Questões de Concurso sobre História e Cultura Afro

 
 
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Disponível em: www.imageforum-diffusion.afp.com. Acesso em: 6 jan. 2016.


O regime do Apartheid adotado de 1948 a 1994 na África do Sul fundamentava-se em ações estatais de segregacionismo racial. Na imagem, fuzileiros navais fazem valer a “lei do passe” que regulamentava o(a)


A

concentração fundiária, impedindo os negros de tomar posse legítima do uso da terra.


B

boicote econômico, proibindo os negros de consumir produtos ingleses sem resistência armada.


C

sincretismo religioso, vetando os ritos sagrados dos negros nas cerimônias oficiais do Estado.


D

controle sobre a movimentação, desautorizando os negros a transitar em determinadas áreas das cidades.


E

exclusão do mercado de trabalho, negando à população negra o acesso aos bens de consumo.

A Estrada Real foi construída pelos africanos escravizados ligando as terras mineiras ao litoral brasileiro. Inicialmente essa estrada ligava a antiga Vila Rica ao porto de Paraty no Rio de Janeiro. Com a necessidade de ter um caminho mais rápido e seguro foi construída uma nova estrada que dessa vez passou a ligar Vila Rica ao então porto do Rio de Janeiro. Em qual município há o encontro do Caminho Velho com o Caminho Novo da Estrada Real?


A

Petrópolis.


B

Ouro Preto.


C

Diamantina.


D

São João Del Rei.

Leia o fragmento a seguir.

As duas raças, latina e saxônia, neste país, hão de produzir alguma coisa melhor [...] quero ir gradualmente, isto é, trazendo o estrangeiro precipitadamente para a província de São Paulo, porque eu, primeiro que tudo, sou paulista. Venha, pois, o estrangeiro, sr. presidente, façamos tudo quanto estiver ao nosso alcance para chamá-lo, e mais tarde teremos a restauração de nossos foros.

AZEVEDO, Célia Maria Marinho de. Onda negra, medo branco: o negro no imaginário das elites do século XIX. São Paulo: Annablume, 2004. p. 121.


Com este discurso, o deputado Aguiar Witaker saudou a chegada de imigrantes ao seu estado, em 1869. Da fala do deputado depreende-se a


A

compreensão da miscigenação como peculiaridade da formação do povo brasileiro, corroborando o mito das três raças fundadoras.


B

acepção racista do imigracionismo, visando a um projeto, inspirado pelos preceitos do darwinismo social, de branqueamento da população nacional.


C

interação harmônica e equânime entre as raças, assentando a tese da democracia racial brasileira.


D

indispensabilidade da imigração, decorrente do processo gradual de abolição da escravatura desde a Lei Eusébio de Queiroz (1850) até a Lei Áurea (1988).

A cultura iorubá no Brasil


Durante os séculos XVI e XIX, a mão de obra no Brasil era composta basicamente de africanos escravizados. Nesse longo período, a sociedade brasileira foi bastante influenciada por africanos, que em grande parte vinham de Angola e Moçambique. Vinham também precedentes da Costa da Mina, atual Nigéria, Gana, Togo e Benim. Entre os grupos que fixaram no Recôncavo baiano, os que mais influenciaram nos costumes dos brasileiros.

(Napolitano, 2013, p. 215.)


Acerca da presença dos iorubás e de outras tribos africanas no contexto do Brasil colonial, analise as afirmativas a seguir, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.


( ) Com o Descobrimento da América, a África passou a fazer parte da rota da escravidão, embora, anteriormente, essa prática não existisse em seu continente.

( ) Bantos, sudaneses, iorubás, entre outros povos africanos, praticavam a religião islâmica e, por isso, achavam correta a subserviência.

( ) O candomblé, manifestação religiosa em que as divindades simbolizam forças ancestrais ligadas aos elementos do mundo, foi introduzido no Brasil pelos iorubás.

( ) Para os africanos a arte tinha função religiosa e política servindo para encenar a relação do ser humano com a natureza, entre outras coisas.


A sequência está correta em


A

V, V, F, F.


B

V, F, V, F.


C

F, V, F, V.


D

F, F, V, V.

“Ogum, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então. Quando todos os outros orixás tinham fracassado, Ogum pegou o seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno.

Os orixás, admirados, perguntaram a Ogum de que material era feito tão resistente facão. Ogum respondeu que era de ferro, um segredo recebido de Orumilá.

