

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Paciente submetido à cirurgia oncológica cervicofacial com esvaziamento seletivo apresenta síndrome do ombro caído no pós-operatório. Qual intervenção explica melhor a origem e a prevenção dessa complicação?
Lesão do nervo frênico durante o esvaziamento. Prevenção: reparo microcirúrgico do nervo frênico.
Lesão do VII nervo craniano na porção extracraniana. Prevenção: realizar esvaziamento sem uso de cautério.
Comprometimento plexo braquial por posicionamento do paciente. Prevenção: atenção e cuidado com a posição do paciente durante o ato cirúrgico.
Lesão do X nervo craniano na bainha carotídea. Prevenção: evitar manipulação da bainha carotídea.
Lesão do XI nervo craniano durante dissecção do nível II/III. Prevenção: identificação e preservação do ramo motor do XI e técnicas cirúrgicas que favoreçam sua conservação.
Ainda quanto à anatomia muscular de indivíduos com fenda palatina, é correto afirmar que
o músculo palatofaríngeo forma o pilar tonsilar anterior.
o levantador do véu palatino origina-se do osso petroso adjacente ao canal de Falópio.
o músculo palatoglosso origina-se de feixes oblíquos da língua e arqueia-se para se inserir anteriormente nos músculos do palato.
o músculo palatofaríngeo tem sua origem no osso hióideo e na parede faríngea para arquear para dentro do palato e se inserir no rafe.
na fenda palatina, as fibras são dispersas ao longo da borda da fenda, com algumas se inserindo na úvula, algumas ao longo da borda da fenda e o restante ao longo da borda posterior do palato duro.
Paciente do sexo feminino foi submetida à tireoidectomia total com esvaziamento cervical do nível VI devido a carcinoma papilífero de tireoide. No primeiro dia pós-operatório, queixou-se de parestesia em extremidades e perioral. Sobre o diagnóstico mais provável, assinale a alternativa INCORRETA.
A maioria dos casos não necessita de reposição intravenosa de cálcio, sendo controlada apenas com administração via oral.
A administração de carbonato de calcitriol e/ou cálcio está autorizada quando da suspeição clínica e confirmação laboratorial de hipocalcemia.
Ainda que bem estabelecida, o hipoparatireoidismo é complicação frequente da tireoidectomia, em especial quando associada a esvaziamento do nível VI.
Um importante sinal semiológico para suspeita de hipocalcemia é a percussão do trajeto do nervo facial, ocorrendo a contratura involuntária da mímica da face.
É recomendado que pacientes com hipocalcemia grave e necessidade de bomba de infusão contínua de cálcio permaneçam em maior vigilância.
Homem de 60 anos, com diagnóstico de carcinoma papilífero da tireoide, sem evidências de metástases linfonodais nem à distância, foi submetido a tireoidectomia total, e o exame anatomopatológico mostrou carcinoma papilífero clássico com 3,0 cm no maior diâmetro e extensão extratireoidiana microscópica aos tecidos extratireoidianos vizinhos.
Qual é a estratificação de risco para esse caso, de acordo com os guidelines da American Thyroid Association?
Risco muito baixo.
Risco alto.
Esse caso não pode ser classificado.
Risco intermediário.
Risco baixo.
Homem de 45 anos apresenta nódulo na região submandibular esquerda com oito meses de evolução. Relata dor leve e aumento de volume durante as refeições, com retorno ao tamanho habitual após, e o quadro vem piorando nas últimas semanas. Ao exame físico, observa-se nódulo endurecido, móvel, medindo aproximadamente 1,5 cm na glândula submandibular esquerda, sem sinais flogísticos. A tomografia computadorizada evidencia dilatação do ducto de Wharton e presença de imagem hiperdensa no interior do ducto.
Qual o diagnóstico mais provável e o tratamento de escolha, respectivamente?
Sialadenite crônica; antibioticoterapia e corticoterapia.
Tumor de Warthin; ressecção tumoral com margem de segurança.
Cisto de retenção; marsupialização do cisto.
Adenoma pleomórfico; excisão da glândula submandibular.
Sialolitíase; sialoendoscopia com remoção do cálculo.
