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Deduz-se do texto que, historicamente falando, o século XIX teve duração menor que o século XX.
"Os sentidos, cujas percepções empíricas moldaram as idéias de tempo e espaço, certo e errado, lei e justiça, e a natureza do comportamento do homem em sociedade, não eram confiáveis. As novas teorias que surgiam, transmitiam a mesma mensagem: o mundo não era o que parecia ser.
" Johnson, Paul. Tempos Modernos. Rio de Janeiro: Instituto Liberal, 1996.
Os textos que minaram os códigos que balizavam a civilização européia, na passagem do século XIX para o século XX, são, EXCETO:
O Capital, de Karl Marx;
A Teoria da Relatividade, de Albert Einstein;
Introdução à Psicanálise, de Sigmund Freud;
O Catecismo Positivista, de Auguste Comte;
A Origem das Espécies, de Charles Darwin.
No século XIX, alguns fatores passaram a influenciar o modo como os europeus abordavam os países da África setentrional. Dentre eles, segundo J. M. Mackenzie, pode ser destacado o que está afirmado em
os interesses coloniais dos países europeus de fazer com que os chefes locais atuassem como agentes no jogo imobiliário da expansão territorial.
os países europeus passaram a alimentar a ambição de transformar sua área de influência no Mediterrâneo em esfera exclusivas de influência comercial e política.
a conferência de Berlim de 1884 reconheceu a esfera de influência britânica na região e estabeleceu regras para a continuação da partilha do continente africano.
a divulgação de relatórios otimistas sobre o potencial econômico dessa região provocou o entusiasmo dos países europeus para o expansionismo e conquista do território.
a descoberta de minas de diamantes na Colônia do Cabo, provocando a ambição dos países europeus que passaram a disputar a conquista da região na década de 1870.

Segundo o autor os historiadores elaboraram e debateram muitas teorias diferentes para explicar os acontecimentos das décadas de 1880 e 1890. Essas explicações são divididas em metropolitanas e periféricas. Quanto as interpretações metropolitanas o texto identifica uma crítica à explicação
do imperialismo capitalista.
da estratégia egitocêntrica.
da tecnologia imperialista.
do nacionalismo estatal.
da crise periférica.
A força avassaladora do capitalismo ao longo do século XIX impediu que idéias contrárias às teses burguesas pudessem se manifestar. Por isso, apenas no século XX, e de maneira muito tímida, o movimento operário começou a se organizar em partidos e sindicatos.
Pela primeira vez na história, o mundo encontrava-se inteiramente partilhado, direta ou indiretamente, submisso às grandes potências européias e aos Estados Unidos da América. Em 1905, estavam conquistados 90% da África, 56% da Ásia, 100% da Austrália, 27% da América e 90% da Polinésia. Essa situação terminaria por provocar:
O choque de imperialismos entre grandes potências, resultando na Primeira Guerra Mundial.
A redução dos salários dos trabalhadores europeus, pela concorrência com a mão-de-obra cara nas áreas recém-dominadas.
O avanço cultural dos povos conquistados, beneficiados pela civilização européia, dado o seu caráter antiimperialista.
A preservação das identidades culturais e fronteiras étnicas dos povos submetidos.
O imperialismo correspondeu à fase do expansionismo capitalista, iniciada em meados do século XIX. O caráter amistoso dessa expansão deveu-se à preocupação das grandes potências em evitar um clima de acirrada competição que pudesse levar a guerras.
Seguindo a trajetória ascensional da economia capitalista ao longo do século XIX, a Europa exerce incontrastável supremacia mundial quando do início do século XX. Ao comandar a expansão imperialista, especialmente em termos de neocolonialismo, as principais potências européias dividem o globo segundo seus interesses, muitas vezes justificando sua ação dominadora por meio de um construto ideológico — a missão civilizadora do branco europeu sobre povos e regiões considerados atrasados.
Século XX: O século criativo, cheio de invenções e descobertas, marcado por acontecimetnos relevantes e também constrangedores, por efervescências e contradições. As alternativas abaixo são acontecimentos que ocorreram no século XX, EXCETO:
A Segunda Guerra Mundial, que causou perplexidadde e horror pelo espetáculo de barbárie promovido pelos nazistas.
A Guerra Fria - disputa silenciosa entre os Estados Unidos e União Soviética, interessados em estender suas áreas de influência e seus modelos político-econômico.
A Guerra do Irã contra o Iraque pela posse de territórios no Golfo Pérsico.
A queda do muro de Berlim, que marcou o fim da Guerra Fria, repercutindo diretamente na unidade alemã.
A independência política dos países latino-americanos e o conseqüente desmoronamento do império europeu na América.
No Ocidente, de maneira geral e, na Europa, em particular, o século XIX teve, em três grandes movimentos — tanto no campo das idéias quanto no terreno da ação política —, suas grandes representações: nacionalismo, liberalismo e socialismo. Na base de tudo, estava o industrialismo, impulsionado por um saber científico que não via limites à sua expansão.
Grandes exposições mundiais, como a de Londres, na metade do século, a extraordinária revolução nos meios de transporte e de comunicações, a ascendente urbanização e a incorporação de inovações tecnológicas que ampliavam notavelmente a produção expunham a nova face da sociedade; da esquerda à direita, seus intérpretes pareciam compreender a força do saber científico e, nele, buscavam o aporte metodológico para suas teses.
A expansão neocolonialista do século XIX foi impulsionada, essencialmente, pelo(a)
desenvolvimento do capitalismo comercial e das práticas do mercantilismo.
livre concorrência entre empresas grandes e pequenas.
missão de irradiar a superiodidade da cultura européia e da fé cristã pelo mundo.
crescimento incontrolado da população rural européia, gerando a necessidade de migração.
disputa de mercados consumidores por produtos industrializados e de investimento de capital em novos projetos, além da busca de matérias-primas.
A denominada globalização dos dias de hoje, também possível pelas inovações tecnológicas das últimas décadas do século XX, malgrado suas singularidades e específico contexto histórico em que ocorre, pode ser entendida como mais uma etapa de um longo processo de mundialização da economia capitalista, de que as Grandes Navegações e o Imperialismo são exemplos marcantes.