Questões de Concurso sobre Metáfora

 
 
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Nesse excerto, o autor utilizou algumas expressões de sentido conotativo para atribuir características à mata, um dos cenários de sua obra. Expressões como a mata dormia; um eterno verde se sucedia; a mata era como uma virgem; antiga como o tempo e jovem como a primavera; a mata é um deus, constituem quatro figuras de linguagem distintas. Aponte a sequência correta das figuras de linguagem na ordem em que aparecem aqui.


A

Personificação/prosopopeia, hipérbole, comparação, antítese, metáfora.


B

Metáfora, comparação, personificação/prosopopeia, hipérbole, antítese.


C

Metáfora, hipérbole, comparação, personificação/prosopopeia, antítese.


D

Personificação/prosopopeia, hipérbole, comparação, metáfora, antítese.


E

Metáfora, comparação, personificação/prosopopeia, antítese, hipérbole.

No verso – Os poemas são pássaros que chegam − há


A

um paradoxo.


B

uma personificação.


C

uma metonímia.


D

uma ironia.


E

uma metáfora.

Observe os parênteses e assinale a alternativa INCORRETA em relação à Figura de Linguagem.


A

A vida é uma nuvem que voa (Metáfora)


B

Costumava ler Shakespeare (Metonímia)


C

Embarcou há pouco no avião (Eufemismo)


D

Quase morri de estudar (Hipérbole)


E

Você precisa escolher: ou estuda, ou trabalha, ou descansa ou se diverte. (Polissíndeto)

Assinalar a alternativa que apresenta a figura de linguagem usada no trecho sublinhado em “Seja como for, o fato é que Walker revelou-se uma empresária brilhante”:


A

Metáfora.


B

Prosopopeia.


C

Sinestesia.


D

Metonímia.


E

Perífrase.

Texto 1

Z de depressão (fragmento)


“Quando o sol nasce em Minas Gerais, Caio está em seu quarto. Ao cair da noite, também é lá que o rapaz fica, isolado. Ele tem 21 anos e mora em Luz, cidade mineira de pouco mais de 18 mil habitantes. Até os 8 anos, levou a vida tranquila de alguém que cresce numa cidade pequena. Mas então um dos seus tios se matou, e o menino foi se tornando cada vez mais triste. Virou alvo de bullying na escola, perdeu os amigos – ‘não sobrou ninguém’, ele conta. Aos 10 anos, tentou suicídio e precisou ser internado às pressas. [...]

Na adolescência, Caio identificou que era um homem transgênero, e sua sensação de isolamento só cresceu. Com o agravamento do quadro depressivo, foi levado ao hospital algumas vezes depois de se automutilar. Embora os médicos tenham recomendado, ele nunca tratou a depressão por um longo período de tempo. Cresceu encontrando pequenos alívios para a angústia: cachorros, namoradas, bebidas alcoólicas, cortes nos braços. Conseguiu terminar o ensino médio, mas não teve motivação para prestar vestibular ou trabalhar. [...]

Caio representa uma história, mas não a única, de um quadro de adoecimento mental de crianças e jovens brasileiros, com casos repetidos de depressão, ansiedade e síndrome do pânico. [...] Em um Boletim Epidemiológico divulgado setembro passado, o Ministério da Saúde apontava que as taxas de suicídio saltaram 116% entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos no intervalo de 2010 a 2019; nos jovens de 15 a 19 anos, o aumento foi de 81%. Nas demais faixas etárias, a taxa não cresceu mais que 30%. Os dados levaram o governo federal a classificar o suicídio como ‘um problema de saúde pública crescente no Brasil, com destaque aos grupos etários mais jovens’.

[...]

Entre junho e novembro de 2020, [Guilherme] Polanczyk e outros pesquisadores da USP e do Hospital das Clínicas entrevistaram remotamente 5.795 crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos de todas as regiões do país para medir os efeitos da pandemia sobre a saúde mental deles. No segundo semestre do primeiro ano de isolamento, 36% apresentaram sintomas de depressão e ansiedade. Como as escolas estavam fechadas e seria perigoso realizar as entrevistas presencialmente, só participaram aqueles com conexão à internet. ‘A gente sabe que os dados da pesquisa não refletem a realidade das crianças e dos adolescentes mais pobres’, Polanczyk diz. Ainda assim, os resultados indicaram que a insegurança alimentar esteve associada a maiores níveis de ansiedade e a sintomas depressivos. [...]