Ogum, que conhecia o segredo do ferro, não tinha dito nada até então. Quando todos os outros orixás tinham fracassado, Ogum pegou o seu facão, de ferro, foi até a mata e limpou o terreno.

Os orixás invejaram Ogum pelos benefícios que o ferro trazia, não só a agricultura, mas como à caça e até mesmo à guerra. Por muito tempo os orixás importunaram Ogum para saber o segredo do ferro, mas ele mantinha o segredo só para si.

Os orixás decidiram então oferecer-lhe o reinado em troca de que ele lhe ensinasse tudo sobre aquele metal tão resistente. Ogum aceitou a proposta.

Os humanos também vieram a Ogum pedirlhe o conhecimento do ferro. E Ogum lhes deu o conhecimento da forja, até o dia em que todo caçador e todo guerreiro tiveram suas lanças de ferro. [...]

Apesar de Ogum ter aceitado o comando dos orixás, antes de mais nada ele era um caçador.[...]

Os humanos que receberam de Ogum o segredo do ferro não o esqueceram. Todo mês de dezembro, celebram a festa de Uidê-Ogum. [...] Ogum é o senhor do ferro para sempre.”


(disponível em: http://www.palmares.gov.br/005/00502001.jsp?HC D_chave=63, acesso em 1º de agosto de 2016).


A Lei n.º 10.639/03, ao alterar a Lei de Diretrizes e Bases (Lei 9.934/96), tornou obrigatório o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana em todas as áreas e em todos os níveis da educação. Nesse sentido, a possível abordagem de um conto da mitologia africana, como o apresentado acima, atenderia aos seguintes objetivos, exceto:


A

Reforçar o mito da democracia racial e o preconceito institucionalizado.


B

Divulgar e produzir conhecimentos que valorizem a pluralidade étnico-cultural.


C

Romper com uma perspectiva eurocêntrica da História Afro-Brasileira e Africana.


D

Conhecer e valorizar o patrimônio cultural africano.


E

Contribuir para a superação de preconceitos e atitudes discriminatórias.

“De acordo com o Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva – Cedefes, existem, aproximadamente, 400 comunidades quilombolas no Estado de Minas Gerais distribuídas por mais de 155 municípios. As regiões do estado com maior concentração de comunidades quilombolas são a região Norte e a Nordeste, com destaque nesta última para o Vale do Jequitinhonha. De acordo com dados apresentados pelo Cedefes, a maior parte das comunidades quilombolas do estado apresenta-se em contexto rural. No entanto, Minas Gerais se destaca pela presença significativa de quilombos em áreas urbanas.”

(Disponível em: www.cpisp.org.br.)


Especificamente, qual a significação histórica da organização sociopolítica destacada no enunciado?


A

O trabalho escravo nas fazendas.


B

A abolição da escravidão no Brasil.


C

O tráfico negreiro intercontinental.


D

A resistência dos negros à escravidão.

Nos Estados Unidos, principalmente nos estados do sul, os negros viviam em um regime de segregação racial que os colocava em uma condição de inferioridade: não tinham direito ao voto, não podiam frequentar as mesmas escolas e as mesmas universidades frequentadas pelos brancos, etc. A partir da década de 1950, surgiram movimentos de direitos civis reivindicando mudanças nessa situação. Sobre essa questão, assinale a alternativa correta.


A

Malcom X, líder radical do movimento negro, fundou o Partido dos Panteras Negras, de inspiração separatista e socialista.


B

Martin Luther King Jr., líder pacifista do movimento dos direitos civis dos negros, foi assassinado durante sua campanha para a presidência dos Estados Unidos.


C

Um dos episódios que marcaram o movimento pelos direitos civis foi a Marcha sobre Washington, que deu um grande impulso às reivindicações de igualdade racial.


D

Ainda que o movimento pelos direitos civis dos negros tenha alcançado uma série de vitórias, continua vigente nos Estados Unidos uma discriminação legal que mantém os negros em uma condição de inferioridade.


E

O movimento pelos direitos civis dos negros foi decisivo ao pressionar o presidente John F. Kennedy a extinguir a política de apartheid vigente nos Estados Unidos desde a abolição da escravatura.

No início do século XX se da a decadência da produção do café, muito pelo fato da ausência de mão de obra em virtude da abolição. Que outro produto ou atividade vem substituir em grande escala o café na região de Mangaratiba?


