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Leia o texto e responda ao que se pede:
O pavão
Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.
Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.
BRAGA, R. O pavão. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/11513/o-pavao. Acesso em: 8 de agosto de 2023.
A expressão “o pavão é um arco-íris de plumas” é:
Uma metáfora que estabelece a analogia de sentido entre o fenômeno óptico das cores do arco-íris e da cauda do pavão.
Uma prosopopeia em que o arco-íris, fenômeno da natureza, assume as características de um ser vivo, como ter plumas.
Uma comparação entre as cores da cauda do pavão e leveza das plumas.
Uma sinestesia que une o sentido de visão das cores do arco-íris ao de tato no toque das plumas.
Leia o trecho a seguir:
“O mergulho na terapia é o bálsamo que proporciona autoconhecimento e nos ajuda a discernir o que queremos, o que podemos e o que devemos ser e fazer.”
É CORRETO afirmar que, no trecho destacado há presença de uma figura de linguagem que pode ser classificada como:
Metáfora.
Pleonasmo.
Sinédoque.
Catacrese.
Nos versos de Vinícius de Moraes “Quem virá despetalar pétalas/ No meu túmulo de poeta?”, há a presença da seguinte figura linguagem:
Metáfora.
Comparação.
Aliteração.
Personificação.
Analise o trecho abaixo para responder à questão 2.
“O pai é solicitado a olhar outra vez, com olhos desprevenidos, a paisagem sabida, para identificar nela pontos de luz e de sombra, diferenças, nuanças, pormenores insuspeitados ou menosprezados, senão a totalidade do panorama antes encerrado em moldura barroca ou vitoriana, e agora excedente de qualquer moldura que não seja a própria capacidade de mirar, sentir, compreender”.
O trecho apresenta um quadro como uma metáfora do assunto de que a crônica trata. Assinale a alternativa que apresenta a correta interpretação do que a moldura representa nessa metáfora.
A situação vivida pelos pais e filhos, que, de tão polêmica, chama atenção como uma moldura barroca e vitoriana, que possui muitos detalhes e padrões complicados, como a relação entre pais e filhos.
A forma como a relação de pais e filhos era tratada anteriormente e agora, antes com cuidados excessivos, como o esmero de uma moldura barroca, e agora com a naturalidade, sem molduras fora a compreensão.
A diferença entre a visão dos pais e dos filhos sobre a relação entre eles, sendo que a visão dos pais seria complexa, contornada por molduras intricadas e cheias de detalhes e a visão dos filhos seria mais simples, sem molduras.
A prática de produção de bebês de proveta, que seriam como enfeites controlados por mãos humanas e que precisam ser protegidos e cuidados, colocados dentro de molduras para serem admirados.
Uma metáfora é um exemplo de linguagem figurada de base comparativa, fundamentada em uma semelhança entre os termos.
Assinale a frase que se estrutura a partir de uma metáfora.
Ninguém é tão velho que não creia poder viver mais um ano.
Está morto: podemos elogiá-lo à vontade.
A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar. Voa tão leve, mas tem a vida breve.
O cisne, quanto mais envelhece, mais belo fica.
A gente não deveria crescer nunca.
Em “Os críticos dizem que o projeto é ‘um pesadelo’”, a construção linguisticamente realizada pode ser considerada:
Metonímica.
Hiperbólica.
Metafórica.
Pleonástica.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão 21.
Como as pessoas sobreviviam ao inverno rigoroso na Idade Média?
Sobreviver ao inverno hoje parece fácil com tanta tecnologia a nosso favor: jaquetas puffer, roupas íntimas térmicas, aquecimento central, aquecedores de ambiente e isolamento doméstico são apenas algumas das coisas que nos mantêm a salvos durante todo o período de frio extremo. Sem contar que podemos tomar chocolate quente na frente da TV quando as coisas pioram, o que até tem seu lado bom. Mas imagine como era viver o inverno nos tempos medievais. Casas de pedra ou madeira sem isolamento, tecidos limitados para fazer roupas quentes e dias de trabalho duro expostos aos elementos naturais. Isso não só era muito desagradável, como também, genuinamente perigoso.
A Idade Média, também conhecida como Era Medieval, durou mais ou menos entre 500 d.C. e 1500 d.C. Esta parte da história também ficou conhecida como Idade das Trevas e por uma boa razão.
No século XIII, um monge franciscano inglês chamado Bartolomeu escreveu uma espécie de enciclopédia chamada 'Sobre as Propriedades das Coisas', descrita hoje como a "Wikipédia da Idade Média". Ele descreve, longamente, seu desgosto pelo inverno, afirmando que "é tudo contrário ao verão. Portanto, todas as coisas que viveram e surgiram pelo benefício do Verão, desaparecem e morrem pela dura crueldade do Inverno."
Algum tempo depois, o inverno tornou-se símbolo do envelhecimento, da pobreza e da morte. Era uma metáfora um tanto óbvia, já que todos esses eram fatos bastante literais da vida durante o inverno na Europa Ocidental.
