Questões de Concurso sobre Linguagem denotativa e linguagem conotativa (denotação e conotação)

 
 
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A partir da leitura do texto I, assinale a opção incorreta.


A

A referência às palavras de Karl Kraus, no 2º parágrafo do texto, constitui uma marca de intertextualidade.


B

A oração “O Reino Unido está em chamas” (linha 13) foi empregada em sentido conotativo.


C

Os termos “colonialistas e colonizados” (linhas 54 e 55), que, segundo o autor, têm a preferência de Charles Moore, constituem, na realidade, um eufemismo ao serem empregados em substituição aos termos “exploradores e explorados” (linha 53).


D

No trecho “(...) um povo de trambicagens que alimentavam a máquina capitalista (...)” (linhas 45 - 47), o verbo “alimentar” foi empregado em sentido denotativo.


E

As aspas presentes no termo “pensamentos” (linha 24) foram empregadas com o fim de realçar ironicamente tal termo.

Assinale a alternativa que apresenta linguagem apenas denotativa:


A

Estamos vivendo tempos inquietos e não faz mal que soprem ventos inquietantes sobre a terra, posto que eles já sopram na alma dos homens.


B

Desde que a vi, há mais de dois anos, não consigo esquecê-la, devido ao seu olhar quente e ao seu jeito insinuante de conversar.


C

Passamos dois meses viajando por estradas solitárias e empoeiradas, onde, só de longe em longe, aparecia alguma casa triste a nos olhar.


D

Um dia ainda jogarei fora este computador e, pegando uma velha máquina de escrever, me porei a narrar a saga de minha família.


E

Devido ao trânsito, chegamos atrasados para ver o jogo; esse fato foi suf ciente para nos deixar umas verdadeiras feras.

Ao longo do texto, observa-se o uso de diferentes construções em linguagem figurada.


Não constitui linguagem figurada a construção presente em:



A

o rio Carioca (...) passa sob as palavras de Machado de Assis (L. 6-8)


B

o rio Amazonas margeia até hoje os romances de Milton Hatoum (L. 2-4)


C

os rejeitos químicos da empresa inundaram seu leito (L. 19-20)


D

poesias, crônicas, romances e canções populares que beberam na sua fonte (L. 26-27)

Ao descrever a cidade, o eu lírico vale-se de termos e expressões em sentido


A

figurado, por meio dos quais personifica São Paulo.


B

próprio, por meio dos quais idealiza São Paulo.


C

figurado, por meio dos quais desdenha de São Paulo.


D

figurado, por meio dos quais questiona as belezas de São Paulo.


E

próprio, por meio dos quais desqualifica São Paulo.

O dito popular “É o feitiço que enfeitiça o feiticeiro.” foi utilizado em um contexto específico do texto 3 e esse dito está denotativamente explicitado em:


A

Conclusão: a subcultura hedonista da fofoca é o novo ópio do povo.


B

Ou seja, progressivamente, todo o mundo pensa as mesmas trivialidades.


C

A ditadura do proletariado não tinha por que ser melhor do que a ditadura da burguesia; talvez, aliás, ela fosse pior. Nosso sonho era outro: uma sociedade sem classes.


D

Concordo (um pouco) com essa visão apocalíptica da cultura dominante. Mas discordo da ideia de que a subcultura da fofoca seja a invenção vitoriosa de uma classe específica.


E

Quando a mídia é de massa, não há mais diferença entre manipuladores e manipulados, pois os próprios manipuladores, expostos à mídia, são manipulados por suas produções.

À luz do que nos apresenta Cunha sobre palavras denotativas, avalie as afirmações que seguem:


I. Na linha 14, o vocábulo até denota na frase ideia de inclusão.

II. O vocábulo também na linha 09 acrescenta à frase ideia de retificação do que já foi dito.

III. Na linha 20, a expressão ainda mais agrega ao período ideia de ratificação.


Quais estão INCORRETAS?


A

Apenas I.


B

Apenas II.


C

Apenas I e II.


D

Apenas II e III.


E

I, II e III.

Na frase “... e ganhe pontos como cidadão”, a palavra destacada está sendo empregada, no texto, com sentido


A

irônico


B

conotativo


C

crítico


D

denotativo


E

técnico

Em sua composição, o texto apresenta


A

declarações marcadas por verbos de ação, que aparecem, em sua maioria, na voz ativa, sinalizando a existência de agentes que assumem seus próprios atos.


B

parágrafos predominantemente longos, em que a temporalidade dos fatos encontra sua marca exclusiva nas diferentes desinências verbais.


C

pronunciamentos de diferentes enunciadores do discurso, todos eles contendo considerações que contrapõem presente e passado.


