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Observe a charge a seguir.

(Disponível em: https://historiazine.com/e-se-a-africa-nao-sofresse-a-partilha. Acesso em: 31/07/2019.)
A charge refere-se ao processo de partilha do território africano pelas potências europeias no século XIX. Um marco desse processo foi a Conferência de Berlim, ocorrida entre novembro de 1884 e fevereiro de 1885. Quais as principais decisões dessa conferência?
A reafirmação dos direitos coloniais de ingleses, franceses e portugueses, e o apoio às nações africanas independentes contra as pretensões imperialistas belgas e alemãs.
O estabelecimento de protetorados das potências imperiais e o incentivo à industrialização das colônias africanas.
A resolução dos conflitos territoriais das potências europeias e a redefinição das fronteiras entre os estados coloniais, respeitando a diversidade étnica africana.
A confirmação das possessões coloniais das potências europeias já estabelecidas na África e a distribuição de territórios para as potências imperiais emergentes.
Considere os textos.
TEXTO II
No período da Expansão Marítima Europeia, muitas áreas da costa africana foram conquistadas e o comércio europeu foi estendido para essas regiões. No continente existiam muitas tribos primitivas, havia guerras entre tribos diferentes e aquelas que saíam derrotadas se tornavam escravas das vencedoras (...) Devido ao neocolonialismo a África foi dividida em fronteiras artificiais de acordo com os interesses europeus (...) Essa divisão ocorreu em 1884-1885 na Conferência de Berlin que institui normas para a ocupação, onde as potências coloniais negociaram a divisão da África, propondo a não invadir áreas ocupadas por outras potências. No início da I Guerra Mundial, 90% das terras já estavam sob domínio da Europa. A partilha foi feita de maneira arbitrária (...)
África de ontem, África de hoje, resquícios de permanências?
Na atualidade, em países do continente africano, população convive com graves e constantes conflitos étnicos, que tem relação direta com o seu passado histórico. Constitui herança histórica que explica tal situação
a ausência de governos legítimos e altos níveis de corrupção.
a expansão das religiões islâmicas e cristã sobre as religiões nativas.
o fim da ajuda humanitária advinda da Organização das Nações Unidas.
a ocupação territorial desregrada sem considerar as fronteiras culturais ancestrais.
Referente ao novo Imperialismo Europeu no Marrocos é INCORRETO afirmar:
No século XIX o Marrocos era um sultanato muçulmano, convulsionado por tribos submissas e por senhores feudais independentes.
Devido a algumas riquezas minerais, o Marrocos havia despertado a cobiça de várias nações européias, mas, em 1904, o comércio francês já ultrapassava o de qualquer outro país na região.
Pretendendo transformá-la não apenas numa fonte de riqueza, mas também em ponto de apoio para defesa Argélia, a França fez um acordo secreto com a Inglaterra no sentido de desmembrar o Marrocos, ficando uma pequena fronteira a Gibraltar com a Espanha e o resto com a França, recebendo a Inglaterra como retribuição, absoluta liberdade de ação no Egito.
Os russos também tinham interesse na região, e em 1912, aceitaram receber uma parte do Congo Francês (África) para abandonar todas as suas pretensões no Marrocos, o que posteriormente, veio a ocorrer divergências entre esses países.
Em 1956 a França foi obrigada a reconhecer a independência do Marrocos.
O imperialismo nasceu nas últimas décadas do século XIX quando os monopólios dos países capitalistas avançados começaram a investir capital em outros países, iniciou um novo ciclo de expansão do capitalismo, essas mudanças foram impulsionadas pelo progresso tecnológico. Junto a esse progresso veio também a exploração de nações mais frágeis, ocasionando a decadência humana. Faz parte do cenário imperialista:
I. O imperialismo provocou uma divisão internacional de trabalho, países avançados exportavam produtos industrializados, países menos competitivos exportavam matérias primas.
