Questões de Concurso sobre Anatomia Patológica

 
 
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O potencial de gerar metástases é uma das características mais marcantes de uma neoplasia maligna e há várias vias possíveis para a disseminação metastática, mas sua utilização varia entre os diversos tipos de tumores. Pode-se afirmar que a via linfática é a preferencial dos:


A
gliomas

B
linfomas

C
sarcomas

D
carcinomas

O mais frequente tumor renal congênito do recém-nascido, habitualmente, descoberto até os seis meses de vida, de bom prognóstico, que consiste de massa sólida, brancacenta, não encapsulada, composta por fascículos de células fusiformes sem atipias importantes, com eventuais ilhas de cartilagem é o:


A
nefroma mesoblástico

B
sarcoma de Ewing

C
tumor de Wilms

D
tumor rabdóide

Um tumor da parótida foi excisado e enviado para exame anatomopatológico. O tumor era infiltrante, não encapsulado, sólido e brancacento, e, ao estudo microscópico, exibia células de aspecto basaloide formando ninhos em torno de espaços preenchidos por material eosinófilo PAS positivo, em meio a tecido fibroso, conferindo ao conjunto aspecto cribriforme ou em queijo suíço. A análise da neoplasia sugere o diagnóstico de:


A
carcinoma mucoepidermóide

B
carcinoma adenoide cístico

C
adenoma pleomorfo

D
tumor de Warthin

A biopsia de uma lesão cutânea em placa, violácea, na perna esquerda de uma mulher de meia idade revela na microscopia: proliferação, na derme, de células fusiformes com atipias leves e eventuais mitoses, ao lado de fendas contendo hemácias, associada a alguns linfócitos e macrófagos com hemossiderina. Os achados sugerem o diagnóstico de:


A
sarcoma de Kaposi

B
angiomatose bacilar

C
hemangioma de Masson

D
angiossarcoma de baixo grau

Uma moça jovem, que não consegue engravidar, procura o ginecologista que observa manifestações androgênicas e presença de ciclos anovulatórios. Um ultrassom pélvico revela ovários policísticos, resultando no diagnóstico final de síndrome de Stein-Leventhal. O exame dos ovários desta jovem, caracteristicamente, revelará:


A

diversos cistos de chocolate e hemorragia no estroma


B

cistadenomas serosos multicísticos e focos de calcificação


C

vários cistos foliculares grandes sem alterações do estroma


D

vários pequenos cistos foliculares e fibrose estromal cortical

A úlcera péptica é ainda uma doença bastante comum, atingindo as mucosas produtoras de ácido e enzimas gástricas em diversos locais do tubo digestório. Sobre a úlcera péptica, é correto afirmar que:


A

devido a sua associação com a gastrite por H. pylori, atualmente, a maioria delas ocorre na grande curvatura e cárdia


B

com a cicatrização da lesão, obstruções e deformidades gástricas podem surgir, como o estômago em ampulheta


C

a presença de atrofia da mucosa do corpo gástrico não reduz de maneira significativa a incidência dessa doença


D

o intenso edema inflamatório da mucosa e submucosa, normalmente, impede a convergência das pregas gástricas para a lesão ulcerada

Mulher de 47 anos de idade, com bócio e sinais de hipotireoidismo, realiza uma biopsia da tireoide que revela: redução de folículos tireoidianos, ao lado de intenso infiltrado linfocitário, formando folículos linfoides, presença de células de Hürthle e alguma fibrose limitada a glândula. O quadro histopatológico é característico de:


A
bócio difuso tóxico

B
tireoidite de Riedel

C
tireoidite De Quervain

D
tireoidite de Hashimoto

O exame de um nódulo suspeito de mama de uma mulher idosa revela neoplasia bem circunscrita, sem aspecto invasivo, multinodular, composta por células com atipias leves, dispostas compactamente, chamando a atenção a presença de delicada rede de estroma fibrovascular distribuído de modo arboriforme de permeio às células epiteliais. Nota-se ainda frequentes mitoses e ausência de células mioepiteliais na massa tumoral. A imuno-histoquímica apresenta sinais de diferenciação endócrina. Diante dos achados, o provável diagnóstico é carcinoma:


A

tubular


B

micropapilar


C

ductal in situ


D

papilar sólido

Sobre as neoplasias vesicais é CORRETO afirmar que:


A

O carcinoma urotelial papilar de alto grau contém células frequentemente pouco coesas, com núcleos com variação mais intensa no tamanho e forma em relação aos tumores de baixo grau. Há perda da polaridade, nucléolos são evidentes e figuras de mitose são usuais.


