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Como se sabe, um dos elementos que caracterizam a argumentação é a presença de certas estratégias argumentativas, que têm por finalidade convencer, persuadir ou modificar ideias do receptor sobre uma tese.
Abaixo estão nomeadas algumas dessas estratégias, acompanhadas de exemplos; a opção em que a estratégia citada está correta é:
“A crise econômica é um problema que preocupa a todos; a Europa tem países com uma alta taxa de inflação, assim como os Estados Unidos” / estratégia de analogia.
“Segundo o Greenpeace, a perfuração do Ártico ocasionará um prejuízo irreversível para o planeta” / estratégia de apelo a um testemunho de autoridade.
“A campanha eleitoral pode ser definida pela mídia social; 220 milhões de e-mails podem ser enviados em 24 horas” / estratégia de apelo ao absurdo.
“Grande parte das crianças não se alimentam de forma saudável, o que mostra o descuido dos pais em relação a esse aspecto da educação dos filhos” / estratégia de citação de estatísticas.
“A liberdade de expressão está sendo desrespeitada continuamente, mas esse é um direito dos mais importantes de nossa cultura legal” / estratégia de exemplificação.
Para desenvolver uma tese, para refutar uma tese contrária, o argumentador pode recorrer a argumentos de diversos tipos, segundo as circunstâncias da argumentação. Observe o segmento argumentativo a seguir:
“Essas tribos trocam frequentemente de mulheres, o que é um sinal muito claro de selvageria. Eles ignoram completamente a nobreza e o valor do belo sacramento de casamento”.
O tipo de argumento utilizado nesse segmento foi
apelo a um depoimento de autoridade reconhecida no tema abordado.
apresentação de uma comparação que possa valorizar a força da tese defendida.
recurso a valores socialmente estabelecidos, contra os quais ninguém se deve colocar.
citação de argumento intimidatório que anuncia um mal futuro.
indicação de um exemplo que possa auxiliar na defesa da tese.
Coisas parecidas já foram verificadas em outros animais – o micróbio é capaz de produzir um destemor totalmente antinatural em suas vítimas. (L.22-24)
O segmento sublinhado no período acima, em relação ao imediatamente anterior, introduz uma
exemplificação.
explicação.
enumeração.
explicitação.
Levando-se em consideração as estratégias textuais da autora, a descrição do voo das aves feita por ela configura-se como
uma analogia.
um contraste.
uma dedução.
uma exemplificação.
uma justificativa.
Pode-se afirmar que a expressão O que eles pensam que nós somos?, no primeiro quadrinho, trata-se de um(a):
Argumento de exemplo.
Vício de linguagem.
Argumento de autoridade.
Figura hiperbólica.
Pergunta retórica.
O que as aves que voam em bando nos ensinam sobre liderança
Liderança não pode ser solitária. E, para isso, precisamos exercer nossa vulnerabilidade sem moderação, abusando da rede de apoio para validar hipóteses.
Luciana Rodrigues 6 de outubro de 2021
Quem vê uma graciosa revoada no céu pode até não imaginar que, por trás daquela disposição aparentemente aleatória, estão lições muito úteis para nós aqui na terra. Além das questões relacionadas à aerodinâmica – que permitem que as aves migratórias economizem energia, por exemplo – o papel da ave mais experiente do grupo é essencial para definir a direção que o grupo inteiro deve tomar.
Nem sempre o líder é aquele que está à frente do bando. Quando está fatigado, ele reveza a dianteira com a ave que está imediatamente atrás. Uma das vantagens de andar em grupo é permitir que o bando tenha mais resistência para viagens longas e difíceis, e ainda aproveitem o impulso gerado pelo deslocamento de ar do pássaro que voa à frente. A formação em V também melhora a comunicação e a coordenação do bando. Se voassem sozinhas, cada uma por si, demorariam mais tempo, e chegar ao seu destino seria uma tarefa muito mais árdua. Aqui, fique à vontade para fazer qualquer paralelo com a sociedade em que vivemos.
Sinto que estamos tão obcecados com tecnologia e para estar constantemente atualizados sobre tudo o que acontece, a todo instante (olá, FOMO), que esquecemos de reservar um tempo para observar e aprender com a natureza. Parar e simplesmente contemplar. Faça um teste: tente lembrar a última vez que você sentiu tédio. Provavelmente, esse momento foi rapidamente interrompido por um “scroll” em uma rede social ou por uma notificação no celular.