II. Ocasionou a partilha da África submetendo-a companhias comerciais europeias.
III. O império chinês ofereceu resistência ao imperialismo influente da Inglaterra, França, Alemanha.
IV. Os indianos foram passivos quanto ao domínio dos ingleses sobre suas terras.
V. Os monopólios trataram de construir cartéis para dividir o mercado e manter acordo para estabelecer preços, qualidade do produto.
Estão CORRETOS:
I, II, III.
I, II, V.
II, III, IV.
III, IV, V.
“Comecei a ver em Eugène Black um outro Ferdinand de Lesseps, e minha memória me conduziu àquele tempo em que o Egito, com 11% das ações, comprometia-se em fornecer 120 mil operários para fazer trabalhos que nos custaram 8 milhões de libras... A empresa egípcia criada então no interesse do Egito rendeu 100 milhões de dólares à Inglaterra, dos quais nos couberam 3 milhões...” E Nasser terminou seu discurso, ovacionado pela multidão, com uma imensa gargalhada.
Essa gargalhada, A Voz dos Árabes, emissora de rádio cujo equipamento era fornecido pela CIA, transmitiu até o Magreb, transmitiu-a a Paris e a Londres, onde a reação foi de ódio.
(Marc Ferro, História das colonizações: das conquistas às independências, séculos XIII a XX.)
O trecho trata da
criação da OPEP, em 1973.
nacionalização do canal de Suez, em 1956.
Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Independência do Egito, em 1945.
fundação da Liga dos Estados Árabes, em 1946.
Leia as primeiras duas estrofes do poema do poeta inglês Rudyard Kipling:
O fardo do Homem Branco (1899)
Tomai o fardo do Homem Branco -/ Envia teus melhores filhos / Vão, condenem seus filhos ao exílio / Para servirem aos seus cativos; / Para esperar, com arreios / Com agitadores e selváticos / Seus cativos, servos obstinados, / Metade demônio, metade criança.
Tomai o fardo do Homem Branco - / Continua pacientemente / Encubra-se o terror ameaçador / E veja o espetáculo do orgulho; / Pela fala suave e simples / Explicando centenas de vezes / Procura outro lucro / E outro ganho do trabalho.
O poema de Kipling é uma famosa ode ao Imperialismo, mas refere-se especificamente à:
Conferência de Berlim, que marcou a colaboração europeia na partição e regulamentação da ocupação e divisão territorial da África.
ocupação das Filipinas pelos Estados Unidos, que adquiriu as ilhas no Tratado de Paris ao fim da Guerra Hispano-Americana.
Guerra Anglo-Zulu, quando após à etnia se insurgir contra os bôeres e portugueses, voltou-se contra os ingleses, ocasião em que foram finalmente derrotados.
invasão da Argélia pela França, sob o pretexto de falta de respeito para com seu cônsul, domínio que perduraria mais de um século.
colonização inglesa na Nigéria, sob comando da Royal Niger Company, empresa mercantil fretada pelo governo britânico.
“Em THE AGE OF CAPITAL, 1848-1875, Hobsbawn (1975) descreveu a década de 1860 como "sob qualquer ponto de vista... urna década de sangue." O que ele tinha em mente no falar assim eram, além das sucessivas guerras civis dos Taiping na China, sobretudo a Guerra Civil dos Estados Unidos (1861-65) e a guerra da Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai) contra o Paraguai (1865-70), que testemunharam um tipo de massacre e destruição tão descontrolados que mais podem ser associados ao século XX do que às guerras do século XIX, bem como as guerras até certo ponto menos sangrentas que ocorreram na Europa pela unificação política da Itália e da Alemanha e que culminaram, no final da década, com a Guerra Franco-Prussiana de 1870-71. A Guerra Civil Norte-Americana e a Guerra do Paraguai, segundo ele, faziam, cada uma do seu próprio modo, parte do processo de expansão capitalista global. Encarava a Guerra do Paraguai, por exemplo, como uma das consequências da integração da Bacia do Rio da Prata na economia do mundo britânico: "Argentina, Uruguai e Brasil, com seus rostos e suas economias voltados para o Atlântico, forçaram o Paraguai a sair do [seu] estado de auto-suficiência". Frank (1969), em Capitalism and underdevelopment in Latin America, apresentou interpretação similar do significado da Guerra do Paraguai, mas, no avanço do capitalismo liberal na América Latina, nas décadas de meados do século XIX, havia atribuído um papel mais ativo aos "poderes metropolitanos", o que, para ele, significava a Grã-Bretanha. Os poderes metropolitanos, segundo o historiador, haviam "ajudado os seus parceiros comerciais latino-americanos mais jovens com armas, bloqueios navais e, quando necessário, intervenção militar e [a] instigação de guerras, como a da Tríplice Aliança contra o Paraguai" (grifos do autor)”.