[...]

O Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde não aponta causas exatas do sofrimento mental dos jovens brasileiros, mas dá a entender que certas particularidades ajudariam a explicar o aumento das taxas de suicídio juvenil. Com base em estudos americanos, menciona que a geração Z, formada por nascidos a partir de 1995, está mais propensa a ter depressão por ser menos resiliente e não saber lidar com frustrações. [...]

[...]”

Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br/z-de-depressao/. Acesso em: 22/07/2022


Texto 2

A nova era do divórcio (fragmento)


“‘Novelas da Globo aumentam o número de divórcios no Brasil.’ Parece fake news de haters, mas não. Trata-se de um dado histórico. A conclusão é de um estudo de 2009, feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A pesquisa fez um cruzamento entre informações de censos das décadas de 1970, 1980 e 1990 e dados sobre a expansão do sinal da Globo no país. Segundo os autores do estudo, o número de mulheres que se separaram aumentou conforme a teledramaturgia da emissora foi chegando a mais cidades.

‘A exposição a estilos de vida modernos mostrados na TV, a funções desempenhadas por mulheres emancipadas e a uma crítica aos valores tradicionais mostrou estar associada aos aumentos nas frações de mulheres separadas e divorciadas nas áreas municipais brasileiras’, diz a pesquisa. [...]

O que os estudiosos do BID não poderiam prever é o quanto os divórcios aumentariam no Brasil do século 21, por um motivo ainda mais insuspeito: a disseminação de um vírus.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil, que congrega os tabeliães de notas e protestos, no primeiro ano da pandemia, em 2020, houve um aumento de 15% no número de divórcios em comparação com o ano anterior. Em 2021, então, o número de casais que oficializaram a separação bateu recorde: 80.573 divórcios consensuais, o maior da série histórica, que é registrada desde 2007.

[...]

Sim, o início desnorteante da pandemia foi o gatilho para um boom de divórcios planeta afora. Motivos para a escalada nas tensões entre casais não faltaram, você sabe: o encarceramento no lar de ambos os cônjuges (condição que se estendeu indefinidamente para quem aderiu ao home office), perrengues financeiros, a necessidade de lidar com as crianças estudando em casa, distúrbios psicológicos (ansiedade, depressão, paranoia…).

[...]

A [empresa americana] Legal Templates mostrou que os casados há menos de cinco anos foram os que mais se separaram em 2020: 58%. Aliás, quanto menor o tempo de união oficial, maior o aumento no índice de cada um para o seu lado. Enquanto, em 2019, pré-Covid, apenas 11% dos que se separaram tinham menos de cinco meses sob o mesmo teto, em 2020 essa porcentagem quase dobrou: foi para 20%.

Estudiosos que analisaram esses dados chegaram a uma conclusão que faz sentido: casais que haviam se unido havia pouco tempo são menos calejados para enfrentar o maremoto que atingiu a praia conjugal na onda do vírus. Os parceiros mais longevos já tinham passado por outras crises. Talvez ilesos, talvez feridos. E muitos aprenderam a sair delas juntos.

[...]

Nesta nova era do divórcio, vale um alerta: mesmo nas separações mais amigáveis – e até afetuosas –, romper um relacionamento de anos segue sendo tão difícil quanto sempre foi. Os primeiros tempos tendem a ser um período deprimente, de luto mesmo, acordos difíceis e de pisar em ovos. Se você se separou, vale a pena um esforço a mais para manter o bom convívio. Não apenas pelo bem dos filhos – se o casamento produziu crianças. É importante honrar uma história que, em boa parte do tempo, foi partilhada com a pessoa que um dia você amou como se fosse a única.”

.