A

a laranja


B

a indústria de doces


C

a banana


D

o artesanato indígena


E

nenhuma das respostas acima

A descolonização tornou-se possível no após1945 devido à exaustão em que as antigas potências coloniais se encontraram ao terem-se dilacerado em seis anos de guerra mundial, de 1939 a 1945. Algumas delas, como a Holanda, a Bélgica e a França, foram ocupadas pelos nazistas, o que acelerou ainda mais a decomposição dos seus impérios no Terceiro Mundo. A guerra também às fragilizou ideologicamente: como podiam elas manter a guerra contra Hitler se era uma luta universal pela liberdade contra a opressão se mantinham em estatuto colonial milhões de asiáticos e africanos? Sobre a descolonização da África e da Ásia todas as afirmações abaixo estão corretas, EXCETO.


A

Quem por primeiro conseguiu a independência foram os povos da Ásia (começando pela Índia e Paquistão, em 1946).


B

A maré da independência atingiu a África somente em 1956. O primeiro pais do Continente Negro a consegui-la foi Angola, em 1957.


C

As regiões africanas que não tinham nenhum produto estratégico (cobre, ouro, diamantes ou petróleo) conseguiram facilmente sua autonomia, obtendo-a por meio da negociação pacífica.


D

As regiões africanas que tinham produtos, considerados estratégicos pela metrópole, explorados por grandes corporações, (caso do petróleo na Argélia e do cobre no Congo belga). Neles os colonialistas resistiram aos movimentos.

“A escravidão moderna, aquela que se inaugurou no século XVI, após os descobrimentos, é uma instituição diretamente relacionada com o sistema colonial. A escravidão do negro foi a fórmula encontrada pelos colonizadores para explorar as terras descobertas”. (COSTA, Emília Viotti da. Da Senzala à Colônia”. São Paulo Ed. da UNESP, 1998. p. 17)

Sobre a escravidão no Brasil colônia marque a alternativa CORRETA.


A

A escravidão não é uma prática antiga e os portugueses se não a inventaram pelo menos a desenvolveram mundialmente, tendo escravos em todas as suas colônias e até mesmo na metrópole.


B

O tráfico negreiro realizado pelos portugueses, e por outros europeus, a partir do século XVI uniu interesses de grupos escravistas de três continentes: África, Europa e América.


C

Os portugueses não foram os primeiros a realizar o comércio de escravos africanos através do Atlântico sendo essa primazia dos mercadores ingleses, conhecidos posteriormente por essa especialidade.


D

Os milhões de escravos que vieram para o Brasil eram de origem exclusivamente da costa leste da África, de regiões como Etiópia, Madagascar e Ilhas Comores.

A questão da escravidão foi um dos principais pontos de discórdia entre o norte e o sul dos Estados Unidos. Em 1863, com o objetivo de enfraquecer os rivais, o então Presidente da República decretou o fim da escravidão nos estados do sul, entretanto, somente em 1865, a escravidão chegou definitivamente ao fim no país. O presidente a abolir a escravidão nos EUA foi:


A

John Kennedy.


B

James Monroe.


C

Abraham Lincoln.


D

Theodore Roosevelt.

“A abolição da escravidão só foi possível porque se tornou cada vez maior o número de pessoas que lutavam pela liberdade dos escravos. Várias foram as etapas percorridas até que a escravatura fosse abolida oficialmente em nosso país. Numa dessas etapas foi criada uma lei que decretou o fim do tráfico negreiro.” Essa lei foi:


A

Lei Áurea.


B

Lei do Ventre Livre.


C

Lei dos Sexagenários.


D

Lei Euzébio de Queiroz.

Considere o texto a seguir:

“(...) a especialização do escravo é determinada segundo as necessidades do mercado ou a boa vontade de seu senhor. Esta imensa possibilidade de transferência tem uma influência reguladora sobre o mercado, onde a demanda varia de acordo com a conjuntura e a concorrência. O escravo é, às vezes, simplesmente alugado (...). É possível alugá-lo ao dia, à semana, ao mês, ao ano ou por mais tempo.”

(MATTOSO, Kátia de Queirós. Ser escravo no Brasil. Trad. São Paulo: Brasiliense, 3.ed, 1990, p. 141)

A descrição acima sinaliza uma forma de trabalho escravo


A

ocasional entre índios e negros escravizados nas regiões canavieiras, quando, durante os muitos meses de ócio nos períodos de entressafra, eram enviados a Salvador para aprenderem ofícios e venderem suas habilidades.


