Questões de Concurso sobre Anáfora

 
 
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O termo “o”, em “o atualizaram” (linha 19), retoma toda a expressão “O conceito jurídico de privacidade” (linha 18).


C

Certo


E

Errado

Considerando o contexto em que está, a que se refere a palavra nela (l. 9)?


A

A guarita da sentinela.


B

A linha férrea.


C

A vítima.


D

A garoa.


E

A grama molhada.

“É uma das poucas alternativas que o mundo do trabalho oferece frente à corrosão dos direitos e garantias sociais. É isso ou o desemprego completo.”. Nesse trecho, o pronome “isso” refere-se à


A

importância do empreendedorismo.


B

responsabilidade do Estado.


C

iminência do desemprego.


D

precarização do trabalho.


E

crise econômica.

Em todas as opções abaixo mostram-se duas frases independentes, com termos repetidos; para evitar a repetição, elas foram unidas por meio de um pronome relativo.


Assinale a frase em que essa modificação foi feita de forma adequada.


A

Li o novo livro de Eduardo Gianetti / Comprei o novo livro de Eduardo Gianetti na nova livraria do bairro --- Li o novo livro de Eduardo Gianetti, cujo foi comprado na nova livraria do bairro.


B

Estudei durante dois anos em Madrid / Em Madrid aprendi bastante --- Estudei durante dois anos em Madrid, aonde aprendi bastante.


C

Comprei um carro novo na agência Oxford / O preço do carro foi baixo --- Comprei, na agência Oxford, um carro novo cujo preço foi baixo.


D

Gostei muito da salada / Os legumes da salada são frescos --- Gostei muito de salada onde os legumes são frescos.


E

Encontrei Maria e João / Maria é minha amiga --- Encontrei Maria e João, que é minha amiga.

Em “Meus gols são mais raros que os seus” os termos destacados neste trecho se referem, respectivamente a (o):


A

Pelé e autor.


B

Vinicius e o poeta.


C

Autor e Pelé.


D

Preto e branco.


E

Gênio e poeta.

Em “No entanto, Sócrates entende que o deus Apolo, por meio do Oráculo, não queria exaltar a sabedoria dele...” (3° parágrafo), sobre o termo destacado neste trecho só é verdadeiro o que se afirma em:


A

Realiza a introdução de um enunciado de valor conclusivo em relação a um ato de fala anterior.


B

Constitui-se como uma anáfora que retoma a referência a um sintagma anteriormente usado na mesma frase.


C

Representa uma catáfora referindo-se a um termo que se lhe segue e que lhe dá sentido.


D

Define-se como um conector lógico de valor concessivo que indica um fato contrário ao que lhe antecede.


E

Trata-se um operador argumentativo que liga enunciados que constituem argumentos orientados para uma conclusão distinta da que o antecede.

Releia o segundo parágrafo do texto.


“Da mesma forma a salinização dos oceanos, o regime de chuvas e secas, a direção dos ventos e das correntes marinhas – tudo forma um sistema de equilíbrio sutilíssimo que perdura e se renova há milhões de anos, tornando as condições gerais propícias para a vida. O que as mitologias dos povos originários do Oriente e do Ocidente testemunhavam acerca da Terra como a Grande Mãe – a Mãe dos mil seios para significar sua indescritível fecundidade – vem mais e mais sendo confirmada pela ciência experimental avançada. Ela tomou uma deusa grega, Gaia, como imagem para expressar o fato de a Terra ser viva e mãe de todos os viventes.”


Nessa parte do texto, o autor destaca a figura de Gaia, a Grande Mãe, aquela que, segundo ele, é a “mãe de todos os viventes” aqui na Terra. Para isso, ele veicula ideias e opiniões, estabelecendo relações na construção dos sentidos pretendidos.


Sobre isso e considerando as palavras destacadas na passagem transcrita, é correto afirmar que


A

o pronome Ela substitui o palavra “Terra”, para evitar sua repetição na frase.


B

o termo para indica uma ressalva sobre a figura de Gaia como a Grande Mãe.


C

o vocábulo tudo resume o que foi dito anteriormente, configurando um aposto.


D

a expressão Da mesma forma contradiz o que foi dito no período antecedente.

No poema, ocorre um processo anafórico com a palavra nele (linha 12) que tem como referente o vocábulo:


A

mar (/. 1)


B

Deus (/.11)


C

perigo (/.11)


D

abismo (/.11)

Os vocábulos “-los” (l. 02) e “mãe” (l. 25) referem-se, respectivamente, às palavras:


A

brasileiros (l. 03) – geração (l. 19).