Disponível em: https://super.abril.com.br/comportamento/a-nova-era-do-divorcio.

Acesso em: 24/07/2022


Embora os textos 1 e 2 pertençam ao gênero textual reportagem, eles correspondem a subgêneros distintos. Em particular, apenas o texto 2 se qualifica como uma reportagem de divulgação científica.


Um reflexo dessa especificidade é o fato de que apenas o texto 2 inclui metáforas criativas (isto é, inovadoras, não convencionalizadas), como pode ser visto na seguinte passagem:


A

“‘Novelas da Globo aumentam o número de divórcios no Brasil’”;


B

“A conclusão é de um estudo de 2009, feito pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)”;


C

“A [empresa americana] Legal Templates mostrou que os casados há menos de cinco anos foram os que mais se separaram em 2020”;


D

“[...] casais que haviam se unido havia pouco tempo são menos calejados para enfrentar o maremoto que atingiu a praia conjugal na onda do vírus”;


E

“[...] mesmo nas separações mais amigáveis – e até afetuosas -, romper um relacionamento de anos segue sendo tão difícil quanto sempre foi”.

A alternativa que apresenta uma metonímia é:


A

Refrigerante é saudável.


B

A ideia é como um diamante.


C

A doçura da vida enebria os olhos.


D

Vou tomar uma Coca-cola.


E

Você é o açúcar do meu café.

Ao afirmar que “A vida é o dever de casa que nós trouxemos para fazer em casa”, Mário Quintana utiliza linguagem conotativa por meio de uma:


A

Metonímia


B

Comparação


C

Metáfora


D

Eufemismo


E

Paradoxo

Analise a expressão a seguir:

-

Esta pessoa é uma fênix. Já teve tantos altos e baixos, mas segue ressurgindo das cinzas!

-

Assinale a alternativa que corretamente apresenta a figura de linguagem empregada na expressão citada:


A

Ironia


B

Hipérbole


C

Pleonasmo


D

Personificação


E

Metáfora

Também conhecidas como figuras de linguagem, as figuras de estilo são recursos estilísticos bastante utilizados na linguagem literária, na música, na publicidade e também na linguagem oral. São empregues com o objetivo de dar ênfase à comunicação, tornando-a mais expressiva e nobre.


Assinale a figura de linguagem presente no trecho: "A vida é como uma viagem".


A

Metonímia.


B

Paradoxo.


C

Comparação.


D

Metáfora.

“Nenhuma nebulosidade será suficiente para demover quem percebe o brilho mais intenso: aquele que refulge no silêncio de nós mesmos.” As palavras destacadas, estilisticamente são:


A

Personificações fazendo referência a ações de seres inanimados que representam situações da vida.


B

Eufemismo para suavizarem todos os momentos desagradáveis e imutáveis da vida.


C

Metáforas que representam tanto as dificuldades quanto a esperança de dias melhores.


D

Hipérboles para demonstrarem a intensidade de certos problemas na vida de forma tão exacerbada; reforçando a impossibilidade de uma nova conquista.

Analise as afirmativas abaixo.

-

1. Em “Sua boca é um cadeado e meu corpo é uma fogueira” (Chico Buarque), temos presença de metáfora.

2. Em “Embora tenhamos cumplicidade, não podemos revelar nossos segredos”, temos uma coesão estabelecida por conjunção que denota sentido de concessão em oposição à oração principal.

3. Em ”Tristeza não tem fim/Felicidade sim (…)” (Vinícius de Moraes), temos o uso de paradoxo, nas palavras: “tristeza e felicidade”.

4. Em “José chegou triste! Não lhe faltou consolo” não há o uso de elemento para estabelecer coesão. As orações estão apenas justapostas.

5. Em “Seu olhar era doce e macio!”, as palavras “doce e macio” emprestam à frase uma figura de linguagem chamada sinestesia.

-

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


A

São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.


B

São corretas apenas as afirmativas 4 e 5.


C

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.


D

São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 5.


E

São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.

Relacione as orações com as figuras de linguagem:


I.Amor é fogo que arde sem se ver.