B

O carcinoma urotelial papilar de baixo grau consiste em cordões anastomosantes de células uroteliais coesas que invaginam para a lâmina própria, sem atipias ou mitoses.


C

Os carcinomas uroteliais invasivos e profundos podem ser de baixo ou alto grau em proporção semelhante, daí resultando que a graduação do componente invasivo é crítica, como é a do carcinoma urotelial papilar não invasivo.


D

O termo carcinoma urotelial “in situ” é usado naquelas lesões não invasivas, planas ou papilares, onde as células uroteliais da mucosa são substituídas, total ou parcialmente, por células uroteliais com características de células carcinomatosas.

Sobre o adenocarcinoma esofágico é CORRETO afirmar que:


A

O carcinoma intramucoso é definido como carcinoma que penetrou através da membrana basal das glândulas para a lâmina própria, mas ainda não invadiu a submucosa através da muscular da mucosa . Ao avaliar-se o estadiamento do tumor, a duplicação da muscular da mucosa, que muitas vezes ocorre nessa condição, deve ser levada em consideração.


B

Taxas aumentadas de infecção por H. pylori podem ser um fator no aumento da incidência do adenocarcinoma esofágico.


C

A maioria dos adenocarcinomas esofágicos surge fora do contexto do esôfago de Barrett.


D

São características da displasia de alto grau: anormalidades arquiteturais como glândulas pouco ramificadas e regulares. As características nucleares podem incluir monomorfismo com aumento nuclear e aumento da razão nucleocitoplasmática.

Segundo o Manual de Padronização de Laudos da SBP, em relação ao carcinoma ductal “in situ” (CDIS) da mama é CORRETO afirmar que:


A

Se a amostra for realizada em cortes sequenciais (seriados) e todo o espécime for emblocado, a extensão do CDIS pode ser calculada usando um diagrama do espécime, a espessura das fatias de tecido e a localização do tumor nos blocos envolvidos. Esse método não é indicado em casos que já tenham diagnostico prévio por “core biopsy” ou mamotomia.


B

A maioria dos CDIS é positiva para receptor de estrógeno. Em geral, a positividade é difusa. Casos onde apenas algumas poucas células neoplásicas são coradas são considerados negativos.


C

Considera-se margem positiva quando o CDIS toca a área marcada com tinta. O envolvimento das margens é definido como focal (< 1 mm, em um bloco), mínimo/moderado (entre focal e extenso) e extenso (CDIS presente em área maior do que 1,5 cm ou em 5 ou mais campos de menor aumento, ou em 8 ou mais blocos).


D

Para se obter o tamanho do carcinoma ductal “in situ” (CDIS) em amostras não sequenciais, o numero de blocos envolvidos é correlacionado com a extensão do CDIS até 2,5 cm. Recomenda-se multiplicar o número de blocos envolvidos pela espessura das secções de tecido (em geral em torno de 0,4 cm).

Em relação aos adenocarcinomas gástricos é CORRETO afirmar que:


A

Os adenocarcinomas de tipo difuso de Lauren (adenocarcinoma de células em anel de sinete) são melhor representados pelo que ficou conhecido como linite plástica. Esta é caracterizada macroscopicamente por massa tumoral friável, ulcero-vejetante e de bordas elevadas. Secções da parede mostram áreas de necrose e hemorragia.


B

A maioria dos casos de carcinoma precoce (“early carcinoma”) é do tipo intestinal de Lauren, mas também existem formas precoces de carcinoma composto quase inteiramente por células em “anel de sinete” e de carcinoma mucinoso. O grau de diferenciação microscópica varia amplamente. Os tipos melhor diferenciados da forma intestinal de Lauren mostram uma maior associação com H. pylori do que os tumores pouco diferenciados.


C

O carcinoma metastático pode se desenvolver no estômago a partir de qualquer neoplasia amplamente disseminada. As metástases para o estômago do carcinoma ductal da mama podem ser indistinguíveis do carcinoma gástrico primário tipo difuso de Lauren.


