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Você está de plantão no pronto-socorro e é convocado pelo seu colega de plantão que está realizando colecistectomia videolaparoscópica por colecistite aguda. Ao chegar na sala, observa que o colega está tendo dificuldade na cirurgia. Você observa que seu colega realizou manobras cirúrgicas que resultaram na obtenção de dois critérios: 1) as estruturas do trígono hepatocístico estão livres de tecido fibrogorduroso, e 2) apenas duas estruturas estão conectadas à vesícula biliar. Considerando a visão crítica de segurança de Straberg e o risco de lesões iatrogênicas, qual alternativa contempla de forma mais adequada o próximo passo da cirurgia?
Ligadura das conectadas à vesícula biliar já que a visão crítica de segurança foi obtida.
Dissecção do terço inferior da vesícula biliar, obtendo a visão crítica de segurança.
Conversão da cirurgia antes da ligadura das estruturas císticas.
Dissecção do sulco de Rouviere, obtendo a visão crítica de segurança.
Colangiografia por punção da vesícula biliar.
Um paciente de 69 anos com diagnóstico de colecistite aguda litiásica está em tratamento com antibióticos (rocefin e metronidazol) em outro serviço há 3 dias, sem resposta clínica satisfatória, sendo então referenciado a um serviço terciário. Além de diabetes melitus tipo 2, o paciente apresenta insuficiência renal dialítica e estenose aórtica grave. Atualmente, necessita de suporte hemodinâmico com drogas vasoativas (noradrenalina 0,3 mcg/kg/min). À chegada no serviço, o paciente está sonolento, apesar de contactuante, com dor à palpação do hipocôndrio direito, onde se palpa um plastrão. Considerando essa situação clínica, qual alternativa contempla a conduta mais adequada nesse momento?
Colecistostomia percutânea.
Colecistectomia laparotômica.
Colecistectomia videolaparoscópica.
Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica
Trocar antibióticos para Tazocin e manter tratamento conservador.
Mulher de 28 anos foi vítima de acidente automobilístico em via de alta velocidade. A sua colega, passageira, faleceu na cena. A paciente foi trazida para o serviço de emergência obnubilada, com FC 136 bpm, PA 76x43 mmHg. A equipe coletou uma gasometria arterial na admissão, que mostrou um pH de 7.14 e um base excess (BE) de -14 mg/dL. O médico realiza um eFAST e obtém a imagem apresentada abaixo. Qual a conduta mais adequada frente ao achado?
.

Repor volume com 1L de cristaloide e iniciar tratamento não operatório de trauma esplênico.
Tomografia de abdome com contraste EV.
Pesquisar outros focos de hemorragia.
Repetir o e-FAST em 5-10 minutos.
Laparotomia exploradora.
Motoqueiro de 23 anos dá entrada no serviço de urgência com uma fratura segmentar grave da perna esquerda com significativa contaminação e lesão de partes moles incluindo isquemia distal irreparável segundo a opinião especializada. O foco de fratura proximal está 2 cm abaixo do nível da tuberosidade da tíbia e o distal no terço médio. Foi decidido por amputação a ser realizada pelo ortopedista.
Baseado no caso acima, qual afirmativa está correta sobre qual técnica operatória utilizar (se as condições de perfusão das estruturas remanescentes permitirem)?
Desarticulação ao nível do joelho para acelerar reabilitação.
Amputação ao nível do foco proximal com miodese global.
Amputação distal, síntese óssea e mioplastia de base dorsal.
Amputação distal, síntese óssea e mioplastia de base ventral.
Uma senhora de 60 anos vem ao pronto-socorro com dor no hipocôndrio esquerdo e é diagnosticada com colecistite aguda litiásica. Apresenta bilirrubina direta de 2 mg/dL, FA 150 mg/dL e GGT de 240 mg/dL. Você indica uma colecistectomia videolaparoscópica com colangiografia intraoperatória. Analisando a imagem abaixo, qual a próxima conduta?