Homem, com 42 anos, relata obstrução nasal unilateral à direita, epistaxe recorrente e hipoacusia à direita com sete meses de evolução. Nas últimas semanas, notou diplopia e dor em região temporal direita. Ao exame físico, observa-se paralisia do VI par craniano à direita e linfonodomegalia cervical alta ipsilateral, com 3,0 cm no maior diâmetro, endurecida e fixa. A nasofibroscopia revela lesão vegetante em rinofaringe com extensão para fossa nasal direita. A ressonância magnética evidencia lesão expansiva em rinofaringe com extensão para base do crânio e invasão do seio cavernoso direito. A biópsia confirma carcinoma indiferenciado do tipo nasofaríngeo (UCNT).
Qual o estadiamento clínico (TNM – AJCC 8ª edição) e a melhor abordagem terapêutica inicial para esse caso?
T3N2M0 – estádio III; quimioterapia de indução seguida de cirurgia.
T2N1M0 – estádio II; radioterapia exclusiva com técnica IMRT.
T3N1M0 – estádio III; quimiorradioterapia concomitante.
T4N1M0 – estádio IVA; quimioterapia de indução seguida de quimiorradioterapia concomitante.
T4N1M0 – estádio IVA; ressecção cirúrgica seguida de radioterapia adjuvante.
Quanto às doenças não neoplásicas das glândulas salivares, é correto afirmar:
o diagnóstico da síndrome de Sjögren primária pode ser realizado por meio da biopsia de glândulas salivares menores da mucosa labial ou pela dosagem sérica dos autoanticorpos anti-Ro/SSA e anti-La/SSB cujos títulos não têm impacto prognóstico.
a tríade clássica que define a síndrome de Sjögren consiste na xerostomia, na ceratoconjuntivite seca e na mucosite de trato aéreo digestivo alto, com predomínio de acometimento do sexo feminino (60%).
a radioterapia pode causar danos irreversíveis às glândulas salivares com efeitos proporcionais à dose de irradiação, fracionamento e volume glandular irradiado. As parótidas são as glândulas mais susceptíveis por dano direto às células acinares.
a doença relacionada ao IgG4 pode manifestar-se por aumento difuso e bastante doloroso das glândulas salivares. A dosagem sérica de IgG4 é um marcador sensível e específico para seu diagnóstico.
diferentemente dos adultos, crianças infectadas pelo vírus HIV não são acometidas pelo aumento linfoproliferativo e cístico das glândulas salivares maiores. Nessa condição, a função glandular não é acometida.
Nódulo em tireoide é classificado como TIRADS 4 (Thyroid Imaging Reporting and Data System) à avaliação ultrassonográfica e Bethesda V (Sistema Bethesda para Classificação Citopatológica da Tireoide, segunda edição) à avaliação citológica de seu produto de punção aspirativa por agulha fina.
Assinale a alternativa que contempla os itens observados que levaram às classificações apresentadas?
Misto, hipoecogênico, margens lobuladas, microcalcificações, vascularização central maior que a periférica; células foliculares dispostas em pequenos grupos, sem atipias nucleares com fundo abundante em coloide.
Sólido, isoecogênico, margens regulares e bem definidas, mais largo que alto, calcificação periférica, ≥ 1,5 cm no maior diâmetro; celularidade moderada, células foliculares em microfolículos, núcleos regulares, fundo pobre em coloide com linfócitos.
Misto, predominantemente sólido, hipoecogênico, margens lobuladas, mais largo que alto, sem calcificações; células foliculares com arranjo papilífero, núcleos aumentados, com fendas e pseudoinclusões.
Sólido, isoecogênico, margens regulares, mais largo que alto, sem calcificações; células foliculares com arranjo em papilas e trabéculas, núcleos aumentados, cromatina em vidro fosco, fendas e inclusões.
Misto, predominantemente sólido, em topografia posterior e próximo ao sulco traqueoesofágico, espiculado, mais alto que largo; celularidade moderada, células foliculares em pequenos grupamentos, leve variação do volume nuclear e irregularidades da cromatina, coloide disperso.
Paciente com diagnóstico de CEC de língua metastático para linfonodo cervical realizou TC de face e pescoço, mostrada na Figura 2 abaixo:

Com base na Figura 2, assinale a alternativa que indica o nível cervical em que se encontra a metástase em questão.
I.
II.
III.
IV.
V.
