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O endométrio é uma mucosa que sofre transformações radicais, ao longo do ciclo menstrual, com a idade e com agressões patológicas. A análise da celularidade do estroma auxilia, muitas vezes, o raciocínio diagnóstico. A célula abaixo que NÃO é considerada um componente normal no endométrio é:
No exame microscópico de uma lesão papilomatosa da mama, foram encontrados ninhos de células redondas, sem atipias nucleares importantes, no estroma. O patologista deseja fazer o diagnóstico diferencial entre hiperplasia de células mioepiteliais, que acredita ser o caso, e carcinoma lobular. Para tal, solicita estudo imuno-histoquímico, que confirma sua hipótese, pois resultou na seguinte marcação:
O termo doença inflamatória intestinal idiopática se refere a um espectro de alterações que têm como polos a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Embora estas duas doenças apresentem muitos achados clínico-patológicos superpostos, há, caracteristicamente, alguns mais típicos de uma ou de outra. No diagnóstico diferencial entre elas, favorece o diagnóstico de retocolite ulcerativa a presença de:
O diagnóstico patológico das leucemias evoluiu muito com os avanços da imuno-histoquímica e da biologia molecular. Contudo, ainda é muito útil o conhecimento clínico-epidemiológico para orientar o raciocínio. Deste grupo de doenças, permanece sendo a mais comum na faixa pediátrica a:
O leiomioma uterino é, talvez, o tumor mesenquimal visceral mais comum em mulheres e apresenta diversas formas variantes. Muito interessante é a presença de intensa coloração avermelhada do leiomioma, denominada degeneração rubra, que está relacionada, entre outras situações, com:
Atualmente, os métodos de imuno-histoquímica e biologia molecular são os principais auxiliares do diagnóstico histopatológico nos grandes laboratórios. Contudo, no Brasil, nem sempre contamos com estes métodos, mais caros e complexos que outros, como as colorações especiais, ainda muito úteis no dia-a-dia. Para a pesquisa de micro-organismos nos tecidos, preferencialmente, deve-se utilizar, dentre outras possíveis, as seguintes colorações especiais:
Lesão ulcerada na mucosa do palato duro, exibe configuração lobular, presença de infiltrado inflamatório misto denso, necrose coagulativa e proliferação vascular, ao lado de regeneração com ilhas de epitélio escamoso em ácinos e ductos, em glândula salivar menor. Essa lesão, que faz diagnóstico diferencial com carcinoma mucoepidermoide, deve corresponder ao diagnóstico de:
Presença de osteoclastos grandes e numerosos formando lacunas de reabsorção na fase inicial. Fase intermediária, com numerosos osteoblastos e proliferação vascular proeminente. No final, osso formado por trabéculas grosseiras, com numerosas linhas de cemento em forma de mosaico, com pouca força estrutural. A descrição anterior corresponde à patocronia de importante doença óssea, que é a:
Sobre as pneumonias intersticiais é CORRETO afirmar que:
Bronquiolite respiratória associada à doença pulmonar intersticial é um achado incidental comum em fumantes pesados. Quando se torna sintomática, recebe designação de doença intersticial pulmonar associada à bronquiolite respitatória. Histologicamente, essa doença é caracterizada por um acúmulo de macrófagos alveolares contendo pigmento castanho dentro de bronquíolos respiratórios e espaços aéreos vizinhos e ocasionalmente fibrose.
A fibrose pulmonar idiopática se expressa como pneumonia intersticial usual (PIU), que é caracterizada morfologicamente por um processo inflamatório exudativo principalmente intersticial, com denso infiltrado leucocitário rico em neutrófilos e linfócitos, formação de membrana hialina e padrão “em favo de mel”.
A pneumonia intersticial inespecífica é um termo que foi originalmente usado para casos que não podiam ser classificados em nenhuma das principais categorias de pneumonia intersticial. Geralmente tem um prognóstico melhor do que a pneumonia intesticial usual (PIU). A principal diferença morfológica com a PIU é que ela apresenta lesões em diferentes estágios de desenvolvimento e infiltrado inflamatório de menor intensidade.
