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Assinale a alternativa correta sobre a inervação motora do músculo cricotireóideo e a distribuição dos nervos laríngeos:
O cricotireóideo é inervado pelo nervo laríngeo recorrente, e o ramo interno do laríngeo superior é motor para as pregas vocais.
O cricotireóideo é inervado pelo ramo externo do nervo laríngeo superior, e o nervo laríngeo recorrente inerva os demais músculos intrínsecos da laringe.
O cricotireóideo recebe fibras do hipoglosso, e o nervo laríngeo superior é exclusivamente sensitivo abaixo das pregas vocais.
O cricotireóideo é inervado pelo ramo interno do laríngeo superior, e o nervo laríngeo recorrente fornece apenas sensibilidade supraglótica
Todos os músculos intrínsecos, incluindo o cricotireóideo, são inervados pelo laríngeo recorrente, e o ramo externo do laríngeo superior é sensitivo para o vestíbulo.
O óstio do ducto submandibular (de Wharton) localiza-se:
No vestíbulo bucal, oposto ao 2.º molar superior.
Ao longo da prega sublingual por múltiplos ductos.
No meato nasal inferior.
Na papila parotídea, ao nível do 1.º molar superior.
Na carúncula sublingual, lateral ao frênulo lingual.
A via parassimpática secretomotora da glândula parótida corresponde a:
Nervo glossofaríngeo → nervo petroso menor → gânglio ótico → auriculotemporal.
Nervo facial → corda do tímpano → gânglio submandibular → auriculotemporal.
Nervo vago → gânglio jugular → nervo lingual → parótida.
Nervo trigêmeo (V3) direto → parótida sem gânglio.
Nervo facial → petroso maior → gânglio pterigopalatino → parótida.
Durante a avaliação clínica dos linfonodos cervicais, a característica que sugere metástase linfonodal é:
Dolorosos, móveis e compressíveis.
Aumentados, dolorosos e flutuantes.
Sésseis, enrijecidos e indolores.
Pequenos, móveis e dolorosos.
Aumentados, dolorosos e quentes.
Cirurgias esqueléticas ou ortognáticas, que têm como um dos objetivos a correção de alterações do esqueleto facial, constituem alternativas para o tratamento da síndrome de apneia obstrutiva do sono. Assinale a assertiva correta sobre complicações relacionadas a esses procedimentos.
Lesão ao ramo mandibular do nervo facial é a complicação mais frequente.
Complicações dentárias são menos frequentes na cirurgia mandibular.
Hemorragia pós-operatória tardia é mais frequentemente provinda do segmento mandibular.
Utilização de fixação interna rígida diminui a incidência de infecção pós-operatória.
A reconstrução total da orelha tem seus primórdios com a descrição de retalhos retroauriculares feita por Tagliacozzi. As técnicas atuais envolvem enxertos de cartilagem costal ou materiais aloplásticos. Assinale a assertiva correta sobre a reconstrução da orelha.
A orelha externa e a média têm origem no I e II arcos branquiais e a interna é derivada de tecido ectodérmico.
A orelha interna raramente é envolvida, sendo que pela ausência de conduto auditivo pode ser observada uma perda auditiva de até 10 dB.
A utilização da 5a , 6a e 7a cartilagens costais tem o melhor resultado e o menor número de complicações, comparado à utilização de materiais aloplásticos na confecção de sua armação.
A técnica de Brent é realizada em dois tempos: 1. confecção, inserção da armação e rotação do lóbulo; 2. descolamento, com enxerto de pele para criar o espaço retroauricular.
Homem, 42 anos, hígido, não tabagista, refere nódulo cervical lateral indolor e de aumento de volume progressivo nos últimos 6 meses. À ultrassonografia, observa-se lesão cística, bem delimitada, em nível II cervical, associada a linfonodomegalias de aspecto inflamatório. Por meio de exame citológico, observam-se material mucoide e células escamosas. Foi realizada a hipótese diagnóstica de cisto branquial.
Com base nos dados apresentados, assinale a alternativa correta.
O cisto branquial em adultos surge a partir da transformação neoplásica de remanescentes embrionários e está associado à possibilidade de malignização.
É provável que se trate de um cisto branquial de segunda fenda, mas não se descarta a possibilidade de uma lesão metastática.
A biópsia excisional é procedimento formalmente contraindicado nesse caso.
A aspiração da lesão, guiada por ultrassonografia, seguida de sua alcoolização é uma conduta terapêutica preconizada, evitando-se o tratamento cirúrgico convencional.
