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Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 5.
A vida sem celular
O inevitável aconteceu: perdi meu celular. Estava no bolso da calça. Voltei do Rio de Janeiro, peguei um táxi no aeroporto. Deve ter caído no banco e não percebi. Tentei ligar para o meu próprio número. Deu caixa postal. Provavelmente eu o desliguei no embarque e esqueci de ativá-lo novamente. Meu quarto parece uma trincheira de guerra de tanto procurá-lo. Agora me rendo: sou um homem sem celular.
O primeiro sentimento é de pânico. Como vou falar com meus amigos? Como vão me encontrar? Estou desconectado do mundo. Nunca botei minha agenda em um programa de computador, para simplesmente recarregá-la em um novo aparelho. Será árduo garimpar os números da família, amigos, contatos profissionais. E se alguém me ligar com um assunto importante? A insegurança é total. Reflito. Podem me achar pelo telefone fixo. Meus amigos me encontrarão, pois são meus amigos. Eu os buscarei, é óbvio. Então por que tanto terror?
Há alguns anos - nem tantos assim - ninguém tinha celular. A implantação demorou por aqui, em relação a outros países. E a vida seguia. Se alguém precisasse falar comigo, deixava recado. Depois eu chamava de volta. Se estivesse aguardando um trabalho, por exemplo, eu ficava esperto. Ligava perguntando se havia novidades. Muitas coisas demoravam para acontecer. Mas as pessoas contavam com essa demora. Não era realmente ruim.
Saía tranquilo, sem o risco de que me encontrassem a qualquer momento, por qualquer bobagem. A maior parte das pessoas vê urgência onde absolutamente não há. Ligam afobadas para fazer uma pergunta qualquer. Se não chamo de volta, até se ofendem.
— Eu estava no cinema, depois fui jantar, bater papo.
— É... Mas podia ter ligado! Como dizer que podia, mas não queria? Vejo motoristas de táxi tentando se desvencilhar de um telefonema.
— Agora não posso falar, estou dirigindo.
— Só mais uma coisinha...
Fico apavorado no banco enquanto ele faz curvas e curvas, uma única mão no volante. Muita gente não consegue desligar mesmo quando se explica ser impossível falar. Dá um nervoso!
A maioria dos chefes sente-se no direito de ligar para o subordinado a qualquer hora. Noites, fins de semana, tudo submergiu numa contínua atividade profissional. No relacionamento pessoal ocorre o mesmo.
— Onde você está? Estou ouvindo uma farra aí atrás.
— Vendo televisão! É um comercial de cerveja!
Um amigo se recusa a ter celular.
— Fico mais livre. Às vezes um colega de trabalho reclama:
— Precisava falar com você, mas não te achei.
— Não era para achar mesmo.
Há quem desfrute o melhor. Conheço uma representante de vendas que trabalha na praia durante o verão. Enquanto torra ao sol, compra, vende, negocia. Mas, às vezes, quando está para fechar o negócio mais importante do mês, o aparelho fica fora de área. Ela quase enlouquece!
Pois é. O celular costuma ficar fora de área nos momentos mais terríveis. Parece de propósito! Como em um recente acidente automobilístico que me aconteceu. Eu estava bem, mas precisava falar com a seguradora. O carro em uma rua movimentada. E o celular mudo! Quase pirei! E quando descarrega no melhor de um papo, ou, pior, no meio da briga, dando a impressão de que desliguei na cara?
Na minha infância, não tinha nem telefone em casa. Agora não suporto a ideia de passar um dia desconectado. É incrível como o mundo moderno cria necessidades. Viver conectado virou vício. Talvez o dia a dia fosse mais calmo sem celular. Mas vou correndo comprar um novo!
CARRASCO, Walcyr. A vida sem celular. Veja São Paulo. Adaptado
“Mas vou correndo comprar um novo!”. O conectivo destacado nessa frase apresenta o sentido de:
Condição.
Finalidade.
Tempo.
Oposição.
Analise: “que, porque, pois (anteposto ao verbo), porquanto.”. Com base nas conjunções coordenativas, assinale a alternativa correta:
Conjunções aditivas
Conjunções adversativas
Conjunções alternativas
Conjunções explicativas
Conjunções conclusivas
No trecho – ... é bom evitar essa situação se realmente não for um motivo válido. – a palavra destacada estabelece sentido de
condição.
finalidade.
causa.
comparação.
tempo.
Para não haver distorção no sentido original da frase “A roubada é do outro, portanto, não está grudada nos nossos narizinhos”, retirada do texto, a conjunção sublinhada deve ser substituída por:
contudo
conquanto
logo
à medida que
enquanto
De acordo com ele, o texto final deve ser encaminhado ao Congresso no ano que vem e a expectativa é que seja aprovado até o final de 2021, para que seja iniciado o processo de venda da empresa à iniciativa privada.
Os termos destacados estabelecem entre as orações, respectivamente, as relações de:
Consonância e conformidade.
Concordância e explicação.
Concessão e finalidade.
Conformidade e consequência.
Conformidade e finalidade.
A classe a que pertence a palavra grifada está corretamente indicada em:
Advérbio - “Uma epidemia que se alastra por todo o planeta...” (linha 1).
Pronome “...nenhum país está investindo suficientemente para combater esta tendência.”(linhas 5 e 6).
Interjeição “Em uma cúpula realizada ontem em Londres...” (linha 24).
Conjunção “Nenhuma condição de saúde da Humanidade é tão negligenciada como a saúde mental.” (linhas 19 e 20).
Leia o trecho: 'Há uma preocupação entre os alunos de que as escolas apoiem no desenho do futuro deles', destaca Tatiana Klix, diretora da Porvir, uma plataforma que produz conteúdos de apoio a educadores, que também esteve à frente da pesquisa." e assinale a alternativa incorreta.
O verbo "haver" é impessoal.
A palavra "entre" é, morfologicamente, uma preposição.
A expressão "uma plataforma" é composta, respectivamente, por um artigo indefinido e um substantivo.
Em "apoio a educadores", a palavra "a" é uma preposição.
Em "que também esteve", a palavra "que" é uma conjunção.
Assinale a alternativa em que o termo em destaque está empregado com o mesmo sentido que ocorre em: “Não é fácil de carregar, sobretudo quando envolvido por um crânio pesado. É mais difícil ainda de abastecer”.
Ele já tem muitos brinquedos e você ainda assim lhe comprou mais!
Ainda há pouco falávamos de você.
Quando cheguei, o filme ainda não havia começado.
A família mudou-se para uma casa maior ainda.
É um péssimo professor; se ainda fosse paciente...
Isso porque o feito, se comprovado, atingiu o que se conhece como “supremacia quântica”. (5º parágrafo)
consequência.
condição.
oposição.
causa.
finalidade.
O vocábulo “mas” aparece repetidas vezes no texto. Assinale a alternativa que apresenta corretamente sua relação estabelecida dentro do corpo textual.