B

disseminada no meio urbano, no meio rural e bastante usual quando se tratava de indígenas que, apesar de cidadãos livres perante a Coroa, se dispunham a suportar o cativeiro em troca de subsistência e da proteção da Igreja.


C

rara nas cidades baianas, onde o escravo doméstico, fosse índio ou negro, era considerado um agregado da família que deveria ser fiel a seu dono, não sendo permitido a ele deixá-lo para prestar serviços a terceiros, prática mais comum na região Sudeste.


D

típica de regiões de mineração, onde as flutuações de mercado eram maiores em função das eventuais descobertas de jazidas, sendo os escravos alforriados e transformados em trabalhadores livres, para que seus donos não tivessem obrigações com seu sustento.


E

comum nas cidades, onde os escravos “de ganho” eram frequentes e representavam uma fonte de renda para seus senhores, que deles dispunham livremente alugando sua força de trabalho, se julgassem necessário ou oportuno.

Após a abolição da escravidão, boa parte da população negra no Brasil continuou marginalizada social, política e economicamente. Apesar de a Constituição de 1891 atestar que todos eram iguais perante a lei, durante a Primeira República,


A

eventos como a Revolta da Armada demonstraram a permanência de práticas escravocratas como o uso do castigo físico pela Marinha brasileira, a excessiva exploração do trabalho braçal e a diferença de tratamento entre trabalhadores brancos e negros.


B

as grandes instituições de ensino não aceitavam alunos “de cor”, restando aos negros as escolas públicas de estrutura precária e qualidade de ensino insatisfatória criadas especialmente para essa população.


C

os imigrantes europeus, como assalariados, ocuparam os postos de trabalho antes exercidos pelos escravos, restando à maioria da população negra migrar para o interior e o nordeste do país, concentrando-se no meio rural, em minifúndios precários, sob condições de miséria.


D

os cidadãos negros não puderam ter acesso à legislação trabalhista e à Carteira de Trabalho instituídas por essa constituição para regulamentar o trabalho assalariado em massa, tornando-se, assim, mão de obra barata e relegada à economia informal.


E

o direito ao voto era privilégio exclusivo de uma elite letrada, excluindo, além dos analfabetos (dentre os quais se encontrava a maioria da população negra), mulheres, soldados e religiosos.

A sociedade dos Estados Unidos da América e a do Brasil compartilharam o processo histórico de instalação e manutenção de sistemas de escravidão africana, por exploradores brancos de origem europeia. Essa base histórica similar permite que se comparem as relações raciais dos dois países do ponto de vista dos “movimentos de consciência negra” da segunda metade do século XX. Nos Estados Unidos e no Brasil, esses movimentos enfrentaram, respectivamente,


A

a elite capitalista e industrial afro-americana contrária às mobilizações sociais e a restrição constitucional à participação política das populações afrodescendentes na República.


B

a manipulação dos eleitores afro-americanos pelos políticos sulistas e a melhoria do nível de vida dos trabalhadores afrodescendentes quando comparado ao dos brancos pobres.


C

a oposição de atletas e artistas populares afro-americanos de sucesso internacional e a política de cotas nas Universidades e nas repartições públicas em benefício dos afrodescendentes.


D

a vigência da segregação dos afro-americanos legalmente sancionada e a eficácia de crenças socialmente disseminadas de ausência de preconceito racial contra os afrodescendentes.


E

a ausência de bairros e de associações religiosas de afro-americanos nas cidades e a organização de associações racistas de combate à concessão de direitos civis aos afrodescendentes.

Abordar conteúdos que trazem para a sala de aula a história da África e do Brasil africano é fazer cumprir nossos grandes objetivos como educadores: levar à reflexão sobre a discriminação racial, valorizar a diversidade étnica, gerar debate, estimular valores e comportamentos de respeito, solidariedade e tolerância. E é também a oportunidade de levantar a bandeira de combate ao racismo e às discriminações que atingem em particular a população negra, afro-brasileira ou afrodescendente.


(Marina de Mello e Souza, África e Brasil africano)


Entre as marcas da discriminação racial na história do Brasil, é correto identificar


A

a segregação total entre brancos e negros, o que levou à recriminação da mestiçagem e a uma situação social em que o mestiço era tão excluído quanto o negro.