A hipótese diagnóstica formulada não é pertinente à história clínica e exames propedêuticos.
Mulher de 29 anos, hígida, refere insônia e intolerância ao calor. Conta com nódulo tireoideo de 2,1 cm, classificado como TIRADS 4 e Bethesa V. Dosagens séricas de TSH: 0,4 microUI/mL (0,4-4,5 microUI/mL) e T4 livre sérico 1,7 ng/dL (0,9-1,7 ng/dL), qual a conduta preconizada?
Tireoidectomia
Repetição da punção aspirativa em cerca de 3 meses.
Teste molecular no produto do aspirado para auxílio na definição da tendência diagnóstica.
Cintilografia da tireoide.
Observação clínica ativa.
Considerando que a fístula linfática é uma das complicações do esvaziamento cervical, assinale a alternativa correta.
Pacientes submetidos à radioterapia cervical prévia têm menor risco de desenvolvimento dessa complicação pela disfuncionalidade do sistema linfático, decorrente do tratamento radioterápico.
A traqueostomia é um fator de risco para essa complicação.
Fístulas com drenagem a partir de 150 mL ao dia são consideradas como de alto débito e demandam intervenção cirúrgica imediata.
Caracteriza-se por complicação tardia, manifestando-se, normalmente, a partir da terceira semana da operação.
Curativo compressivo, dieta hipogordurosa e manutenção do dreno são condutas preconizadas e que, se falhas, poderão ser seguidas de cervicotomia exploradora e ligadura do ducto torácico.
No que se refere aos carcinomas epidermoides de lábio, é correto afirmar que
são características, entre outras, que definem um carcinoma epidermoide de lábio como de alto risco para recorrência, desenvolvimento de metástases e evolução fatal: diâmetro maior que 2 cm, profundidade de invasão superior a 4 mm, recidiva prévia, imunossupressão e invasão perineural.
os tumores de comissura labial são mais prevalentes e contam com melhor prognóstico em relação às neoplasias de lábio inferior, com menores taxas de recidiva e desenvolvimento metastático linfonodal.
o retalho antebraquial é uma boa opção para reconstrução de defeitos cirúrgicos oncológicos de espessura total que acometem 50% do lábio inferior, preservando a continência labial mesmo quando não inervado.
o retalho de Abbe-Estlander é indicado para defeitos intermediários (30% a 50%) do lábio inferior, mas, além de demandar uma confecção em duas etapas, conta com uma vascularização frágil, randômica, e não permite a preservação funcional e sensitiva do segmento.
a radioterapia definitiva não é um tratamento primário preconizado.
Mulher de 80 anos, tabagista, apresenta quadro de obstrução nasal à direita, persistente há 6 meses, com secreção purulenta retrofaríngea e epífora. À nasofibroscopia, há massa polipoide em cavidade nasal. À tomografia e ressonância magnética, observa-se comunicação oroantral à direita por lesão perirradicular em ápice de canino superior que rompe a cortical do seio maxilar; espessamento mucoso associado a conteúdo expansivo em cavidade nasal, seios maxilar e frontal ipsilaterais, com calcificações focais, esclerose difusa das paredes ósseas, mas sem erosões das mesmas, e redução da amplitude do ducto nasolacrimal. A partir desses dados, assinale a alternativa que descreve a hipótese diagnóstica mais provável e sua conduta inicial.
Osteoma dos seios paranasais com envolvimento do ducto nasolacrimal. Monitoramento clínico periódico.
Carcinoma adenoide cístico de glândula salivar menor. Maxilectomia de meso e supraestrutura.
Neoplasia benigna com envolvimento de cavidade nasal e seios paranasais. Exodontia e ressecção cirúrgica aberta por acesso de Weber.
Sinusite crônica e polipose nasal. Tratamento odontológico e correção da fístula oroantral, antibioticoterapia e corticosteroides tópicos nasais.
Sinusite odontogênica crônica e granuloma nasal com obstrução de ducto nasolacrimal. Drenagem cirúrgica por acesso oral, antibioticoterapia e plástica de canal nasolacrimal.
Assinale a alternativa correta com relação às particularidades cirúrgicas e complicações da tireoidectomia em pacientes com bócio mergulhante, e em pacientes com bócio tóxico.
No bócio mergulhante, a síndrome de Horner é uma possível complicação da tireoidectomia como resultado da proximidade entre o componente mediastinal glandular e o gânglio estrelado, situado em topografia de transição cérvico-torácica e próximo à bainha carotídea.
