Questões de Concurso sobre Método de raciocínio dedutivo

 
 
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No trecho da letra de “Chão de Giz”, de Zé Ramalho, observa-se o uso do raciocínio dedutivo em certas passagens. O trecho que melhor representa esse tipo de raciocínio é:


A

“Há meros devaneios tolos a me torturar / Fotografias recortadas em jornais de folhas amiúde.”


B

“Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar / Meus vinte anos de boy, that’s over, baby.”


C

“Eu vou te jogar num pano de guardar confetes / Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval.”


D

“Agora pego um caminhão / Na lona vou a nocaute outra vez.”

“O consenso, na maior parte das atividades públicas, é fundamental à base de estrutura política. Sem qualidade de liderança não há objetivo, mas sem número de adeptos ponderável, não há o que objetivar. A fragmentação excessiva de uma filosofia básica faz com que muitos movimentos revolucionários acabem tendo mais profetas que seguidores.”


Millôr Fernandes


Nesse segmento há uma relação lógica entre profetas e seguidores, relação essa que se repete em


A

alunos / aprendizes.


B

policiais / bandidos.


C

candidatos / eleições.


D

mestres / ignorantes.


E

santos / devotos.

Todas as frases abaixo têm por tema a economia. Assinale a frase que está integralmente estruturada em linguagem lógica.


A

Nesse mundo nada é inevitável, exceto a morte e os impostos.


B

Não importa quem governa, o mercado governa.


C

Acelerar a economia demais leva a uma derrapagem.


D

Inflação é a arte de falsificar moeda por conta do Estado.


E

O rico é o espetáculo predileto dos pobres.

Para a filosofia, um argumento é um conjunto de afirmações conectadas entre si e das quais pelo menos uma – a premissa – pretende oferecer razões para mostrar que a outra – a conclusão – é verdadeira. Com base nessas informações, analise a seguinte passagem do texto:


“[...] O Japão baniu a escravidão oficialmente em 1590, o que explica, em parte, seu avanço exemplar. Os Estados Unidos, em 1865. O Brasil, o último da fila, em 1888 — datas para registros em livros de História, pois sabemos que se a mente continua intoxicada pela ideia de que a sociedade é dividida entre pessoas superiores e inferiores, a exploração não cessará nem hoje, nem nunca.” (5º§)


A partir do fragmento destacado, é possível depreender uma premissa e sua respectiva conclusão, que estruturam, de forma coerente e coesa, o seguinte argumento:


A

O Brasil é uma sociedade escravagista. Sendo assim, é comum que nos livros de história o ano de 1888 seja mencionado como marco da abolição da escravidão, fato que desencadeia atitudes racistas nas pessoas.


B

Estados Unidos e Japão baniram a escravidão antes do Brasil. Logo, nesses dois países pioneiros, a sociedade não é mais dividida entre indivíduos superiores e inferiores, imperando a noção de igualdade social.


C

O Japão extinguiu a escravidão em 1590 e os EUA em 1865. Nesses países, portanto, não existe preconceito e discriminação, ao contrário do Brasil, que eliminou a escravidão tardiamente, apenas em 1888.


D

O Brasil foi o último país da América a acabar com a escravidão. Por isso, ainda está presente na sociedade brasileira uma forte postura discriminatória, que se revela na exploração de um grupo específico de indivíduos.

Uma das estratégias argumentativas utilizada pelo autor para justificar a genialidade de Pelé se deu por meio de:


A

Dedução.


B

Indução.


C

Sedução


D

Comparação.


E

Alusão histórica.

Levando-se em consideração as estratégias textuais da autora, a descrição do voo das aves feita por ela configura-se como


A

uma analogia.


B

um contraste.


C

uma dedução.


D

uma exemplificação.


E

uma justificativa.

O que as aves que voam em bando nos ensinam sobre liderança


Liderança não pode ser solitária. E, para isso, precisamos exercer nossa vulnerabilidade sem moderação, abusando da rede de apoio para validar hipóteses.


Luciana Rodrigues 6 de outubro de 2021


Quem vê uma graciosa revoada no céu pode até não imaginar que, por trás daquela disposição aparentemente aleatória, estão lições muito úteis para nós aqui na terra. Além das questões relacionadas à aerodinâmica – que permitem que as aves migratórias economizem energia, por exemplo – o papel da ave mais experiente do grupo é essencial para definir a direção que o grupo inteiro deve tomar.

