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O texto, que é predominantemente narrativo e desenvolvido com base em um fato do cotidiano do narrador, caracteriza-se como uma crônica.
Certo
Errado
Apresenta propósito comunicativo semelhante ao do texto desta prova o gênero textual
editorial.
notícia.
artigo informativo.
relatório técnico.
A estrutura e o conteúdo do texto permitem concluir que estamos diante:
De um poema, com traços de injunção.
De um conto, com traços de dissertação.
De um artigo de opinião, com traços de poesia.
De uma crônica, com traços de injunção.
A tipologia textual é a forma pela qual o texto é apresentado ao leitor, apresentando características determinantes em sua estrutura por meio de traços linguísticos. Os tipos textuais são classificados em: narrativo, descritivo, dissertativo, expositivo, injuntivo.
Já o gênero textual desempenha funções sociais específicas, que são vivenciadas pelos usuários da língua como, por exemplo: um resumo, um conto, uma bula de remédio, uma receita de bolo, uma crônica, uma carta, um relatório, um artigo, um poema, entre outras possibilidades.
Visto isso, sobre os gêneros e tipos textuais, classifique as sentenças abaixo em V para verdadeiras e F para as falsas:
( ) O tipo textual conhecido por injuntivo apresenta como finalidade a instrução do interlocutor, por meio de verbos no imperativo que o orientam.
( ) O que determina um texto dissertativoargumentativo é a defesa de uma opinião. Nele as ideias do texto são desenvolvidas por meio de estratégias argumentativas que têm, como finalidade, convencer o leitor.
( ) A reportagem é um gênero textual que se adequa bem a estrutura do tipo textual expositivo, visto que tem a finalidade de apresentar informações sobre um objeto ou fato específico. Outros gêneros textuais que também pertencem ao tipo expositivo são: o seminário, o resumo, o artigo científico, o fichamento, entre outros.
( ) O tipo textual narrativo pode ser ficcional ou não e tem como principal característica estrutural o fato de contar uma história dentro de um tempo e espaço determinados, no qual os personagens dessa história transitam.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
V – V – V – V
F – V – V – F
F – F – F – V
F – V – F – F
V – V – V – F
Relacione a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona tipologias textuais a exemplos de gêneros que a elas pertencem:
Primeira coluna: tipo textual
(1) Narrativo
(2) Dissertativo
(3) Descritivo
(4) Expositivo
(5) Injuntivo
Segunda coluna: gêneros do discurso
(__) Monografia
(__) Relatório
(__) Manual de instruções
(__) Conto
(__) Verbete de dicionário
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
3 - 4 - 2 - 1 - 5.
2 - 4 - 5 - 1 - 3.
2 - 3 - 5 - 1 - 4
5 - 3 - 2 - 4 - 1.
3 - 2 - 1 - 4 - 5.
A publicação dos resultados de um trabalho científico em anais de eventos, periódicos e livros e outros veículos deve seguir preceitos estabelecidos nos Guias de Boas Práticas Científicas, definidos no âmbito das instituições de pesquisa, agências de fomento e editoras. Em relação as boas práticas para autoria e publicação de artigos, assinale a alternativa correta.
Em todas as áreas, apenas o primeiro autor de uma publicação é definido previamente, sendo os demais sempre dispostos em ordem aleatória.
Cada um dos autores é responsável pela qualidade científica do trabalho como um todo, sendo recomendável que suas contribuições e nível de dedicação ao trabalho sejam expostas no momento da submissão do artigo para publicação.
A inclusão de um pesquisador de renome sem a relação direta com a pesquisa é aceita quando se trata de alguém com notório conhecimento na área.
A cessão de recursos de infraestrutura ou financeiros para realização de uma pesquisa é um dos critérios torna obrigatória a participação na autoria de um trabalho científico.
A USP é signatária da Declaração de São Francisco (2012) sobre Avaliação da Pesquisa (DORA), segundo a qual, a única métrica para avaliação da pesquisa deve ser o fator de impacto dos periódicos.
O texto apresenta essencialmente características do gênero textual narrativo.
Certo
Errado
Em relação ao tipo e gênero em que se enquadra o texto “A prisão de pensamentos”, é correto afirmar que se trata de
um texto predominantemente narrativo, do gênero conto, cuja característica mais marcante é o desenvolvimento do tema em uma abordagem mais psicológica.
um texto dissertativo-argumentativo, do gênero artigo de opinião, cuja característica mais marcante é o desenvolvimento do tema em uma abordagem mais filosófica.
um texto predominantemente descritivo, escrito em prosa poética, cuja característica mais marcante é o desenvolvimento do tema em uma abordagem mais sociológica.
uma elaboração textual no formato de discurso coloquial, com várias passagens em que os enunciados não atendem totalmente à norma-padrão da Língua Portuguesa.
uma elaboração textual com características típicas de textos de persuasão, com traços dos gêneros didático, publicitário e panfletário.