O bócio tóxico está associado à hiperplasia das glândulas paratireoides, reduzindo o risco de hipocalcemia pós-operatória.
O risco de lesão dos nervos laríngeos inferiores é reduzido nos casos de bócios volumosos e mergulhantes, uma vez que a glândula “empurra” as estruturas neurais para além do sulco traqueoesofágico, tornando-os mais evidentes à inspeção operatória.
O emprego de tionaminas e betabloqueadores no controle clínico do hipertireoidismo não é, normalmente, suficiente para a prevenção da crise tireotóxica no pós-operatório imediato da tireoidectomia por bócio tóxico.
No bócio tóxico de longa evolução, a hiperplasia vascular eleva o risco de fístula arteriovenosa intraoperatória com risco de embolização paradoxal sistêmica.
Adulto com tumor em nível II linfonodal cervical, indolor, com crescimento progressivo há cerca de 1 ano. Refere disfagia discreta e disfonia intermitente. A lesão é pulsátil, pouco móvel ao exame físico, e, à ultrassonografia, mostra-se como hipoecogênica e bastante vascularizada. À angiorressonância magnética, é lesão com alto sinal em T2, em padrão “sal e pimenta”, bem vascularizada, afastando as aterias carótidas interna e externa.
Com base no exposto, qual sua hipótese diagnóstica e a conduta indicada?
Metástase linfonodal de carcinoma epidermoide primário oculto; nasofaringolaringoscopia, PET-TC e biopsia incisional da lesão cervical para definição de conduta.
Paraganglioma de corpo carotídeo; PET-TC com DOPA e ressecção cirúrgica aberta.
Schwannoma de nervo vago; ressonância magnética, punção aspirativa com agulha fina e, se confirmada, observação clínica.
Aneurisma em bifurcação carotídea; arteriografia e correção endovascular.
Doença linfoproliferativa; biopsia incisional, PET-TC e imunoterapia à confirmação.
Paciente do sexo masculino, com 58 anos, tabagista há quarenta anos (40 maços/ano) e etilista crônico, apresenta disfagia progressiva para sólidos há quatro meses, odinofagia, perda ponderal de 10 kg no período e sensação de “caroço” na garganta. Na videolaringoscopia, observa-se lesão ulceroinfiltrativa em recesso piriforme direito, estendendo-se para parede lateral da hipofaringe, limitada superiormente na prega faringoepiglótica, sem comprometimento da mobilidade das pregas vocais. A tomografia computadorizada evidencia lesão com realce heterogêneo após contraste, medindo 3,8 cm em seu maior diâmetro, restrita à hipofaringe, sem invasão de cartilagens ou estruturas adjacentes. Não há linfonodomegalias cervicais suspeitas. A biópsia confirma carcinoma epidermoide moderadamente diferenciado.
Qual o estadiamento clínico correto (TNM – AJCC 8ª edição) e a melhor opção terapêutica, respectivamente, para esse caso?
T4N0M0 – estádio IV; laringectomia total com faringectomia parcial e esvaziamento cervical ipsilateral.
T2N0M0 – estádio II; quimiorradioterapia concomitante com preservação de órgão.
T2N0M0 – estádio II; quimioterapia de indução seguida de radioterapia exclusiva.
T2N0M0 – estádio II; laringectomia parcial com esvaziamento cervical seletivo.
T3N0M0 – estádio III; laringectomia total com faringectomia parcial e esvaziamento cervical bilateral.
Um paciente de 45 anos, portador de um nódulo de tireoide com cerca de 4,0 cm no maior diâmetro, foi submetido a tireoidectomia total após a punção aspirativa resultar numa citologia suspeita para malignidade (Bethesda V). Não havia evidência clínica nem radiológica de metástases linfonodais. O exame anatomopatológico mostrou tratar-se de um carcinoma anaplásico de tireoide com 4,5 cm, limitado à glândula, e exames de imagem posteriores não mostraram evidência de metástases à distância.
Em casos como esse, se o diagnóstico de carcinoma anaplásico estiver presente antes da abordagem cirúrgica do paciente, qual é a abordagem inicial recomendada pela American Thyroid Association?
Cuidados paliativos sem intervenção cirúrgica.
Ablação com iodo radioativo.
Quimioterapia sistêmica isolada.
Radioterapia externa como monoterapia.
Tireoidectomia total, se o tumor for ressecável, seguida de terapia adjuvante.
Paciente do sexo masculino, com 56 anos de idade, foi tratado com tireoidectomia total e esvaziamento do compartimento central (conduta do cirurgião do caso) por um carcinoma papilífero com 1,2 cm, no maior diâmetro, variante clássica, sem extravasamento e sem metástases linfonodais.
