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Como muito bem disse Pagliaro: “Também as palavras são uma espécie de conchas, às quais temos de encostar o ouvido com humilde atenção, se quisermos apreender a voz que dentro delas ressoa” (in BECHARA, 2019). Pensando nisso, e considerando o que nos ensina Bechara a respeito de figuras de linguagem, analise as assertivas que seguem a respeito de determinadas figuras:
I. Metáfora: translação de significado motivada pelo emprego em solidariedades, em que os termos implicados pertencem a classes diferentes, mas pela combinação se percebem também como assimilados. Por exemplo: cabelos de neve.
II. Antonomásia: substituição de um nome próprio por um comum ou vice-versa com intuito explicativo, elogioso, irônico, etc. Por exemplo: a cidade luz em referência a Paris.
III. Oximoro: figura em que se combinam palavras de sentido oposto que aparecem excluir-se mutuamente, mas que, no contexto, reforçam a expressão. Por exemplo: obscura claridade.
Quais definições e exemplos acima estão corretos?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
Na frase “A velha voltou para dentro arrastando-se pelo chão, feito um cachorro, cadela, aliás: era entrevada”, há o emprego da
paródia.
ironia.
metonímia.
metáfora.
A grama do vizinho
(Martha Medeiros)
Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.
Estamos todos no mesmo barco.
Há no ar certo queixume sem razões muito claras.
Converso com mulheres que estão entre os 40 e 50 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e ainda assim elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.
De onde vem isso? Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antônio Cícero, uma música que dizia: “Eu espero / acontecimentos / só que quando anoitece / é festa no outro apartamento”.
Passei minha adolescência com esta sensação: a de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite. É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são, ou aparentam ser. Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho.
As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes, falsos sorrisos e falsas notícias. Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas, então fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando na verdade a festa lá fora não está tão animada assim. Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma. Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente.
Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.
Pra consumo externo, todos são belos, sexys, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores.
“Nunca conheci quem tivesse levado porrada/ todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo”.
Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia, e olha que na época em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta. Nesta era de exaltação de celebridades – reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça. Mas, tem. Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia. Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores? Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige? Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa? Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé? Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.
As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento.
Em “Ao amanhecer descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.” temos o uso da seguinte figura de linguagem:
Metonímia.
Metáfora.
Sinestesia.
Eufemismo.
Paradoxo.
Em “ ...o fenômeno que tirou a poeira da poesia”, a expressão sublinhada é metafórica. O mesmo ocorre na expressão sublinhada em:
“Existe amor (em forma de poesia)”
“exploram de forma engenhosa temas como amor”
“a maioria com caráter motivacional, bebendo de fontes filosóficas”
“– que fala sobre a própria poesia e a arte de escrever."
“os livros de poesia nacionais cresceram em venda 107%”
Observe esse fragmento do mesmo texto de Machado:
“Meses depois fui para o seminário de São José. Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na véspera e na manhã, somaria mais que todas as vertidas desde Adão e Eva. Há nisto alguma exageração; mas é bom ser enfático...”
Esse fragmento alude ao seguinte tipo de linguagem figurada:
metáfora.
metonímia.
eufemismo.
hipérbole.
No texto acima, o autor utiliza a expressão Lei da Selva para falar de momentos da história da humanidade quando as guerras eram constantes e desprovidas de qualquer justificativa para que ocorressem ou de qualquer tratado entre os povos que as regulasse ou as condenasse. Da Idade da Pedra à era do vapor, cada pessoa na Terra sabia que a qualquer momento os vizinhos poderiam invadir seu território, derrotar seu exército, chacinar seu povo e ocupar sua terra. A figura de linguagem empregada para expressar o sentido da expressão Lei da Selva, um estado das coisas em que tudo é válido, é:
Metonímia.
Metáfora.
Antítese.
Paradoxo.
Símile.
Considere a frase: “Sonhei um sonho comprido que não me deixava acordar.” (Linha 1). Na referida frase, a expressão “Sonhei um sonho” forma um recurso expressivo denominado
pleonasmo.
metáfora.
metonímia.
antítese.
hipérbole.
No enunciado João bebeu um copo de suco., temos um exemplo de uma figura de linguagem denominada:
Metáfora.
Catacrese.
Sinestesia.
Metonímia.
Comparação.
Em pequenas bolinhas plásticas utilizadas na manufatura de itens plásticos (linhas 21 e 22), ocorre
pleonasmo.
hipérbole.
metáfora.
eufemismo.
Qual o recurso de linguagem e o que o autor sugere quando diz que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber (l.17-19)?
Hipérbole, que seguir todos os conselhos de saúde pode ser prejudicial.
Aliteração, que é fácil esquecer todas as coisas que se deve fazer para ser saudável.