A organização textual compreende a estruturação coerente e coesa do texto, de acordo com sua finalidade comunicativa e as características do gênero textual. Os textos podem ser descritivos, narrativos ou dissertativos, cada um com suas particularidades quanto à sequência de ideias, uso de recursos linguísticos e estruturação do conteúdo.
Certo
Errado
Conseguir descrever os resultados é tão importante quanto a produção e natureza dos dados de uma pesquisa. A qualidade textual é imperativa para dar ao trabalho a possibilidade de publicação e reconhecimento. Em relação a esse tema, assinale a alternativa correta.
Os artigos de revisão devem abordar o estado da arte, histórico e apresentar as diferentes informações sobre o assunto, porém não devem conter análises críticas, pois tem a função apenas de relatar o que já foi feito na área.
Resumos de trabalhos científicos devem conter em seu corpo referências bibliográficas a cada parágrafo.
Recomenda-se que para fluidez do texto e melhor compreensão dos dados, a sequência da descrição dos métodos empregados na pesquisa seja a mesma da utilizada na apresentação dos resultados.
O tempo verbal adequado na escrita científica formal é em primeira pessoa.
Em artigos científicos, figuras como imagens, fotografias, fluxogramas devem receber numeração independente da dos gráficos que contém, os resultados da pesquisa.
Quanto à classificação de tipos e de gêneros de texto 1, assinale a alternativa correta.
O texto é fundamentalmente uma dissertação expositiva, à medida que busca mostrar a difícil rotina de um jornalista esportivo.
O texto deve ser classificado, quanto ao gênero, como editorial, que mostra o ponto de vista de um jornalista esportivo sobre a sua rotina.
Trata-se de um texto descritivo, quanto ao tipo, por descrever uma viagem acidentada de um jornalista esportivo.
O presente texto é marcadamente opinativo, porque o autor tem por objetivo fundamental defender a profissão de jornalista esportivo.
O texto atende ao tipo narrativo, com narrador em primeira pessoa. É classicamente uma crônica, que busca linguagem mais coloquial e próxima do leitor.
De acordo com a estrutura e o conteúdo apresentados, pode-se afirmar que:
Trata-se de um texto argumentativo em que o enunciador optou, estrategicamente, por utilizar apenas um tipo de argumento.
A tese apresentada apoia-se em comentários e opiniões de pessoas diferentes que são citados como exemplos para o assunto apresentado.
A opção pela escrita na primeira pessoa do plural retrata uma estratégia de impessoalização da linguagem adequada aos textos da tipologia apresentada.
Pode-se reconhecer no texto apresentado um exemplo de texto de divulgação científica tendo em sua vista sua estrutura composicional e conteúdo apresentados.
Trata-se de texto argumentativo, cuja tese aponta a necessidade de um modo de vida sustentável em que a tecnologia seja substituída pela criação e fortalecimento de vínculos afetivos e coletivos.
No que diz respeito ao gênero do texto "Mediadores de leitura" e suas respectivas características e função, analise as afirmações a seguir e a relação proposta entre elas:
I. Podemos afirmar que o texto pertence ao gênero verbete de glossário. Este gênero explica palavras que são: i) pouco conhecidas ou; ii) palavras e expressões que ganham novos significados em uma determinada área do conhecimento.
PORQUE
II. Pertence ao tipo textual injuntivo e consiste em um texto impessoal, geralmente escrito em linguagem mais formal.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
A asserção I é uma proposição verdadeira e a II é uma proposição falsa.
A asserção I é uma proposição falsa e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições falsas.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa correta da I.
As asserções I e II são proposições verdadeiras e a é uma justificativa correta da I.
As tipologias textuais são textos orais ou escritos que possuem uma estrutura fixa e objetivos bem definidos: relatar um acontecimento, descrever uma pessoa, defender ou apresentar uma ideia, ensinar a fazer algo. As tipologias textuais são classificadas em cinco tipos: narração, descrição, dissertação, exposição e injunção. Já os gêneros textuais são textos orais ou escritos mais específicos determinados pela intenção comunicativa e o contexto em que são utilizados. Considerando as principais características e estrutura das tipologias existentes, eles surgem dos cinco tipos de texto.
(Disponível em: https://acesse.dev/tipologia-textual.adaptado)
Assinale a alternativa correta.