Mulher, 58 anos, tem antecedentes de hipertensão arterial sistêmica e tratamento por câncer de mama há 12 anos, em acompanhamento oncológico. Queixa-se de abaulamento cervical à direita com aumento progressivo há 8 meses. Nega sintomas além do desconforto local. Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral e a orofaringolaringoscopia não evidenciava lesões aparentemente suspeitas. Ao exame cervical, notava-se um abaulamento de cerca de 3,5 cm no maior eixo em topografia jugulocarotídea alta à direita, consistência firme, pulsátil, indolor, móvel no sentido laterolateral, porém não no sentido craniocaudal, sem sinais flogísticos associados. A tireoide era tópica, com tamanho normal, fibroelástica, móvel à deglutição, sem nódulos palpáveis. Considerando o caso apresentado, assinale a alternativa que indica a melhor conduta a ser tomada nesse momento.
Realizar biópsia excisional da lesão.
Solicitar punção biópsia por agulha fina.
Requisitar novo exame de imagem das mamas.
Solicitar angiotomografia cervical.
Pedir um PET-CT para reestadiamento.
Paciente do sexo masculino, de 62 anos, tabagista há 40 anos (20 cigarros/dia), etilista crônico, apresenta lesão ulcerada na língua há três meses. Ao exame loco-regional, observa-se, em borda direita de língua, uma lesão predominantemente infiltrativa com 3,5 cm de diâmetro, endurecida, que dista 2,0 cm do V lingual e 1,5 cm da linha média, sem acometimento do soalho da boca. Na palpação do pescoço, apresenta linfonodo cervical ipsilateral palpável, fixo, endurecido e indolor, com 1,5 cm de diâmetro em nível IB. A biópsia incisional do tumor primário confirma carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado. A tomografia computadorizada cervical evidencia lesão restrita à língua sem invasão de estruturas adjacentes e presença de linfonodo cervical ipsilateral irregular com necrose central de 1,8 cm. Não há evidência de metástases à distância.
Considerando o estadiamento TNM (8a edição) e as diretrizes atuais de tratamento, qual a conduta mais adequada para esse caso?
Quimioterapia neoadjuvante seguida de glossectomia parcial + esvaziamento cervical bilateral.
Glossectomia parcial + esvaziamento cervical seletivo bilateral + quimiorradioterapia adjuvante.
Glossectomia parcial + esvaziamento cervical seletivo ipsilateral + radioterapia adjuvante.
Quimiorradioterapia exclusiva com preservação de órgão.
Glossectomia total + esvaziamento cervical radical ipsilateral + reconstrução com retalho microcirúrgico.
O câncer de tireóide ocorre em 5 a 15 % dos nódulos tireoideanos dependendo de idade, sexo, antecedentes de exposição à radiação, história familiar e outros fatores. Sobre o câncer de tireóide é correto afirmar que:
a taxa de malignidade em nódulo na tireoidite de Hashimoto é menor do que na tireóide normal.
nódulos hiperecóicos e com aumento de vascularização periférica tendem a ser benignos.
a dosagem de calcitonina pode auxiliar na detecção de carcinoma folicular em estágios iniciais.
nódulos “quentes” na cintilografia com iodo radioativo são associados a maior risco de malignidade.
o tipo mais frequente é o carcinoma folicular.
Paciente do sexo masculino, com 65 anos, tabagista (30 maços/ano) e etilista (quatro doses de destilado/dia/20 anos), apresenta-se com odinofagia há cinco meses, seguida por rouquidão persistente, disfagia progressiva e emagrecimento de 8 kg nos últimos três meses. Na nasofibrolaringoscopia, observa-se lesão vegetante em região retrocricoidea com extensão para a parede medial do recesso piriforme esquerdo e fixação da hemilaringe ipsilateral. A tomografia computadorizada cervical mostra lesão infiltrativa com invasão grosseira da cartilagem cricoide e presença de linfonodos cervicais ipsilaterais níveis II e III, o maior medindo 2,5 cm, com necrose central. A biópsia confirma carcinoma epidermoide pouco diferenciado. PET-CT não evidencia metástases à distância. Após discussão multidisciplinar, optou-se por tratamento cirúrgico.
Qual a melhor abordagem cirúrgica e a reconstrução indicada para esse caso?
Faringolaringectomia total com reconstrução por retalho antebraquial microcirúrgico e esvaziamento cervical radical modificado bilateral.
Faringolaringectomia parcial com reconstrução por retalho miocutâneo de peitoral maior.
