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a cultura muçulmana no Ocidente, principalmente através da ocupação da península ibérica, agiu como uma barreira, impedindo que a Europa entrasse em contato com os conhecimentos produzidos em importantes centros da atividade humana, como a China e a Índia.
à medida em que o Império muçulmano se expandia, visando isolar a Europa do restante do mundo até então conhecido, os soldados islâmicos iam destruindo as estradas que haviam sido construídas durante o domínio romano e proibindo a construção de novas vias de acesso.
ao ocuparem o território espanhol, os muçulmanos proibiram os camponeses de desenvolverem tecnologias agrícolas inovadoras que beneficiassem a agricultura, bem como impediram o desenvolvimento das atividades comerciais e a exploração de minérios.
o domínio árabe-muçulmano desde a península ibérica, passando pelo norte da África e se estendendo até Ásia Central foi marcado pela destruição de cidades, visando impedir que os povos dominados desenvolvessem o comércio, cujo monopólio caberia apenas aos dominadores.
o progresso militar atingido pelos muçulmanos permitiu-lhes isolar a Europa, bloqueando o comércio especialmente através do controle do mar Mediterrâneo. Isso acentuou uma tendência já existente desde o século V, voltada para a vida agrária, e que conduziria a Europa ao feudalismo.
O islamismo foi fundado pelo profeta Maomé. A palavra árabe íslam significa submissão a Deus. Os seguidores dessa religião são chamados de maometanos (seguidores de Maomé) ou muçulmanos (palavra francesa que vem do árabe muslim que significa aquele que se entrega de corpo e alma a Deus). Diante disso, analise os itens abaixo e identifique os que fazem parte da doutrina islâmica:
I- Jejuar no ramadã.
II- Ir em peregrinação a Meca ao menos uma vez na vida.
III- Fazer orações diárias voltado para Meca.
IV- Dar esmola proporcionalmente aos bens que possui.
Assinale a alternativa correta.
Apenas os itens I e II estão corretos.
Os itens I, II, III e IV estão corretos.
Apenas os itens I, II e III estão corretos.
Apenas os itens II e IV estão corretos.
Apenas os itens III e IV estão corretos.
A população da Cidade Santa foi morta pela espada, e os francos massacraram os muçulmanos durante uma semana. Na mesquita[...] mataram mais de 70 mil pessoas.
(Ibn Al-Athir apud MAALOUF, Amin. A Cruzada vista pelos árabes. São Paulo: Brasiliense, 1988.)
A citação de um cronista árabe demonstra a visão dos muçulmanos acerca dos soldados cristãos que tomaram a cidade de Jerusalém na Primeira Cruzada. As Cruzadas foram um movimento político, militar, social, econômico e religioso, que envolveu grande parte da Cristandade. Sobre as Cruzadas, assinale a afirmativa correta.
Movimento eminentemente militar que demonstrou a superioridade da tecnologia bélica do Ocidente em relação ao mundo muçulmano.
Pregadas pelo Papado, serviram para direcionar para fora da Cristandade as tensões sociais presentes numa sociedade em transformação.
Enfraqueceu a liderança política do Papado, permitindo tanto o fortalecimento das monarquias nacionais quanto a ascensão social da burguesia.
Marcou o auge do poder da Igreja de Roma, que conseguiu ampliar o espaço de influência da Cristandade para o Oriente e o norte da África.
Consoante PINSKY, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Civilização do Egito Antigo.
(2) Civilização da Antiga Mesopotâmia.
(3) Antiga Civilização Hebraica.
(---) Apesar da grande diversidade cultural, algumas características eram comuns à sociedade que se desenvolveu na região. A base da economia era a agricultura, que dependia das cheias dos rios. O sistema monetário era pouco desenvolvido, cevada e metais eram utilizados como referência de valor. Destacaram-se na ciência, arquitetura e literatura. Observando o céu, os sacerdotes desenvolveram os princípios da astronomia e da astrologia.