Nem sempre o líder é aquele que está à frente do bando. Quando está fatigado, ele reveza a dianteira com a ave que está imediatamente atrás. Uma das vantagens de andar em grupo é permitir que o bando tenha mais resistência para viagens longas e difíceis, e ainda aproveitem o impulso gerado pelo deslocamento de ar do pássaro que voa à frente. A formação em V também melhora a comunicação e a coordenação do bando. Se voassem sozinhas, cada uma por si, demorariam mais tempo, e chegar ao seu destino seria uma tarefa muito mais árdua. Aqui, fique à vontade para fazer qualquer paralelo com a sociedade em que vivemos.

Sinto que estamos tão obcecados com tecnologia e para estar constantemente atualizados sobre tudo o que acontece, a todo instante (olá, FOMO), que esquecemos de reservar um tempo para observar e aprender com a natureza. Parar e simplesmente contemplar. Faça um teste: tente lembrar a última vez que você sentiu tédio. Provavelmente, esse momento foi rapidamente interrompido por um “scroll” em uma rede social ou por uma notificação no celular.

Não me entenda mal, sou fã e tenho me dedicado a aprender cada vez mais sobre tecnologia. Mas ela deveria ser uma viabilizadora de ideias e movimentos, ajudando pessoas a se conectarem com seu propósito.

Para os privilegiados, e aí me incluo, a pandemia apresentou a possibilidade do trabalho remoto. No meu caso, também proporcionou um contato maior com a natureza. Tenho passado cada vez mais tempo no campo e daí veio a minha observação sobre os pássaros, que me levou a fazer este paralelo com liderança.

Liderança não pode ser solitária. E, para isso, precisamos exercer nossa vulnerabilidade sem moderação: pedir ajuda, fazer perguntas, usar e abusar da nossa rede de apoio para validar hipóteses, e até mesmo tomar decisões erradas juntos. Bons líderes estão em constante desenvolvimento. Por isso, é normal e esperado cometer alguns erros nessa jornada.

Mais uma vez, volto a citar nesta coluna o “Livro da Desreceita”, criado a muitas mãos pelos líderes da empresa da qual sou CEO. Nele tem um capítulo inteiro dedicado a esse assunto, com o sugestivo título “Um time inteligente vale mais que um time de inteligentes”. Destaco aqui um trecho: “É provado na natureza que a inteligência coletiva supera os talentos individuais. Todavia, crescemos e aprendemos com um modelo que sempre se apoiou em exaltar talentos individuais, o brilhantismo de um indivíduo em sobreposição à competência coletiva.”

Assim como a ave líder que abre espaço para que outras sejam protagonistas, sempre tive como um dos meus mantras permitir que as pessoas ao meu redor voassem na frente. Contudo, precisei de muito tempo – na verdade, anos – para entender que por mais que você tenha a intenção genuína de fazer com que as pessoas cresçam, evoluam e sejam protagonistas da sua carreira, muitas vezes a forma que você quer aplicar – baseada na sua experiência – carrega uma história pessoal e, muitas vezes, distante da realidade de quem a recebe.

Alejandro Jodorowisky, cineasta, ator, poeta e escritor, sabiamente disse: “Entre o que eu penso, o que quero dizer, o que digo e o que você ouve, o que você quer ouvir e o que você acha que entendeu, há um abismo”.

Eu explico: quando assumi a posição de liderança em uma das maiores empresas de entretenimento do mundo para a América Latina, entendi que deveria conectar as pessoas e dar palco para elas ecoarem suas vozes. Queria encorajá-las, abrindo oportunidades para que pudessem expor suas histórias, sonhos, ideias e pudessem potencializar sua criatividade, mas poucos se animavam. Passei por outras empresas depois dessa, mas o meu objetivo nunca foi alcançado da forma que eu imaginava.

Uma das iniciativas que implementei foi um “Talent Show” para que as pessoas pudessem compartilhar seus projetos e, os que fizessem mais sentido, unindo criatividade e os objetivos de negócio da companhia, seriam produzidos. Para minha surpresa, após poucos meses, recebi um email do “headquarters” dizendo que essa iniciativa estava deixando as pessoas incomodadas, algumas, mais sêniores, por acharem que suas posições estavam sendo ameaçadas, outras, por se sentirem pressionadas, mesmo que a participação fosse totalmente opcional.

