Questões de Concurso sobre Figuras de palavras

 
 
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Analise o termo destacado em: “(...) Essa pergunta deu origem à Segunda Pele, nova série policial criada pela Polícia Militar de Minas Gerais (...)”. À luz de Estilística, trata-se de uma figura de palavra conhecida como:


A

Metáfora.


B

Metonímia.


C

Comparação.


D

Sinestesia.

Analise a seguinte sentença, criada com base no texto:


Eu amo cheiro de baratas, só de sentir já me dá vontade de sair correndo para longe delas!


Assinale a alternativa que apresenta a correta figura de linguagem presente na sentença:


A

Ironia.


B

Hipérbole.


C

Comparação.


D

Metáfora.


E

Eufemismo.

De acordo com Pagliaro, citado em Bechara (2019), “Também as palavras são uma espécie de conchas, às quais temos de encostar o ouvido com humilde atenção, se quisermos apreender a voz que dentro delas ressoa”. A significação das palavras está intimamente relacionada com o mundo das ideias e dos sentimentos, por isso que as associações se estabelecem, sem cessar, de uns para outros. A respeito de figuras de sintaxe, de pensamento e de palavras, conforme Bechara descreve, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) Metáfora, metonímia, catacrese, eufemismo, braquilogia, entre outras, são figuras de palavras.

( ) Antítese, apóstrofe, hipérbole, ironia, etc., são figuras de sintaxe.

( ) Elipse, pleonasmo, prolepse, etc., são figuras de pensamento.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

V – V – V.


B

V – F – V.


C

V – F – F.


D

F – V – V.


E

F – F – F.

A utilização da imagem do pavão pode representar um recurso estilístico conhecido como:


A

Hipérbole.


B

Ironia.


C

Antítese.


D

Metáfora.


E

Eufemismo.

No século XIII, um monge franciscano escreveu uma espécie de enciclopédia chamada Sobre as Propriedades das Coisas, descrita hoje 'como a Wikipédia da Idade Média'.


No trecho destacado, encontra-se a presença de uma figura de linguagem denominada:


A

Metáfora.


B

Paradoxo.


C

Comparação.


D

Anacoluto.

Assinale a opção em que a figura de linguagem está corretamente indicada:


A

“Todos os livros escritos no mundo.” (1º§) - Sinédoque.


B

“A Biblioteca de Alexandria era uma alavanca.” (3º§) - Metáfora.


C

“A filosofia é mulher” (3º§) - Personificação.


D

“[...] combustível para a água quente dos alexandrinos.” (4º§) - Metonímia.


E

“[...] feridas no corpo da nossa história.” (4º§) - Antonomásia.

José Carlos de Azeredo (2008, p. 483) afirma: “Podemos definir figuras de linguagem como formas simbólicas ou elaboradas de exprimir ideias, significados, pensamentos etc., de maneira a conferir-lhes maior expressividade, emoção, simbolismo etc., no âmbito da afetividade ou da estética da linguagem”.


Acerca do tema figuras de linguagem e/ou sua ocorrência no Texto I, assinale a alternativa que contém uma afirmação INCORRETA:


Fonte: AZEREDO, José Carlos. Gramática Houaiss da Língua Portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2008.


A

As figuras de linguagem podem ser classificadas em figuras de palavras, figuras de sintaxe, figuras de pensamento e figuras de som.


B

Figuras de linguagem podem ser usadas não apenas com fins estéticos, mas também com fins argumentativos ou apelativos.


C

Em “E a própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático”, temos, por meio de metáfora que aproxima os campos semânticos do humano e da ave, a afirmação de que os profissionais de jornalismo a que se referia o autor do texto eram vaidosos.


D

Em “Falei no demônio e pode parecer que foi o Príncipe das Trevas que criou a nova moda. Não, o abominável Pai da Mentira não é o autor do copy desk”, a antonomásia não estabelece cadeia coesiva referencial.


