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Na maioria das vezes, a insuficiência cardíaca na criança é causada por cardiopatias congênitas, mas, em muitas situações, cardiopatias adquiridas podem acometer crianças de qualquer faixa etária e comprometer o desempenho cardíaco.
Uma causa prevalente de cardiopatia adquirida em nosso meio é a:
Descompensação de valvopatias congênitas.
Valvopatia consequente à doença reumática.
Cardiopatias complexas com ventrículo único.
Defeito septal com grande shunt esquerda-direita na comunicação interventricular.
Cardiopatia obstrutiva do lado esquerdo como estenose aórtica.
Assinale a alternativa que apresenta qual das seguintes estruturas vasculares tem o maior conteúdo de oxigênio na circulação fetal.
Ductus arteriosus
Veia cava superior
Artéria umbilical
Artéria Aorta
Quais os grupos de cardiopatias congênitas ou adquiridas que podem se apresentar com insuficiência cardíaca congestiva?
Estenose valvar mitral, estenose valvar aórtica, coarctação de aorta.
Estenose de veia pulmonar, drenagem anômala total de veias pulmonares, estenose valvar pulmonar com gradiente transvalvar de 30 mmHg.
Atresia tricúspide IA, origem anômala da artéria coronária esquerda do tronco pulmonar, atresia pulmonar com comunicação interventricular e artérias colaterais sistêmico-pulmonares.
Atresia pulmonar com septo interventricular íntegro, cardiomiopatia dilatada, estenose pulmonar valvar.
Febre reumática sem acometimento cardíaco, bradiarritmia, valva mitral em arcada.
A manobra de Lecompte realizada na operação de Jatene serve para
posicionar a artéria aorta posteriormente a artéria pulmonar.
reposicionar as artérias coronárias na neoaorta.
facilitar a abertura de comunicação interatrial durante o procedimento de rashkind.
posicionar a artéria pulmonar posteriormente a artéria aorta.
reduzir o diâmetro da artéria pulmonar.
Lactente de 6 meses, com peso atual de 8 kg, apresenta ganho de peso adequado e sem sintomas cardiovasculares segundo a genitora. Exame físico: bom estado geral, corada, hidratada, anictérica, acianótica, afebril, ativo, reativo a estímulos, FC 128 bpm; saturação periférica de O2 de 97% em ar ambiente, ritmo cardíaco a dois tempos com bulhas normofonéticas, sopro sistólico em borda esternal esquerda baixa irradiando em faixa 4/6+, sem visceromegalias, pulsos normopalpáveis e simétricos.

Com base nos dados apresentados, qual seria o diagnóstico da malformação cardiovascular apresentada?
Defeito do septo atrioventricular total.
Comunicação interventricular muscular apical.
Comunicação interatrial tipo “ostium primum”.
Insuficiência aórtica congênita.
Comunicação interventricular perimembranosa.
Paciente adolescente, vítima de acidente automobilístico e trauma torácico, evolui com estase jugular e abafamento de bulhas. Assinale a alternativa que apresenta qual dos achados ecocardiográficos marca a presença de tamponamento cardíaco.
Colabamento diastólico do átrio direito
Colabamento diastólico do átrio esquerdo
Derrame pericárdico com espessura maior de 1cm
Disfunção sistólica
Paciente de 4 meses, sexo feminino, chegou ao pronto-socorro com cansaço às mamadas, baixo ganho ponderal, infecções respiratórias de repetição e com quadro de bronquiolite. Após melhora do quadro respiratório e compensação da insuficiência cardíaca, qual tratamento você indicaria a essa paciente com os seguintes exames complementares?

(Arquivo pessoal; imagens usadas com autorização)
Tratamento cirúrgico do canal arterial e ventriculosseptoplastia percutânea.
Tratamento cirúrgico da anomalia de Ebstein da valva tricúspide com plástica da valva tricúspide e atriosseptoplastia.
Tratamento cirúrgico da insuficiência tricúspide.