Exploração da via biliar através do ducto cístico.
Coledocotomia para extração do cálculo biliar.
Solicitar uma CPRE no intraoperatório para remoção do cálculo.
Finalizar a cirurgia, pois não há necessidade de manipular a via biliar.
Solicitar uma colangiorresonância após o término da cirurgia.
Paciente do sexo masculino, de 72 anos, vítima de atropelamento, chega à emergência com fratura de bacia. Ao exame físico, nota-se volumoso hematoma peniano e escrotal. Acerca do quadro apresentado, assinale a correta.
A maioria das lesões de uretra posterior estão associadas à fratura de pelve.
Sangue no meato uretral e "bexigoma" são sinais suspeitos de trauma uretral.
Se confirmado trauma de uretra posterior a uretroplastia deve ser realizada de imediato.
A uretrocistografia miccional deve ser realizada, antes de qualquer tentativa de sondagem vesical.
Qual alternativa representa um sinal radiológico DIRETO de lesão diafragmática em um paciente com ferimento penetrante toracoabdominal?
Borramento do contorno diafragmático.
Elevação da cúpula diafragmática.
Líquido intraperitoneal do mesmo lado suspeito de lesão diafragmática.
Líquido pleural no hemitórax ipsilateral à suspeita de lesão diafragmática.
Descontinuidade do contorno diafragmático.
Um paciente de 39 anos apresenta-se no pronto-socorro com dor abdominal difusa associada à parada de eliminação de gases e fezes há 5 dias. Sua mãe cuida dele desde o nascimento, momento no qual o paciente apresentou anóxia cerebral e evoluiu com déficit cognitivo. Ela refere que o paciente já teve episódios de constipação, que melhoravam com lavagem intestinal, que não foi efetiva nesse episódio. Atualmente o paciente trata um quadro de bexiga neurogênica com o urologista. Encontra-se estável hemodinamicamente e, ao exame físico, apresenta distensão abdominal difusa, dor à palpação, e percussão timpânica indolor. Não há fezes na ampola retal. Analisando essa radiografia e considerando a principal hipótese, qual seria a alternativa que contempla a conduta mais adequada?

Laparotomia exploradora.
Retossigmoidoscopia rígida.
Ressonância magnética.
Tomografia de abdome com contraste EV.
Hidratação, sonda nasogástrica aberta e observação clínica.
___Um paciente de 25 anos de idade, vítima de ferimento por arma de fogo com orifício de entrada 2 cm abaixo da cicatriz umbilical há uma hora, deu entrada no pronto-socorro sudoreico, agitado, com FC de 130 bpm e PA de 70 x 50 mmHg. Iniciou-se reposição volêmica com 2.000 mL de cristaloides e duas unidades de sangue O negativo e indicou-se laparotomia exploradora imediata. Achado intraoperatório: grande quantidade de sangue em cavidade, com perfurações em alça de delgado; laceração no segmento IV do fígado; lesão de colón transverso; e lesão de estômago e aorta abdominal infrarrenal. No ato operatório, foram observados os seguintes parâmetros: PA de 80 x 50 mmHg; FC de 110 bpm; sat. de O2 de 94%; pH 7,1; BE –10; e lactato 7,2.
Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta.
cirurgia de controle de danos, devendo-se eviscerar o intestino delgado, exploração rápida do sangramento maciço, com tratamento das lesões vasculares e do fígado, sutura rápida das lesões de vísceras ocas, empacotamento do abdome e fechamento temporário e encaminhar para a UTI
cirurgia de controle de danos, devendo-se eviscerar o intestino delgado, colectomia com colostomia, solicitar cirurgião vascular para tratar a lesão de aorta, fechamento de todas as lesões de vísceras ocas e encaminhar para a UTI
cirurgia de controle de danos, devendo-se esvaziar todo o grande volume de sangue, fazer o empacotamento e o fechamento temporário do abdome e encaminhar para a UTI
cirurgia abreviada, com empacotamento abdominal, encaminhar para a hemodinâmica para a realização de arteriografia e embolização da lesão de aorta e encaminhar para a UTI, mantendo a reposição de sangue, associada à de plasma e à de plaquetas
cirurgia de controle de danos se houver a presença da tríade letal (acidose, hipotermia e coagulopatia), que tem melhor resultado e boa evolução, com baixa morbimortalidade (menos de 5%)
___Um paciente de 29 anos de idade procurou o serviço de emergência por ferimento de arma branca exclusivo em coxa esquerda. Ao exame: ferimento cortocontuso com hematoma pulsátil e frêmito.
Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que a melhor conduta a ser adotada para o paciente após o atendimento inicial ao trauma é o(a)
arteriografia.
Doppler.
angiotomografia.
exploração cirúrgica.
observação clínica.
Sobre as complicações relacionadas a reconstrução do ligamento cruzado anterior, é correto afirmar que
dor anterior é terceira complicação mais frequente no uso do enxerto autólogo do tendão patelar.
o posicionamento incorreto dos túneis não afeta a amplitude de movimento do joelho.
rotura e falha do enxerto são as complicações mais frequentes.
infecções são mais frequentes 2 meses após a cirurgia.
pode haver uma lesão do nervo safeno na retirada de enxerto dos tendões do grácil e do semitendíneo.
Na fratura distal do fêmur, o correto posicionamento do ponto de entrada do pino da placa de DCS é
na metade posterior do côndilo femoral, 15 a 25 mm proximal à superfície articular.
na metade anterior do côndilo femoral, 15 a 25 mm proximal à superfície articular.
na metade anterior do côndilo femoral, 45 a 55 mm proximal à superfície articular.
na metade posterior do côndilo femoral, 45 a 55 mm proximal à superfície articular.
em linha com a cortical posterior da diáfise femoral, 45 a 55 mm proximal à superfície articular.
Sobre a técnica de enxerto osteocondral autólogo para defeitos de cartilagem, está correto afirmar que
enxertos múltiplos são mais estáveis que enxertos únicos, pelo melhor preenchimento da área receptora.
enxertos deixados proeminentes na área receptora têm pico de pressão de contato muito elevada, enquanto enxertos deixados 1 cm afundados com relação à cartilagem adjacente apresentam pico de pressão de contato menor, com relação a enxertos deixados exatamente nivelados com a cartilagem saudável na área doadora.
a área doadora mais adequada é central na tróclea.
perpendicularidade é um aspecto importante para enxertos osteocondrais autólogos.
o tecido de cartilagem enxertado tem características semelhantes ao tecido de reparo obtido pela técnica da microfratura isolada.
Quanto à displasia de tróclea, de acordo com a classificação de Dejour, assinale a alternativa correta.
No tipo E, é uma tróclea completamente normal.
No tipo C, a radiografia simples em perfil apresenta o sinal do cruzamento, o sinal do duplo contorno e o esporão troclear.
No tipo B, o esporão troclear não está presente.
No tipo D, há o padrão em falésia (cliff pattern) em exames axiais como ressonância magnética ou tomografia.
É baseada em 4 sinais radiográficos.
Segundo a classificação de Schatzker das fraturas do planalto tibial, um fratura em padrão de depressão pura lateral, sem cisalhamento, é classificada como tipo
V.
I.
IV.
III.
II.
Homem 21a, vítima de agressão interpessoal é encaminhado para Unidade de Emergência Referenciada de um hospital terciário devido dor em hipocôndrio esquerdo para avaliação da equipe cirúrgica. Apresenta-se consciente e orientado; PA= 102x72mmHg; FC= 103bpm; FR= 18irpm; oximetria de pulso (ar ambiente): 99%. Realizou Tomografia Computadorizada com o seguinte achado:

