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Texto 05 para a questão 17.
Observe a charge abaixo:

Disponível em: https://www.todamateria.com.br/figuras-de-linguagem/ Acesso em 19/11/2022
Nessa charge, existe uma Figura de Linguagem. Assinale a alternativa que a indica.
Elipse.
Metáfora.
Hipérbole.
Eufemismo.
Metonímia.
Na frase As pernas eram finas como os juncos que crescem nos rios (l.16-17)tem-se qual figura de linguagem?
Comparação.
Metáfora.
Perífrase.
Pleonasmo.
Sinestesia.
Texto para as questões 1, 2, 3 e 4.
Há versos célebres que se transmitem através das idades do homem, como roteiros, bandeiras, cartas de marear, sinais de trânsito, bússolas — ou segredos. Este, que veio ao mundo muito depois de mim, pelas mãos de Carlos Drummond de Andrade, acompanha-me desde que nasci, por um desses misteriosos acasos que fazem do que viveu já, do que vive e do que ainda não vive, um mesmo nó apertado e vertiginoso de tempo sem medida. Considero privilégio meu dispor deste verso, porque me chamo José e muitas vezes na vida me tenho interrogado: «E agora?» Foram aquelas horas em que o mundo escureceu, em que o desânimo se fez muralha, fosso de víboras, em que as mãos ficaram vazias e atónitas. «E agora, José?» Grande, porém, é o poder da poesia para que aconteça, como juro que acontece, que esta pergunta simples aja como um tónico, um golpe de espora, e não seja, como poderia ser, tentação, o começo da interminável ladainha que é a piedade por nós próprios.
Em todo o caso, há situações de tal modo absurdas (ou que o pareceriam vinte e quatro horas antes), que não se pode censurar a ninguém um instante de desconforto total, um segundo em que tudo dentro de nós pede socorro, ainda que saibamos que logo a seguir a mola pisada, violentada, se vai distender vibrante e verticalmente armar. Nesse momento veloz tocara-se o fundo do poço.
[...]
José Saramago.
https://www.contioutra.com/e-agora-jose-cronica-de-saramago-inspirada-no-poema-homonimo-de-drummond/
Considerando o contexto de onde foram retiradas, analise a classificação de cada figura de linguagem presente nas frases a seguir.
I. Em "... o desânimo se fez muralha, fosso de víboras," há uma metáfora.
II. Na frase "...em que as mãos ficaram vazias e atónitas." está presente a hipérbole.
III. Em "... um mesmo nó apertado e vertiginoso de tempo sem medida." Está presente a antítese.
A classificação das figuras de linguagem está correta em:
Apenas I.
Apenas I e III.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos negativos que já foram amplamente descritos pelos cientistas. (L.1-4)
O nome popular para “dar um tempo das redes sociais” constitui, como no período acima, exemplo de
metonímia.
catacrese.
sinestesia.
eufemismo.
metáfora.
Assinale a alternativa que possui uma metáfora.
“Minha vida era um palco iluminado
Eu vivia vestido de dourado
palhaço de perdidas ilusões [...]”
(Sílvio Caldas)
“Paixão cruel, desenfreada
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas” [...]
(Cazuza)
“É, e na hora que eu te beijei
Foi melhor do que eu imaginei
Se eu soubesse tinha feito antes
No fundo sempre fomos bons amantes” [...]
(Maiara & Maraisa)
“Queixo-me às rosas
Que bobagem as rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai” [...]
(Cartola)
Uma metáfora é um exemplo de linguagem figurada de base comparativa, fundamentada em uma semelhança entre os termos.
Todas as frases abaixo são metáforas; assinale aquela que tem a identificação adequada da semelhança entre os termos comparados.
Felicidade é um fluxo de caixa positivo. / bem-estar econômico.
O telefone celular é a prótese do século XX. / artificialidade.
Os games são as babás do nosso século. / educação.
Meu irmão rico sempre foi o banco da família. / antidepressivo.
Na música Asa Branca, Luiz Gonzaga canta:
Quando olhei a terra ardendo
Qual fogueira de São João
Eu perguntei a Deus do céu, ai
Por que tamanha judiação?
Nesse trecho, qual figura de linguagem é utilizada para relacionar a terra com a fogueira de São João?
Comparação.
Metáfora.
Prosopopeia.
Metonímia.
