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Os seus líderes terminaram presos e assassinados. A “marujada” rebelde foi inteiramente expulsa da esquadra. Num sentido histórico, porém, eles foram vitoriosos. A “chibata” e outros castigos físicos infamantes nunca mais foram oficialmente utilizados; a partir de então, os marinheiros – agora respeitados – teriam suas condições de vida melhoradas significativamente. Sem dúvida fizeram avançar a História.
MAESTRI, M. 1910: a revolta dos marinheiros – uma saga negra. São Paulo: Global, 1982.
A eclosão desse conflito foi resultado da tensão acumulada na Marinha do Brasil pelo(a)
engajamento de civis analfabetos após a emergência de guerras externas.
insatisfação de militares positivistas após a consolidação da política dos governadores.
rebaixamento de comandantes veteranos após a repressão a insurreições milenaristas.
sublevação das classes populares do campo após a instituição do alistamento obrigatório.
manutenção da mentalidade escravocrata da oficialidade após a queda do regime imperial.
Analise os mapas a seguir.


HERNANDEZ, Leila Leite. A África na sala de aula. Visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. p. 4 e 43.
O estudo de mapas, sobre o continente africano, como esses, apresentados por Leila Leite Hernandez, tem revelado
que a atividade comercial desenvolvida na área demonstrada se realizava pela troca simples, porque não existiam ali metais amoedáveis.
concentração de cidades na região do Sahel e do litoral oriental contra o vazio de atividades na região do deserto do Saara.
a existência de uma intensa atividade comercial, envolvendo vários povos e nações africanas e não africanas.
a presença de comerciantes árabes foi fator de impulso e garantia da atividade comercial, devido à natureza acomodada dos africanos.
A ideia veiculada na escola de um Brasil sem diferenças, formado originalmente pelas três raças – o índio, o branco e o negro – que se dissolveram dando origem ao brasileiro, também tem sido difundida nos livros didáticos, neutralizando as diferenças culturais e, às vezes, subordinando uma cultura à outra. (PCN, temas transversais, p.126.)
Tal concepção, que pretende ser combatida pelos atuais Parâmetros Curriculares Nacionais, era responsável por:
constranger as tentativas de estudos que conjugassem as várias experiências étnico-culturais na formação do Brasil.
propagar o mito de democracia racial em que o convívio seria harmônico, mas, igualando a importância das contribuições culturais de cada um.
adiar a escrita de uma história verdadeiramente brasileira e popular, pois não estariam de acordo com os valores aristocráticos.
construir uma narrativa conflituosa da relação entre as raças no Brasil, resultado de tensões, conflitos e negociações.
divulgar uma concepção de cultura uniforme, depreciando as diversas contribuições que compuseram e compõem a identidade nacional.
A respeito da escravidão africana e a contribuição dessa modalidade de trabalho no continente americano, assinale a alternativa correta.
O motivo que levou a ser instituída a escravidão negra no continente americano, em processo de colonização, foi salvar os africanos em fuga de guerras tribais na África.
O tráfico negreiro é próprio da expansão transatlântica e ocorreu devido à necessidade de mão de obra no processo de colonização das terras do Novo Mundo.
A mão de obra escrava oriunda do continente africano foi a única disponível na fase de conquista e colonização do continente americano.
A finalização da escravidão instituída no Brasil se deu de forma gradual, sendo necessário que várias leis fossem aprovadas para tal finalidade.
A relação entre escravos e proprietários, no Brasil, ocorria devido a dívidas adquiridas pelos negros no percurso entre a África e o Brasil.
Historicamente, os primeiros povos a realizar o comércio de escravos africanos através do Atlântico foram:
Holandeses.
Ingleses.
Franceses.
Portugueses.
Os escravos que trabalhavam na lavoura no Brasil colônia eram chamados de:
Escravo Boçal.
Negros ou escravos de Eito.
Escravo Doméstico.
Escravo de Aluguel.
Em 2018, completam-se 130 anos da abolição da escravatura no Brasil. Sobre esse processo histórico tão importante, considere as afirmações a seguir.
