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para que a manhã, desde uma teia tênue, / se vá tecendo...

Atenção: Para responder às questões de números 4 a 6, leia o poema Tecendo a manhã de João Cabral de Melo Neto.

Um galo sozinho não tece uma manhã:

ele precisará sempre de outros galos.

De um que apanhe esse grito que ele

e o lance a outro; de um outro galo

que apanhe o grito que um galo antes

e o lance a outro; e de outros galos

que, com muitos outros galos, se cruzem

os fios de sol de seus gritos de galo,

para que a manhã, desde uma teia tênue,

se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,

se erguendo tenda, onde entrem todos,

se entretendendo para todos, no toldo

(a manhã) que plana livre de armação.

A manhã, toldo de um tecido tão aéreo

que, tecido, se eleva por si, luz-balão.

(MELO NETO, João Cabral de. A Educação pela Pedra)

para que a manhã, desde uma teia tênue, / se vá tecendo, entre todos os galos.

O elemento sublinhado expressa, no contexto do poema, ideia de


A

comparação.


B

causa.


C

oposição.


D

condição.


E

finalidade.