A meta recomendada para supressão com levotiroxina, segundo a ATA, é de TSH
entre 0,5 e 2,0 mUI/L.
entre 0,1 e 0,5 mUI/L por cinco a dez anos.
menor que 0,1 mUI/L indefinidamente.
maior que 2,0 mUI/L para evitar supressão.
indetectável por dois anos.
Paciente do sexo feminino, com 62 anos, não tabagista e não etilista, apresenta tumor cervical à esquerda com crescimento progressivo há dois meses. Ao exame físico, observa-se linfonodomegalia em nível III à esquerda, endurecida, parcialmente móvel, medindo aproximadamente 3,5 cm. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revela adenocarcinoma metastático. A investigação completa com endoscopia digestiva alta, colonoscopia, mamografia, ultrassonografia de tireoide, tomografia computadorizada (TC) de pescoço, tórax, abdome e pelve não identifica lesão primária. O PET-CT mostra hipercaptação apenas no linfonodo cervical. A análise imuno-histoquímica da amostra da PAAF é positiva para CK7, CK19 e TTF-1, e negativa para tireoglobulina, CK20, CDX-2, mamoglobina e GATA-3.
Qual o provável sítio primário e a conduta mais adequada, respectivamente?
Tireoide; tireoidectomia total e esvaziamento cervical seletivo à esquerda.
Pulmão; quimioterapia sistêmica baseada em platina.
Mama; mastectomia com biópsia de linfonodo sentinela.
Trato gastrointestinal; endoscopia digestiva alta com biópsias múltiplas.
Indeterminado; esvaziamento cervical radical modificado à esquerda seguido de radioterapia cervical.
O forame que se origina na fossa craniana anterior da base do crânio é:
Forame da artéria etmoidal posterior.
Forame redondo.
Forame oval.
Forame espinhoso.
Forame magno.
Paciente do sexo masculino, com 58 anos, tabagista e etilista, apresenta-se com nódulo cervical indolor de crescimento progressivo há quatro meses. Ao exame físico, observa-se linfonodomegalia em nível II à direita, endurecida, fixa a planos profundos, medindo aproximadamente 4 cm. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revela carcinoma epidermoide metastático. A endoscopia digestiva alta, a nasofibroscopia, a videolaringoscopia e o exame físico (realizado por dois profissionais em momentos diferentes) de cavidade oral e orofaringe não observaram tumor primário. A tomografia computadorizada (TC) de pescoço, tórax e abdome superior não identifica tumor primário. O PET-CT mostra hipercaptação apenas no linfonodo cervical, sem evidência de lesão primária.
Qual é a melhor conduta terapêutica inicial para esse caso?
Quimioterapia neoadjuvante seguida de reavaliação para definição de tratamento local.
Esvaziamento cervical seletivo (níveis I-III) à direita seguido de observação clínica.
Radioterapia exclusiva em campos cervicofaciais bilaterais.
Esvaziamento cervical radical modificado à direita seguido de radioterapia em campos cervicofaciais bilaterais associada a quimioterapia concomitante.
Esvaziamento cervical radical modificado à direita seguido de radioterapia cervical ipsilateral.
Homem com 74 anos, diabético, insulinodependente, apresenta-se ao pronto-socorro com dor intensa em região cervical direita, febre (38,5 ºC), disfagia, odinofagia e trismo moderado com evolução de cinco dias. Tem histórico de manipulação dentária do terceiro molar inferior direito há dez dias. Ao exame físico, observa-se aumento de volume e hiperemia em região submandibular e no nível II à direita, mal delimitada, com flutuação à palpação. A tomografia computadorizada com contraste evidencia coleção hipodensa, com realce periférico, medindo 4,2 x 3,5 x 3,0 cm, localizada no espaço submandibular direito com extensão para o espaço parafaríngeo ipsilateral, incluindo espaço retrofaríngeo, com evidência de gás nessa coleção.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a conduta terapêutica mais adequada para esse caso.
Antibioticoterapia endovenosa hospitalar com clindamicina e observação clínica.
Punção aspirativa guiada por ultrassonografia e antibioticoterapia oral.
Antibioticoterapia oral ambulatorial com amoxicilina-clavulanato.
Drenagem cirúrgica por via cervical, coleta de material para cultura e antibioticoterapia endovenosa.
Drenagem cirúrgica por via intraoral e antibioticoterapia endovenosa.