(---) Eram organizados em vários clãs patriarcais, que eram tribos seminômades. Essas tribos familiares dedicavam-se à criação de gado em pastagens próximas a oásis espalhados pelo deserto da Arábia. Por influência de suas crenças religiosas, desenvolveram uma religião monoteísta.
(---) Formou-se a partir da mistura de diversos povos, entre eles, os hamíticos, os semitas e os núbios, que surgiram no Período Paleolítico. Os primeiros núcleos populacionais só começaram a se formar durante o Período Neolítico, onde as comunidades passaram a se dedicar mais à agricultura do que a caça ou a pesca. Por volta de 4000 a.C., os antigos núcleos deram lugar a pequenas unidades políticas, os nomos, governados por nomarcas, que se reuniram em dois reinos.
1 - 3 - 2.
3 - 2 - 1.
2 - 3 - 1.
2 - 1 - 3.
Em 622, Maomé teria imigrado de Meca para Medina, no que ficou conhecido como Hégira. A partir daí, surge uma nova forma de governo, a Umma e tem início o processo de expansão e conversão das tribos Península Arábica. Posteriormente, o expansionismo segue rumo o Noroeste e Leste, combatendo os impérios:
Bizantino e Persa.
Mongol e russo.
Celta e Bretão.
Viking e Abássida.
No século VII, na península Arábica surgia uma religião que imprimiria um novo rumo à história não só do Oriente Médio, mas também da Europa. Essa religião era o islamismo.
Marque a opção que indique uma das obrigações dos islâmicos.
Fazer uma oração diária com a cabeça voltada para Meca;
Jejuar no Rajab (mês sagrado dos mulçumanos);
Crer em Alá, e em Maomé como seu profeta (os mulçumanos admitem também profetas anteriores a Maomé, entre eles Jesus Cristo);
Fazer uma peregrinação a Meca ao menos uma vez por mês.
Ao longo de mais de quinhentos anos, houve reinos islâmicos na Península Ibérica que se relacionaram comercial, cultural e diplomaticamente com os reinos do norte da África e com reinos europeus.
Em 610 surgiu o islamismo com Maomé, um mercador que vivia em Meca e que afirmou ter recebido, por meio de uma visão, a missão de proclamar a grandeza de Alá. Sua mensagem atraiu seguidores, mas também despertou a desconfiança e a hostilidade por parte das autoridades locais. Tal situação fez com que o referido pregador fugisse para poupar a própria vida. Tomando como base o exposto anteriormente, leia as alternativas a seguir e assinale a CORRETA.
Esta fuga aconteceu em 16 de julho de 622 e ficou conhecida como Hégira, fazendo com que o calendário islâmico tivesse início nesta data.
Esta fuga aconteceu em 14 de julho de 612 e promoveu o início das vertentes Sunita (responsável pela criação da Sharia) e Xiita (responsável pela composição do Corão).
Esta fuga aconteceu em 17 de setembro de 620, sendo Maomé auxiliado por seu tio, Abbas, que o levou para Murak-Al-Banim e o protegeu em sua propriedade.
Esta fuga aconteceu em meados de 618 e imediatamente causou o surgimento dos califados de Abássida, de Fatímida e de Aiúbidas, fortes protetores do islamismo no Médio Oriente.
Esta fuga aconteceu em 13 dezembro de 610 quando Maomé foi para Medina e construiu ali a mesquita de Al-Khebah.
“A palavra mesquita deriva do árabe masjid, que significa lugar de prostração. É aí que os muçulmanos se reúnem para curvar-se em oração, especialmente às sextas-feiras, o Dia da Reunião. [...] As mesquitas ficaram associadas à educação e também aos túmulos dos muçulmanos importantes, especialmente mártires, califas e sufis. As mesquitas ligadas a Maomé são especialmente veneradas.” Bowker, J. Para entender as religiões. São Paulo: Ática, 1997. (Adaptado).