Mas por que as pessoas não “querem” ser protagonistas? Timidez? Preguiça? Não querem evoluir? Ou, simplesmente, por que escolheram um caminho diferente do meu? Acreditei cegamente que tinha a responsabilidade (e obrigação) de construir pontes e abrir portas para todos, sem exceção. Depois de muita reflexão, conversas e terapia, entendi que estava colocando a minha expectativa do que é sucesso no outro, e aprendi uma lição muito importante: sucesso é pessoal. Sucesso é ter a liberdade de dizer não.

Um dos trechos do Livro “Os Quatro Compromissos”, de Don Miguel Ruiz, diz o seguinte: “Nada do que os outros fazem é motivado por você. É por causa deles mesmos. Todas as pessoas vivem em seu próprio sonho, em sua própria mente; estão num mundo completamente diferente daquele no qual vivemos. Quando levamos algo para o lado pessoal, presumimos que os outros sabem o que está em nosso mundo – aquilo que tentamos impor ao mundo deles.”

Há poucos dias, recebi uma mensagem de uma profissional muito talentosa que trabalhou comigo. A mensagem era exatamente assim: “…carrego comigo a vontade de evoluir como líder e gestora e você vem com frequência na minha cabeça… acho até que antes eu não valorizava tanto a sua presença quanto eu faço hoje…”.

Aprendo, todos os dias, que liderar não é sobre agradar e fazer o esperado, e sim, é sobre seguir com um propósito claro – Jodorowisky discordaria desse ponto sobre quão claro isso pode ser.

Sigo acreditando que este sábio provérbio africano, “se você quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá acompanhado”, é a única forma possível para nós, humanos, ou para as aves, seguirem nessa jornada chamada vida.

Luciana Rodrigues é CEO e presidente da Grey Brasil, conselheira do board da Junior Achievement, membro do conselho MMA Brasil e do comitê estratégico de presidentes da Amcham. Também é aluna de pós-graduação em neurociências e comportamento.


Vocabulário:


• scroll: rolagem (na tela do celular ou do computador)

• CEO: diretor executivo • Talent Show: show de talentos

• headquarters: sede de uma empresa


RODRIGUES, Luciana. O que as aves que voam em bando nos ensinam sobre liderança. Forbes Brasil, 06 de outubro de 2021. Disponível em: https://forbes.com.br/colunas/2021/10/luciana-rodrigues-oque-as-aves-que-voam-em-bando-nos-ensinam-sobrelideranca/.


Levando-se em consideração as estratégias textuais da autora, a descrição do voo das aves feita por ela configura-se como


A

uma analogia.


B

um contraste.


C

uma dedução.


D

uma exemplificação.


E

uma justificativa.

A prova de que apesar da idade a rede social classmates continua se atualizando dá-se no texto por:


A

Dedução.


B

Indução.


C

Exemplificação.


D

Causa e consequência.


E

Alusão histórica.

Numa argumentação, encontramos distintos tipos de dedução e de explicação; o raciocínio abaixo, que pode ser visto como pragmático, é:


A

Suponhamos que haja outras espécies de vida no universo; elas devem ser dotadas de inteligência.


B

Todos os felinos são mamíferos, logo meu gato também é mamífero.


C

Se 20% dos candidatos podem conseguir uma vaga, eu estou certo de poder chegar lá.


D

Como os boletins meteorológicos estão anunciando sol forte, estou saindo para as praias do Nordeste.


E

Caso chova amanhã, eu não poderei sair de casa.

A palavra “ambiente” é escrita com ‘M’. Assinale a alternativa em que ocorre o mesmo caso.


A

E__prego.


B

Lara__ja.


C

Sa__gue.


D

Bra__co.


E

Cria__ça.

“A mãe de David fumava durante toda a gravidez, por isso seu filho nasceu fraco e com peso baixo”.


O argumento lógico racional que foi empregado nesse pequeno texto pode ser caracterizado como


A

raciocínio por analogia.


B

apelo à generalização.


C

testemunho de autoridade.


D

relação causa/consequência.


E

estrutura lógica dedutiva.

Assinale a frase argumentativa que representa um raciocínio indutivo.


A

Muitos estudantes brasileiros terminam seu curso universitário e não conseguem arranjar um emprego. Por isso devemos aumentar nossos investimentos em educação.


B

O Parlamento Europeu aprovou leis problemáticas antes, por isso não podemos acreditar que outras cortes vão admitir as novas leis.