I. A Lei do Ventre Livre foi uma lei abolicionista, que considerava livres todas as mulheres escravas que estivessem grávidas.
II. A transição do Brasil para o fim da escravatura foi rápida e progressista, graças à proibição do tráfico negreiro.
III. O Brasil foi o último país de todo o continente americano a abolir o trabalho escravo em seu território.
IV. A abolição da escravatura foi acompanhada de uma série de políticas e outras leis que buscaram promover a integração dos negros libertos na sociedade.
Estão corretas as afirmativas
I, II e III, apenas.
II, III e IV apenas.
III, apenas.
I e IV, apenas.
A economia comercial de Gana atingiu seu auge no século XVIII, dois produtos foram fundamentais para a expansão econômica do Reino de Gana. Esses produtos são:
Trigo e tecidos.
Cavalos e trigo.
Feijão e escravos.
Ouro e escravos.
Na História do Brasil, determinado personagem foi um dos mais importantes críticos da escravidão brasileira. Para ele, a escravidão foi a grande responsável pelo atraso econômico no país. Trata-se do seguinte crítico:
Joaquim Nabuco.
Manoel Francisco dos Anjos.
José Alencar de Carvalho.
Antonio Vicente Mendes Maciel.
Uma das revoltas mais significativas contra o domínio britânico ocorreu na Costa do Ouro, atual Gana, entre 1890 e 1900. Essa revolta foi denominada:
Revolta dos Sipaios.
Rebelião Ashanti.
Revolta de Varsóvia.
Revolta de Felipe dos Santos.
Embora houvesse libertos em ações rebeldes da população negra, tal fato não era muito comum. Segundo Boris Fausto, a ausência de um número significativo de libertos em ações rebeldes está relacionada ao fato de que:
caso fossem flagrados participando de rebeliões escravas, os libertos poderiam ser mandados para o exílio na África.
as rebeliões, via de regra, ocorriam nas cidades, enquanto os libertos continuavam a viver nas áreas rurais com seus antigos donos.
os libertos passavam a viver sob as mesmas condições que os grandes proprietários, reprimindo as rebeliões.
os libertos ficavam em uma posição intermediária entre livres e escravos, aproximando-se socialmente dos brancos pobres.
havia poucos libertos em geral nessa sociedade escravista, o que não lhes fazia presentes em nenhum contexto.
“Savana é um tipo de vegetação semelhante à encontrada na região do Brasil Central: rasteira, onde predominam gramíneas, árvores pequenas, florestas ralas, galhadas, que chamamos de cerrado. É típica de regiões tropicais, com uma longa estação seca. Nesse ambiente, viviam os africanos das savanas, onde criaram fabulosos Estados com refinadas organizações políticas e intrincadas redes sociais. Foram os construtores de exemplares organizações sociais e sistemas culturais.” (PANTOJA, Selma. Uma Antiga Civilização Africana: História da África Central Ocidental. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 2011, p. 10).
Sobre o continente africano e sua história, assinale a alternativa correta:
Do ponto de vista da identidade, podemos afirmar que a África é homogênea, ao contrário da rica diversidade especificamente na natureza, como vegetação e clima;
O Reino do Kongo foi o primeiro a abrir-se aos colonizadores portugueses, no final do século XV, o que resultou na migração forçada de milhões de africanos da África Central Ocidental;
Ao contrário de outros continentes, os povos africanos tiveram sempre muita dificuldade de se deslocar para o interior devido à escassez de rios navegáveis, o que lhes obrigou a ficar no litoral e tornarem presas fáceis para os conquistadores europeus dos séculos XV a XIX;
Quando da chegada dos portugueses à África Central Ocidental, os povos que ali habitavam eram disperso, sem unidade histórica, linguística ou econômica. Foram os europeus que fundaram, então, os Estados do Kongo, Lunda, Ndondo, Cuba, Loango, Rio, Boma e Vili;
Atualmente a população da região Central Ocidental da África tem estruturas sociais e culturais sem qualquer relação com as civilizações antigas, tendo assimilado completamente a cultura europeia.