B

Miguel (l. 01) – natureza (l. 24).


C

vocês (l. 02) – geração (l. 19).


D

brasileiros (l. 03) – família (l. 16).


E

vocês (l. 02) – natureza (l. 24).

A respeito das relações coesivas apresentadas no texto "Cientistas criam tatuagem de grafeno que monitora pressão arterial", analise as afirmações a seguir:


I-No trecho "Um artigo publicado no final de junho, na revista científica Nature Nanotechnology, apresenta uma solução confortável e precisão para medições contínuas da pressão arterial em ambientes não clínicos (ambulatoriais). Desenvolvida por pesquisadores da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, trata-se de uma tatuagem eletrônica de grafeno, que pode permanecer no pulso por horas", a expressão "tatuagem eletrônica de grafeno" está retomando "uma solução confortável e precisão para medições contínuas da pressão arterial".

II-No trecho "Monitorar continuamente a pressão arterial é um procedimento essencial para a compreensão de diversas condições de saúde, principalmente as doenças cardiovasculares. Essa medida pode não só fornecer subsídios para o diagnóstico médico, mas também permitir que as plataformas de monitoramento consigam estabelecer uma correlação da doença com o comportamento e hábitos do paciente", a expressão "essa medida" se refere à "compreensão de diversas condições de saúde, principalmente as doenças cardiovasculares".

III-No trecho "As ligações químicas formadas entre os átomos de carbono e a espessura do grafeno tornam esse elemento recordista em algumas propriedades físicas, como resistência mecânica, condutividades térmica e elétrica. Essas características fazem do grafeno um dos mais promissores materiais, podendo ser utilizado nas mais variadas aplicações", a expressão "essas características" está retomando "as ligações químicas formadas entre os átomos de carbono e a espessura do grafeno".


É correto o que se afirma em:


A

I e II.


B

III, apenas.


C

I, II e III.


D

I, apenas.


E

II, apenas.

Considerando o emprego dos pronomes relativos, analise as assertivas a seguir:


I. Na linha 03, no trecho “que já estou tendo com esta crise”, temos um pronome relativo introduzindo uma oração adjetiva.

II. Na linha 32, o referente do pronome relativo “que” é “empresa”.

III. Em “agora o que estiver disponível” (l. 10), o referente do pronome relativo é o pronome demonstrativo “o”.


Quais estão corretas?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas I e II.


D

Apenas I e III.


E

Apenas II e III.

Em Para Frodon, muitos filmes acabam sendo como “papel de parede, somente decorativos”, e o papel do crítico, na sua literatura, é explicar ao leitor porque aquele filme descumpre a promessa de ser uma obra de arte (linhas 34 a 36), a palavra literatura refere-se


A

aos filmes analisados.


B

às publicações do crítico.


C

ao cinema em geral.


D

aos festivais de cinema.


E

aos meios de comunicação.

Texto I

Meu reino por um pente

(Paulo Mendes Campos)


Filhos – diz o poeta – melhor não tê-los. Já o Professor Anibal Machado me confiou gravemente que a vida pode ter muito sofrimento, o mundo pode não ter explicação alguma, mas, filhos, era melhor tê-los.

A conclusão parece simples, mas não era; Anibal tinha ido às raízes da vida, e de lá arrancara a certeza imperativa de que a procriação é uma verdade animal, uma coisa que não se discute, fora do alcance do radar filosófico. “Eu não sei por que, Paulo, mas fazer filhos é o que há de mais importante.”

Engraçado é que, depois dessa conversa, fui descobrindo devagar a melancólica impostura daquelas palavras corrosivas do final de Memórias Póstumas1: “não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria”.

Filhos, melhor tê-los, aliás, o mesmo poeta corrige antiteticamente o pessimismo daquele verso, quando pergunta: mas, se não os temos, como sabê-lo? Resumindo: filhos, melhor não tê-los, mas é de todo indispensável tê-los para sabê-lo; logo, melhor tê-los.

Você vai se rir de mim ao saber que comecei a crônica desse jeito depois de procurar em vão meu bloco de papel. Pois se ria a valer: o desaparecimento de certos objetos tem o dom de conclamar, por um rápido edital, todas as brigadas neuróticas alojadas nas províncias de meu corpo.