D

predomínio da linguagem denotativa, ora usada em constatações, ora na emissão de juízos de valor sobre o assunto enfocado.

Há uma referência metafórica ao termo “resiliência” no trecho


A

“contam com esse antídoto” (l. 9).


B

“O termo tem sua origem na Física” (l. 16).


C

“capacidade humana de superar traumas” (l. 3).


D

“Este fenômeno físico serviu de metáfora para o ser humano” (l. 19 e 20).

A conotação responde pelo efeito de sentido causado pela possível associação entre uma palavra e uma experiência cultural que matiza sua significação. Um exemplo de linguagem conotativa está na alternativa:


A

"teremos saudades do matão, do luar do sertão"


B

"O apagão poderá nos trazer alguma luz"


C

"Vamos dormir melhor."


D

"Lembraremo-nos dos discos de 78 rpm"


E

"Em noites estreladas , pensaremos"

Considere o trecho:

Diferentes, sob quaisquer aspectos, não podem ser discriminados pelo que pensam ou fazem. É mais do que uma imposição legal – é uma norma pétrea da convivência em sociedades civilizadas.

A palavra destacada apresenta-se em sentido


A

denotativo e imprime valoração positiva ao substantivo a que se refere.


B

denotativo e imprime valoração negativa ao substantivo a que se refere.


C

conotativo e imprime valoração negativa ao substantivo a que se refere.


D

conotativo e imprime valoração positiva ao substantivo a que se refere.

O verbo presente no primeiro verso do poema foi utilizado de forma


A

conotativa, porque o eu-lírico espera que o amigo perceba algo.


B

denotativa, pois o poeta refere-se à ação humana de despertar.


C

literal, visto ser necessário despertar para buscar as mudanças.


D

figurada, pois a palavra “acordar” é usada em oposição à morte.

Texto para responder às questões de 01 a 10.


O apagão poderá nos trazer alguma luz


Não tivemos guerra, não tivemos revolução, mas teremos o apagão. O apagão será uma porrada na nossa autoestima, mas terá suas vantagens.

Com o apagão, ficaremos mais humildes, como os humildes. A onda narcisista da democracia liberal ficará mais “cabreira”, as gargalhadas das colunas sociais serão menos luminosas, nossos flashes, menos gloriosos. Baixará o astral das estrelas globais, dos comedores. As bundas ficarão mais tímidas, os peitos de silicone, menos arrebitados. Ficaremos menos arrogantes na escuridão de nossas vidas de classe média. [...] Haverá algo de becos escuros, sem saída. A euforia de Primeiro Mundo falsificado cairá por terra e dará lugar a uma belíssima e genuína infelicidade.

O Brasil se lembrará do passado agropastoril que teve e ainda tem; teremos saudades do matão, do luar do sertão, da Rádio Nacional, do acendedor de lampiões da rua, dos candeeiros. Lembraremos das tristes noites dos anos 40, como dos “blackouts” da Segunda Guerra, mesmo sem submarinos, apenas sinistros assaltantes nas esquinas apagadas. O apagão nos lembrará de velhos carnavais: “Tomara que chova três dias sem parar”. Ou: “Rio, cidade que nos seduz, de dia falta água, de noite falta luz!”. Lembraremo-nos dos discos de 78 rpm, das TVs em preto-e-branco, de um Brasil mais micha, mais pobre, cambaio, mas bem mais brasileiro em seu caminho da roça, que o golpe de 64 interrompeu, que esta mania prostituída de Primeiro Mundo matou a tapa.

[...]

O apagão nos mostrará que somos subdesenvolvidos, que essa superestrutura modernizante está sobre pés de barro. O apagão é um “upgrade” nas periferias e nos “bondes do Tigrão”, nos lembrando da escuridão física e mental em que vivem, fora de nossas avenidas iluminadas. O apagão nos fará mais pensativos e conscientes de nossa pequenez. Seremos mais poéticos. Em noites estreladas, pensaremos: “A solidão dos espaços infinitos nos apavora”, como disse Pascal. Ou ainda, se mais líricos, recitaremos Victor Hugo: “A hidrauniverso torce seu corpo cravejado de estrelas...”.

[...] O apagão nos dará medo, o que poderá nos fazer migrar das grandes cidades, deixando para trás as avenidas secas e mortas.

O apagão nos fará entender os flagelados do Nordeste, que sempre olharam o céu como uma grande ameaça. O apagão nos fará contemplar o azul sem nuvens, pois aprendemos que a natureza é quando não respeitada. O apagão nos fará mais parcimoniosos, respeitosos e públicos. Acreditaremos menos nos arroubos de autossuficiência. O apagão vai dividir as vidas, de novo, em dias e noites, que serão nítidos sem as luzes que a modernidade celebra para nos fascinar e nos fazer esquecer que as cidades, de perto, são feias e injustas. Vai diminuir a “feerie” do capitalismo enganador.

