da questão


“Escrava Anastácia (Pompeu, 12 de Maio de 1740 – data e local de morte incertos) é uma personalidade religiosa de devoção popular brasileira, adorada informalmente pela realização de supostos milagres. A própria existência da Escrava Anastácia é colocada em dúvida pelos estudiosos do assunto, já que não existem provas materiais da mesma. O seu culto foi iniciado em 1968, quando numa exposição da Igreja do Rosário do Rio de Janeiro em homenagem aos 90 anos da Abolição, foi exposto um desenho de Étienne Victor Arago representando uma escrava do século XVIII que usava máscara de ferro (método empregado nas minas de ouro para impedir que os escravos engolissem o metal).”

(Disponível em: http://www.centroanastacia.com/index.php/quem-somos/escrava-anastacia.)


Os escravizados eram vigiados de perto por feitores que quase sempre os castigavam por qualquer pequena falta, como fazer uma pausa para descanso ou se distrair no trabalho. Os castigos eram muitos: a gargalheira, a máscara de flandres, entre outros. Sobre o tratamento dos escravos no período colonial do Brasil e sua forma de resistência, é correto afirmar que:


A

Para conter o excesso de castigo, a partir do século XVII, um conjunto normativo de leis foi formado por Portugal. As leis existiam, mas não eram cumpridas de forma integral.


B

Tudo dependia do bom senso e da moral do senhor. Não havia uma regra geral, ou leis que orientassem a ação em relação aos escravos. Cada um agia de acordo com a sua vontade.


C

A única lei vigente era a dos três “pês”, pano (para vestir), pão (para comer e aguentar o trabalho) e pau (para andar na linha). Essa era uma mensagem cristã que permitia matar o escravo, se necessário, e tratá-lo como mercadoria.


D

Uma ideia muito forte na época era a de que o tráfico negreiro tirava os escravos do paganismo e trazia à salvação, portanto, tornavam-se “cristãos novos”, o que deveria limitar radicalmente a forma de ação dos senhores em relação a eles.

A região conheceu um período de crise econômica muito profunda na segunda metade dos anos 1800, agravada a partir da abolição da escravatura, com reflexos na vida política e social da vila. Nesse cenário, as seguintes transformações foram observadas, EXCETO UMA, que está ERRADA. Assinale-a.


A

ocorreu abrupto aumento da população urbana.


B

o município perdeu sua emancipação política.


C

um surto de varíola propagou-se na região.


D

o centro da vila, como toda a freguesia (do atual primeiro distrito), ficou anexado ao município de São João Marcos.


E

a Câmara voltou a ficar devendo o pagamento pelo aluguel da casa onde realizava as sessões.

A intervenção decidida dos missionários, defendendo a liberdade dos gentios, criou as condições para a importação de escravos da África, como confirmavam as várias cartas régias, determinando a remessa de negros para São Luís e Belém. Sobre as formas de organização do trabalho indígena e africano na Amazônia colonial, marque a alternativa incorreta:


A

No século XVI, foi a Companhia do Comércio do Grão-Pará e Maranhão, organizada no consulado pombalino, que trouxe a maior quantidade de negros para o Pará.


B

Os negros não chegaram ao Pará, trazidos primeiramente pelos portugueses, mas sim pelos ingleses, para trabalharem nas feitorias que montavam entre os rios Parú e Xingu.


C

Enquanto outras ordens religiosas só se preocupavam com a catequese, os jesuítas, para tirar maior proveito, da mão de obra farta e ociosa, já se preocupavam com a organização dos indígenas em sociedade.


D

A catequese, o principal instrumento de afastamento dos índios pelos jesuítas, foi substituída pelo bom tratamento e a alegria dos descimentos que constituíram a forma legal do aumento da povoação das vilas e lugares.


E

A tribo, que era a organização social típica dos indígenas, foi logo absorvida pelos jesuítas, enquanto os outros se preocupavam só com os homens que sobreviviam as entradas, aos resgates, aos descimentos e às guerras tribais.

Existe uma complexa e importante bagagem africana que foi trazida para o Brasil com a vinda dos africanos. Os povos africanos que vieram em maior número e que mais marcaram a cultura brasileira foram:


A

Os zulus.


B

Os bantos.


C

Os berberes.


D

Os aborígenes.

Sobre o contexto abolicionista, é possível afirmar:


I. A tensão antiescravista passava pelo interior do próprio Estado nacional, através de suas instituições e agentes, assim como através do espaço público, envolvendo intelectuais, políticos, escritores, jornalistas, a imprensa, associações e demais instituições.