Mediante o quadro clínico e exame complementar, a conduta é:
Laparotomia exploradora.
Tratamento não operatório.
Protocolo de transfusão maciça.
Arteriografia e angioembolização.
Com relação ao atendimento de pacientes politraumatizados, assinale a opção correta.
A entubação endotraqueal é o método mais indicado para a manutenção das vias aéreas nos pacientes mais graves.
O controle da circulação tem prioridade sobre as outras manobras no atendimento pré-hospitalar desses pacientes.
Um paciente com contagem 14 na escala de coma de Glasgow é considerado muito grave.
O torniquete está indicado nos casos de controle pré-hospitalar de hemorragia de parede torácica nesses pacientes.
Em paciente vítima de trauma abdominal fechado, a manobra de Kocher deve ser realizada quando se suspeita de lesão
cava infrarrenal.
esplenorrenal.
duodenal.
no cólon esquerdo.
no cólon direito.
___Um homem de 35 anos de idade foi vítima de acidente automobilístico e encaminhado ao pronto-socorro. Na admissão, estava consciente, comunicativo, com hálito etílico e com períodos confusionais e de agitação, mas movimentava todos os quatro membros sem deficits e deambulava. Não guardava nenhuma recordação do acidente (escala de coma de Glasgow = 14 pontos). Havia contusões no couro cabeludo e fratura da clavícula direita. Seis horas após a admissão, o paciente encontrava-se sonolento e respondendo mal aos comandos verbais (escala de coma de Glasgow = 11 pontos). As principais imagens do exame de tomografia computadorizada cranioencefálica (TC) sem contraste são mostradas abaixo.

Cortes axiais de TC de crânio sem contraste
Com base na história clínica, na evolução neurológica e no exame de neuroimagem desse caso hipotético, é correto afirmar que o diagnóstico é o de
hematoma extradural agudo.
hematoma subdural agudo.
hematoma intracerebral.
lesão axonial difusa de grau moderado.
contusão cerebral por contragolpe e efeito expansivo.
___Um paciente de 35 anos de idade deu entrada no pronto-socorro após ter sido vítima de atropelamento, sofrendo fratura diafisária dos ossos da perna direita, sem sinais de exposição óssea. Na urgência, foi realizada uma analgesia endovenosa com dipirona e cetoprofeno e a imobilização provisória do membro inferior com tala gessada. No entanto, o paciente evoluiu com piora progressiva da dor e edema tenso do membro, com presença de flictenas. Quando o plantonista foi reavaliá-lo, observou piora significativa da dor com a extensão passiva dos artelhos (dedos dos pés).
Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que a melhor conduta será
levar o paciente para o centro cirúrgico, fixar a fratura com fixador externo e realizar dermatofasciotomia.
levar o paciente para o centro cirúrgico, realizar fasciotomia percutânea e não fixar a fratura na urgência, aguardando a melhora das partes moles.
levar o paciente para o centro cirúrgico, fixar a fratura com placa e parafusos e realizar dermatofasciotomia.
melhorar a redução da fratura e realizar gesso circular, uma vez que a tala gessada não garante estabilidade suficiente para a fratura, justificando a dor do paciente.
aumentar a analgesia endovenosa e elevar o membro para a melhora do edema.