Laringectomia supraglótica com esvaziamento cervical seletivo bilateral.
Ressecção endoscópica transoral com laser de CO2 e esvaziamento cervical seletivo ipsilateral.
Faringectomia parcial com preservação laríngea e reconstrução com retalho de grande dorsal.
Homem de 68 anos, com doença renal crônica dialítica há sete anos, apresenta dor óssea difusa, fraqueza muscular progressiva e prurido generalizado. Exames laboratoriais mostram: cálcio sérico: 8,9 mg/dL (VR: 8,5 – 10,5); fósforo: 6,8 mg/dL (VR: 2,5 – 4,5); PTH: 380 pg/mL (VR: 15 – 65); fosfatase alcalina: 420 U/L (VR: 40 – 150); 25-OH-vitamina D: 18 ng/mL (VR: > 30). A radiografia de mãos evidencia reabsorção subperiosteal em falanges, e a cintilografia com sestamibi mostra hipercaptação difusa em topografia de paratireoides, sem focos dominantes.
Qual o diagnóstico mais provável e a conduta terapêutica inicial mais adequada, respectivamente?
Hiperparatireoidismo secundário; calcimimético (cinacalcete) e controle do fósforo sérico.
Hiperparatireoidismo terciário; paratireoidectomia subtotal.
Hiperparatireoidismo primário; paratireoidectomia total com autoimplante.
Carcinoma de paratireoide; paratireoidectomia em bloco com lobectomia tireoidiana ipsilateral.
Adenoma de paratireoide; paratireoidectomia minimamente invasiva.
No tratamento cirúrgico do câncer de boca, o esvaziamento cervical realizado na ausência de linfonodos clinicamente evidentes, mas com alto risco de metástases ocultas, é classificado como:
Radical clássico.
Terapêutico ou de necessidade.
Seletivo supraomo-hióideo.
Eletivo ou de princípio.
Radical modificado.
Diversos fatores ambientais estão associados ao desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço. Os dois principais fatores de risco relacionados a essa doença são:
Exposição solar e refluxo gastroesofágico.
Infecção por HPV e síndromes genéticas.
Tabagismo e etilismo.
Dieta pobre em frutas e má higiene oral.
Exposição a pó de madeira e infecção por Epstein-Barr.
Microssomia craniofacial unilateral é uma malformação de caráter progressivo, que envolve assimetria facial, afetando estruturas do primeiro e segundo arcos branquiais. Que achado, dentre os abaixo, não é usualmente observado nessa patologia?
Apêndice pré-auricular
Paralisia facial
Microstomia
Distúrbio respiratório obstrutivo
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do parágrafo abaixo.
Lábio leporino com ou sem fenda palatina ocorre em cerca de .......... nascidos vivos, sendo o sexo .......... o mais frequentemente atingido. A lesão é unilateral na maioria dos casos, e o lado .......... é o mais comumente afetado.
1/700-1.000 - feminino - esquerdo
1/1.200-2.000 - feminino - esquerdo
1/700-1.000 - masculino - esquerdo
1/700-1.000 - masculino - direito
Homem de 65 anos, com antecedente de DPOC grave, foi submetido há 10 dias a uma traqueostomia eletiva por intubação prolongada. Apresenta episódio de hemoptise volumosa pela cânula associada à hipotensão arterial.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata mais indicada.
Retirada da cânula e ventilação orotraqueal imediata.
Compressão manual externa e ácido tranexâmico.
Desinsulflação do cuff e broncoscopia de urgência.
Hiperinsulflação do cuff.
Assinale a opção correta no que diz respeito a patologias cirúrgicas da traqueia.
A fase da traqueíte aguda é o momento mais adequado para ressecção, pois favorece o correto processo cicatricial.
O manejo de pacientes idosos a serem submetidos a procedimento cirúrgico na traqueia deve seguir o mesmo protocolo de manejo de pacientes jovens, sem necessidade de preocupação com especificidades.
Elementos que sugerem evolução para estenose de traqueia em pacientes previamente entubados englobam dispneia aos esforços, tosse irritativa, estridor em determinadas posições, desproporção entre tosse e expectoração.
A estenose traqueal, ainda que em fase avançada, prescinde de cirurgia de urgência.
A maioria das patologias da traqueia evolui sem necessidade de abordagem cirúrgica.