II. A Abolição da Escravidão no Brasil, entretanto, só ocorreu em 1888, depois de um intenso e crescente movimento abolicionista que começou a tomar corpo no início da década de 1880.

III. A tomada de medidas que rumaram no sentido da abolição da escravidão foi forçada por uma conjuntura internacional e, pode-se verificar que, por exemplo, os que se viram compelidos a tomar a medida da lei do ventre livre não acreditavam, necessariamente, que a esta se seguiria o fim da escravatura.

IV. Os grupos envolvidos com o movimento abolicionista advinham quase que exclusivamente de camadas populares e sua atuação encontrava-se em consonância com as propostas conservadoras do período.

Assinale a alternativa em que todas as afirmativas estão CORRETAS:


A

Apenas I, III, IV.


B

Apenas II, III, IV.


C

Apenas I, II, IV.


D

Apenas I, II, III.


E

Apenas III, IV.

Diante da mistura entre raças e culturas diferentes, aponte quais dessas festas, danças folclóricas ou criações artı́sticas não tem suas origens nessa mescla ou em algum tipo de sincretismo.


I – Lavagem do Bonfim.

II – Carnaval.

III – Festa Junina.

IV – Bossa Nova.

V – Bumba meu Boi.


Assinale a alternativa que apresente uma dessas manifestações culturais e religiosas que não seja resultado da união de diversas culturais e povos distintos:


A

I


B

III e V.


C

IV.


D

Nenhuma destas.

Um dos momentos mais expressivos da Conjuração Baiana foi o dia 8 de dezembro de 1799, quando foram mortos e esquartejados os quatro condenados acusados de fomentar o movimento pela proclamação da República da Bahia. Houve intensa participação do povo nesse ato realizado na Praça da Liberdade, em Salvador, mas é preciso destacar também a presença marcante de elementos da religiosidade católica, que buscavam ‘salvar’ a alma dos condenados e, com isso, recuperar a imagem da religião católica. Todavia, essa busca pela recuperação da alma dos condenados por meio dos frades franciscanos representava a intenção explícita de


A

combater as heresias, de caráter medieval que estavam preservadas e subjacentes no movimento de ‘Revolução Baiana’.


B

exemplificar à população que as ações que buscassem romper com a ordem política vigente eram contrárias aos desígnios de Deus.


C

recuperar a fé católica que, claramente, estava sendo ameaçada pelas fortes influências oriundas dos ideais de liberdade, fraternidade e igualdade.


D

mostrar à população, que acompanhava a execução dos condenados, que estes jamais seriam abandonados pelos religiosos, uma vez que, por serem da Ordem Franciscana, apoiavam o movimento em prol da libertação da Bahia.


E

ao apoiarem os ideais da Revolução Francesa nunca abandonaria àqueles que estavam defendendo a liberdade.

Leia os fragmentos a seguir.

50$000 DE GRATIFICAÇÃO

Fugio huma escrava de nome Benedita altura baixa, cor de formiga com dois dentes tirados na frente, com nica cicatriz debaixo do queixo e com um dedo da mão direita aleijado por ter soffrido de um panarisço, quem della der noticia pegalla, metella na cadeia, ou entregala nesta cidade ao Sr. Antonio Francisco Ribeiro, será gratificado com a quantia acima.

ATTENÇÃO

Vende-se para o mato uma preta da costa de idade de quarenta e tantos annos, muito sadia e bastante robusta, sebe bem lavar e cozinhar o diário de uma casa, vende-se em conta por haver precisão, NO BECO lARGO, N. 2.

FREYRE, Gilberto. O escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX. São Paulo: Global, 2010. p. 85 e 91.


Os anúncios de jornais apresentados podem ser trabalhados como documentos históricos em sala de aula. No entanto, o professor deve ser cauteloso ao proceder a análise documental, buscando não usar as fontes como mera descrição do real. Um exemplo dessa precaução é:


A

associar as distintas formas de descrição física dos escravos aos interesses de cada anúncio: um de venda e outro de captura.


B

investigar a credibilidade dos jornais e de seus anunciantes, ponderando falhas na produção e no discurso periodista.


C

problematizar a linguagem do texto, destacando as transformações do português arcaico para o atual.


D

contextualizar a fabricação dos jornais com a formação do Brasil Império e o estabelecimento da imprensa no território nacional.