A agricultura era a principal fonte de subsistência e sustento para uma pessoa comum nos tempos medievais, mas a atividade parava durante os meses mais frios. Isso significava que eles tinham que estar extremamente preparados para permanecer alimentados durante o inverno.
Como as pessoas sobreviviam ao inverno rigoroso na Idade Média? (msn.com). Adaptado.
O frio é considerado, em muitos países, como um período difícil, devido à dura realidade de um inverno rigoroso e, na Idade Média, a situação era uma realidade muito mais preocupante e dolorosa.
Assinale a opção CORRETA de acordo com o texto.
O verão era o período de preparação para desenvolver a agricultura e acumular fonte de subsistência e sustento para o inverno e, todos os anos, os agricultores encontravam-se extremamente preparados para isso.
O texto usa de uma metáfora para descrever a situação entre o inverno e o verão, e por ser uma metáfora, não há uma correlação entre os fatos metafóricos do texto com os fatos literais.
Na Idade das Trevas, como era chamada também a Idade Média, as estações contrapostas, ou seja, verão e inverno, tornaram-se símbolos de vida e morte, respectivamente.
Viver na Idade Média, segundo o texto, não era fácil, principalmente em se tratando da estação invernal, um período que durou, aproximadamente, mil e quinhentos anos.
Em: "Não basta ser feliz, ter afetos à sua volta, comida à mesa, teto, paz?", não é correto na análise do excerto:
A pergunta formulada é retórica.
"à mesa" é adjunto adverbial.
"teto" é uma metáfora no período.
As duas vírgulas iniciais separam orações.
Em passagens como “com um nó na garganta” e “estão com o peito sangrando”, a linguagem figurada confere maior expressividade ao texto.
Essas construções ilustram a seguinte figura:
personificação.
metáfora.
ironia.
metonímia.
Na oração “Empresas consolidadas que adotam medidas para abraçar o futuro do trabalho”, qual figura de linguagem encontramos?
Metonímia.
Metáfora.
Eufemismo.
Prosopopeia.
Perífrase.
Considere o verso: “Devagar ... as janelas olham.” Marque a alternativa correta sobre a figura de linguagem presente nesse verso.
antítese.
comparação.
metáfora.
metonímia.
Leia estes versos de um poema:
Mar português
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
PESSOA, Fernando. Mar português. Disponível em: https://nova-acropole.org.br/blog/mar-portugues-fernando-pessoa/. Acesso em: 15 jun. 2023. [Fragmento]
Nos versos em destaque, Fernando Pessoa utiliza uma imagem poética para falar do mar português. O processo utilizado pelo poeta é chamado de
metáfora, em que a característica salgada do mar estaria relacionada ao sofrimento vivenciado pelos portugueses.
metonímia, pois há a substituição da palavra “português” por “salgado”, buscando indicar a característica do local.
comparação, uma vez que a tristeza dos portugueses é comparada à força do mar e suas águas salgadas.
paradoxo, visto que as ideias expostas vão de encontro umas às outras, pois lágrimas não podem salgar o mar.
No período, “os pesquisadores constataram entre 2017 e 2021 o crescimento de 1500 hectares (2883%) de cicatrizes deixadas pelo garimpo, área equivalente a 2100 campos de futebol”, a palavra “cicatrizes” funciona como
eufemismo.
silepse.
metáfora.
antítese.
No fragmento abaixo temos um exemplo de:
Acontece todo dia,
Pois eu mesma não escapo.
De tanto ser boazinha
Tô sempre engolindo sapo
Aliteração
Onomatopéia
Polissindeto
Anáfora
Metáfora
Identifique a figura de linguagem presente na tirinha abaixo:

Metonímia
Hipérbole
Metáfora
Comparação
Aliteração
Dentro da área de estilística, há o recurso linguístico das “figuras de linguagem”, emprego de um termo com sentido diverso/diferente do que é convencionalmente usado, a sua finalidade é a de alcançar um efeito mais convincente na comunicação.
Leia o excerto de Dom Casmurro (1997, p.57) e observe os termos em destaque: “Como eu quisesse falar também para disfarçar o meu estado, chamei algumas palavras cá de dentro, e elas acudiram de pronto, mas de atropelo, e encheram-me a boca sem poder sair nenhuma. O beijo de Capitu fechava-me os lábios.”
Assinale a alternativa correta em relação à figura de linguagem.
onomatopeia.
metáfora.
prosopopeia ou personificação.
anáfora.
sinestesia.
O amor é um fogo que arde sem se ver” (Camões).
Neste trecho, há a seguinte figura de linguagem:
Comparação
Metáfora
Metonímia
Catacrese
Sinestesia
“Mas ao limpar nossos armários e gavetas corre o risco de nos deixar despidos.”
O trecho em destaque nesse período valeu-se da figura de linguagem denominada
metáfora.
metonímia.
pleonasmo.
comparação.
ambiguidade.
A figura de linguagem presente em: "( ... ) desse mundo de dar e receber( ... )" é:
antítese.
metáfora.
onomatopeia.
metonímia.