Atriosseptoplastia e ventriculosseptoplastia cirúrgica.
Correção total do defeito do septo atrioventricular total.
Em relação ao uso da prostaglantina em recém-natos críticos, é correto afirmar que
possui efeito vasoconstrictor na musculatura lisa do canal arterial.
possui efeito vasodilatador na musculatura lisa do canal arterial.
hipotermia e vasoconstricção de extremidades são efeitos adversos comuns.
possui ação lenta e consequentemente pouco útil nos casos críticos.
pode ser útil para fechamento de canal arterial patente.
As síndromes genéticas são frequentemente associadas com algumas cardiopatias.
Relacione as síndromes a seguir com as cardiopatias a seguir:
1. Sd de Holt Oram
2. Síndrome de Down
3. Síndrome de Turner
4. Síndrome de Williams
5. Síndrome de Marfan
( ) DSAVT
( ) Estenose aórtica supravalvar
( ) Comunicação interatrial
( ) Coarctação de Aorta
( ) Aneurisma de aorta
Assinale a opção que indica a associação correta, na ordem apresentada.
2 – 4 – 1 – 3 – 5.
2 – 3 – 1 – 5 – 4.
2 – 4 – 1 – 5 – 3.
2 – 1 – 4 – 3 – 5.
2 – 4 – 3 – 1 – 5.
A figura do ecocardiograma a seguir representa qual malformação valvar mitral?

Valva mitral em paraquedas.
Duplo orifício mitral.
Valva mitral em arcada.
Cleft mitral.
Membrana supravalvar mitral.
Sobre a miocardite na infância, analise as afirmativas a seguir.
I. A dor torácica é referida mais comumente em escolares e adolescentes.
II. A Ressonância magnética é o exame não invasivo com melhor acurácia para avaliação de acometimento pericárdico no paciente com miocardite.
III. A biópsia miocárdica é considerada padrão-ouro para o diagnóstico de miocardite e já vem sendo adotada de rotina.
Está correto o que se afirma em
I, apenas.
II, apenas.
II e III, apenas.
I e II, apenas.
I, II e III.
Sobre a febre reumática, é correto afirmar que
a cardite é considerada manifestação grave dessa febre, tendendo a aparecer em fases tardias, com pouco risco de sequelas.
na suspeita de febre reumática, a presença de insuficiência mitral ou aórtica ao ecocardiograma, com exame cardiovascular e radiografia de tórax normais, pode indicar cardite subclínica.
em casos de cardite reumática, a cirurgia para reparo valvar é mandatória.
a alfa 1 glicoproteína ácida não deve ser considerada marcador de fase aguda, haja vista que apresenta títulos pouco elevados no início da doença.
a evidência de infecção pelo estreptococo beta hemolítico do grupo A não é necessária, na presença de 2 critérios maiores.
Adolescente internado por insuficiência cardíaca aguda, apresenta ao exame físico taquipneia, turgência jugular, ascite e extremidades frias.
Esse paciente está classificado no grupo
grupo A – Quente e seco.
grupo B – Quente e úmido.
grupo C – Quente e úmido.
grupo D – Frio e seco.
grupo C – Frio e úmido.
Escolar de nove anos, sexo feminino, foi encaminhada à Unidade Básica de Saúde por queixa de palidez, sonolência e pré-síncope ao levantar-se pela manhã, com frequência de uma vez ao mês, com melhora espontânea. Nega síncope, palpitação ou dor torácica. Exame físico normal. A radiografia de tórax, o eletrocardiograma e o ecocardiograma (artérias coronárias direita e esquerda emergindo do seio de Valsalva direito com artéria coronária esquerda com trajeto interarterial entre o tronco pulmonar e a artéria aorta) estão a seguir:

(Arquivo pessoal; imagens usadas com autorização)
Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que indica, corretamente, quais procedimentos devem ser adotados para elucidação diagnóstica e tratamento.
Não há necessidade de complementação de imagem visto que a ecocardiografia transtorácica já deu o diagnóstico.