Não me entenda mal, sou fã e tenho me dedicado a aprender cada vez mais sobre tecnologia. Mas ela deveria ser uma viabilizadora de ideias e movimentos, ajudando pessoas a se conectarem com seu propósito.
Para os privilegiados, e aí me incluo, a pandemia apresentou a possibilidade do trabalho remoto. No meu caso, também proporcionou um contato maior com a natureza. Tenho passado cada vez mais tempo no campo e daí veio a minha observação sobre os pássaros, que me levou a fazer este paralelo com liderança.
Liderança não pode ser solitária. E, para isso, precisamos exercer nossa vulnerabilidade sem moderação: pedir ajuda, fazer perguntas, usar e abusar da nossa rede de apoio para validar hipóteses, e até mesmo tomar decisões erradas juntos. Bons líderes estão em constante desenvolvimento. Por isso, é normal e esperado cometer alguns erros nessa jornada.
Mais uma vez, volto a citar nesta coluna o “Livro da Desreceita”, criado a muitas mãos pelos líderes da empresa da qual sou CEO. Nele tem um capítulo inteiro dedicado a esse assunto, com o sugestivo título “Um time inteligente vale mais que um time de inteligentes”. Destaco aqui um trecho: “É provado na natureza que a inteligência coletiva supera os talentos individuais. Todavia, crescemos e aprendemos com um modelo que sempre se apoiou em exaltar talentos individuais, o brilhantismo de um indivíduo em sobreposição à competência coletiva.”
Assim como a ave líder que abre espaço para que outras sejam protagonistas, sempre tive como um dos meus mantras permitir que as pessoas ao meu redor voassem na frente. Contudo, precisei de muito tempo – na verdade, anos – para entender que por mais que você tenha a intenção genuína de fazer com que as pessoas cresçam, evoluam e sejam protagonistas da sua carreira, muitas vezes a forma que você quer aplicar – baseada na sua experiência – carrega uma história pessoal e, muitas vezes, distante da realidade de quem a recebe.
Alejandro Jodorowisky, cineasta, ator, poeta e escritor, sabiamente disse: “Entre o que eu penso, o que quero dizer, o que digo e o que você ouve, o que você quer ouvir e o que você acha que entendeu, há um abismo”.
Eu explico: quando assumi a posição de liderança em uma das maiores empresas de entretenimento do mundo para a América Latina, entendi que deveria conectar as pessoas e dar palco para elas ecoarem suas vozes. Queria encorajá-las, abrindo oportunidades para que pudessem expor suas histórias, sonhos, ideias e pudessem potencializar sua criatividade, mas poucos se animavam. Passei por outras empresas depois dessa, mas o meu objetivo nunca foi alcançado da forma que eu imaginava.
Uma das iniciativas que implementei foi um “Talent Show” para que as pessoas pudessem compartilhar seus projetos e, os que fizessem mais sentido, unindo criatividade e os objetivos de negócio da companhia, seriam produzidos. Para minha surpresa, após poucos meses, recebi um email do “headquarters” dizendo que essa iniciativa estava deixando as pessoas incomodadas, algumas, mais sêniores, por acharem que suas posições estavam sendo ameaçadas, outras, por se sentirem pressionadas, mesmo que a participação fosse totalmente opcional.
Mas por que as pessoas não “querem” ser protagonistas? Timidez? Preguiça? Não querem evoluir? Ou, simplesmente, por que escolheram um caminho diferente do meu? Acreditei cegamente que tinha a responsabilidade (e obrigação) de construir pontes e abrir portas para todos, sem exceção. Depois de muita reflexão, conversas e terapia, entendi que estava colocando a minha expectativa do que é sucesso no outro, e aprendi uma lição muito importante: sucesso é pessoal. Sucesso é ter a liberdade de dizer não.
Um dos trechos do Livro “Os Quatro Compromissos”, de Don Miguel Ruiz, diz o seguinte: “Nada do que os outros fazem é motivado por você. É por causa deles mesmos. Todas as pessoas vivem em seu próprio sonho, em sua própria mente; estão num mundo completamente diferente daquele no qual vivemos. Quando levamos algo para o lado pessoal, presumimos que os outros sabem o que está em nosso mundo – aquilo que tentamos impor ao mundo deles.”