Considerando os debates sobre o negro na sociedade brasileira e como isso chega à escola e à produção historiográfica, assinale o que for correto:
A Lei 10639 de 2003, em que pese sua plena aplicação no âmbito do ensino, estimulou a necessidade de reflexão apenas sobre o ponto de vista da temática, sem considerar as representações e posicionamentos cotidianos nos espaços escolares sobre este fato;
Para o cumprimento tanto a Lei 10639, de 2003, como da Lei 10645, de 2008, basta apenas a mudança dos conteúdos programáticos e o foco no processo cognitivo, sem se preocupar com as mudanças de atitudes frente à diversidade étnica e racial;
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, para efeitos didáticos, a diversidade humana deve ser tratada com base no combate à dinâmica do hibridismo, não cabendo a preocupação em exaltar os valores de compreensão e respeito, cabendo à família a educação para valores éticos e morais;
Para dar conta da abordagem étnica e racial na História do Brasil é suficiente tratar do tema clássico da escravidão sob a ótica da mão de obra colonial, tendo por base, por exemplo, Caio Prado Jr.;
Analisando a historiografia do IHGB, Instituto Histórico e Geográfico do Brasil, e o ensino do Colégio Pedro II, na segunda metade do século XIX, é possível perceber a ausência de temáticas relativas aos africanos e seus descendentes no Brasil, era uma História personalizada dos grandes feitos, homogênea e sem grandes conflitos;
“Na primeira metade do século XVII, com o título de governador-geral dos crioulos, negros e mulatos do Brasil, Henrique Dias foi mestra-de-campo de um regimento de homens negros nas lutas de resistência à ocupação holandesa em Pernambuco (1630-8) e depois na guerra que resultou na restauração do domínio português na região (1640-54). A conjuntura de guerra fez crescer os mocambos de escravos fugidos no interior, dando origem ao famoso quilombo dos Palmares, localizado na Serra da Barriga, em Alagoas, e que resistiu às investidas holandesas e portuguesas por todo o século XVII.” Mattos, H. O herói negro no ensino de história do Brasil: representações e usos das figuras de Zumbi e Henrique Dias nos compêndios didáticos brasileiros. In Martha Abreu, Rachel Soihet e Rebeca Gontijo (orgs.). Cultura politica e leituras do passado: historiografia e ensino de história. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2007.
Foram formas de resistência dos escravos no Brasil:
Suicídio, desobediência aos senhores, assassinatos de senhores, quilombos;
Revoluções, Guerras abertas contra o Estado colonial português;
Articulação com escravos de outros países como os Estados unidos da América para a aquisição de armamentos;
Organização de atos de conotação politica e que chegavam à praticas de sequestros de membros da diplomacia da metrópole portuguesa;
Quebra de máquinas, elaboração de documentos reivindicatórios e organização de sindicatos.
Extremamente manobráveis, as pirogas e outros barcos africanos eram a um só tempo rápidos e tinham capacidade para carregar até uma centena de guerreiros. Um primeiro alerta foi dado em 1446, advertindo os portugueses de Nuno Tristão do perigo que representavam as flotilhas da Senegâmbia. Sua expedição teve uma triste sina, e outras passaram pela mesma experiência, até que o rei de Portugal enviasse Diogo Gomes para negociar as condições de um entreposto no litoral. Ora, o Mali e seus vizinhos dominavam todo um sistema de rios e riachos em torno do Níger, do Senegal, da Gâmbia, e foi a ação concertada das flotilhas armadas que barrou os invasores. Foi também essa resistência militar que obrigou os europeus a negociar a maneira de fazer comércio com as populações. Assim, o rei do Congo comunicou a João Afonso, um negociante português a serviço de Francisco I, as condições em que ele poderia penetrar no Zaire. Um tratado devidamente negociado está na origem da primeira feitoria dos portugueses em Angola (1571), onde também foi controlado o comércio dos portugueses naquelas regiões, em especial o tráfico negreiro.
