Questões de Concurso sobre Gêneros textuais

 
 
Disciplina 1
Assunto 39
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Uma característica do gênero jornalístico presente no texto é:


A

exclusividade de tom coloquial


B

menção a fonte de informação


C

preferência por parágrafos longos


D

emprego de vocabulário rebuscado

Do ponto de vista da estruturação linguística, avalie a veracidade das proposições com relação às estruturas oracionais.


( ) Três orações compõem a fala do primeiro personagem. Entre a segunda oração e a terceira, que é iniciada pelo conector E, depreende-se uma relação de causa e consequência. Quanto à relação entre a primeira e a terceira, é de adversidade.

( ) A versão escrita da fala do segundo personagem, seguindo o mesmo raciocínio da fala do primeiro personagem, resultaria em: “Eu trabalhava como segurança, protegendo a mata; mas, uma vez que veio o desmatamento, fiquei sem mata. Ou ainda: “Eu trabalhava como segurança, protegendo a mata; mas fiquei sem mata porque veio o desmatamento”.

( ) A versão escrita da primeira fala do personagem, conforme a lógica estabelecida – oração principal, oração adversativa, oração causal e consecutiva – resultaria em: “Eu trabalhava como segurança, mas, embora viesse a crise, perdi o emprego.” Ou, em outra ordem: “Eu trabalhava como segurança, mas perdi o emprego, embora viesse a crise”.


A sequêcia CORRETA de preenchimento dos parênteses é:


A

F, F e V.


B

F, V e F.


C

V, F e V.


D

V, V e V.


E

V, V e F.

Os gêneros textuais são formas de enunciados produzidas historicamente, que se encontram disponíveis na cultura, permitindo que os interlocutores interajam e estabeleçam uma comunicação rica em sentidos. Ao analisar o TEXTO I e perceber as suas referências textuais e linguísticas, assinale a alternativa que indica corretamente o seu gênero discursivo.


A

artigo de opinião


B

resenha crítica


C

carta aberta


D

editorial

O texto "A gulosa disfarçada" pertence ao gênero textual:


A

Notícia porque é um gênero textual jornalístico e não literário que está presente em nosso dia a dia, sendo encontrada principalmente nos meios de comunicação.


B

Romance porque é a forma literária pertencente ao gênero narrativo e que apresenta uma história completa composta por enredo, temporalidade, ambientação- e personagens definidos de maneira clara.


C

Fábula porque é uma narrativa figurada, na qual as personagens são geralmente animais que possuem características humanas.


D

Conto porque é um texto narrativo curto centrado em um relato referente a um fato ou memória.

Observando a imagem e o enunciado verbal que formam o meme e relacionando-o ao assunto do texto, marque a alternativa correta:


A

As expressões “você” e “isso”, referem-se respectivamente a “criança” e “imagem”.


B

A segunda oração do meme funciona como complemento verbal do verbo transitivo indireto “deixar”.


C

Pode-se inferir que o meme critica as fotos infantis estranhas postadas nas redes sociais.


D

Apesar do uso de palavras diferentes, semanticamente, o sujeito das duas orações que compõe o enunciado verbal do meme é o mesmo.


E

Observando o enunciado verbal do meme, os verbos das duas orações são classificados como transitivos diretos e, portanto, formam predicados verbais.

Sobre a interpretação dos textos, analise as afirmativas abaixo.


I. Os dois textos pactuam do mesmo ponto de vista sobre o trabalho.

II. Os dois textos lidos em sequência geram uma relação de descontinuidade na compreensão de trabalho.

III. Os dois textos lidos em sequência geram uma relação de contiguidade na compreensão de trabalho.


Assinale a alternativa correta.


A

Apenas a afirmativa I está correta.


B

Apenas as afirmativas I e II estão corretas.


C

Apenas a afirmativa II está correta.


D

Apenas as afirmativas II e III estão corretas.


E

Apenas a afirmativa III está correta.

De acordo com as competências e habilidades propostas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio para a disciplina de Língua Portuguesa, pode-se afirmar que “o estudo dos gêneros discursivos e o modo como se articulam” possibilita:


A

Uma visão ampla das possibilidades de usos da linguagem, incluindo-se, aí, o texto literário.


B

Uma percepção da linguagem literária como parâmetro para os mais variados gêneros discursivos da língua.