Há poucos dias, recebi uma mensagem de uma profissional muito talentosa que trabalhou comigo. A mensagem era exatamente assim: “…carrego comigo a vontade de evoluir como líder e gestora e você vem com frequência na minha cabeça… acho até que antes eu não valorizava tanto a sua presença quanto eu faço hoje…”.
Aprendo, todos os dias, que liderar não é sobre agradar e fazer o esperado, e sim, é sobre seguir com um propósito claro – Jodorowisky discordaria desse ponto sobre quão claro isso pode ser.
Sigo acreditando que este sábio provérbio africano, “se você quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá acompanhado”, é a única forma possível para nós, humanos, ou para as aves, seguirem nessa jornada chamada vida.
Luciana Rodrigues é CEO e presidente da Grey Brasil, conselheira do board da Junior Achievement, membro do conselho MMA Brasil e do comitê estratégico de presidentes da Amcham. Também é aluna de pós-graduação em neurociências e comportamento.
Vocabulário:
• scroll: rolagem (na tela do celular ou do computador)
• CEO: diretor executivo • Talent Show: show de talentos
• headquarters: sede de uma empresa
RODRIGUES, Luciana. O que as aves que voam em bando nos ensinam sobre liderança. Forbes Brasil, 06 de outubro de 2021. Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2021/10/luciana-rodrigues-oque-as-aves-que-voam-em-bando-nos-ensinam-sobrelideranca/.
Levando-se em consideração as estratégias textuais da autora, a descrição do voo das aves feita por ela configura-se como
uma analogia.
um contraste.
uma dedução.
uma exemplificação.
uma justificativa.
Leia o excerto abaixo.
“Francis Ford Coppola, diretor do clássico O Poderoso Chefão, deu uma entrevista ao Omelete e voltou a falar sobre a indústria do cinema e a forma como grandes produções acabaram, a seu ver, por se tornarem repetitivas.
‘Um filme contemporâneo como o novo Duna conta com artistas muitíssimo talentosos, mas é basicamente uma repetição’, afirmou. ‘Se você olhar com atenção, você vê muito do que já viu antes, como acidentes de carro, quedas de helicóptero, tudo isso são ideias já utilizadas. Para mim, é um desperdício de talento: os diretores claramente têm muito talento, assim como o elenco, mas o filme não me engaja, eles não aproveitaram a oportunidade para fazer algo realmente contemporâneo, o que eles podiam ter feito’. [...]”
COPPOLA critica "repetição" em blockbusters: "Desperdício de talento". Omelete, 24 de fevereiro de 2022. Filmes.
Disponível em: https://www.omelete.com.br/filmes/coppola-critica-repeticaoem-blockbusters-desperdicio-de-talento. Acesso em: 08 mar. 2022.
Dentre as opções abaixo, marque aquela que apresenta uma estratégia argumentativa utilizada por Francis Ford Coppola em sua crítica.
Narração de histórias
Discursos de autoridades
Alusões históricas
Exemplificação
Dados estatísticos
No segundo parágrafo, os períodos “No momento em que define ... longe de ser objetivos.”, “Quando o jornalismo ... importante por isso.” e “Quando aplica ... os relevantes.” desenvolvem, por meio de exemplificação, a ideia contida no período “A imparcialidade ... estamos ligados.”.
Certo
Errado
A prova de que apesar da idade a rede social classmates continua se atualizando dá-se no texto por:
Dedução.
Indução.
Exemplificação.
Causa e consequência.
Alusão histórica.
Considerando a construção da argumentação no texto, analise as assertivas a seguir:
I. O texto emprega, no segundo parágrafo, a estratégia da enumeração, apresentando dados de pesquisa para ilustrar a percepção de líderes e gestores.
II. No terceiro parágrafo, o texto traz a opinião de um especialista no assunto a fim de contradizer o argumento central do texto.
III. No penúltimo parágrafo, a autora do texto traz uma experiência pessoal sua para ilustrar a situação apresentada.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Assinale a alternativa em que o vocábulo em destaque possui valor de exemplificação.
… um novo tipo de célula, responsável pela defesa do organismo contra ameaças desconhecidas, como vírus e bactérias…
Andrew Sewell, responsável pelo estudo, afirma que é altamente incomum encontrar uma célula com potencialidades terapêuticas…
Essa foi uma descoberta acidental porque ninguém sabia que essa célula existia”, contou Sewell.