A pneumonia criptogênica em organização/bronquiolite obliterante-pneumonia organizante (BOOP) caracteriza-se morfologicamente por tampões de fibroblastos ("corpos de Masson") preenchendo espaços aéreos. Esses corpos são formados por fibroblastos embebidos em uma matriz frouxa. É característico a distorção arquitetural e o faveolamento.
Sobre a patologia mamária é CORRETO afirmar que:
A hiperplasia ductal atípica da mama é uma lesão com aspecto arquitetural e citológico com características semelhantes ou mesmo indistinguíveis do carcinoma ductal “in situ” de baixo grau, mostrando envolvimento de toda a unidade ducto – lobular terminal. Confere um risco relativo de 8 a 10 vezes de desenvolvimento de neoplasia invasora.
A atipia epitelial plana é uma proliferação clonal caracterizada pela substituição das células epiteliais maduras por uma camada única ou estratificada de células planas fortemente atípicas, acompanhada de distensão das unidades ducto–lobulares terminais afetadas.
A adenose esclerosante tem alta probabilidade de ser diagnosticada erroneamente como carcinoma. Microscopicamente é mais celular na porção central do que periférica. Túbulos proliferados e alongados são revestidos por dois tipos de células. O componente mioepitelial predomina em algumas lesões e pode até adquirir características "mióides". Formações trabeculares, pleomorfismo e necrose estão ausentes. O estroma é denso e pode mostrar focos de elastose.
A lesão esclerosante radial tem um formato irreguar e pode simular um carcinoma invasivo na mamografia, macroscopia e histologia. Microscopicamente, a lesão consiste em um ninho central de pequenos túbulos exibindo epitélio com hiperplasia atípica com focos de necrose e formação de cistos, entremeando estroma fibroso denso e celular.
Sobre as doenças linfoproliferativas é CORRETO afirmar que:
Quando se compara linfomas não Hodgkin com linfomas de Hodgkin, os primeiros são mais frequentemente localizados em um grupo axial único de linfonodos, disseminando primeiro para grupos de linfonodos anatomicamente contíguos, raramente acometendo inicialmente sítios extranodais como a pele, trato gastrointestinal ou cadeia de Waldeyer.
O subtipo rico em linfócitos é uma forma incomum de linfoma de Hodgkin clássico em que os linfócitos reativos são responsáveis pela maioria do infiltrado celular. Diferencia-se do tipo predominância linfocitária em razão da presença de células de Reed Sternberg diagnósticas com perfil imunofenotípico clássico.
O subtipo esclerose nodular do linfoma de Hodgkin é caracterizado em seu estágio completamente desenvolvido por bandas de colágeno que separam o tecido linfóide em nódulos bem definidos. É vista normalmente uma variante da Reed-Sternberg conhecida como célula lacunar, que é um tipo de célula bastante grande, com um escasso citoplasma denso e eosinofílico, núcleos arredondados com grandes nucléolos maiores que o da célula tipo ReedSternberg clássica.
No linfoma de Hodgkin subtipo celularidade mista, um grande número de eosinófilos, plasmócitos e células mononucleares atípicas são misturados com células clássicas de Reed-Sternberg, que tendem a ser numerosas. Vírus Epstein Barr é raramente detectado. Necrose focal pode estar presente.
Sobre cistos e tumores da mandíbula e maxila é CORRETO afirmar que:
O tumor odontogênico ceratocístico apresenta comportamento indolente, com baixo índice de recorrência. São revestidos por epitélio estratificado escamoso com camada basal proeminente e superfície ondulada.
O tumor odontogênico adenomatoide apresenta ao exame microscópico numerosas estruturas ductais delimitadas, muitas vezes justapostas, formadas por células cuboides ou colunares, material hialino homogêneo e depósitos calcificados.
Os subtipos morfológicos mais comuns de ameloblastoma são o folicular e o plexiforme, onde se observa, além das células epiteliais colunares circundando porção central frouxa de células que lembram retículo estrelado, formação de dentina ou esmalte.