II.Ela me recebeu com seu doce abraço.

III.O lugar trazia um aspecto de vida e morte.

IV.Ele correu tanto que ficou morrendo de sede.


(__)Metáfora.

(__)Hipérbole.

(__)estesia.

(__)Antítese.


A ordem CORRETA, de cima para baixo é:


A

III, II, I, IV.


B

II, I, III, IV.


C

I, IV, II, III.


D

IV, II, I, III.


E

I, III, II, IV.

Toda a sua vida está no disco rígido.


O contexto da frase expressa-se pela figura de linguagem denominada:


A

Hipérbole.


B

Aliteração.


C

Metáfora.


D

Eufemismo.

Urgência emocional


Se tudo é para ontem, se a vida engata uma primeira e sai em disparada, se não há mais tempo para paradas estratégicas, caímos fatalmente no vício de querer que os amores sejam igualmente resolvidos num átimo de segundo. Temos pressa para ouvir “eu te amo”. Não vemos a hora de que fiquem estabelecidas as regras de convívio: somos namorados, ficantes, casados, amantes? Urgência emocional. Uma cilada. Associamos diversas palavras ao AMOR: paixão, romance, sexo, adrenalina, palpitação. Esquecemos, no entanto, da palavra que viabiliza esse sentimento: “paciência”. Amor sem paciência não vinga. Amor não pode ser mastigado e engolido com emergência, com fome desesperada. É uma refeição que pode durar uma vida.


MEDEIROS, M. Disponível em: http://porumavidasimples.blogspot.com.br. Acesso em: 20 ago. 2017 (adaptado).


Nesse texto de opinião, as marcas linguísticas revelam uma situação distensa e de pouca formalidade, o que se evidencia pelo(a)


A

impessoalização ao longo do texto, como em: “se não há mais tempo”.


B

construção de uma atmosfera de urgência, em palavras como: “pressa”.


C

repetição de uma determinada estrutura sintática, como em: “Se tudo é para ontem”.


D

ênfase no emprego da hipérbole, como em: “uma refeição que pode durar uma vida”.


E

emprego de metáforas, como em: “a vida engata uma primeira e sai em disparada”.

Para explicar a incompletude da descrição gramatical da língua, o autor utiliza a figura de linguagem denominada:


A

Metáfora.


B

Metonímia.


C

Comparação.


D

Personificação.

Considerando-se o contexto, na passagem “E essa insensatez fora a razão de tristes mal-entendidos com Alejandra,”, a expressão destacada cumpre um papel coesivo que está corretamente indicado por meio de uma referência:


A

anafórica, indicando um sentimento já representado pela comparação simbólica.


B

catafórica, antecipando os rostos de mãe e filha, descritos como quase iguais.


C

catafórica, sintetizando por meio do substantivo o que ainda seria apresentado.


D

metafórica, atribuindo expressividade a uma imagem anterior pouco racional.


E

anafórica, situando temporalmente o leitor em relação ao momento da ação.

Qual é a figura de linguagem presente no excerto “Sempre fui, e serei, [...] uma ilha visitável.”?


A

Comparação.


B

Hipérbole.


C

Metáfora.


D

Eufemismo.


E

Pleonasmo.

Também conhecidas como figuras de linguagem, as figuras de estilo são recursos estilísticos bastante utilizados na linguagem literária, na música, na publicidade e também na linguagem oral. São empregues com o objetivo de dar ênfase à comunicação, tornando-a mais expressiva e nobre.


Assinale a figura de linguagem presente no trecho: "Uma discussão é como uma fogueira e as palavras são como o vento que aviva a brasa"


A

Metonímia.


B

Paradoxo.


C

Metáfora.


D

Comparação.

Na frase Pretendo comprar um Ford tem-se qual figura de linguagem?


A

Metáfora.


B

Eufemismo.


C

Hipérbole.


D

Metonímia.

Entre as palavras “Sintomas” e “dor de cabeça”, há uma relação de


A

redundância.


B

metáfora.


C

antonímia.


D

sinonímia.


E

hiperonímia.

   
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