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No período do Renascimento, ocorreram mudanças significativas na produção cultural europeia. Considerando:
I- o desenvolvimento da Teoria do Heliocentrismo
II- o desenvolvimento da imprensa
III- a estratificação da sociedade
IV- a ação dos mecenas
Assinale abaixo o item que apresenta os aspectos que influenciaram o aumento da produção cultural renascentista, assim como da sua qualidade.
I e II
I e III
II e III
II e IV
III e IV
Considere o excerto abaixo sobre o livro Utopia, do escritor inglês Thomas Morus (1478-1535), lançado entre 1516 e 1518:
[...] Em sua obra Utopia, Morus descreve a vida numa ilha em formato de lua crescente, na qual tudo é dividido de maneira equânime entre as pessoas, onde não existe injustiça e violência e se vive confortavelmente. [...] na ilha de Utopia, o problema da exclusão social, tema candente de seu tempo, [...] seria resolvido de uma vez por todas. E de que maneira? Pela aplicação de todos ao trabalho [...]”.
(LOPES, M. A. Uma História da ideia de utopia: o real e o imaginário no pensamento político de Thomas Morus. História: Questões & Debates, Curitiba, n. 40, 2004, p. 141-142.)
A partir do trecho acima e dos conhecimentos sobre o início da Idade Moderna (1453-1789), é correto afirmar que a obra de Morus pertenceu ao:
Iluminismo europeu e foi publicada no contexto do absolutismo inglês, em que o clero católico possuía privilégios, terras e metais preciosos, ao contrário da maioria da população.
Renascimento europeu e foi publicada no contexto do republicanismo inglês, em que os parlamentares possuíam terras, títulos de nobreza e isenção de impostos, ao contrário da maioria da população.
Arcadismo europeu e foi publicada no contexto do protecionismo inglês, em que o clero protestante possuía terras, privilégios e perdão de dívidas, ao contrário da maioria da população.
Humanismo europeu e foi publicada no contexto do absolutismo inglês, em que a aristocracia possuía privilégios, terras e rendas, ao contrário da maioria da população.
Romantismo europeu e foi publicada no contexto de expansionismo inglês, em que a monarquia possuía manufaturas, terras e ouro, ao contrário da maioria da população.
Não está entre os benefícios trazidos pelas novas descobertas científicas no Renascimento:
Diminuição das estratégias militares.
Melhora da qualidade de vida nas cidades.
Desenvolvimento de novas formas de combater as doenças.
Desenvolvimento de novas técnicas para produção de mercadorias.
Em termos da influência exercida pelo primeiro contato da civilização europeia da Época Moderna com os povos da América e com a abundância dos recursos ali existentes sobre o pensamento político e filosófico, podemos afirmar que, no século XIX, houve uma reviravolta de 180 graus: à medida que evoluíram as condições econômicas e sociais e, a Europa “mercantilista” deu lugar à Europa do capitalismo, difundiu-se a propriedade privada exclusiva e excludente, corolário deste sistema, e não houve mais espaço para terras “livres”, não cercadas, não apropriadas (no sentido “moderno”), nem para seus habitantes. O estado natural ao invés de suscitar a admiração, como inicialmente, transformou-se em “evidência de desperdício” e toda apropriação “produtiva” legitimava a violência exercida sobre as populações “perdulárias”. Da influência ocorrida entre o contato europeu com as civilizações pré-colombianas, é INCORRETO afirmar que:
A introdução da propriedade privada da terra nas novas nações americanas não encontrou a resistência de classes sociais interessadas na preservação de usos e costumes atinentes a outras épocas históricas.
Os estados nacionais puderam aplicar o conceito de “espaços vazios” para caracterizar partes de seus territórios como pré-requisito para estimular a imigração europeia e pouparem as populações indígenas de um cruel destino.
Embora um processo similar de “racionalização” do uso produtivo da terra estivesse ocorrendo na Europa, o processo tinha características distintas dado que a nova forma de produção estava se impondo sobre uma antiga forma que possuía raízes profundas nos costumes e na tradição dos povos.