E

Em “Era óbvio que o crime trazia, em seu ventre, uma tragédia nacional”, a expressão “trazer no ventre” é usada de forma conotativa, calcada numa associação metafórica do tipo "trazer no ventre é gerar".

Leia estes versos do poeta Paulo Leminski:


[...]

passe o que nasce

passe o que nem

passe o que faz

passe o que faz-se

que tudo passe

e passe muito bem

[...]


Os quatro primeiros versos apresentam a seguinte figura de estilo:


A

anáfora – figura de construção.


B

zeugma – figura de construção.


C

gradação – figura de pensamento.


D

metonímia – figura de palavra.

“Falei no demônio e pode parecer que foi o Príncipe das Trevas que criou a nova moda.” (3º§). A relação entre “demônio” e “Príncipe das Trevas” indica a utilização de uma figura semântica denominada:


A

Metáfora.


B

Catacrese.


C

Sinédoque.


D

Antonomásia.

Verifica-se a ocorrência de metonímia em:


A

um mineiro que veio até a capital (1o parágrafo).


B

o promotor que lê Victor Hugo (5o parágrafo).


C

pai de família que não tem plantação (1o parágrafo).


D

um prato de tutu e torresmos para minha fome (4o parágrafo).


E

É tudo o que peço (5o parágrafo).

Que figura de linguagem se evidencia neste trecho do texto:


“Uma fração de Brasil praticamente secreta, ignorada pelas modernidades e pelos mapas: nem o (quase) infalível Google Maps consegue encontrá-la. É nessa terra minúscula, a Ilha do Paty, que estão minhas raízes.”


A

sinédoque.


B

antítese.


C

metáfora.


D

hipérbole.

Sobre figuras de linguagem, assinale a alternativa incorreta.


A

Confessou ao sacerdote seu negro pecado. (Metáfora).


B

“Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!” (Assíndeto).


C

Morro de fome assim! (Hipérbole).


D

“A cor cantava-me nos olhos...” (Sinestesia).

O trecho transcrito do texto que NÃO apresenta sentido metafórico é:


A

“[…] a profissão se aprendia no tapa […]” (1º §)


B

“[…] ajeitou todos os pepinos encontrados […]” (2º §)


C

“[...] encaro o teclado como um pianista virtuose [...]” (5º §)


D

“[...] em poucos instantes, dedilho um texto prontinho para ser publicado. [...]” (5º §)

As figuras de linguagem são um recurso dentro da língua portuguesa que tornam a frase mais enfática, destacando seu significado e valorizando o texto.

Existem mais de 30 figuras de linguagem na língua portuguesa, contudo, esse cálculo não é exato - visto que tem autores que preferem unir algumas figuras, enquanto outros, preferem dividi-las em exemplos diferenciados.

Entre as figuras de linguagem, temos a Catacrese, nome que se dá a algo que não tem um nome específico, sendo algo que já existe na linguagem e não foi inventado pelo autor da frase.

Acesso em: https://www.gestaoeducacional.com.br/figuras-de-linguagem/


A catacrese é classificada como uma:


A

Figura de palavras.


B

Figura de som.


C

Figura de pensamento.


D

Figura de sintaxe.

Texto 1

Z de depressão (fragmento)


“Quando o sol nasce em Minas Gerais, Caio está em seu quarto. Ao cair da noite, também é lá que o rapaz fica, isolado. Ele tem 21 anos e mora em Luz, cidade mineira de pouco mais de 18 mil habitantes. Até os 8 anos, levou a vida tranquila de alguém que cresce numa cidade pequena. Mas então um dos seus tios se matou, e o menino foi se tornando cada vez mais triste. Virou alvo de bullying na escola, perdeu os amigos – ‘não sobrou ninguém’, ele conta. Aos 10 anos, tentou suicídio e precisou ser internado às pressas. [...]