Sobre o processo de criação e expansão do Islã marque a opção correta:
Desenvolveu-se desde a península itálica chegando ao oriente através das ações de expansão do comércio com as rotas da seda e o contato com outros continentes como a África e a América;
Nasceu como ação da pregação do Profeta Maomé, vindo a se expandir apoiado no princípio da Guerra Santa por extenso território que atinge a Ásia, a África e a Europa;
As pregações do principal profeta do Islamismo, Omar Sharif, foram facilitadas pelas características das crenças religiosas dos beduínos – árabes do deserto – que facilmente difundiram os novos preceitos que eram amplamente favoráveis aos interesses econômicos dos coraixitas, então elite árabe;
A expansão islâmica foi extremamente lenta e enfrentou inúmeras dificuldades. Perseguidos dentro do Império Árabe, os preceitos que se colocavam contra a guerra e a militarização não eram bem recebidos pelos dirigentes que tinham pautado a existência do Império na expansão para aquisição de escravos;
Do ponto de vista politico o islamismo destruiu qualquer possibilidade da unificação de um Estado Árabe. Esse fator levou a inúmeras guerras entre as tribos árabes.
Denomina-se Reconquista a expulsão dos árabes da Península Ibérica entre os séculos VIII e XV. A luta contra os mouros marcou o surgimento dos Estados de Portugal e Espanha, além de assinalar a expansão católica por meio da conversão dos povos islâmicos que dominaram a região durante grande parte da Idade Média.
A Reconquista relaciona-se diretamente com o processo de Expansão Marítima Europeia:
I. pelo fato de apresentar uma solução pacífica para os conflitos armados da Europa, proporcionando assim a paz necessária para o projeto comercial extra mares.
II. devido ao fato de proporcionar o equilíbrio financeiro da Península Ibérica, que pode assim levar adiante seu projeto de expansão marítima.
III. por ter proporcionado a ascensão de monarquias absolutistas aos países da Península Ibérica que tiveram então o apoio da burguesia ao projeto de expansão marítima.
Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s):
III.
I.
I, II, III.
II.
“Civilização que se desenvolveu no sudoeste da Ásia numa região de clima quente e seco coberta por desertos e é considerada o berço da civilização islâmica.” Trata-se da civilização:
Inca.
Árabe.
Egípcia.
Romana.
Leia o fragmento a seguir.
O Islão acrescenta um aspecto particular à tradição europeia: do séc. IX ao XII estudavam-se os escritos de Aristóteles com mais afinco e profundidade no mundo islâmico do que no ocidente cristão. |
MEISSNER, H. A Antiguidade cria laços. Iniciativa em favor de uma cultura humanística na Europa. Apud MELO, A. M. M. A conquista da liberdade: ecos das grandes batalhas na cultura greco-romana. Ágora. Estudos Clássicos em Debate, n. 11, 2009, p. 75. Disponível em: < http://www2.dlc.ua.pt/classicos/5.Melo.pdf >. Acesso em: 4 maio 2016.
O texto se refere a um movimento ocorrido no contexto da
afirmação da supremacia da cultura greco-romana no Oriente Médio.
ampliação das relações diplomáticas dos Omíadas com o Império Bizantino.
instalação do Califado Abássida e mudança da capital muçulmana para Bagdá.
retomada das atividades comerciais entre Ocidente e Oriente decorrente das Cruzadas.
“Na metade do século XI, o Ocidente cristão inicia, com tentativas isoladas, a ofensiva contra o Islã. Mas não é nada que se assemelhe a uma guerra religiosa. São guerras de conquista que são feitas até mesmo contra gente da mesma religião, se as circunstâncias e a posição geográfica se preste a isso. Quanto aos normandos, atacaram indiferentemente tanto Bizantinos quanto Muçulmanos.”