Vamos dormir melhor. Talvez amemos mais a verdade dos dias. Acabará a ilusão de clubbers e playboys, que terão medo dos “manos” em cruzamentos negros, e talvez o amor fique mais recolhido, sussurrado e trêmulo. Talvez o sexo se revalorize como prazer calmo e doce e fique menos rebolante e voraz. Talvez aumente a população com a diminuição das diversões eletrônicas noturnas. O apagão nos fará inseguros na rua, mas, talvez, mais amigos nos lares e bares. Finalmente, nos fará mais perplexos, pois descobriremos que o Brasil é ainda mais absurdo, pois nunca entenderemos como, com três agências cuidando da energia, o governo foi pego de surpresa por essas trevas anunciadas. Só nos resta o consolo de saber que, no fim, o apagão nos trará alguma luz sobre quem somos.

JABOR, Arnaldo. O apagão poderá nos trazer alguma luz. Folha de S. Paulo, São Paulo, 15 de maio 2001. Extraído do site. <www.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1505200129.htm. Acesso em 14 out. 2016. (Fragmento)


A conotação responde pelo efeito de sentido causado pela possível associação entre uma palavra e uma experiência cultural que matiza sua significação. Um exemplo de linguagem conotativa está na alternativa:


A

"teremos saudades do matão, do luar do sertão"


B

"O apagão poderá nos trazer alguma luz"


C

"Vamos dormir melhor."


D

"Em noites estreladas, pensaremos"


E

"Lembraremo-nos dos discos de 78 rpm"

O trecho do texto que traz expressão em sentido figurado está na alternativa:


A

Também se brincava de jogar areia nos outros, aos gritos…


B

… era mergulhar e passar por baixo das pernas abertas da prima…


C

Hoje, nas cidades grandes, existem poucas tias e pouquíssimas primas.


D

… não custaria menos de US$ 100 em Nova York ou Paris, ninguém acreditaria.


E

… e ficávamos com os pensamentos voando, esperando o sono chegar.

Tendo em vista que as palavras podem adquirir novo sentido de acordo com o contexto no qual estão inseridas, assinale o único termo destacado cujo sentido pode ser considerado conotativo, diferente dos demais, de sentido denotativo.


A

“[...] discutem projetos para melhorar as coisas.” (4º§)


B

“Imigrantes em massa estão morrendo no Mediterrâneo [...]” (5º§)


C

“[...] como alguns leitores já perceberam, não sou entendido nem em mim mesmo.” (1º§)


D

“[...] mas com a estrutura da sociedade depois de tantos séculos de cara quebrada.” (3º§)

A alternativa em que aparece o uso da linguagem conotativa é:


A

“Tanto no mundo capitalista quanto no mundo socialista as universidades trafegaram do humanismo regado a água benta ao racionalismo cientificista abraçado ao mito positivista da neutralidade científica.” (L.6/8).


B

“...precisamos de uma nova ontologia ecossocialista.” (L.25).


C

“...não a religião do período medieval,..” (L.16/17).


D

“a ponto de a natureza em nosso planeta perder a sua capacidade de autorregeneração,” (L.13/14).

Assinale a alternativa que apresenta sentido próprio ou denotativo:


A

O calor do seu beijo me fascina.


B

Olhos de mel.


C

Instinto e atitudes felinos.


D

Sua vida virou cinzas.


E

O sol pode ser prejudicial à saúde.

O texto apresenta predominantemente


A

um registro informal, tendo em vista a necessidade de promover uma aproximação com os leitores.


B

uma linguagem conotativa em função da natureza metafórica da temática discutida.


C

um registro formal, uma vez que é necessário obedecer à norma-padrão em qualquer contexto.


D

uma linguagem denotativa devido às especificidades do gênero discursivo em questão.

O termo sublinhado é usado em sentido denotativo em:


A

“[...] quem dirigia pelas estradas brasileiras topava com placas de mensagens lúgubres [...]” (linha 1).


B

“Basta ligar o motor para fazer dele também uma arma química” (linhas 7 e 8).


C

“[...] isso custou à economia global, em 2013, a bagatela de estimados US$ 225 bilhões” (linhas 21 e 22).


D

“Com transporte de massa eletrificado, seria possível matar três coelhos [...]” (linha 35).


E

“[...] seria possível matar três coelhos com um único golpe de progresso tecnológico [...]” (linhas 35 e 36).

   
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