B

a censura imposta aos artistas negros e mulatos nos programas da Rádio Nacional, restringindo a circulação da música afro-brasileira no contexto da Era Vargas.


C

a criminalização prevista na legislação penal, até a Constituição de 1946, de práticas culturais afro-brasileiras tais como a capoeira, o samba e o candomblé.


D

a ideia de que a mestiçagem produziria filhos de pele mais clara, cabelo mais liso, lábios e nariz mais finos, com a intenção de apagar os traços africanos da população.


E

a ausência do negro e da cultura afro-brasileira na educação básica até que os PCNs da década de 1990 impusessem a obrigação legal de abordagem dos temas.

No que diz respeito à história da África e aos primórdios do tráfico de escravos para Portugal e América, assinale a alternativa correta.


A

Durante séculos, a África esteve praticamente isolada do comércio com outras regiões, à exceção do seu Norte. A partir do final do século XV e em um crescendo, ela foi incorporada ao novo sistema geoeconômico orientado para o Atlântico, ligando a Europa, a África e a América, naquilo que ficou conhecido como comércio triangular.


B

Até a chegada dos portugueses à África, seus habitantes viviam em formas comunitárias de sociedade, desconhecendo a escravidão e praticando um comércio de escambo. Com a vinda dos portugueses, isso se alterou, com o surgimento de tribos especializadas na captura de africanos para transformá-los em escravos e na pilhagem.


C

Ao chegarem à África, os portugueses apoderaram-se das saídas das grandes rotas do comércio de ouro e de escravos, que haviam sido estabelecidas há séculos. Impedidos de fazer seu comércio com outros povos e necessitando de uma série de bens que não conseguiam produzir, os africanos foram obrigados a fornecer escravos para os portugueses.


D

Durante o século XV e o início do XVI, os portugueses estabeleceram inúmeras feitorias na costa ocidental, fazendo alianças com a população local e com seus chefes, para que participassem do comércio com os europeus, principalmente ouro e escravos.


E

De início, os portugueses pretendiam instalar-se na África, organizando uma produção destinada à exportação para a Europa, mas a resistência dos africanos e a dificuldade em fazer alianças com os chefes tribais levou-os a optarem pelo Brasil, tornando o continente africano uma região fornecedora de braços para as propriedades agrícolas da América.

A miscigenação entre brancos e negros originou os povos chamados de _____. Já da mistura entre índios e brancos surgiram os _____, considerados como os primeiros brasileiros no período após o descobrimento. Já a miscigenação entre índios e negros deu origem aos _____.


Preenchem ADEQUADAMENTE as lacunas acima as respectiva as palavras:


A

Mamelucos – Caboclos – Sararás;


B

Caboclos – Cafuzos – mamelucos;


C

Mulatos – Mamelucos – Cafuzos;


D

Morenos – Sararás – Mulatos;


E

Morenos – Caboclos – Mamelucos.

Considerando-se os movimentos de libertação africanos do jugo colonial, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


(1) Movimento cultural e literário, nascido fora do continente africano, cujo ponto central era a recuperação da identidade e da humanidade.

(2) Movimento político e social, nascido fora do continente africano, que defendia a descolonização e o progresso político-social da África.

(3) Movimentos plurais que abarcaram desde a retirada até as guerras por libertação.


( ) Pan-Africanismo.

( ) Descolonização.

( ) Negritude.


A

1 - 2 - 3.


B

3 - 2 - 1.


C

2 - 3 - 1.


D

2 - 1 - 3.

Sobre o período em que colônias africanas iniciaram as reivindicações de independência, pacíficas ou violentas, e os elementos-chave da descolonização, é CORRETO afirmar que as reivindicações iniciaram no(a):


A

Década de 1950. Os pontos centrais da descolonização eram o protagonismo africano, as decisões oriundas da Conferência de Bandung e as guerras anticoloniais da Ásia.


B

Imediato pós-guerra. Os pontos centrais da descolonização eram o protagonismo africano, o papel das decisões oriundas da Conferência de Bandung e as guerras anticoloniais da Ásia.


C

Contexto de transformações mundiais da década de 1960. Os pontos centrais da descolonização eram o protagonismo africano, as decisões oriundas da Conferência de Bazzaville e o crescimento do PanAfricanismo.


D

Década de 1950. Os pontos centrais da descolonização eram o protagonismo africano, as decisões oriundas da Conferência de Dakar e o amplo alcance do discurso da Negritude.

 
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