PIRENNE, Henri. Storia d´Europa dalle invasioni al XVI secolo. Roma: Orsa Maggiore, 1991
O texto de Pirenne apresenta os vários aspectos das Cruzadas no fim da Idade Média. Sobre as Cruzadas é INCORRETO afirmar:
As Cruzadas surgem como uma tentativa de ofensiva contra o Islam, mas trata-se também de uma guerra de conquista, sendo que muitas vezes não se tinha diferenciação entre muçulmanos e bizantinos, logo, cristãos, na hora do ataque.
As Cruzada são proclamadas pelo papa, mas a captação de todos os recursos é responsabilidade dos reis e senhores que aceitaram o chamado em troca das terras conquistadas.
Eram os nobres que comandavam as expedições, das quais formavam uma guerra feudal, onde o feudalismo europeu tornou-se um corpo único com o mesmo ideal.
Somente o entusiasmo religioso e a autoridade papal criaram o movimento das Cruzadas, das quais nobres e servos participaram apenas para afastar o islã do ocidente.
Para os bizantinos, os cruzados eram bárbaros pois Constantinopla, a Rainha das Cidades, foi saqueada e dominada por cruzados e venezianos.
Em outubro de 2014, a Tunísia elegeu um partido secular (não religioso) para encabeçar seu Parlamento pelos próximos cinco anos. Esse evento é um marco da história recente, isto porque, nesta mesma nação, começou em 2011 um movimento social e político conhecido como:
Primavera Árabe.
Primavera dos Povos.
Revolução Islâmica.
Revolução Otomana.

A partir das reflexões contidas no fragmento e de informações históricas sobre a cultura árabe, é correto os alunos
analisarem a obra como uma narrativa homogeneizadora das pluralidades dos povos árabes e islâmicos, pois harmoniza diferenciações e cria um padrão moral único.
perceberem que a obra apresenta diferentes temas e estilos, pois é resultante de múltiplos contatos culturais estabelecidos pelos povos árabes e islâmicos.
compreenderem a obra como um texto literário que, seguindo a tradição muçulmana, valoriza a tradição oral e menospreza a tradição escrita.
identificarem na obra a reunião de várias fábulas que, mesmo sem valor histórico para o Ocidente, mantém o público atento pela argumentação fantasiosa e pela heterogeneidade dos personagens.
O café tem origem na região onde hoje se encontra a Etiópia, mas seu cultivo e consumo se disseminaram a partir da Península Árabe. Aportou à Europa por Constantinopla e, finalmente, em 1615, ganhou a cidade de Veneza. Quando o café chegou à região europeia, alguns clérigos sugeriram que o produto deveria ser excomungado, por ser obra do diabo. O papa Clemente VIII (1592-1605), contudo, resolveu provar a bebida. Tendo gostado do sabor, decidiu que ela deveria ser batizada para que se tornasse uma “bebida verdadeiramente cristã”.
THORN, J. Guia do café. Lisboa: Livros e livros, 1998 (adaptado).
A postura dos clérigos e do papa Clemente VIII diante da introdução do café na Europa Ocidental pode ser explicada pela associação dessa bebida ao
ateísmo.
judaísmo.
hinduísmo.
islamismo.
protestantismo.
Caracterizaram o sistema feudal: o comércio dinâmico, o uso de escravos, a intensa circulação de moedas nas transações mercantis, além da acentuada vida urbana.
Certo
Errado
Maomé (570-632) uniu os povos árabes em torno dos princípios do Islã. Seus praticantes, os muçulmanos, expandiram-se por diferentes regiões do mundo, o que resultou
no surgimento dos cristãos-novos, termo aplicado aos recém-convertidos.
na imposição do politeísmo nas regiões ocupadas pelos príncipes árabes.
no fortalecimento das cruzadas, que pretendiam reconquistar Meca.
na queda do Papa, cujos exércitos foram incapazes de proteger Roma e o Vaticano.
na conquista da Península Ibérica, de onde foram expulsos no decorrer do século XV.