(Marc Ferro. História das colonizações – Das conquistas às independências – século XIII a XX.)
A partir do excerto e das discussões presentes na obra citada, é correto afirmar que Portugal
perdeu o interesse em avançar na ocupação territorial na África, a partir da sua chegada à América, por causa do rendoso comércio realizado com o açúcar do Brasil.
desistiu da sua presença na África por causa da forte resistência militar praticada por muitos povos desse continente, situação que diminuía muito os lucros auferidos com a produção de gêneros tropicais.
teve dificuldade em penetrar e estabelecer domínios territoriais em virtude da capacidade de vários povos da África negra em se defender dos seus interesses expansionistas.
reforçou o seu interesse sobre Calicute e outras regiões nas Índias, porque as feitorias na costa africana atlântico tornam-se pouco lucrativas diante dos novos negócios estabelecidos no Oriente.
não tinha interesse em interiorizar a sua presença em território africano, porque o que havia de mais valioso era o comércio de manufaturas, que era realizado por meio das feitorias.
De acordo com dados do MPF e Funai (http://ccr6.pgr.mpf.gov.br/documentos-epublicacoes/terrasindigenas/terras-indigenas), entre os principais povos indígenas que possuem áreas regularizadas, está um povo que possui uma das maiores áreas (1.603.245,00ha), que abrange Juína/MT e Vilhena/ RO (Parque Aripuanã). Trata-se do povo denominado:
Gavião.
Cinta Larga.
Karipuna.
Oro Wari.
Karitiane.
Os estudos de História da África passaram por diferentes abordagens desde o seu surgimento no início do século XX.
Atualmente, a divisão periódica entre África pré-colonial, África colonial e África pós-colonial foi substituída por uma abordagem que caracteriza a região como
possuidora de uma identidade própria e única, diversa e original, protagônica na relação com outros povos ao longo da história.
marcada pelo tradicionalismo tribal, persistente mesmo após a contribuição de outros povos de culturas e tecnologias complexas.
território marcado por disputas políticas pós-coloniais e pela devastação da exploração europeia.
espaço continental historicamente construído, com civilizações marcadas por suas particularidades, e interconectado com outros espaços geográficos.
Quem são estes desgraçados?...
São os guerreiros ousados...
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão...
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
Trechos do poema "Navio Negreiro", Castro Alves, publicado como forma de denunciar a continuidade do tráfico de escravos, uma década depois da promulgação da lei que proibiu o horrendo comércio. Assinalar a alternativa com a lei e data da promulgação.
Lei Eusébio de Queirós, 1850.
Lei do Sexagenário, 1855.
Lei do Ventre Livre, 1872.
Lei Áurea, 1888.
Lei Afonso Arinos, 1840.
Leia e analise esse documento de 1844.

(http://www.slavevoyages.org/resources/images/category/Manuscripts/166)
O documento está relacionado à história
da imigração inglesa para o Brasil no século XIX.
da entrega de escravos na costa brasileira pelos ingleses.
da política inglesa de combate à escravidão.
do contrabando de escravos pelos comerciantes norte-americanos.
dos africano do Brasil em retorno à África – os “retornados”.
A diversidade étnica da África é um dos aspectos mais extraordinários do continente. O reflexo desse cenário é uma riqueza cultural que se reafirma e se integra de maneira intensa, apesar do lado perverso dos conflitos diretamente conectados a essa profunda variação populacional. Ao estudar os grupos étnicos africanos entende-se que, entre outros grupos, temos os:
I. Bantos: predominantes na região sul da África, representam o grupo mais numeroso do continente, apesar de ser possível dividi-los em centenas de subgrupos.
II. Sudaneses: dedicados à agricultura, os sudaneses habitam as savanas localizadas e, principalmente, a região Leste do continente.
III. Berberes: conjunto de povos que vivem no Norte da África. Convertidos ao islamismo, essa população se insere nas mais variadas etnias que caracterizam o norte do continente.
Sobre tais grupos étnicos está(ão) correta(s) apenas a(s)afirmativa(s):
I.
II.
III.
I e III.