Por um lado, a resistência, quando e onde ocorreu, era oferecida por populações que, no geral, integravam a mesma etnia e a mesma cultura dos agentes da inovação; por outro lado, os “espoliados” (os camponeses) eram membros do terceiro estado e seu apoio era, muitas vezes, crucial para a redefinição do poder dentro dos Estados nacionais, em particular para a ascensão da burguesia.
Leia o texto.

O extrato acima se refere à(ao):
arte românica.
período neoclássico
início do renascimento.
alta idade média.
idade moderna.
Observe a pintura.

A pintura acima se insere nos primórdios da Contra Reforma Católica e denota a ruptura do pintor com o Classicismo e a proposição de uma nova plástica que seria seguida por outros artistas depois dele. Nela o pintor se retratou na figura de São Bartolomeu segurando a própria pele.Assinale a alternativa que contém o título da obra e o seu autor.
O Juízo final - Michelangelo
Visão de um cavaleiro - Rafael Sanzio
O castigo dos rebeldes - Sandro Botticelli
Sete obras de misericórdia - Caravaggio
O julgamento final - Hieronymus Bosch
Um professor de história inspira-se nas observações metodológicas de Leandro Karnal a respeito do uso de obras de arte no ensino da História para tratar da cultura do Renascimento: “Não se deve estabelecer na análise artística uma leitura de ‘reflexo’ da sociedade, pois significaria negar o estatuto da própria arte. A arte não é um reflexo, mas constitui também a maneira de perceber o mundo e passa a constituir este mesmo mundo”.

(Piero della Francesca, Perspectiva de uma cabeça, desenho a bico de pena, in Sobre a perspectiva do pintar, 1474.)
As opções a seguir interpretam corretamente o documento iconográfico no contexto da cultura renascentista, sem reduzir a arte a um reflexo da sociedade, à exceção de uma. Assinale-a.
Os estudos de perspectiva do artista, ao tomar o corpo humano como modelo, espelham a ideologia antropocêntrica própria da sociedade burguesados centros urbanos renascentistas.
A perspectiva do artista se baseia na arte da medida, entendida como projeção matemática dos corpos sobre a superfície da pintura.
As grandezas sofrem uma diminuição proporcional à distância do observador, como demonstrado na representação frontal da cabeça inclinada.
O artista transforma o corpo natural em sólido geométrico para torná-lo mensurável, seccionando a cabeça por planos meridianos e paralelos.
O artista produziu um manual técnico sobre as regras do desenho, fornecendo imagens explicativas para o cálculo da projeção geométrica.
No campo artístico, a Renascença promoveu inovações técnicas para representar a realidade. Com novas descobertas artísticas (perspectiva, luz e sombra, o óleo sobre tela), além de outros elementos como o estudo da anatomia, os artistas evoluíram na arte de pintar retratos, paisagens, motivos mitológicos e religiosos. Os grandes destaques da pintura foram Leonardo da Vinci, Michelangelo, Rafael e Sandro Botticelli, na Itália, Jan van Eyck, na Holanda, El Greco, Grécia e Espanha, e Albert Dürer, na Alemanha.
Sobre os princípios artísticos e estéticos das obras renascentistas são:
um espaço cênico, agora suportado por princípios químicos e pela perspectiva linear científica.
a representação abstrata da natureza, animais e especialmente do homem.
grande naturalidade e realismo anatômicos.
desequilíbrio e harmonia dada pelo rigor científico, sendo comum a figura ser representada com esquemas geométricos, piramidal, para transmitir maior harmonia.
realismo na representação da realidade tal como a observam, valorização da personalidade retratada.
Se existe uma evolução na descoberta do indivíduo nesse contexto, ela se deve aos procedimentos de análise do real, aos instrumentos e ao vocabulário: a prática da dissecação, o hábito da frequente confissão, o uso da correspondência privada, a difusão do espelho, a técnica da pintura a óleo. A Europa do período povoou-se de retratos, de início nas igrejas e nas capelas familiares, onde os doadores e suas famílias conquistaram seu lugar ao lado da Virgem com o Filho ou dos santos que os apresentam e os protegem.
(Georges Duby (org.), História da vida privada. Adaptado)
O texto refere-se ao período
da expansão muçulmana na Península Ibérica.
do início da Idade Média.
da Renascença.
do Iluminismo.
do Império Napoleônico.