Realização de cineangiocoronariografia para colocação de stent na artéria coronária esquerda.
Realização de ergoespirometria para avaliação da capacidade funcional da paciente, pois se alterado, necessitará de tratamento cirúrgico da malformação coronariana.
Realização de ressonância nuclear magnética cardíaca para avaliação de viabilidade cardíaca para orientar a cirurgia das artérias coronarianas, pois em caso de normalidade não há necessidade da cirurgia cardíaca.
Realização de angiotomografia de artérias coronarianas ou cineangiocoronariografia, ressonância nuclear magnética e angiorressonância, Holter de 24 horas, teste ergométrico e cintilografia de perfusão miocárdica.
As complicações mais frequentes nos pós-operatório da correção da drenagem anômala total de veias pulmonares são:
hipertensão pulmonar, baixo débito cardíaco, insuficiência respiratória, arritmia cardíaca.
disfunção sistólica ventricular esquerda, baixo débito cardíaco, hipertensão arterial sistêmica.
endocardite infecciosa, bloqueio atrioventricular total, insuficiência cardíaca esquerda.
trombose das veias pulmonares, taquiarritmias ventriculares, coagulopatia intravascular disseminada.
hipoxemia, hipotermia, hipertensão pulmonar.
Na coarctação de aorta, quais as malformações que podem vir associadas?
Fibroelastose endocárdica, origem anômala da artéria coronária esquerda do tronco pulmonar.
Duplo arco aórtico, persistência da veia cava superior esquerda, comunicação interatrial.
Miocárdio não compactado, valva mitral em paraquedas, defeito do septo atrioventricular parcial.
Comunicação interventricular, persistência do canal arterial, valva aórtica bicúspide, aneurismas no polígono de Willis.
Anomalia de Ebstein da valva tricúspide, anomalias da valva mitral.
Em relação à endocardite infecciosa, é correto afirmar:
é definida como uma infecção da camada endocárdica do coração e pode envolver uma ou mais valvas cardíacas, o endocárdio mural ou dos defeitos intracardíacos. Pode acometer o endotélio vascular das estruturas cardiacas ou das estruturas prostéticas utilizadas nas cirurgias cardíacas.
a etiologia mais comum é constituída pelos fungos, sobretudo a “Candida albicans”.
tem que ser tratada sempre que a febre esteja associada a artralgia.
o diagnóstico é feito com base no achado de vegetações ao ecocardiograma.
a valva mais acometida em pacientes sem cardiopatia estrutural é a valva mitral.
Durante a consulta de 2.o trimestre do pré‑natal de Magda, foi auscultado, somente em foco mitral, um sopro sistólico leve, com uma FC de 98 bpm e uma PA de 105x70 mmHg.
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável para o sopro.
prolapso mitral
insuficiência mitral
estenose mitral
sopro fisiológico
sopro anêmico
São considerados doenças ou fatores de risco de alto risco para aterosclerose na infância:
doença renal crônica, infecção pelo HIV, doença de Kawasaki com aneurismas.
história familiar de doença arterial isquêmica precoce e transplante cardíaco ou renal.
doença renal crônica, transplante cardíaco ou renal, doença de Kawasaki com aneurismas.
hipertensão arterial sistêmica com ou sem necessidade de medicações e transplante cardíaco ou renal.
hipertensão arterial sistêmica com necessidade de medicações e história familiar de doença arterial isquêmica precoce.
Paciente de 6 meses chega ao pronto socorro sem nenhum diagnóstico prévio. Exame físico: saturação em ar ambiente de 86%; na ausculta há um sopro sistólico em BEEI e um sopro contínuo no dorso. Rx com tronco pulmonar escavado e aumento do VD, semelhante ao Fallot, porém com fluxo pulmonar normal. Assinale a alternativa que apresenta qual a provável cardiopatia.
CIV com janela aorto pulmonar
Transposição das grandes artérias
Tronco arterial comum
Atresia pulmonar com CIV