A Revolta dos Búzios


A

ganhou rápida difusão por meio de panfletos distribuídos à população e do apoio de grande parte da imprensa à causa independentista e abolicionista, resultando em motim com ampla adesão de militares baianos, que resistiram belicamente até serem completamente derrotados.


B

pautou-se por bandeiras liberais, dentre as quais a abertura dos portos, a diminuição de impostos, a ampliação do direito à cidadania; tendo sido conduzida por soldados e alfaiates negros, inspirados pela Independência das Treze Colônias inglesas e a conquista do fim da escravidão obtida nesse episódio.


C

iniciou-se em reuniões integradas por intelectuais e membros da elite baiana, como Cipriano Barata, que pregava a independência do Brasil nos mesmos moldes da Inconfidência Mineira, e foi rapidamente disseminada entre a população escravizada, que a revestiu de uma pauta mais radical.


D

foi organizada pela loja maçônica denominada Cavaleiros da Luz, em nome da igualdade racial e social, da democracia e dos fins dos privilégios da elite letrada, tendo sido rapidamente reprimida com a imputação da pena capital ao conjunto dos líderes e simpatizantes.


E

contou com participação de escravizados, bem como profissionais liberais e militares de baixa patente, e pregava o fim da escravidão e a formação de uma República Bahiense, em parte inspirada nos ideias da Revolução Francesa e na experiência da Revolução Haitiana.

Analise a imagem a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

DEBRET, J. B. Coleta de esmolas para a Igreja do Rosário, 1828. Disponível em: <http://www.turismo-rs.com/imagens/irmandade-negra.jpg>. Acesso em: 4 maio 2016.


Parte dos livros didáticos de história privilegiam obras de Debret que representam o trabalho escravo e a violência sofrida por eles. Contudo, o artista francês também representou aspectos da cultura dos africanos e dos afrodescendentes na América portuguesa, como as irmandades. A representação da irmandade indica que ela se constituía como um espaço de:


A

guarida para escravos fugidos, providenciando alojamento, assistência jurídica e arrecadação de fundos para sua alforria.


B

rejeição do catolicismo, permitindo que os negros mantivessem seus cultos originais africanos e sua preservação identitária.


C

socialização de negros forros, possibilitando debates contra a escravatura e transformando tais associações em movimentos políticos abolicionistas.


D

transculturação, com a hibridação da religiosidade africana e do catolicismo ultramarino, além de arrecadação de recursos para a construção de igrejas e para auxílio mútuo.

A área ocupada pela comunidade Kalunga foi reconhecida pelo Governo do Estado de Goiás, desde 1991, como Sítio Histórico e Patrimônio Cultural. Esse reconhecimento é importante porque


A

preserva o folclore da comunidade em processo de desaparecimento.


B

contribui com a memória e a identidade de povos que habitam a região.


C

impede a demolição de casas e outras construções localizadas na área demarcada.


D

evita o processo de aculturação de sociedade portadora de conhecimentos tradicionais.

Considere o trecho a seguir:

“(...) logo após tomar todas as medidas necessárias para a extinção definitiva do tráfico, a Bahia passou da posição de importador à condição de exportador de escravos. Dessa forma, negros a todo preço seriam deslocados do norte para o sul já nos primeiros anos da década de 1850, num movimento contínuo, e que, apesar de altos e baixos, só se encerraria na década de 1880”.

(SILVA, Ricardo Tadeu Caires. A participação da Bahia no tráfico interprovincial de escravos (1851-1881). p. 2. In: 3o Encontro Escravidão e Liberdade no Brasil Meridional. Universidade Federal de Santa Catarina, 2007. Disponível em:

http://www.escravidaoeliberdade.com.br/site/images/Textos3/ricardo%20tadeu.pdf. Acesso em: 10 de julho de 2016)


Para compreensão histórica do fenômeno descrito acima, devem ser considerados os seguintes fatores:


I. A alta do preço do café, no mercado mundial, que impulsionou sua produção no sudeste e a demanda por mão de obra escrava, de difícil aquisição via tráfico internacional a partir de 1850.

II. O impacto da Guerra de Secessão norte-americana, que prejudicou as exportações do algodão produzido no nordeste e obrigou os proprietários a se desfazerem de parte de seus contingentes de escravos.

III. A importância da Bahia no tráfico atlântico, província onde os traficantes resistiram mesmo após a extinção do tráfico, com certo apoio das autoridades locais.

IV. A pujança econômica da produção canavieira, que atraiu investimentos na modernização dos engenhos, processo que resultou na dispensa de mão de obra.


Está correto APENAS o que se afirma em:


A

III e IV.