Aliteração.
O trecho da letra de música que claramente apresenta uma metáfora é:
“Por falta d’água perdi meu gado/ morreu de sede meu alazão”.
“Ai quem me dera voltar/ Pros braços do meu xodó Saudade assim faz roer/ E amarga qui nem jiló”
“Luís respeita Januário
Luís, tu pode ser famoso, mas teu pai é mais tinhoso
E com ele ninguém vai, Luís”
“Se a lua nasce por detrás da verde mata/
Mais parece um sol de prata prateando a solidão/
E a gente pega na viola que ponteia/
E a canção é a lua cheia a nos nascer do coração
Leia o trecho da obra As Gaiolas de Rubem Alves a seguir:
Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle.
Rubem Alves se utiliza de uma figura de linguagem para fazer uma crítica a um sistema de ensino que não seja libertador. Qual figura de linguagem é esta?
Sinestesia.
Prosopopeia.
Litote.
Metáfora.
Metonímia.
É correto afirmar que a expressão “resistir à tentação” (linhas 21 e 22) constitui um exemplo da figura de linguagem conhecida como metáfora.
Certo
Errado
No excerto “Os ouvidos se afiam, a cabeça se inclina, o corpo todo escuta: nenhum rumor.”, observa-se o uso de linguagem metafórica pela narradora para descrever a cena. O uso de metáfora é evidente apenas na(s) sentença(s):
“Os ouvidos se afiam” e “o corpo todo escuta”.
“a cabeça se inclina”.
“nenhum rumor”.
“o corpo todo escuta”.
“a cabeça se inclina” e “nenhum rumor”.
Em relação a figuras de linguagem, avalie os conceitos de metáfora, de metonímia e de sinédoque, levando em conta o que Platão e Fiorin trazem em sua obra “Lições de texto: leitura e redação”:
I. Metáfora é, pois, a alteração do sentido de uma palavra, pelo acréscimo de um significado segundo, quando entre o sentido de base e o acrescentado há uma relação de semelhança, de intersecção, isto é, quando eles apresentam traços semânticos comuns.
II. Metonímia é, pois, a alteração do sentido de uma palavra ou de uma expressão pelo acréscimo de um significado segundo a um significado primeiro, quando entre ambos existe uma relação de contiguidade, de inclusão, de implicação, de interdependência, de coexistência.
III. Sinédoque é um tipo de metonímia: ocorre quando se usa a parte para designar o todo ou vice-versa.
Quais estão corretas?
Apenas I.
Apenas II.
Apenas I e II.
Apenas II e III.
I, II e III.
Tendo em vista que há uma infinidade de metáforas fundamentadas por palavras que indicam ações, atitudes ou sentimentos próprios do homem, porém empregadas a seres ou coisas inanimadas, podemos afirmar que tal recurso ocorre em:
“Um dia, quando lhe perguntarem onde é que nasceu, a moça poderá responder, sorrindo: ‘na lixeira’.” (1º§)
“Pois realmente foi ali que a jogaram, entre cascas de banana e borra de café, para que não vivesse; [...]” (1º§)
“Ficou surda aos argumentos sociais, morais e econômicos que demonstram a inconveniência de salvar-se uma vida de origem equívoca e de custeio incerto.” (3º§)
“Foi lá que a criança verdadeiramente nasceu, quando os seres humanos, a ordem econômica e os últimos preconceitos lhe negaram ou lhe impediram a existência.” (4º§)
No excerto “O espantalho-gente pega a bola, viva, ainda, tira do bolso um canivete e dá-lhe a primeira espetada. No segundo golpe, a bola começa a sangrar. Em cada gomo o coração de uma criança.” (11º§), o narrador reforça a crueldade das ações, provocando apreensão no leitor. Considerando que o desfecho é a morte simbólica da personagem, é possível inferir que:
A comparação evidencia a ação da narrativa lembrando o ritmo, a pulsação de uma partida de futebol.
A personificação da personagem central – a bola, que ganha vida e se humaniza, oferece pistas para o leitor antecipar, configurar o enredo.
A metáfora expressa o sentimento de dor, perda. É a morte da alegria, o roubo do brincar, o desaparecimento da pelada de rua, do “ser criança”.
O paradoxo enfatiza uma contraposição à ideia de solidão em que se transformou a praça, tendo em vista que o cenário era animado antes do fim da pelada.