(BETHELL, Leslie. O imperialismo britânico e a Guerra do Paraguai. Estudos Avançados. Vol9. n24. São Paulo. Mai/Ag. 1995. Artigo retirado de http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40141995000200014&script=sci_arttext&tlng=es. Acessado em 29/07/2019.)
Qual foi o personagem histórico responsável pela deflagração da Guerra do Paraguai?
Simon Bolívar.
José de San Martin.
José Sucre.
Francisco Solano Lopez.
Imperialismo é a prática através da qual nações poderosas procuram ampliar e manter controle ou influência sobre povos ou nações mais pobres. Sobre esse tema, marque a alternativa INCORRETA:
Quando o assunto é Imperialismo, alguns aspectos devem sempre ser analisados em conjunto. Os principais são: Nacionalismo, Neocolonialismo e junção entre o Capitalismo financeiro e o Capitalismo industrial.
O Imperialismo é associado com a expansão econômica dos países capitalistas, como também usado para designar a expansão europeia após 1870.
Imperialismo e colonialismo ou neocolonialismo, em se tratando de controle, são os mesmos termos, mas há distinção entre um e outro, visto que imperialismo normalmente implica em controle político, envolvendo anexação de território e perda da soberania; enquanto colonialismo se refere, em geral, ao controle e influência que é exercido tanto formal como informalmente, direta ou indiretamente, política ou economicamente.
Diferente da colonização desenvolvida na Idade Moderna, os neocolonialistas não tinham a obtenção de gêneros tropicais e metais preciosos entre seus maiores interesses. Os neocolonialistas pretendiam transformar a população local em um mercado consumidor regular de seus produtos e fornecedor de matérias-primas que estivessem ligadas à expansão dos maiores setores industriais e o desenvolvimento de novas tecnologias que reduzissem os custos de produção.
Apenas com a derrota na segunda Guerra do Ópio, a China viu-se obrigada a permitir a instalação de representações estrangeiras residentes na respectiva capital imperial.
“Em quase todos os lugares do mundo não europeu a chegada do homem branco gerou algum tipo de resistência, reação que culminou no grande movimento de descolonização em todo o Terceiro Mundo”. (SAID, 2011). No contexto das descolonizações, entre o final do século XIX e durante o século XX além da resistência armada, houve também um empenho considerável na:
manutenção das fronteiras traçadas pelas metrópoles para anular diferenças étnico tribais em nome da nação.
afirmação de identidades nacionais e na criação de partidos com o objetivo comum da autodeterminação.
militarização de governos civis e na consolidação de ditaduras controladas por elites locais.
permanência da dependência econômica regiões recém independentes com suas antigas metrópoles.
extinção das heranças culturais europeias e na revalorização das raízes culturais locais.
“Fora um ato de conquista, de exploração a expansão imperialista sobre os territórios asiáticos e africanos no decorrer do século XIX”. A partir desta afirmativa, relacione as colunas de acordo com região colonizada e o movimento de resistência.
1. África do Sul
2. Índia
3. China
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo:
( ) Revolta dos Cipaios.
( ) Revolta dos Boêres.
( ) Guerra do Ópio.
( ) Rebelião Taipings.
2, 1, 3, 3.
1, 2, 3, 3.
2, 1, 2, 3.
3, 1, 2, 2.