Nosso sistema imunológico é a defesa natural do corpo contra infecções, porém ele também ataca células cancerosas.
Lucia Mori e Gennaro De Libero afirmam que essa pesquisa tem um “enorme potencial”, mas ainda é cedo para afirmar que ela poderia funcionar para todos os tipos de câncer.
Leia o trecho a seguir.
“A história das máquinas mostra que seus empregos efetivos são muitas vezes muito diferentes daqueles para os quais elas tinham sido previstas. A imersão na sociedade provoca deslocamentos de emprego. Eis um exemplo: O fonógrafo, que devia servir à educação se concentrou na reprodução de músicas.”
A função do exemplo nesse trecho é a de
citar um caso concreto de uma ocorrência recente a fim de comprovar-se o que foi dito.
apelar para uma experiência pessoal vivida, trazendo autenticidade ao que é comunicado.
referir-se a estudo quantitativo, que traz certeza objetiva ao que foi expresso anteriormente.
indicar uma referência cultural, que pode despertar o interesse do leitor.
ilustrar o que é afirmado com uma pequena narrativa da qual se tira um ensinamento.
O terceiro parágrafo do texto apresenta exemplos que confirmam a tese defendida no texto: com a pandemia de covid-19, os contrastes sociais eclodiram em todas as regiões do planeta.
Certo
Errado
O discurso de Getúlio Vargas no dia 1o de maio de 1951 pode não ter mudado o mundo, mas certamente alterou o rumo do Brasil. À frente de um estádio de São Januário (RJ) lotado, o então presidente do país fez sua homenagem aos trabalhadores do Brasil, enfatizando suas políticas públicas de regularização do trabalho.
O início desse discurso diz:
“Trabalhadores do Brasil,
Depois de quase 6 anos de afastamento, durante os quais nunca me saíram do pensamento a imagem e a lembrança do grato e longo convívio que mantive convosco, eis-me outra vez aqui ao vosso lado, para falar com a familiaridade amiga de outros tempos, e para dizer que voltei a fim de defender os interesses mais legítimos do povo, e promover as medidas indispensáveis ao bem-estar dos trabalhadores.
Esta festa de 1º de maio tem para mim e para vós, uma expressão simbólica: é o primeiro dia de encontro entre os trabalhadores e o novo governo. E é com profunda emoção que retorno ao vosso convívio nesse ambiente de regozijo e festa nacional. Em que nos revemos uns aos outros a céu aberto e em que o governo fala ao povo de amigo para amigo na linguagem simples, leal e fraca que sempre lhes falei.
Nas horas de glória e de triunfo, assim como nas de sofrimento e de perseguições, os trabalhadores foram sempre fiéis, desinteressados e valorosos. E posso repetir hoje, de coração, o que mais de uma vez proclamei: os trabalhadores nunca me decepcionaram. Nunca se aproximaram de mim para pleitear interesses particulares ou favores pessoais. Pleitearam sempre para a coletividade a que pertencem, pelo reconhecimento dos seus direitos, pela melhoria das suas condições de vida, pelas reivindicações da classe e pelo bem-estar dos seus semelhantes”.
A estratégia discursiva que foi empregada predominantemente nesse segmento do discurso de Getúlio Vargas, é
apelar para uma declaração inicial inesperada em função da situação em que é proferido o discurso.
utilizar, como diz o próprio orador, uma linguagem de registro popular a fim de que todos os ouvintes possam compreendê-lo.
inserir o público na fala do discurso por meio de referências pronominais.
apresentar imediatamente a tese do discurso, seguida de um exemplo concreto que permite a ancoragem na realidade.
elogiar, sem justificativas, a classe dos trabalhadores, opondo-a implicitamente às demais classes.
Ainda assim, somos tratados como ETs: só soubemos pelos jornais que a base de lançamentos instalada em nosso lar pode servir de espaçoporto para turismo espacial. (linhas 4 e 5)
O segmento após os dois-pontos, em relação ao trecho anterior, desempenha papel de
explicação.
enumeração.
exemplificação.
especificação.
explicitação.