C

Financiamento público de programas esportivos em tempos de crise econômica é uma perda de dinheiro.


D

Em função do grande número de jovens desempregados devemos focalizar a educação no setor técnico, dirigida aos empregos agora existentes.


E

Os jovens europeus estão enfrentando dificuldades para conseguir emprego; na verdade eles mesmos são os culpados por não terem sido mais bem preparados para o mercado.

Uma das formas mais simples de argumentar consiste de duas frases, uma das quais é a conclusão da outra, chamada premissa. A opção abaixo em que a ordem das frases é a de conclusão (C) seguida da premissa (P) é:


A

O leite está transbordando da leiteira / O leite deve ter fervido;


B

É possível que Pedro seja eleito senador / Pedro tem muitos eleitores no interior do Estado;


C

Meu primo está bem empregado / Meu primo acaba de comprar um carro luxuoso;


D

A guerra Rússia x Ucrânia registrou novos combates ontem / A Rússia deve estar enfrentando dificuldades econômicas;


E

Minha mulher nunca sofreu um acidente com o carro / Minha mulher é boa motorista.

Ao considerar que, no texto acima, cada parágrafo ou citação corresponde a uma informação para a formação de uma argumentação. Na ordem em que se apresentam, sugerem uma estrutura:


A

indutiva


B

dialética


C

dedutiva


D

analítica


E

classificatória

Em relação à sua estrutura, é correto afirmar que:


A

o termo “maior” é o sujeito da conclusão


B

o termo “médio” é baleia, sujeito da segunda premissa


C

a conclusão é falsa, mas o silogismo é válido


D

a primeira premissa tem caráter universal


E

a inversão das premissas não invalida o silogismo

Avalie as afirmações feitas sobre o texto.

I. O fato de não haver razão completamente desvinculada de emoções nos compelem a distorções de percepção de tempo, o que caracteriza um erro biológico da nossa espécie.

II. Experimento conduzido pela psicóloga Sophie Fayolle demonstrou que choques elétricos controlados nos levam a uma mais efetiva e melhor aferição do tempo, pois aceleram nossos relógios internos, impedindo a distorção dessa concepção.

III. A dopamina é um neurotransmissor capaz de nos proporcionar a sensação de prazer; o prazer, por sua vez, é mediado pela liberação daquele neurotransmissor no organismo.

IV. O desejo pelo modo acelera o tempo e nos provoca prazer, fazendo com que tenhamos a sensação de que situações de terror ou dor duram menor tempo.

Representa uma dedução possível da leitura do texto o afirmado em:


A
uma proposição apenas.

B
duas proposições apenas.

C
três proposições apenas.

D
todas as proposições apresentadas.

Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as proposições sobre o texto de Amorim:


(__) O texto apresenta sequência narrativa cuja função é contextualizar a argumentação.

(__) O texto é argumentativo, porque o uso linguístico é intrinsecamente argumentativo.

(__) O texto apresenta duas formas de raciocínio argumentativo: dedução e indução.

(__) O texto apresenta também sequência injuntiva.


A

F – V – F – V


B

V – V – F – F


C

F – V – V – F


D

V – F – F – V


E

F – F – V – V

(parágrafo 5) Indignou-se cedo demais.

Deduz-se corretamente da frase acima, em seu contexto:


A
A senhora deveria expressar sua justa indignação depois de o cantor dialogar com o público.

B
A senhora deveria ter esperado o final da ópera, pois somente assim sua indignação seria aplaudida.

C
Toda indignação é bem-vinda, desde que se manifeste na hora certa.

D
Enfurecer-se antes do final de uma contenda é o que prova que a indignação constitui um problema.

E
A indignação da senhora foi prematura e injustificável.

Leia:

As pessoas mais interessantes são os otimistas com os pés bem plantados no chão.

Considerando o texto acima, pode-se afirmar que


A

não é possível ser otimista e racional ao mesmo tempo.


B

as pessoas otimistas racionais são mais interessantes.


C

todas as pessoas otimistas são irracionais.


D

todas as pessoas otimistas são racionais.

O modo de organização textual adotado no quarto parágrafo é:


A

dedutivo, sustentando afirmação geral com dados


B

dialético, reforçando a tese do autor por meio de antíteses


C

narrativo, considerando um relato de fatos históricos recentes


D

contraditório, apresentando ideia oposta à defendida pelo autor


E

indutivo, partindo de opinião particular para informações gerais

 
 
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