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A espuma densa de polidocanol é um dos possíveis tratamentos da insuficiência venosa crônica. Destaca-se por ser de baixo custo e fácil execução.
Assinale a alternativa que contém um efeito indesejado mais frequente dessa técnica.
Trombose venosa profunda
Oclusão incompleta da veia
Hiperpigmentação
Escotomas
Ulceração de pele
As anomalias vasculares têm o seu diagnóstico e tratamento dificultados pela ampla gama de apresentações clínicas, podendo acometer vários segmentos do corpo humano e evoluções variadas.
Assinale a alternativa que contém o sinal patognomônico de uma malformação puramente venosa.
Ulcerações da pele
Crescimento rápido
Presença de flebólito
Coloração da pele avermelhada
Desaparecimento até os 6 anos de vida
De acordo com a anatomia e suas variações anatômicas, assinale a alternativa que configura o padrão fetal da artéria comunicante posterior.
Está presente em cerca de 5-10% dos casos e corresponde quando a artéria comunicante posterior é originada da artéria vertebral ipsilateral.
Está presente em cerca de 5-10% dos casos e corresponde quando há a presença de um infundíbulo na origem da artéria comunicante posterior.
Está presente em cerca de 20-30% dos casos e corresponde quando a artéria comunicante posterior é mais calibrosa que o segmento P1 ipsilateral.
Está presente em cerca de 20-30% dos casos e corresponde quando a artéria comunicante posterior é originada da artéria vertebral ipsilateral.
Está presente em cerca de 40% dos casos e corresponde quando a artéria comunicante posterior é originada da artéria basilar.
Uma mulher de 35 anos, previamente saudável, recebeu a vacina da Astra Zeneca contra a COVID-19. Duas semanas após a vacinação, ela começou a experimentar sintomas preocupantes. Ela relatou dor abdominal intensa, que era difusa e contínua. A dor era descrita como aguda e acompanhada de desconforto abdominal. Além da dor abdominal, ela também notou visão turva e uma sensação de confusão. Sua visão turva estava associada a um certo grau de fotofobia (sensibilidade à luz) e visão dupla. A paciente não tinha histórico de enxaquecas ou distúrbios de visão prévios. Ao procurar atendimento médico, exames de sangue foram realizados e revelaram uma contagem extremamente baixa de plaquetas, apenas 12.000/mm³. Os níveis de d-dímero estavam significativamente elevados, medindo 3.000 ng/mL (referência menor que 250 ng/mL). Além disso, a atividade de LDH estava muito alta. Uma tomografia computadorizada (TC) cerebral foi solicitada.
Diante do caso clínico acima, qual sua principal hipótese e tratamento?
Síndrome de hipertensão intracraniana; tratamento com manitol e corticoide
Síndrome trombocitopênica-trombótica induzida por vacina; tratamento com heparina
Síndrome trombocitopênica-trombótica induzida por vacina; administração de warfarina
Púrpura trombocitopênica imune; corticoide intravenoso
Síndrome trombocitopênica-trombótica induzida por vacina; imunoglobulina intravenosa (IVIG).
O índice tornozelo-braquial (ITB) é unanimemente considerado uma ferramenta de triagem primária da doença arterial periférica, devendo ser realizado após o diagnóstico clínico e antes de qualquer modalidade diagnóstica invasiva.
A alternativa que melhor indica resultado de ITB indicativo de incompressibilidade arterial devido à provável calcificação é
0,4.
0,8.
1,0.
1,5.
O sopro é o som associado a fluxo sanguíneo turbulento, ouvido com o estetoscópio. Esses sons podem ocasionalmente se traduzir pela palpação de frêmito cervical. A avaliação é indicada quando pacientes apresentam sintomas relacionados com doença cardiovascular ou neurológica. Os sopros são produzidos por estenose intrínseca ou, eventualmente, por oclusão vascular a partir de compressão extrínseca.
Em relação ao sopro carotídeo, assinale a alternativa incorreta.
A presença do sopro carotídeo é fracamente associada à probabilidade de morte ou de infarto agudo do miocárdio.
A ausculta carotídea apresenta alta especificidade.
Os sopros cervicais se correlacionam melhor com arteriosclerose sistêmica do que com estenose carotídea significativa.
A probabilidade de sopro carotídeo não aumenta com a progressão da estenose.
A coagulopatia de consumo:
É causada pelo excesso de coagulação, levando à formação de trombos em todo o sistema circulatório.
É uma consequência da diminuição dos fatores de coagulação e da formação excessiva de fibrina, levando a sangramento.
É um distúrbio de coagulação que afeta apenas os pacientes com doenças hepáticas crônicas.
Não tem relação com o sistema de coagulação sanguínea, sendo causada por disfunções metabólicas.
É um distúrbio de coagulação que afeta apenas os pacientes com deficiência de vitamina K.
Comparece ao consultório médico um paciente de 2 meses de idade, o qual foi encaminhado pela dermatologista devido à presença de hemangioma em face, dificultando abertura ocular para início de tratamento medicamentoso.