Metáfora, que seguir todos os conselhos de saúde pode levar a um derrame.
Ironia, que seguir todos os conselhos de saúde é tão ocupante que você não terá tempo para perceber problemas de saúde.
Nos textos literários é comum a ocorrência das figuras de linguagem, que estão relacionadas ao sentido conotativo das palavras. Com base nessa consideração, responda às questões 5 e 6.
Marque a alternativa CORRETA que aponta a figura de linguagem utilizada pelo autor no trecho sublinhado.
“O chefe da Usina Pequena era o Tenente Jaguar. Esse não era o seu verdadeiro nome, mas o apelido era mais que o apropriado: ele tinha mesmo cara de felino, e de felino muito feroz. Ao sorrir, mostrava os caninos enormes - e isso era suficiente para dar calafrios nos prisioneiros.”
Sinestesia.
Metáfora.
Onomatopeia.
Perífrase.
“Ninguém sabe o que quer dizer au au” (último quadrinho). Nesse trecho do texto, identificamos claramente uma figura de linguagem conhecida como:
Prosopopeia.
Onomatopeia.
Metáfora.
Perífrase.
Quais são, respectivamente, as figuras de linguagem que os trechos representam?
I - “Você é raio de saudade,
Meteoro da paixão (...)” (canção "Meteoro" de Luan Santana)
II - "Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas (...)" (“exagerado” do cantor Cazuza)
metáfora – metonímia
hipérbole – metáfora
sinestesia - metáfora
metáfora – hipérbole
No trecho “[...] um chorinho fazendo tuim, tuim, tuim...” (1º§), a repetição do termo “tuim” demonstra o uso da figura de linguagem conhecida como:
Perífrase.
Metáfora.
Paronomásia.
Onomatopeia.
Sobre as figuras de linguagem, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Em "A pandemia da Covid-19 foi uma sombra na história da humanidade", existe uma metáfora.
(__)Na sentença "A quarentena para Covid-19, atualmente, é de três dias", temos uma antonomásia.
(__)Em "Eu já repeti mil vezes que é necessário se vacinar contra a Covid-19", há uma hipérbole.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
F - F - V
V - V - F
V - F - V
V - F - F
F - V - V
Há duas figuras que se mostram muito próximas: a comparação ou símile e a metáfora. Assinale a frase que mostra uma metáfora e não uma comparação.
Amar em segredo é como ter asas e não poder voar.
A admiração é o amor congelado.
Saudade é tal qual um espinho cheirando a flor.
O casamento é o mesmo que uma tragédia em dois atos: civil e religioso.
Charme é como o toque da borboleta em uma pétala de rosa.
A respeito das figuras de linguagem, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Comparação.
(2) Metáfora.
(3) Hipérbole.
(4) Antítese.
(_) “Meu amor é simples, Dora,/ Como a água e o pão./ Como o céu refletido/ Nas pupilas de um cão.”
(_) “A respiração de Novembro verde e fria/ Incha os cedros azuis e as trepadeiras/ E o vento inquieta com longínquos desastres/ A folhagem cerrada das roseiras.”
(_) “Eu morro de rir quando assisto a essa série!”
(_) “Não há luz sem antes a escuridão.”
4 - 3 - 2 - 1.
1 - 3 - 2 - 4.
2 - 4 - 1 - 3.
1 - 2 - 3 - 4
3 - 1 - 4 - 2.
Leia a tirinha a seguir, do personagem Armandinho, criado por Alexandre Beck:

Agora, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Na tirinha, há uma figura de linguagem chamada metáfora.
(__)Para compreender essa tirinha, é necessário que se conheça a história da Branca de Neve.
(__)A partir das palavras do menino, podemos considerar que ele acha positivo o uso de agrotóxicos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
V - V - F
F - V - V
V - F - F
F - V - F
F - F - V
Assinale o texto em que ocorre significado metafórico.
Você é luz, é raio, estrela e luar. Manhã de sol, meu iá iá, meu iô iô.” (Wando)
Em grandes cidades, é cada vez mais frequente a presença de pessoas sem teto.
Depois das enchentes, qualquer nuvem pesada deixa a população preocupada.
Vossa Excelência faltou com a verdade e, por isso, será acusado de traição.
A hiperatividade desses alunos em dia de chuva é excessiva.
No fragmento (Texto III), ocorre:
Pleonasmo em: "Vi com meus próprios olhos quando o enamoramento dos dois começou".
Eufemismo em: "Conheci o cangaço por dentro".
Ironia em: "Macho e fêmea nesse mundo de meu Deus".
Metáfora em: "Meu nome é Sebastião. Filho de Emerenciano Baptista".
Hipérbole em: "Chave e fechadura encadeando sentimentos obtusos como o amor, a glória, o engavetamento emocional."