Questões de Concurso sobre Cirurgia do Trauma

 
 
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No atendimento ao paciente com a mão gravemente traumatizada, provavelmente, a avaliação mais confiável da perfusão do dedo é


A

a inspeção estática.


B

o enchimento capilar no tecido paroniqueal.


C

o enchimento capilar no leito ungueal.


D

a pulsação distal na polpa digital.


E

a cor do sangue após perfuração do tecido.

Homem 21a, vítima de agressão interpessoal é encaminhado para Unidade de Emergência Referenciada de um hospital terciário devido dor em hipocôndrio esquerdo para avaliação da equipe cirúrgica. Apresenta-se consciente e orientado; PA= 102x72mmHg; FC= 103bpm; FR= 18irpm; oximetria de pulso (ar ambiente): 99%. Realizou Tomografia Computadorizada com o seguinte achado:

Imagem associada para resolução da questão

Mediante o quadro clínico e exame complementar, a conduta é:


A

Laparotomia exploradora.


B

Tratamento não operatório.


C

Protocolo de transfusão maciça.


D

Arteriografia e angioembolização.

Com relação ao atendimento de pacientes politraumatizados, assinale a opção correta.


A

A entubação endotraqueal é o método mais indicado para a manutenção das vias aéreas nos pacientes mais graves.


B

O controle da circulação tem prioridade sobre as outras manobras no atendimento pré-hospitalar desses pacientes.


C

Um paciente com contagem 14 na escala de coma de Glasgow é considerado muito grave.


D

O torniquete está indicado nos casos de controle pré-hospitalar de hemorragia de parede torácica nesses pacientes.

Em paciente vítima de trauma abdominal fechado, a manobra de Kocher deve ser realizada quando se suspeita de lesão


A

cava infrarrenal.


B

esplenorrenal.


C

duodenal.


D

no cólon esquerdo.


E

no cólon direito.

___Um homem de 35 anos de idade foi vítima de acidente automobilístico e encaminhado ao pronto-socorro. Na admissão, estava consciente, comunicativo, com hálito etílico e com períodos confusionais e de agitação, mas movimentava todos os quatro membros sem deficits e deambulava. Não guardava nenhuma recordação do acidente (escala de coma de Glasgow = 14 pontos). Havia contusões no couro cabeludo e fratura da clavícula direita. Seis horas após a admissão, o paciente encontrava-se sonolento e respondendo mal aos comandos verbais (escala de coma de Glasgow = 11 pontos). As principais imagens do exame de tomografia computadorizada cranioencefálica (TC) sem contraste são mostradas abaixo.


Imagem associada para resolução da questão


Cortes axiais de TC de crânio sem contraste


Com base na história clínica, na evolução neurológica e no exame de neuroimagem desse caso hipotético, é correto afirmar que o diagnóstico é o de


A

hematoma extradural agudo.


B

hematoma subdural agudo.


C

hematoma intracerebral.


D

lesão axonial difusa de grau moderado.


E

contusão cerebral por contragolpe e efeito expansivo.

___Um paciente de 35 anos de idade deu entrada no pronto-socorro após ter sido vítima de atropelamento, sofrendo fratura diafisária dos ossos da perna direita, sem sinais de exposição óssea. Na urgência, foi realizada uma analgesia endovenosa com dipirona e cetoprofeno e a imobilização provisória do membro inferior com tala gessada. No entanto, o paciente evoluiu com piora progressiva da dor e edema tenso do membro, com presença de flictenas. Quando o plantonista foi reavaliá-lo, observou piora significativa da dor com a extensão passiva dos artelhos (dedos dos pés).


Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que a melhor conduta será


A

levar o paciente para o centro cirúrgico, fixar a fratura com fixador externo e realizar dermatofasciotomia.


B

levar o paciente para o centro cirúrgico, realizar fasciotomia percutânea e não fixar a fratura na urgência, aguardando a melhora das partes moles.


C

levar o paciente para o centro cirúrgico, fixar a fratura com placa e parafusos e realizar dermatofasciotomia.


D

melhorar a redução da fratura e realizar gesso circular, uma vez que a tala gessada não garante estabilidade suficiente para a fratura, justificando a dor do paciente.


E

aumentar a analgesia endovenosa e elevar o membro para a melhora do edema.