Um dos contributos do Renascimento Urbano e Comercial ocorrido na Europa medieval foi:
o arrefecimento do ideal cruzadista, uma vez que as lutas religiosas perderam o foco a partir da Quarta Cruzada em diante, para deixar de lado o combate ao infiel e combater o Império Bizantino, com vias à conquista dos seus territórios no Levante, região central no comércio de especiarias.
a preponderância econômica das cidades integrantes da Liga Hanseática sobre a Europa, pois o volume de mercadorias e valores oriundos do Báltico era superior, no seu conjunto, ao das cidades italianas, sendo esta causa do domínio financeiro das primeiras.
a definitiva expulsão dos mouros que haviam fixado um enclave na Sicília, devido ao estímulo pecuniário prestado a diversas ordens de cavalaria pelo rei Fernando de Aragão, que por acordos familiares era herdeiro daquele território, investindo recursos a partir do ouro americano extraído.
o enfraquecimento do circuito de feiras, como o da região da Champagne, que eram portadoras de características feudais, sob rígido controle dos senhores e centradas no escambo, abrindo assim espaço para negócios de longo alcance, favorecendo a burguesia urbana, base dos processos de centralização monárquicas.
a remonetarização das sociedades a partir das trocas mediterrâneas empreendidas por cidades italianas, vanguardistas no uso dos numerais arábicos aplicados à contabilidade e pela cobrança de valores extras de serviço no câmbio de moedas, alavancando finanças e comércio.
O Renascimento pode ser considerado como expressão de uma nova cultura que trouxe novos valores, hábitos e comportamentos no contexto da transição da Idade Média para a Idade Moderna. São considerados valores renascentistas:
Uma mentalidade conformista e fatalista da sociedade.
Uma visão racional, dinâmica e progressista da realidade.
O teocentrismo e a preferência pelos autores orientais.
Uma visão de mundo privilegiadora da transcedência sobre a imanência.
René Descartes (1596-1650) fundou o racionalismo, que deslocou o fundamento do conhecimento e da certeza do objeto para o sujeito e do objetivo ao subjetivo. A frase “Penso, logo existo” virou marca registrada do(a):
pensamento cartesiano.
marxismo.
social-democracia.
hermenêutica.
Julgue as proposições com relação ao Renascimento:
-
I. O Renascimento foi um movimento artístico, literário e científico defensor do humanismo, baseado no antropocentrismo e no espírito crítico em oposição ao teocentrismo.
II. Os artistas e intelectuais renascentistas desprezavam os conhecimentos e as ideias greco-romanos.
III. O Renascimento fez renovar toda tradição islâmica da península Ibérica reprimida pelas cruzadas.
IV. O Renascimento foi um movimento que acompanhou as transformações da Europa no início da Idade Moderna.
-
Assinale o item que relaciona todas as afirmativas corretas:
Apenas as afirmativas I e III.
Apenas as afirmativas II, III e IV.
Apenas as afirmativas I e IV.
Apenas as afirmativas I, II e IV.
Apenas as afirmativas II e III.
A ideia de Renascimento surge em oposição à Idade Média, que passa a ser caracterizada, negativamente pelos pensadores renascentistas como um período de mil anos em que a Europa esteve encoberta por trevas. Pode-se considerar esta afirmação:
correta, pois a influência do pensamento religioso, criando um obstáculo intransponível para o desenvolvimento da ciência, tornou-se determinante.
correta, pois início do Renascimento marca uma ruptura intransponível entre a Idade Média e a Idade Moderna.
incorreta, pois muitos dos valores cultuados no Renascimento já eram conhecidos e admirados pelos homens medievais, como no caso da cultura clássica antiga.
incorreta, pois a existência do Santo Ofício e a atuação da Inquisição, paralelamente ao Renascimento, também caracterizariam a Idade Moderna como um período obscuro.
correta, pois Teocentrismo e Antropocentrismo dialogaram de forma complexa e interativa durante as Idades Moderna e Média.
Sobre as igrejas reformadas do século XVI, pode-se afirmar que a maioria:
Celebrava o culto aos Santos, recusava o direito ao divórcio e respeitava a autoridade da Bíblia conforme tradução latina.