Na adolescência, Caio identificou que era um homem transgênero, e sua sensação de isolamento só cresceu. Com o agravamento do quadro depressivo, foi levado ao hospital algumas vezes depois de se automutilar. Embora os médicos tenham recomendado, ele nunca tratou a depressão por um longo período de tempo. Cresceu encontrando pequenos alívios para a angústia: cachorros, namoradas, bebidas alcoólicas, cortes nos braços. Conseguiu terminar o ensino médio, mas não teve motivação para prestar vestibular ou trabalhar. [...]

Caio representa uma história, mas não a única, de um quadro de adoecimento mental de crianças e jovens brasileiros, com casos repetidos de depressão, ansiedade e síndrome do pânico. [...] Em um Boletim Epidemiológico divulgado setembro passado, o Ministério da Saúde apontava que as taxas de suicídio saltaram 116% entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos no intervalo de 2010 a 2019; nos jovens de 15 a 19 anos, o aumento foi de 81%. Nas demais faixas etárias, a taxa não cresceu mais que 30%. Os dados levaram o governo federal a classificar o suicídio como ‘um problema de saúde pública crescente no Brasil, com destaque aos grupos etários mais jovens’.

[...]

Entre junho e novembro de 2020, [Guilherme] Polanczyk e outros pesquisadores da USP e do Hospital das Clínicas entrevistaram remotamente 5.795 crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de todas as regiões do país para medir os efeitos da pandemia sobre a saúde mental deles. No segundo semestre do primeiro ano de isolamento, 36% apresentaram sintomas de depressão e ansiedade. Como as escolas estavam fechadas e seria perigoso realizar as entrevistas presencialmente, só participaram aqueles com conexão à internet. ‘A gente sabe que os dados da pesquisa não refletem a realidade das crianças e dos adolescentes mais pobres’, Polanczyk diz. Ainda assim, os resultados indicaram que a insegurança alimentar esteve associada a maiores níveis de ansiedade e a sintomas depressivos. [...]

[...]

O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde não aponta causas exatas do sofrimento mental dos jovens brasileiros, mas dá a entender que certas particularidades ajudariam a explicar o aumento das taxas de suicídio juvenil. Com base em estudos americanos, menciona que a geração Z, formada por nascidos a partir de 1995, está mais propensa a ter depressão por ser menos resiliente e não saber lidar com frustrações. [...]

[...]”

Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/z-de-depressao/. Acesso em: 22/07/2022


Texto 2

A nova era do divórcio (fragmento)


“‘Novelas da Globo aumentam o número de divórcios no Brasil.’ Parece fake news de haters, mas não. Trata-se de um dado histórico. A conclusão é de um estudo de 2009, feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A pesquisa fez um cruzamento entre informações de censos das décadas de 1970, 1980 e 1990 e dados sobre a expansão do sinal da Globo no país. Segundo os autores do estudo, o número de mulheres que se separaram aumentou conforme a teledramaturgia da emissora foi chegando a mais cidades.

‘A exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras’, diz a pesquisa. [...]

O que os estudiosos do BID não poderiam prever é o quanto os divórcios aumentariam no Brasil do século 21, por um motivo ainda mais insuspeito: a disseminação de um vírus.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil, que congrega os tabeliães de notas e protestos, no primeiro ano da pandemia, em 2020, houve um aumento de 15% no número de divórcios em comparação com o ano anterior. Em 2021, então, o número de casais que oficializaram a separação bateu recorde: 80.573 divórcios consensuais, o maior da série histórica, que é registrada desde 2007.

[...]

Sim, o início desnorteante da pandemia foi o gatilho para um boom de divórcios planeta afora. Motivos para a escalada nas tensões entre casais não faltaram, você sabe: o encarceramento no lar de ambos os cônjuges (condição que se estendeu indefinidamente para quem aderiu ao home office), perrengues financeiros, a necessidade de lidar com as crianças estudando em casa, distúrbios psicológicos (ansiedade, depressão, paranoia…).