___Um homem de 26 anos de idade foi levado ao serviço de emergência pelo serviço pré-hospitalar, em prancha longa, com colar cervical e história de agressão física com trauma abdominal fechado há trinta minutos. Recebeu atendimento em sala de trauma, seguindo os preceitos determinados pelo Advanced Trauma Life Support, além de monitorização e acesso venoso calibroso. A via aérea apresentava-se pérvia, tendo sido instalada uma máscara de oxigênio. O exame físico do aparelho respiratório mostrava tórax com expansão simétrica e ausculta normal. Quando se avaliou o sistema circulatório, foram observados sinais de hipoperfusão periférica, frequência cardíaca de 140 bpm e pressão arterial de 80 x 50 mmHg.


Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.


A

O Shock index é de 1,75. Deve-se iniciar hidratação parcimoniosa com cristaloide, dar início ao protocolo de transfusão hemostática, solicitando concentrado de hemácias tipo O (fator Rh positivo ou negativo), plasma fresco congelado AB e plaquetas, além de prescrever ácido tranexâmico e reavaliar a resposta hemodinâmica.


B

O Shock index é de 1,75. Deve-se realizar FAST na sala de trauma, uma vez que o paciente não apresenta condições hemodinâmicas de realizar uma tomografia, solicitar sangue O, com fator Rh negativo, e prosseguir com o exame neurológico.


C

O Shock index é de 1,6. Deve-se prescrever hidratação vigorosa com 2 L de cristaloide a 39 graus Celsius e transfundir de acordo com o nível de hemoglobina após o resultado de exames complementares.


D

O Shock index é de 1,6. Deve-se iniciar hidratação parcimoniosa, prescrever concentrado de hemácias tipo O negativo, plasma fresco congelado tipo O negativo, plaquetas e ácido tranexâmico e prosseguir com o exame físico neurológico.


E

O Shock index é de 0,625. Deve-se iniciar hidratação vigorosa com 2 L de cristaloide a 39 graus Celsius, avaliar a resposta hemodinâmica e reavaliar a via aérea.

É complicação relacionada à artroplastia total do joelho com preservação do LCP:


A

fratura do poste de polietileno.


B

luxação do joelho em flexão.


C

tensão aumentada do espaço em flexão.


D

síndrome de “clunk” patelofemoral.


E

fratura intercondilar.

Em relação ao manejo de falha óssea contida durante a revisão de ATJ, é tipicamente indicado preenchimento com cimentado em falhas com profundidade até


A

20 mm.


B

5 mm.


C

15 mm.


D

25 mm.


E

10 mm.

Sobre as lesões isoladas do ligamento colateral medial do joelho, sem lesões associadas de outros ligamentos, é correto afirmar que


A

o tratamento cirúrgico é necessário à maioria das lesões.


B

têm alta incidência de osteoartrose em 10 anos.


C

têm grande capacidade de cicatrização.


D

ocorrem em sua maioria por trauma direto na região medial do joelho.


E

na maioria dos casos, evoluem com importante limitação funcional após o tratamento.

Qual a complicação mais frequente após a reconstrução do ligamento cruzado posterior pela técnica Inlay?


A

Artrofibrose.


B

Necrose de pele.


C

Lassidão posterior residual.


D

Necrose avascular do côndilo femoral medial.


E

Lesão vascular.

Sobre o menisco discoide, é correto afirmar que


A

ocorre mais frequentemente no menisco medial.


B

é menos comum na população asiática.


C

a incidência na população geral é de aproximadamente 3 a 5%.


D

é bilateral em 70% dos casos.


E

nunca está relacionado a sintomas de estalidos.

Assinale a alternativa correta sobre os ferimentos torácicos penetrantes.


A

Ferimentos de entrada na “Zona de Beck” devem ser manejados com toracotomia de emergência.


B

Ferimentos de entrada na “Zona de Ziedler” devem ser inicialmente submetidos sempre a um Rx de tórax.


C

Nas lesões traumáticas penetrantes do esôfago torácico abordadas tardiamente (depois de 24 horas do trauma), é normalmente preferível uma esofagectomia a uma abordagem com esofagostomia, drenagem e via alimentar cirúrgica.