D

Adenocarcinomas gástricos do tipo intestinal e do tipo difuso de Lauren predominam em áreas de alto risco para câncer gástrico e se desenvolvem a partir de lesões precursoras, incluindo a displasia plana e adenomas.

Avalie o que se afirma serem alterações microscópicas articulares encontradas em casos de artrite reumatoide.

I. Deposição extensa de fibrina na superfície sinovial.

II. Infiltração acentuada de neutrófilos no estroma sinovial e no líquido articular.

III. Formação de vilosidades sinoviais com eixos repletos de linfócitos B formando agregados.

Está correto apenas o que se afirma em


A

I.


B

I e II.


C

I e III.


D

II e III.

A classificação genômica do carcinoma mamário, apesar de complexa e de alto custo, revela boa concordância entre seus resultados e aqueles fornecidos pela imunoistoquímica. Assim sendo, é correto afirmar que um carcinoma mamário do subtipo luminal A apresentará como perfil imunoistoquímico:

A
RE+, RP+, Her2-, ki67 (< 14%).

B
RE+, RP-, Her2+, Ki67 (<14%).

C
RE-, RP+, Her2-, ki67(>14%).

D
RE-, RP-, Her2+, ki67 (>14%).

E
RE+, RP+, Her2-, Ki67 (>14%).

Sobre as células neoplásicas que compõem o estesioneuroblastoma, é correto afirmar que


A

apresentam citoplasma eosinofílico amplo.


B

são positivas para CD56 à imuno-histoquímica.


C

formam ninhos sinciciais circundados por linfócitos.


D

revelam componentes do genoma do EBV à hibridização in situ.

Sobre o tumor do estroma gastrointestinal (GIST), é correto afirmar que


A

é mais comum em pacientes com neoplasia endócrina múltipla tipo I.


B

mostra células de padrão epitelioide à microscopia, que são frequentemente negativas para CD34.


C

apresenta pior prognóstico quando surge no estômago, comparado ao GIST do intestino delgado.


D

possui melhor prognóstico caso o índice mitótico seja igual ou menor do que 5 mitoses por campo de grande aumento.

Paciente feminino, 37 anos, apresenta tumoração nodular de coloração arroxeada, localizada na polpa digital do 2º dedo da mão esquerda, dolorosa à palpação. Realizada exérese cirúrgica da lesão, o laudo histopatológico revelou neoplasia encapsulada contendo numerosos espaços vasculares circundados por células endoteliais aplanadas. Notam-se, de permeio, algumas camadas de células de citoplasma eosinofílico, com grandes núcleos ovais.

De acordo com as informações do caso acima, é correto afirmar que o diagnóstico mais provável desta paciente é


A

tumor glômico.


B

sarcoma de Kaposi.


C

hemangiopericitoma.


D

hemangioendotelioma epitelioide.

Sobre a arterite de Takayasu, é correto afirmar que o


A

infiltrado inflamatório se concentra na camada íntima do vaso.


B

aspecto histológico é indistinguível da arterite de células gigantes.


C

segmento aórtico preferencialmente acometido é a aorta abdominal.


D

pulso periférico nos membros inferiores encontra-se acentuadamente enfraquecido.

Adenocarcinoma acinar usual de próstata representado, predominantemente, por glândulas malformadas, fusionadas, aglomeradas e aspecto cribriforme, e menor componente de glândulas bem formadas, melhor representa, respectivamente, o escore de Gleason e o grupo prognóstico ISUP:

A
Gleason 3+4, Grupo 3.

B
Gleason 3+4, Grupo 2.

C
Gleason 4+3, Grupo 4.

D
Gleason 5+3, Grupo 4.

E
Gleason 4+3, Grupo 3.

Um tumor pancreático, de uma criança de 6 anos de idade, foi retirado e enviado para exame anatomopatológico. O tumor media 9 cm, era parcialmente encapsulado e, ao exame microscópico exibia lóbulos separados por estroma fibroso. Os lóbulos apresentavam padrão acinar com células uniformes e eventuais ninhos de células escamosas com atipias leves. Ilhas de cartilagem e osso estavam presentes focalmente. O estudo imuno-histoquímico revelou presença de diferenciação tanto acinar, quanto ductal e endócrina. A descrição nos permite concluir que se trata de um:


A
PEComa

B
somatostatinoma

C
teratoma maduro

D
pancreatoblastoma
 
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