Acerca desse caso, assinale a alternativa que apresenta a medicação segura e recomendada para esse paciente.
anlodipino
propranolol
captopril
hidroclorotiazida
espironolactona
Leia a seguir a continuação do Caso Clínico 7.
Após 3 ciclos de RCP, o paciente apresenta retorno da circulação espontânea. No entanto, persiste com instabilidade hemodinâmica (pressão arterial 85x45mmHg e tempo de enchimento capilar lentificado), a despeito de reposição volêmica e uso de drogas vasoativas (noradrenalina e dobutamina). Exames que foram coletados na admissão evidenciavam: gasometria (pH 7,43; pO2 50mmHg; pCO2 22mmHg; bic 14mEq/L), Hb 13g/l, leucócitos 11600/mm3 (sem desvio), plaquetas 170.000/mm3, ureia 55mg/dl, creatinina 1,0mg/dl, sódio 138meq/l, potássio 4,0meq/l. Eletrocardiograma de 12 derivações abaixo. Ultrassonografia point of care evidencia imcompressibilidade da veia femoral direita. Ecocardiograma a beira leito evidencia sinais de sobrecarga de ventrículo direito (com ápice hipercinético em relação à parede livre).
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Diante do quadro apresentado, a conduta é
prescrever varfarina 5mg/dia, por via enteral.
indicar trombólise com estreptoquinase ou alteplase.
administrar enoxaparina 1mg/Kg/dia, via subcutânea.
iniciar heparina não fracionada 10.000UI/dia via subcutânea.
Sobre a anatomia das artérias podálicas, assinale a alternativa CORRETA.
A artéria pediosa, juntamente com a artéria plantar medial, é responsável pela formação do arco plantar primário.
A hipoplasia da artéria pediosa é uma malformação arterial frequente, sendo reportada em aproximadamente 50% da população.
A artéria plantar lateral é um ramo direto da plantar comum, ao passo que a plantar medial tem sua origem habitual na artéria do calcâneo.
A artéria társica lateral é um ramo da artéria pediosa que estabelece a conexão dessa artéria com o arco plantar secundário.
A comunicação entre a artéria fibular e as artérias pediosa e plantar ocorre, respectivamente, pelas artérias perfurante anterior e comunicante posterior.
Paciente de 67 anos, sexo masculino, tabagista, hipertenso e dislipidêmico, apresenta-se em consulta ambulatorial com relato de piora da claudicação intermitente, evoluindo no momento para dor em repouso.
Ao exame físico dos membros superiores, observa-se baqueteamento digital, porém pulsos radiais amplos e simétricos. Na avaliação dos pulsos dos membros inferiores, observam-se pulsos femorais amplos, pulsos poplíteos ausentes, e pulsos podálicos também ausentes.
As classificações Fontaine e Rutherford para o caso apresentado são:
Fontaine IV; Rutherford III 5.
Fontaine I; Rutherford 0.
Fontaine III; Rutherford II 4.
Fontaine IIa; Rutherford I 2.
Fontaine IIb; Rutherford I 3.
Feminino, 32 anos, no puerpério, lactante, apresentou trombose de veia poplítea esquerda.
Qual dos tratamentos abaixo é o mais indicado para a situação?
Enoxaparina 1,5mg/kg de 12/12h por 6 meses
Repouso com membros elevados e meia de compressão elástica
Anti-inflamatórios por ser tratar de uma trombose com menos riscos
Enoxaparina 1mg/kg de 12/12h e iniciar concomitantemente varfarin
Rivaroxabana 15 mg de 12/12h por 20 dias, seguido de 20 mg por dia por 6 meses
Sobre o tratamento da isquemia arterial aguda, é CORRETO afirmar:
As isquemias agudas Classe III de Rutherford são preferencialmente tratadas por revascularização aberta convencional.
Anticoagulação isoladamente como tratamento da isquemia aguda Classe I de Rutherford estável não é segura e deve ser evitada.
Isquemia aguda Classe IIa de Rutherford requer tratamento cirúrgico aberto convencional, não sendo recomendado o tratamento endovascular.
Aspiração dos trombos ou trombectomia farmacomecânica podem ser consideradas para tratamento das isquemias agudas Classe IIb de Rutherford.
Sobre a Síndrome de Quebra-Nozes, todas são afirmativas corretas, à exceção de uma. Assinale-a.
A apresentação posterior, que ocorre quando a veia renal esquerda cruza posteriormente à aorta abdominal, sendo comprimida entre esta e o corpo vertebral.
Ainda mais rara que a apresentação posterior é a apresentação combinada anterior e posterior, quando a veia renal é duplicada e tem trajetos pré e retroaórticos.
A avaliação laboratorial inclui a pesquisa de hematúria e proteinúria, além das provas de função renal.
Nos homens, a Síndrome de Quebra-Nozes leva a insuficiência venosa gonadal direita, que se torna fator determinante para a formação de varicocele, que é diretamente associada à infertilidade masculina.
A ecografia vascular nos permite medir o ângulo aortomesentérico, além de avaliar a veia gonadal não só quanto ao diâmetro, mas também na direção e intensidade do fluxo.