Acatava o celibato clerical, a autoridade dos patriarcas e a dissolução do matrimônio entre os clérigos.
Rejeitava a ortodoxia teológica cristã, acatava o divórcio civil e condenava doze dos Livros bíblicos que tratavam da moralidade entre os fiéis.
Rejeitava o culto à Maria e aos Santos, era contra o celibato clerical e admitia o divórcio.
Ao discutir os problemas conceituais em torno do termo “Renascimento”, em seu clássico A Civilização do Renascimento, Delumeau (1994) opta por uma definição do período, em busca de caracterizá-lo de maneira abrangente no quadro de uma história total. Essa definição, segundo o autor, é a seguinte:
Período que corresponde apenas à promoção do Ocidente na época em que a civilização da Europa se distanciou, de forma decisiva, das civilizações paralelas.
Termo que, na acepção estrita dos humanistas, se aplica essencialmente à literatura e às artes plásticas, sem ter relação com outros eventos culturais.
Momento de grande evolução em todos os setores da vida humana, no Ocidente, no qual todo e qualquer obscurantismo, inclusive o dos alquimistas e astrólogos, foi rechaçado.
Movimento essencialmente artístico e particularmente italiano em que se viu realçado o dinamismo das cidades comerciais da Itália e o poder temporal da Igreja.
Período em que o Ocidente, ao menos em termos estéticos, rompeu com a tradição teocêntrica da Idade das Trevas e inaugurou nova mentalidade, embora tenha se mantido antifeminista.
Na Idade Moderna, o conflito entre os interesses comerciais e financeiros da burguesia, ainda dedicada fundamentalmente às atividades comerciais, e as teorias religiosas católicas, que, por exemplo, caracterizavam a “usura” como pecado, deram ensejo, dentre outros fenômenos culturais:
ao Fortalecimento da Igreja Católica
à Reforma Protestante
ao Renascimento Comercial
ao Crescimento Demográfico
ao Despotismo Esclarecido
O renascimento urbano e comercial se configura como muito importante quando pensamos na transição do período feudal para o capitalismo, sobre este renascimento podemos AFIRMAR que:
As corporações de ofício tinham um caráter assistencialista contribuindo assim para a democratização da ordem social.
Os reis passaram a ter seu poder enfraquecido a partir dos surgimentos das cidades e da independência da nobreza feudal.
O estímulo à centralização monárquica, à unificação das moedas, pesos e medidas e ao mercantilismo.
O poder da burguesia repercutindo na decadência da política econômica mercantilista e na formação dos Estados Nacionais.
A empresa de colonização na América Espanhola, durante a Idade Moderna, foi montada obedecendo a diretrizes fixadas pela política mercantilista e segundo a lógica do capital comercial. Assim, várias regiões desenvolveram-se visando uma produção de exportação mediante os interesses comerciais de Espanha. Com destaque para a mineração de metais preciosos, especialmente da prata que, ao longo de todo o século XVI e da primeira metade do século seguinte, representou a atividade econômica fundamental. Entre as regiões em que sobressaíram as atividades de mineração, é possível destacar:
todo o Caribe, mas, especialmente Cuba
a região platina, com ênfase na atual Argentina e no atual Paraguai
México e Peru, com destaque para as minas de Prata do Potosi (atual Bolívia)
Havana e Porto Belo, no Panamá, produtores de minérios e portos de exportação
a região da Califórnia e Guantánamo ( atualmente pertencendo aos EUA)
Sou uma pobre e velha mulher,
Muito ignorante, que nem sabe ler.
Mostraram-me na igreja da minha terra
Um Paraíso com harpas pintado
E o Inferno onde fervem almas danadas,
Um enche-me de júbilo, o outro me aterra.
VILLON, F. In: GOMBRICH, E. História da arte. Lisboa: LTC, 1999.
Os versos do poeta francês François Villon fazem referência às imagens presentes nos templos católicos medievais. Nesse contexto, as imagens eram usadas com o objetivo de
refinar o gosto dos cristãos.
incorporar ideais heréticos.
educar os fiéis através do olhar.
divulgar a genialidade dos artistas católicos.
valorizar esteticamente os templos religiosos.