Sobretudo instrumentos de trabalho. Vai-se-me por água a baixo o comedimento quando não acho minha caneta, meu lápis-tinta, meu papel, minha cola... Quando isso acontece (sempre) até taquicardia costumo ter; vem-me a tentação de demitir-me do emprego, de ir para uma praia deserta, de voltar para Minas Gerais, renunciar...

Ridículo? Sim, ridículo, mas nada posso fazer. Creio que seria capaz (talvez seja presunção) de aguentar com relativa indiferença uma hecatombe2 que destruísse de vez todos os meus pertences. O que não suporto é a repetição indefinida do desaparecimento desses objetos sem nenhum valor, mas sem os quais, a gente não pode seguir adiante, tem de parar, tem de resolver primeiro. [...]


1 Refere-se ao romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, publicado em 1881.

2 desastre, catástrofe


Nas orações “Filhos, melhor não tê-los” e “como sabê-lo” (4º§), notam-se pronomes oblíquos átonos que apresentam semelhanças e distinções entre si. Quanto a eles, é correto afirmar que:


A

o primeiro faz uma referência anafórica e o segundo, catafórica.


B

o primeiro tem um substantivo como referente e o segundo, uma ideia ou oração.


C

o primeiro exerce a função de objeto direto e o segundo, de objeto indireto.


D

o primeiro está enclítico ao verbo e o segundo em posição proclítica.

No período “o pensamento do escritor russo Fiódor Dostoiévski (nascido em 11 de novembro de 1821), encontrado em seu caderno de notas de 1880, traduz as buscas desse que é considerado um dos principais autores e pensadores do século 19”, o pronome “desse” foi empregado como elemento de coesão ao fazer uma referência anafórica a


A

Pensamento.


B

Humanidade.


C

Caderno de notas.


D

Fiódor Dostoiévski.


E

Autores e pensadores.

Uma marca da textualidade é a coesão, a ligação formal entre termos. Assinale a frase abaixo em que os termos sublinhados não estão ligados por coesão.


A

O melhor meio de guardar boas ações na memória é refrescá-la com novas.


B

Gratidão é o sentimento que mais depressa envelhece.


C

A caridade é a única virtude que precisa da injustiça.


D

Não há prazer em possuir algo e não o partilhar.


E

Perdoar é um presente de alto valor, mas seu custo é nenhum.

Em “O conjunto das crenças e dos sentimentos comuns à média dos membros de uma mesma sociedade forma um sistema determinado que tem sua vida própria; poderemos chamá-lo: a consciência coletiva ou comum.” (1º§), pode- -se afirmar que, no fragmento, o referente destacado:


A

Faz parte da atividade discursiva sendo retomado por duas vezes e nomeado a seguir.


B

Retoma o termo “sociedade”, deixando claro que uma sociedade equivale a um determinado sistema.


C

Poderia ser omitido sem prejuízo da coesão textual considerando a declaração da denominação “consciência coletiva”.


D

É retomado pela expressão “chamá-lo” que poderia ser substituída por “chamar-lhe” sem prejuízo gramatical ou semântico.

Retoma um termo mencionado anteriormente no texto a palavra sublinhada em:


A

De modo, querida dona, que estamos aqui preparando a revolução. (7º parágrafo).


B

Minha querida dona: quem lhe escreve sou eu, a sua fiel e querida boneca, que você não vê há três meses. (2º parágrafo).


C

Mas gente, nós não somos obrigados a aceitar isso! (5º parágrafo).


D

Não deveríamos aguardar resignadamente que decidissem o que fazer com a gente. (6º parágrafo).


E

Leitora manda boneca para recall e não a recebe de volta. (1º parágrafo).

Com referência à colocação e ao emprego dos pronomes no texto CG1A1, assinale a opção correta.


A

O pronome “Ele”, no início do segundo período do quarto parágrafo, funciona como elemento de coesão, uma vez que retoma a expressão “o efeito democratizador da Internet”, no período imediatamente anterior.


B

A próclise empregada em “nos coloca” (primeiro período do primeiro parágrafo) é opcional, de modo que o emprego da ênclise (coloca-nos) também seria correto.


C

O pronome “seus” (segundo período do terceiro parágrafo) funciona como elemento de coesão e retoma o termo “Google”, no mesmo período.


D

A correção gramatical do texto seria mantida se o vocábulo “que” (primeiro período do quarto parágrafo) fosse substituído por onde.


E

O pronome “nossos” em “nossos comportamentos” (segundo período do quarto parágrafo) tem valor demonstrativo.

   
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