Para construir significado, os textos O bicho e Piscina lançam mão de processo metafórico. Nestes textos, as pessoas em condição de vulnerabilidade social são comparadas a bicho. A alternativa que traz dois excertos, um de cada texto, que exemplificam esse processo metafórico é a seguinte:
"Pena que a favela, com seus barracos grotescos se alastrando pela encosta do morro, comprometesse tanto a paisagem." e "Vi ontem um bicho / Na imundície do pátio,"
"Era um ser encardido, cujos trapos em forma de saia não bastavam para defini-la como mulher. Segurava uma lata na mão, e estava parada, à espreita, silenciosa como um bicho." e "Quando achava alguma coisa, / Não examinava nem cheirava:/ Engolia com voracidade."
"De vez em quando surgia sobre a grade a carinha de uma criança, olhos grandes e atentos, espiando o jardim. Outras vezes eram as próprias mulheres que se detinham e ficavam olhando." e "O bicho não era um cão. / Não era um gato. / Não era um rato."
"Depois, sem uma palavra, iniciou uma cautelosa retirada, meio de lado, equilibrando a lata na cabeça - e em pouco sumia-se pelo portão." e "O bicho, meu Deus, era um homem."
A figura de linguagem presente em “O sorriso daquele menino era um raio de sol no meu dia.” é:
Metáfora.
Metonímia.
Hipérbole.
Personificação.
Sinestesia.
Analise as proposições abaixo colocando (V) para o que for verdadeiro e (F) para o que for falso, considerando o poema de Ferreira Gullar.
( ) O poema Traduzir-se corporifica e transgride os liames impostos por uma estrutura antinômica, em que o eu lírico encontra o limite e a transgressão como condição imanente (textocomposição) e latente (ressonâncias do desejo, da falta, do trágico, dada a consciência de precariedade da linguagem, sugerida pelo eu lírico).
( ) No poema há predomínio da figura de linguagem denominada oxímoro.
( ) A predileção pelo verbo ser atribui uma semântica existencial que é subsumida pelo valor de transitividade da despersonalização marcada pela metáfora da “estranheza”.
( ) Recorrendo a metáfora que sugere dispersão, queda e aniquilação (mundo, ninguém, fundo sem fundo, multidão, estranheza, delírio etc.), o eu lírico projeta uma identificação e solidariedade com o mundo, sem, com efeito, encontrar nela uma saída existencial.
( ) O poema Traduzir-se evidencia um discurso poético de cunho social, investigando de forma acurada sua subjetividade. O tom que emana dos versos é soturno.
( ) O recurso estilístico adotado pelo autor é o de ajustar dois vocábulos de significação universal, embora oponentes. Assim, temos: "mundo/fundo", "multidão/solidão", “pondera/delira”.
A sequência correta de cima para baixo é:
V – V – V – V - V – V.
V – F – V – V – F – V.
F – F – F – V – V – V.
V – V – V – F – V – V.
F – V – V – F – F – V.
No trecho “Em compensação, num racha de menino ninguém é mais sapeca: ela corre para cá, corre para lá, quica no meio-fio, para de estalo no canteiro, lambe a canela de um, deixa-se espremer entre mil canelas, depois escapa, rolando, doida, pela calçada. Parece um bichinho.” (5º§), o autor faz uso de uma figura de linguagem para construir sua afirmação; assinale-a.
Metáfora.
Hipérbole.
Prosopopeia.
Comparação.
Figuras de linguagem são recursos estilísticos que o escritor utiliza para deixar seu texto mais elegante e expressivo. No trecho
“Oh, metade arrancada de mim
Leva o vulto teu
Que a saudade é o revés de um parto
A saudade é arrumar o quarto
Do filho que já morreu”
podemos identificar a seguinte figura de linguagem:
Sinestesia.
Comparação.
Metáfora.
Metonímia.
A frase em que o vocábulo sublinhado exemplifica a linguagem lógica e não uma metáfora, é:
Infância é vida sob uma ditadura;
Uma criança não é um vaso a ser preenchido, mas um fogo para ser aceso;
Crianças são as mensagens vivas que nós enviamos a um tempo que não veremos;
Nunca é tarde para ter uma infância feliz;
Criança é um anjo cujas asas diminuem à medida que crescem as pernas.