C

A compreensão e o domínio da linguagem normativa por meio de todo e qualquer tipo de texto da língua portuguesa.


D

A exclusão do preconceito linguístico à medida que o texto utilitário é visto com maior relevância em relação ao texto literário.

Texto 1


Antes que elas cresçam

    Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

    É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores, tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. Entre os estupros dos preços, os disparos dos discursos e o assalto das estações, elas crescem com uma estridência alegre e, às vezes, com alardeada arrogância.

     Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

     Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

     Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

     Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, cabelos soltos sobre as ancas. Essas são as nossas filhas, em pleno cio, lindas potrancas.

     Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

     Pois ali estamos, depois do primeiro e do segundo casamento, com essa barba de jovem executivo ou intelectual em ascensão, as mães, às vezes, já com a primeira plástica e o casamento recomposto. Essas são as filhas que conseguimos gerar e amar, apesar dos golpes dos ventos, das colheitas, das notícias e da ditadura das horas. E elas crescem meio amestradas, vendo como redigimos nossas teses e nos doutoramos nos nossos erros.

     Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

     Longe já vai o momento em que o primeiro mênstruo foi recebido como um impacto de rosas vermelhas. Não mais as colheremos nas portas das discotecas e festas, quando surgiam entre gírias e canções. Passou o tempo do balé, da cultura francesa e inglesa. Saíram do banco de trás e passaram para o volante de suas próprias vidas. Só nos resta dizer “bonne route, bonne route”, como naquela canção francesa narrando a emoção do pai quando a filha oferece o primeiro jantar no apartamento dela.

     Deveríamos ter ido mais vezes à cama delas ao anoitecer para ouvir sua alma respirando conversas e confidências entre os lençóis da infância, e os adolescentes cobertores daquele quarto cheio de colagens, pôsteres e agendas coloridas de Pilot. Não, não as levamos suficientemente ao maldito “drive-in”, ao Tablado para ver “Pluft”, não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas, não lhes compramos todos os sorvetes e roupas merecidas.

     Elas cresceram sem que esgotássemos nelas todo o nosso afeto.

     No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia entre embrulhos, comidas, engarrafamentos, natais, páscoas, piscinas e amiguinhas. Sim, havia as brigas dentro do carro, a disputa pela janela, os pedidos de sorvetes e sanduíches infantis. Depois chegou a idade em que subir para a casa de campo com os pais começou a ser um esforço, um sofrimento, pois era impossível deixar a turma aqui na praia e os primeiros namorados. Esse exílio dos pais, esse divórcio dos filhos, vai durar sete anos bíblicos. Agora é hora de os pais na montanha terem a solidão que queriam, mas, de repente, exalarem contagiosa saudade daquelas pestes.

     O jeito é esperar. Qualquer hora podem nos dar netos. O neto é a hora do carinho ocioso e estocado, não exercido nos próprios filhos e que não pode morrer conosco. Por isso, os avós são tão desmesurados e distribuem tão incontrolável afeição. Os netos são a última oportunidade de reeditar o nosso afeto.

     Por isso, é necessário fazer alguma coisa a mais, antes que elas cresçam.

Affonso Romano de Sant´ Anna

(Fonte: http://www.releituras.com/arsant_antes.asp, acesso em janeiro de 2020.)


Os Textos 1 e 2, mesmo pertencendo a gêneros diferentes, respectivamente crônica e poesia, trazem em comum:


A

a perspectiva crítica, porém otimista sobre ser pais.


B

o pessimismo frente à missão de ser pais.


C

o otimismo diante do mundo idealizado dos pais.


D

o fracasso dos pais relacionado à maturidade dos jovens filhos.


E

os desafios da maternidade e da paternidade já realizados.

Considerando tipos e gêneros textuais, é correto afirmar que o texto selecionado é, predominantemente:


A

narrativo; caracteriza-se por conter um depoimento; emprega linguagem objetiva.


B

injuntivo; caracteriza-se por conter dados acadêmicos; emprega linguagem subjetiva.


C

descritivo; caracteriza-se por conter a prescrição de condutas; emprega linguagem subjetiva.


D

argumentativo; caracteriza-se por conter diferentes pontos de vista; emprega linguagem objetiva.


E

expositivo; caracteriza-se por conter explicações; emprega linguagem objetiva.

 
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