Quais são os sinais e sintomas mais comuns na síndrome de veia cava superior?
Tosse.
Edema de membros superiores.
Edema de face e pescoço.
Dor torácica.
Disfagia.
A doença dos vasos linfáticos apresenta dificuldade em sua propedêutica, pois não possuímos métodos adequados para sua boa avaliação. Num paciente com linfedema secundário a uma linfangite, o exame complementar que hoje deve ser solicitado como padrão é o seguinte:
linfocintilografia
linfangiografia contrastada direta
tomografia computorizada contrastada
ressonância magnética nuclear
ultrassonografia
O pé diabético é uma complicação crônica grave do diabetes. Consiste em lesões nos tecidos profundos associadas a distúrbios neurológicos e doença vascular periférica nos membros inferiores. A incidência de pé diabético aumentou devido à prevalência mundial de diabetes melito (DM) e à expectativa de vida prolongada de pacientes diabéticos.
Em relação à esta patologia é correto afirmar:
I. A história natural destes pacientes é desconcertante. O risco de morte em 5 anos para pacientes com ulceração no pé com diabetes é 2,5 vezes maior que em pacientes com diabetes sem ulceração. Além disso, a presença de quadros infecciosos moderados ou graves leva a algum nível de amputação.
II. Vários fatores determinantes estão ligados ao aparecimento e ao desenvolvimento do pé diabético, como a neuropatia periférica, as doenças oclusivas arteriais e as infecções. Estas se manifestam de várias formas e com diferentes graus de comprometimentos.
III. As culturas para vírus devem ser preferencialmente coletadas por meio de aspirado dos abscessos locais, curetagem da úlcera e desbridamento de tecido necrótico.
IV. A primeira classificação específica publicada para o pé diabético foi a de Meggitt-Wagner. Ela consiste em um sistema linear que contempla seis graus de comprometimento. Trata-se de uma classificação simples de ser utilizada, mas que apresenta limitações, como não considerar a doença arterial e a infecção nas lesões superficiais e não citar a neuropatia como fator patogênico da lesão. Apesar de “simples” e “incompleta”, ela é um excelente preditor para amputação.
A alternativa correta é:
Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas.
Apenas a assertiva III está correta.
Apenas as assertivas I e IV estão corretas.
Apenas as assertivas I e II estão corretas.
Imagem “em colar de contas” visibilizada em topografia da artéria renal é sugestiva ______.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
arterite simples
arterite de Horton
aneurisma de Takayasu
doença de Behçet
displasia fibromuscular
As complicações advindas do tromboembolismo endovenoso (TEV) geram sequelas à população acometida de forma aguda, causando óbito em 0,2% dos casos de embolia pulmonar ou tardia. O TEV também resulta em quadros de hipertensão pulmonar (4%) e síndrome pós-trombótica (50%). A profilaxia deve ser realizada de forma rotineira, já que a maioria dos pacientes é assintomática e/ou apresenta sintomas frustros. Sabe-se que, quando a profilaxia é aplicada de forma eficaz, é possível reduzir em dois terços os casos de trombose venosa profunda (TVP) e em um terço os de tromboembolismo pulmonar (TEP).
Em relação à profilaxia medicamentosa é correto afirmar:
Dabigatrana: São antagonistas da vitamina K. Atuam sobre os fatores II, VII, IX e X e sobre as proteínas C e S. As doses de cumarínicos devem ser ajustadas de modo a manter a razão normalizada internacional (RNI) entre 2 e 3. São agentes altamente eficazes, mas exigem controle laboratorial.
Fondaparinux: Trata-se de fármaco antifator Xa. A dose recomendada na profilaxia do TEV é 0,3 mL (2.850 UI), por via subcutânea. Deve ser empregada com cautela em pacientes frágeis; naqueles com insuficiência renal, as doses devem ser corrigidas pelo peso corporal e pelo clearance de creatinina.
Heparina não fracionada: Polissacarídeo natural. Seu efeito anticoagulante dá-se por meio da interação com a antitrombina III, mudando sua conformação natural e acelerando a inativação dos fatores XIIa, XIa, Xa e IIa. Os dois últimos são os mais afetados. Apenas um terço da dose liga-se à antitrombina III, promovendo ação anticoagulante. Sua eliminação é renal; não precisa de ajuste na dose. A dose recomendada é de 5.000 UI, por via subcutânea, duas a três vezes ao dia.
Nadroparina: É um inibidor sintético do fator Xa, cuja ação é mediada pela antitrombina III. Sua administração deve ser feita por via subcutânea, na dose de 2,5 mg a cada 24 horas, com extrema cautela em pacientes frágeis. Faz-se uma ressalva em pacientes cirúrgicos: a primeira dose só deve ser administrada 6 horas após a cirurgia, pelo risco aumentado de sangramento. A associação de cumarínicos e salicílicos não é permitida.
São fatores vitamina K dependentes na cascata de coagulação:
II, VIII, IX e X.
III, VI, X e XI.
II, III, IV e V.
II, VII, IX e X.
VIII, IX, X e XI.