3, 1, 2, 3.
Leia o trecho a seguir.
“Resumamos; enfeixemos estas linhas esparsas. Hegel delineou três categorias geográficas como elementos fundamentais colaborando com outros no reagir sobre o homem, criando diferenciações étnicas:
As estepes de vegetação tolhiça, ou vastas planícies áridas; os vales férteis, profusamente irrigados; os litorais e as ilhas.”
(CUNHA, Euclides da. Os sertões. São Paulo: Editora Abril, 2010. p. 71)
Os Sertões é uma das obras mais representativas do pensamento intelectual brasileiro da virada do século XIX para o XX. Esse pensamento atribuía como causas para o atraso brasileiro
o determinismo do meio e a raça.
a exploração colonial e a colonização.
a falta de assistência do estado e da igreja.
a indolência e a persistência na ignorância.
O interesse francês pela região do Amapá voltou a se manifestar no século XIX, por causa
das jazidas de manganês na Serra do Navio.
da expansão da extração do látex no Vale do Jari.
da pesca do camarão na foz do Amazonas.
das descobertas de ouro em Calçoene.
da posição estratégica de Macapá como porto fluvial.
Refletindo sobre a história dos Estados Unidos, Leandro Karnal menciona que a ruptura das colônias inglesas e a consolidação de um novo país foram motivadas por um sentimento. A qual sentimento o historiador está se referindo?
Antibritânico.
Unanimidade de desejos das colônias.
Liberdade Nacional.
Patriotismo Universal.
Vontade mercantilista dos latifundiários.
A unificação italiana completou-se:
No período entre guerras.
Com a conquista da região norte da península.
Com a adesão de Parma, Módena e Toscan.
Com a invasão da região central.
Considerando-se os líderes anti-imperialistas que assumiram o poder com a descolonização africana e os países, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Sekou Touré.
(2) Kwame Nkrumah.
(3) Modibo Keita.
(---) Mali.
(---) Gana.
(---) Guiné.
1 - 2 - 3.
3 - 2 - 1.
2 - 3 - 1.
2 - 1 - 3.
Pablo Picasso, assim como Henri Matisse e Marcel Duchamp, é considerado um dos artistas responsáveis pela revolução da arte no começo do século 19. São obras de Pablo Picasso, exceto:
Celestina.
Salvator Mundi.
Guernica.
A Mulher que Chora.
O último quarto do século XIX viu uma transformação significativa do capitalismo. Essa transformação foi acompanhada pela colonização da África e de partes da Ásia por superpotências, pela descoberta de novas tecnologias e pelo uso de outras matérias-primas e fontes de energia.
Essa nova fase é definida pela criação de
uma economia global única.
uma comunidade científica.
exércitos profissionais.
rede de informações intercontinental.
Considerando as principais características históricas do continente Africano no século XIX, analise as assertivas abaixo:
I. A expansão imperialista aconteceu em um processo de mundialização, com determinações capitalistas de época. Portanto, os países colonizadores conquistaram bases estratégicas que assegurassem o domínio marítimo para a consolidação dos objetivos expansionistas.
II. A prática da exploração no século XIX, na África, foi conduzida pelos países Europeus industrializados, com grande destaque para a Inglaterra.
III. Japão e Estados Unidos exerceram a prática imperialista nas chamadas regiões de influências, na costa oriental da Ásia, ramificando para a América Latina.
IV. A França e a Rússia praticamente não participaram do processo de colonização africana, uma vez que suas intenções comerciais, nesse período, eram obter especiarias de gêneros tropicais.
Quais estão corretas?
Apenas I e II.
Apenas III e IV.
Apenas I, II e III.
Apenas II, III e IV.
I, II, III e IV.
Fruto de um período histórico em que o progresso era sinônimo de história, o grande diferencial da teoria evolucionista de Darwin foi
descrever o estudo da estrutura física e química da vida.
permitir a formulação de leis naturais permanentes.
estabelecer um método de análise biológica amplo
trazer o homem para dentro do esquema de evolução biológica.