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A expressão "língua vital", em relação analógica com o...

Texto para as questões de nos 36 a 39.


TEXACO (fragmento)


Subitamente compreendi que Texaco não era o que os ocidentais chamam de favela, mas um manguezal, um manguezal urbano. À primeira vista, o manguezal parece hostil às vidas. É difícil admitir que, em suas angústias de raízes, de sombras espumosas, de águas paradas, o manguezal possa ser um tal berço de vida para os caranguejos, os peixes, as lagostas, o ecossistema marinho. Não parece pertencer à terra nem ao mar, um pouco como Texaco não é cidade nem campo. No entanto, a cidade se fortalece bebendo no manguezal urbano de Texaco, como no de outros bairros, exatamente como o mar se povoa por essa língua vital que o une à química dos manguezais. Os manguezais precisam da carícia regular das ondas; Texaco precisa, para seu pleno desenvolvimento e sua função de renascimento, que a cidade o acaricie, quer dizer: o considere.


(CHAMOISEAU, Patrick. Texaco. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. p. 234).

A expressão "língua vital", em relação analógica com o manguezal, constitui o que se classifica como


A

metáfora.


B

metonímia.


C

hipérbole.


D

paronomásia.


E

antítese.