Os gêneros textuais dissertativos, exemplificados por biografia, cardápio e notícia, surgem da tipologia dissertativa, que visa descrever detalhadamente pessoas, objetos ou acontecimentos.
A estrutura fixa dos gêneros textuais garante que todos os textos classificados como injuntivos, como receitas e manuais, são exclusivamente escritos e não orais.
A intenção comunicativa e o contexto de uso não influenciam a classificação dos gêneros textuais, pois eles são determinados unicamente pela estrutura linguística fixa das tipologias textuais.
A tipologia textual descritiva inclui gêneros textuais como seminário, palestra e entrevista, que apresentam conceitos e ideias de forma detalhada.
Os gêneros textuais, como romance, conto e novela, são exemplos de textos narrativos que surgem a partir da tipologia narrativa.
Por meio dos diferentes gêneros e tipos textuais, é possível trabalhar diferentes atividades que oportunizam a reflexão de vários aspectos. Em relação aos aspectos textuais, é possível trabalhar as variáveis destacadas por meio das alternativas a seguir, exceto:
Intertextualidade
Vocabulário
Coerência
Modalizadores
Ambiguidades
Machado de Assis (Joaquim Maria Machado de Assis), jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro em 21 de junho de 1839 e faleceu em 1908. É o fundador da cadeira nº 23 da Academia Brasileira de Letras. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.
Filho de um pintor e uma açoriana e sem meios para cursos regulares, estudou como pôde e, com 15 anos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto “À Ilma. Sra. D.P.J.A.”, no Periódico dos Pobres. Em 1856, foi aprendiz de tipógrafo. Dois anos depois, era revisor e colaborador no Correio Mercantil e, em 1860, passou a pertencer à redação do Diário do Rio de Janeiro. Escrevia regularmente também para a revista O Espelho, onde estreou como crítico teatral.
O primeiro livro publicado por Machado foi a tradução de “Queda que as mulheres têm para os tolos” (1861), e seu primeiro livro de poesias saiu em 1864. Em 1881 saiu o livro que daria uma nova direção ___ carreira literária de Machado de Assis — “Memórias póstumas de Brás Cubas”. Revelou-se também __________ contista em “Papéis avulsos” (1882) e nas várias coletâneas de contos que se seguiram.
Do grupo de intelectuais que se reunia na redação da Revista, e principalmente de Lúcio de Mendonça, partiu a ideia da criação da Academia Brasileira de Letras, projeto que Machado de Assis apoiou desde o início. Comparecia às reuniões preparatórias e, quando se instalou a Academia, foi eleito presidente da instituição, à qual ele se devotou até o fim da vida.
A obra de Machado de Assis abrange, praticamente, todos os gêneros literários. A poesia, o indianismo e o parnasianismo, as coletâneas de contos e os romances. A partir daí, Machado de Assis entrou na grande fase das __________, que fogem a qualquer denominação de escola literária e que o tornaram o escritor maior das letras brasileiras e um dos maiores autores da literatura de língua portuguesa.
Academia Brasileira de Letras. Adaptado.
Qual a tipologia e o gênero do texto, respectivamente?
Injuntivo | biografia.
Narrativo | crônica.
Descritivo | tese.
Narrativo | biografia.
Os gêneros textuais são fluidos e mutáveis, sempre se adequando às novas necessidades sociais, entretanto, todos eles obedecem às regras de natureza linguística e textual que se apresentam em todos os gêneros, ou seja, os tipos textuais são aplicados na construção e modificação dos gêneros textuais. Por meio dessa relação, é possível estabelecer-se combinações entre tipos e gêneros textuais.
Sobre os principais tipos textuais e as possíveis relações entre os tipos e gêneros textuais, analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
Narrativo – Notícia, biografia.
Descritivo - Cardápio, relato.
Expositivo – Texto didático, palestra.
Argumentativo – Carta aberta, autobiografia.
Injuntivo – Propaganda, receita.
Acerca da tipologia e gênero textual a que pertencem o fragmento acima, é possível considerar que atendem, respectivamente, à tipologia _______ e ao gênero _______.
descritiva - verbete de dicionário.
explicativa - notícia.
narrativa - crônica.
dialogal - romance.
As questões de 06 a 17 referem-se ao texto reproduzido a seguir.
TEXTO 1
Mais uma distorção: comunicar é o que importa
Marcos Bagno
Existe na nossa cultura escolar, no que diz respeito ao ensino de língua, uma ideia muito entranhada e que precisa ser veementemente exposta e combatida. É a noção de que “o que importa é comunicar”, de que “se a mensagem foi transmitida, tudo bem”, e coisas assim. É fundamental deixar bem claro aqui que não, não e não — essa é uma visão muito pobre e mesquinha do que é a língua e dos mecanismos sociais que a envolvem. Repetir essa ideia é algo extremamente prejudicial para uma boa educação linguística.