O cisto dentígero é definido como um cisto que se origina ao redor da coroa de um dente não irrompido, frequentemente o terceiro molar, possivelmente por acúmulo de fluido entre o dente em desenvolvimento e o folículo dentário, e é formado por células escamosas com proeminente paliçada basal e grandes massas de células "fantasmas" queratinizadas.
Em relação às hepatites virais é CORRETO afirmar que:
São características microscópicas da hepatite crônica o infiltrado mononuclear portal, necrose de hepatócitos, hepatite de interface, fibrose e reação ductular, dilatação e congestão de sinusoides, predominantemente na área centrolobular, com atrofia importante dos hepatócitos, que em casos graves podem desaparecer.
A hepatite autoimune compartilha padrões de lesão com as hepatites virais. O tempo de progressão histológica é semelhante, havendo uma fase precoce de destruição grave do parênquima, seguida anos após pela formação de cicatrizes fibróticas.
A hepatite viral aguda caracteriza-se pela presença do infiltrado inflamatório e pelo aspecto heterogêneo das células parenquimatosas, provocado pela necrose focal, apoptose e balonização (tumefação) dos hepatócitos, causando uma perda na organização regular das trabéculas, uma característica diagnóstica útil.
São características de esteato-hepatite alcoólica a tumefação (balonização) de hepatócitos, necrose confluente, multinucleação de hepatócitos, corpúsculos de Mallory-Denk, infiltrado leucocitário predominantemente linfocítico e fibrose portal.
É correto afirmar que, para se fazer o diagnóstico de sarcoidose à biópsia pulmonar, espera-se encontrar granulomas não caseosos, frequentemente associados a
corpos de Masson.
membranas hialinas.
corpos de Schaumann.
cristais de Charcot-Leyden.
Avalie as afirmações a respeito do mesotelioma maligno pleural, subtipo epitelioide.
I. Notam-se células formando estruturas tubulares ou papilares à microscopia.
II. Apresenta tipicamente positividade para CEA, calretinina e WT-1 à imuno-histoquímica.
III. Observa-se efeito carcinogênico sinérgico entre a exposição ao asbesto e o hábito de fumar.
Está correto apenas o que se afirma em
I.
I e II.
I e III.
II e III.
Avalie as afirmações a respeito do Linfoma de Hodgkin, subtipo rico em linfócitos.
I. Acomete preferencialmente adultos jovens.
II. Trata-se do segundo subtipo mais comum de Linfoma de Hodgkin clássico.
III. Apresenta infiltrado linfocitário composto predominantemente por células T.
IV. Exibe células de Reed-Sternberg com perfil imuno-histoquímico CD15(+) / CD30(+).
Está correto apenas o que se afirma em
I e II.
I e III.
II e IV.
III e IV.
Sobre o tumor de Wilms, é correto afirmar que a/o
diferenciação epitelial à microscopia sugere pior prognóstico.
presença de massa renal volumosa é indicativa de estadiamento avançado.
pesquisa de anaplasia celular é importante para predizer a resposta ao tratamento.
aparecimento do tumor em crianças acima de 2 anos de idade indica evolução mais favorável.
É correto afirmar que o carcinoma micropapilar invasor da mama é caracterizado pelo arranjo das células em pequenas mórulas, exibindo, na membrana celular periférica, padrão típico de positividade imunohistoquímica com o marcador
EMA.
HER2.
e-caderina.
citoqueratina 5/6.
Sobre os carcinomas uroteliais, é correto afirmar que
são mais comuns no sexo masculino e entre etilistas, assim como os carcinomas de células renais.
podem surgir em qualquer parte do trato urinário (da uretra ao parênquima renal), sendo mais frequentes na bexiga.
são tratados com cistectomia radical quando invadem a camada muscular própria da bexiga, independentemente se planos ou papilíferos.
apresentam bom prognóstico quando diagnosticados precocemente, reduzindo a necessidade de acompanhamento em longo prazo desses pacientes.