B

I, II e IV.


C

I e III.


D

II, III e IV.


E

I e II.

A Lei Nº 11.645/08 reforça a necessidade dos estudos da cultura e história afro-brasileira e indígena.


Sobre essa legislação, é CORRETO afirmar que ela


A

sinaliza que esses conteúdos devem estar exclusivamente nos programas da disciplina História.


B

atenta que somente as disciplinas de História e Literatura trabalharão esses conteúdos.


C

delimita que História e Educação Artística devem liderar esse processo de reestruturação dos conteúdos programáticos.


D

estabelece que esses conteúdos serão ministrados no âmbito de todo o currículo escolar, em especial, nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História brasileiras.

“O problema da coisificação dos escravos ganha então uma dimensão bem mais abrangente. A definição legal do escravo como “coisa” se transforma também numa condição social [...]”. (CHALHOUB, Sidney. Visões da liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na corte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990). Sobre a escravidão no Brasil, é INCORRETO afirmar:


A

A existência da escravidão é um fato da história humana, uma invenção do direito positivo e não algo inscrito na natureza mesma das coisas.


B

A coisificação do escravo foi tão intensa a ponto de que os seus proprietários acreditavam lidar com seres semelhantes ao gado.


C

A historiografia ainda não conseguiu desmentir o mito de não violência da escravidão no Brasil.


D

Existia a compreensão de que a inferioridade dos escravos em relação aos homens livres era algo natural.


E

A inferioridade natural e a coisificação abriam espaço para ações violentas contra os escravos, no sentido de que os mesmos configuravam-se como propriedades.

Sobre o tráfico negreiro e escravidão no Brasil, analise as afirmativas, identificando com “V” as VERDADEIRAS e com “F” as FALSAS, assinalando a seguir a alternativa CORRETA, na sequência de cima para baixo:


( ) As pressões para a proibição do tráfico negreiro antecedem o processo de independência do Brasil.

( ) O tráfico negreiro teve pouca relevância para a economia brasileira nos séculos XVIII e XIX.

( ) O tráfico ilegal de escravos para o Brasil era algo percebido pela população, entretanto aceito pelas autoridades, que não reconheciam como legítima a pressão britânica.

( ) Ainda que a Grã-Bretanha tenha conseguido uma vitória com a proibição do tráfico negreiro, a mão de obra escrava ainda se constituía em importante demanda da produção cafeicultora.


A

F – V – F – F.


B

V – F – V – V.


C

V – V – F – V.


D

V – F – V – F.


E

F – V – V – F.

Em torno dos calundus, grupos de africanos e afro-descendentes se reuniam para reverenciar espíritos capazes de proteger, de curar e de orientar os que a ele recorriam. Os calunduzeiros e calunduzeiras mais famosos eram procurados até por brancos, senhores de escravos e mesmo padres, que tendo esgotado os outros recursos a que estavam mais acostumados, como missas, rezas, chás, sangrias e emplastros de ervas, buscavam nas religiões africanas soluções para os males que os afligiam.


(Marina de Mello e Souza, África e Brasil africano. Adaptado)


A partir dos séculos XIX e XX, o papel dos calundus foi ocupado


A

pelas mães e pais-de-santo dos candomblés e umbandas.


B

pelos sambistas do samba de roda do Recôncavo baiano.


C

pelos mestres das rodas de capoeira.


D

pelos reis e rainhas dos cortejos de Maracatu.


E

pelo capitão que comanda o espetáculo do bumba-meu-boi.

Sobre as sociedades africanas, constituídas a partir do século XII, NÃO é correto afirmar:


A

Enquanto a Europa passava por um renascimento das atividades econômicas, e das atividades urbanas, o território africano já contava com diversos centros comerciais e culturais.


B

Depois de um longo período de migrações, contatos e trocas, o continente africano passaria, entre os séculos XII e XV, por uma fase de desenvolvimento e expansão de suas atividades econômicas, sociais e culturais.


C

O desenvolvimento de várias regiões da África precisa ser observado tendo como pano de fundo a expansão islâmica, importante, por exemplo, para a aceleração do processo de urbanização.


D

Os africanos não tiveram acesso ao conhecimento europeu, como a filosofia aristotélica, até que os portugueses aportassem ali, quando do processo de desbravamento dos mares, a partir do século XV.


E

Com os Almôadas, que expandem seus domínios a partir do século XII, o norte-africano conheceu o auge da sociedade berbere islâmica, quando se deu o florescimento do comércio e o apogeu da vida urbana.

 
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