Essa ideia é uma deturpação violenta de teorias linguísticas sofisticadas que, lidas pela metade ou só na superfície (quando são lidas), se transformam em conceitos tomados como “verdades científicas” pelos que não se empenham em estudar mais a fundo. E, para piorar, serve de acusação contra os linguistas por parte de pessoas que pretendem, com isso, desqualificar o trabalho dos pesquisadores e tentar preservar a ferro e fogo uma concepção de “língua culta” obtusa, obscura e irreal.
Essas pessoas alegam que, para os linguistas, “vale tudo”, que “o importante é comunicar”, que “não é preciso corrigir os alunos”, entre outras acusações injustas que não correspondem a nada que linguistas sérios já escreveram ou disseram em público. Para se opor, então, ao que os linguistas jamais disseram, os defensores de uma concepção de língua (e de sociedade) arcaica e pré-científica apregoam o “ensino da gramática” e a inculcação de uma escorregadia “norma culta”.
A língua é muito mais do que um simples instrumento de comunicação. Ela é palco de conflitos sociais, de disputas políticas, de propaganda ideológica, de manipulação de consciências, entre muitas outras coisas. A manipulação social da língua nos leva a votar nessa ou naquela pessoa, a comprar tal ou qual produto, a admitir que determinado evento ocorreu de determinada maneira e não de outra, a aderir a uma ideia, a acreditar nessa ou naquela religião, e por aí vai, e vai longe...
No mercado financeiro, por exemplo, tudo se faz por meio das palavras. Os títulos negociados na Bolsa de Valores não têm existência concreta, são mera abstração, dependem exclusivamente do que se diz ou do que se deixa de dizer: basta lançar um boato sobre uma empresa dizendo que ela está para falir, e o valor das ações despenca. O que alguns chamam de “invasão” (de terras, por exemplo) outros chamam de “ocupação” (de áreas improdutivas). Onde alguns falam de “terrorismo” outros preferem falar de “revolução”. Para os fiéis de uma determinada religião, certos atos são “pecados”, enquanto para os de outra são perfeitamente justificados e bem-vindos. O que o governo americano chamou de “Guerra do Iraque” muitos analistas classificam simplesmente de “invasão”, já que os iraquianos não fizeram nada contra os Estados Unidos.
A língua é a nossa faculdade mais poderosa, é o nosso principal modo de apreensão da realidade e de intervenção nessa mesma realidade. Vivemos mergulhados na linguagem, não conseguimos nos imaginar fora dela — estamos mais imersos na língua do que os peixes na água.
Além disso, a língua é um fator importantíssimo na construção da identidade de cada indivíduo e de cada coletividade. Ela tem um valor simbólico inegável, é moeda de troca, é arame farpado capaz de incluir alguns e excluir muitos outros. É pretexto para exploração, espoliação, discriminação e até mesmo massacres e genocídios, como já vem expresso num conhecido episódio bíblico.
Numa guerra entre duas tribos de Israel, os galaaditas e os efraimitas, os primeiros se apoderaram dos vaus do Jordão, trechos rasos que podiam ser atravessados a pé. Quando alguém atravessava o rio, os galaaditas mandavam que pronunciasse a palavra shibboleth (“espiga”): na variedade linguística dos efraimitas, a palavra era pronunciada sibboleth, sem o “chiado” inicial. Quando ouviam essa pronúncia, os galaaditas “então os matavam nos vaus do Jordão. Caíram naquele tempo quarenta e dois mil homens de Efraim” (Juízes 12,4-6). Por isso o termo shibboleth é usado para designar qualquer elemento social empregado para discriminar ou mesmo exterminar uma pessoa ou grupo de pessoas.
Portanto, não se pode admitir essa falácia de que “o importante é comunicar”. Abrir a boca para falar é se expor, inevitavelmente, aos julgamentos sociais, positivos e negativos, que configuram nossa cultura. Falar é comunicar, sim, mas não “transmitir uma mensagem” como ingenuamente se pensa: é comunicar quem somos, de onde viemos, a que comunidade pertencemos, o quanto estamos (ou não) inseridos nos modos de ver, pensar e agir do nosso interlocutor.