[...]

A [empresa americana] Legal Templates mostrou que os casados há menos de cinco anos foram os que mais se separaram em 2020: 58%. Aliás, quanto menor o tempo de união oficial, maior o aumento no índice de cada um para o seu lado. Enquanto, em 2019, pré-Covid, apenas 11% dos que se separaram tinham menos de cinco meses sob o mesmo teto, em 2020 essa porcentagem quase dobrou: foi para 20%.

Estudiosos que analisaram esses dados chegaram a uma conclusão que faz sentido: casais que haviam se unido havia pouco tempo são menos calejados para enfrentar o maremoto que atingiu a praia conjugal na onda do vírus. Os parceiros mais longevos já tinham passado por outras crises. Talvez ilesos, talvez feridos. E muitos aprenderam a sair delas juntos.

[...]

Nesta nova era do divórcio, vale um alerta: mesmo nas separações mais amigáveis – e até afetuosas –, romper um relacionamento de anos segue sendo tão difícil quanto sempre foi. Os primeiros tempos tendem a ser um período deprimente, de luto mesmo, acordos difíceis e de pisar em ovos. Se você se separou, vale a pena um esforço a mais para manter o bom convívio. Não apenas pelo bem dos filhos – se o casamento produziu crianças. É importante honrar uma história que, em boa parte do tempo, foi partilhada com a pessoa que um dia você amou como se fosse a única.”

.

Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-nova-era-do-divorcio.

Acesso em: 24/07/2022


Embora os textos 1 e 2 pertençam ao gênero textual reportagem, eles correspondem a subgêneros distintos. Em particular, apenas o texto 2 se qualifica como uma reportagem de divulgação científica.


Um reflexo dessa especificidade é o fato de que apenas o texto 2 inclui metáforas criativas (isto é, inovadoras, não convencionalizadas), como pode ser visto na seguinte passagem:


A

“‘Novelas da Globo aumentam o número de divórcios no Brasil’”;


B

“A conclusão é de um estudo de 2009, feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)”;


C

“A [empresa americana] Legal Templates mostrou que os casados há menos de cinco anos foram os que mais se separaram em 2020”;


D

“[...] casais que haviam se unido havia pouco tempo são menos calejados para enfrentar o maremoto que atingiu a praia conjugal na onda do vírus”;


E

“[...] mesmo nas separações mais amigáveis – e até afetuosas -, romper um relacionamento de anos segue sendo tão difícil quanto sempre foi”.

Analise a expressão a seguir:

-

Esta pessoa é uma fênix. Já teve tantos altos e baixos, mas segue ressurgindo das cinzas!

-

Assinale a alternativa que corretamente apresenta a figura de linguagem empregada na expressão citada:


A

Ironia


B

Hipérbole


C

Pleonasmo


D

Personificação


E

Metáfora

Assinale a alternativa que contém a figura de linguagem que se encaixa na expressão “autoestrada informacional” (l. 28).


A

Metáfora.


B

Comparação.


C

Metonímia.


D

Perífrase.


E

Eufemismo.

Conforme apresenta Cegalla a respeito de Figuras de Linguagem, relacione a Coluna 1 à Coluna 2.


Coluna 1

1. Figuras de Palavras.

2. Figuras de Construção.

3. Figuras de Pensamento.


Coluna 2

( ) Antítese.

( ) Elipse.

( ) Silepse.

( ) Metáfora.

( ) Sinestesia.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:


A

3 – 2 – 2 – 1 – 1.


B

2 – 2 – 1 – 3 – 3.


C

3 – 3 – 2 – 2 – 1.


D

3 – 1 – 1 – 3 – 2.


E

1 – 2 – 3 – 2 – 1.

No verso – Os poemas são pássaros que chegam − há


A

uma ironia.


B

uma metonímia.


C

uma personificação.


D

uma metáfora.


E

um paradoxo.

 
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