De acordo com a tipologia textual apresentada, pode-se afirmar que a tese é uma das características do texto em análise e está diretamente relacionada ao ponto de vista do articulista. Considerando-se tal informação, pode-se afirmar acerca do texto que:
O articulista utiliza como principal recurso de argumentação para sustentar a tese o recurso da refutação de ideias.
Apesar de poder ser reconhecido o ponto de vista do articulista no texto, os fatos que o sustentam são predominantes.
Por meio de argumentos tais como: exemplos, dados, relações de causa e consequência e contra-argumento; o articulista desenvolve sua argumentação.
Apesar de ser a tese uma característica do texto em análise, a linguagem objetiva é predominante tornando o texto imparcial de modo a atribuir-lhe, assim, maior confiabilidade.
Predomina em todo o texto o ponto de vista do articulista em que o emprego de elementos tais como adjetivos e advérbios pode ser reconhecido como recurso para sua expressão.
“A safra nacional se enquadra em um dos fatores mais sensíveis nas sociedades contemporâneas: a responsabilidade socioambiental” (2º parágrafo).
O trecho destacado tem a função de indicar uma:
generalização
exemplificação
comparação
consequência
“No ano passado, foram registradas 1.556 internações relacionadas a abortos na faixa etária dos 10 aos 14 anos. Apenas 131 delas (8%) ocorreram por causas autorizadas no Brasil: estupro, risco à vida da gestante e anencefalia do feto, esta última por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).” (L.7-11)
O segmento sublinhado no período acima, em relação ao imediatamente anterior, apresenta uma natureza de
explicação.
enumeração.
exemplificação.
explicitação.
Leia o texto abaixo, publicado em jornal algum tempo atrás:
Tecnologia e família
São inegáveis as mudanças positivas que a internet trouxe para a vida de muitas famílias em nosso país e no mundo, como a possibilidade de trabalho e educação a distância e uma intensa vida social.
Creio que o acesso aos recursos da internet nem sempre tem consequências positivas. É frequente ver que os adolescentes e jovens – por estarem diante da tela do computador – invertem perigosamente seus horários, perdem horas de sono e, basicamente, deixam de relacionar-se com amigos e membros da família.
É verdade que a internet é um instrumento que possibilita uma nova forma de relação interpessoal, mas esta é muito diferente da relação íntima, cara a cara, que se dá no âmbito familiar. Por isso, a perda da noção de contacto físico e emocional – que no mundo da rede é substituído pela transmissão e interação virtual – poderia afetar as relações familiares.
O lar é um espaço privilegiado onde rapidamente podemos detectar as consequências do uso abusivo da rede, com claras repercussões no conjunto do entorno familiar. Todos devíamos preparar-nos para o grande desafio do novo milênio, que é o de tentar integrar os incríveis progressos científicos e tecnológicos, aqui representados pela internet, de modo que possam ampliar os limites da experiência humana sem desumanizá-la, mas enriquecendo-a e aprofundando-a.
Sobre o texto acima, é correto afirmar que:
a tese defendida pelo autor do texto é a de que a internet traz consigo a perda de contato com a realidade;
o autor utiliza a estratégia argumentativa de exemplificação no primeiro e segundo parágrafos do texto;
o terceiro parágrafo apresenta uma ideia de concessão positiva para a internet, desacompanhada de qualquer refutação;
a relação argumentativa de causa/consequência está presente no último período do texto;
no primeiro período do último parágrafo, o autor do texto apela argumentativamente para um testemunho de autoridade, apoiado na experiência pessoal.
Observe o seguinte texto:
“A delicadeza do governo contribui maravilhosamente para a propagação da espécie. Todas as repúblicas são uma prova disso, e, mais que todas, a Suíça e a Holanda, que são os piores países da Europa, se levamos em conta a natureza do terreno, e que, entretanto, são os mais populosos”. (Montesquieu)
Sobre a estrutura argumentativa desse segmento, assinale a afirmativa inadequada.
A tese do texto é a de que um governo cordial favorece a propagação da espécie.
O argumento para isso é o de que todas as repúblicas podem comprovar essa tese.
A explicitação do argumento traz a informação de que Holanda e Suíça, apesar de serem países de natureza difícil, são os mais populosos da Europa.
Infere-se dessa exemplificação de que são cordiais os governos de Holanda e Suíça.
A tese defendida contra-argumenta aqueles que participam da ideia de que a estrutura do governo em nada colabora para a propagação da espécie.