Assim, numa sociedade como a brasileira, tradicionalmente excludente e discriminadora, é fundamental que a escola possibilite a seus aprendizes o acesso ao espectro mais amplo possível de modos de expressão, a começar pelo domínio da escrita e da leitura, direito inalienável de qualquer pessoa que viva num país republicano e democrático. A leitura e a escrita, o letramento, enfim, abre as portas de incontáveis mundos discursivos, aos quais os aprendizes só vão ter acesso por meio da escolarização institucionalizada.
(BAGNO, Marcos. Gramática pedagógica do português brasileiro. São Paulo: Parábola Editorial, 2011)
As questões de 18 a 24 referem-se ao texto reproduzido a seguir.
TEXTO 2
Os certinhos e os seres do abismo
Luís Fernando Veríssimo
Era assim no meu tempo de frequentador de aulas ("estudante" seria um exagero), mas não deve ter mudado muito. A não ser quando a professora ou o professor designasse o lugar de cada um segundo alguma ordem, como a alfabética – e nesse caso eu era condenado pelo sobrenome a sentar no fundo da sala, junto com os Us, os Zs e os outros Vs –, os alunos se distribuíam pelas carteiras de acordo com uma geografia social espontânea, nem sempre bem definida, mas reincidente.
Na frente sentava a Turma do Apagador, assim chamada porque era a eles que a professora recorria para ajudar a limpar o quadro-negro e os próprios apagadores. Nunca entendi bem por que se sujar com pó de giz era considerado um privilégio, mas a Turma do Apagador era uma elite, vista pelo resto da aula como favoritos do poder e invejada e destratada com a mesma intensidade. Quando passavam para os graus superiores, os apagadores podiam perder sua função e deixar de ser os queridinhos da tia, mas mantinham seus lugares e sua pose, esperando o dia da reabilitação, como todas as aristocracias tornadas irrelevantes.
Não se deve confundir a Turma do Apagador com os Certinhos e os Bundas de Aço. Os certinhos ocupavam as primeiras fileiras para não se misturarem com a Massa que sentava atrás, os bundas de aço para estarem mais perto do quadro-negro e não perderem nada. Todos os apagadores eram certinhos, mas nem todos os certinhos eram apagadores, e os bundas de aço não eram necessariamente certinhos. Muitos bundas de aço, por exemplo, eram excêntricos, introvertidos, ansiosos – enfim, esquisitos. Já os certinhos autênticos se definiam pelo que não eram. Não eram nem puxa-sacos como os apagadores, nem estranhos como os bundas de aço, nem medíocres como a Massa, nem bagunceiros como os Seres do Abismo, que sentavam no fundo, e sua principal característica eram os livros encapados com perfeição.
Atrás dos apagadores, dos certinhos e dos bundas de aço ficava a Massa, dividida em núcleos, como o Núcleo do Nem Aí, formado por três ou quatro meninas que ignoravam as aulas, davam mais atenção aos próprios cabelos e, já que tinham esse interesse em comum, sentavam juntas; o Clube de Debates, algumas celebridades (a garota mais bonita da aula, o cara que desenhava quadrinho de sacanagem) e seus respectivos círculos de admiradores, e nós do Centrão Desconsolado, que só tínhamos em comum a vontade de estar em outro lugar.
E no fundo sentavam os Seres do Abismo, cuja única comunicação com a frente da sala eram os ocasionais mísseis que disparavam lá de trás e incluíam desde o gordo que arrotava em vários tons até uma proto-dark, provavelmente a primeira da história, com tatuagem na coxa.
Mas isso, claro, foi na Idade Média.
Disponível em: <http://veja.abril.com.br/especiais/jovens>. Acesso em: 10 abr. 2023.
As questões 25 e 26 referem-se ao texto reproduzido a seguir.
TEXTO 3

Disponível em : <www.espacoeducar.net>. Acesso em: 10 jun. 2023.
Sobre a relação entre gênero discursivo e variação linguística, é correto afirmar
os textos 2 e 3 são representativos de gêneros discursivos nos quais é coerente o uso do registro informal da língua portuguesa.
os textos 1 e 3 são representativos de gêneros discursivos nos quais é coerente o uso do registro informal da língua portuguesa.
os textos 1, 2 e 3 são representativos de gêneros discursivos nos quais é coerente apenas o uso do registro formal da língua portuguesa.
os textos 1, 2 e 3 são representativos de gêneros discursivos nos quais é coerente apenas o uso do registro informal da língua portuguesa.
No que trata da linguagem, assinale a afirmativa correta.
A linguagem é formal, pois é um texto jornalístico.
A linguagem é informal, pois o texto é um conto.
A linguagem é informal, com traços de regionalismo.
A linguagem é formal, com traços de oralidade.