D

Quando ocorre acometimento do coração, a estrutura cardíaca mais comumente acometida é o ventrículo esquerdo.


E

Pacientes estáveis com ferimentos penetrantes torácicos dentro da chamada “cardiac box” devem ser submetidos à ultrassonografia (FAST) e janela pericárdica, e, em caso de resultado positivo, toracotomia/esternotomia, para reparo definitivo.

Homem 19a, vítima de atropelamento há 25 minutos em rodovia, é trazido pelo Atendimento Pré-hospitalar ao Centro de Trauma. Exame Físico: PA= 76x53mmHg; FC= 132bpm; FR= 20 irpm; Escala de Coma de Glasgow= 12 pontos. Tórax com escoriações na porção inferior direita. Abdome: dor a palpação difusa, com equimoses em hipocôndrio direito; FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) positivo no espaço de Morrison. Extremidades: fratura fechada em perna direita. Iniciado oxigênio suplementar em máscara não inalante a 15L/minuto, e reanimação volêmica com 500ml de solução de Ringer Lactato (RL) aquecida. As condutas seguintes são:


A

Tomografia computadorizada com contraste e laparotomia exploradora.


B

Reanimação com 2000 ml de RL aquecida e tomografia computadorizada.


C

Ácido tranexâmico, concentrado de hemácia e plasma fresco congelado.


D

Concentrados de hemácias, se dosagem de hemoglobina menor 9g/dL.

___Um jovem de dezoito anos de idade deu entrada no serviço de emergência após ter sido vítima de colisão bicicleta x anteparo fixo. Negou TCE ou perda da consciência. Recebeu atendimento em sala de trauma, seguindo os preceitos determinados pelo Advanced Trauma Life Support, além de monitorização e acesso venoso calibroso. A via aérea apresentava-se pérvia, tendo sido instalada máscara de oxigênio. O exame físico do aparelho respiratório mostrou tórax com expansão simétrica e ausculta normal. A avaliação do sistema circulatório revelou uma frequência cardíaca de 90 bpm e uma pressão arterial de 110 x 60 mmHg. Ao exame neurológico, ECG 15 e pupilas isofotorreagentes. À inspeção abdominal, foi evidenciada equimose em andar superior do abdome, que sugeria ter sido provocada pelo guidão da bicicleta. À palpação, dor abdominal, sem sinais de peritonite.


Com base nesse caso hipotético, assinale a alternativa correta.


A

O paciente tem quadro de trauma abdominal fechado, com indicação imediata de laparotomia exploradora, devido à dor abdominal associada a sinais de choque, com provável causa hemorrágica.


B

O paciente tem quadro de trauma abdominal fechado, instável hemodinamicamente, estando indicada a realização de tomografia computadorizada para a investigação de possíveis lesões intra-abdominais.


C

O paciente tem quadro de trauma abdominal fechado, estável hemodinamicamente, estando indicados o exame físico seriado e a alta hospitalar se se confirmar a estabilidade do quadro após 12 h em observação.


D

O paciente tem quadro de trauma abdominal fechado, estável hemodinamicamente, estando indicada a realização de tomografia computadorizada para a investigação de possíveis lesões intra-abdominais.


E

O paciente tem quadro de trauma abdominal fechado, estável hemodinamicamente, estando indicada a realização de uma lavagem peritoneal diagnóstica (FAST), se estiver disponível no serviço, para a comprovação de possíveis lesões intra-abdominais.

Paciente dá entrada em unidade de emergência vítima de politrauma após queda de motocicleta, apresentando dispneia, bulhas hipofonéticas à ausculta de hemitórax esquerdo, traqueia desviada para a direita acima da fúrcula esternal e hipotensão moderada. Nesse caso, que medida deve ser realizada imediatamente?


A

Intubação na sala de reanimação.


B

Cateterização de veia calibrosa e reposição volêmica na sala de reanimação.


C

Encaminhamento ao centro cirúrgico para toracotomia exploradora.


D

Punção torácica com cateter calibroso na sala de reanimação.

Qual o tratamento mais adequado para este paciente?


A

Tratamento endovascular.


B

Punção no 2º espaço intercostal esquerdo, linha hemiclavicular.


C

Laparotomia exploradora.


D

Toracotomia mediana com intubação seletiva e circulação extracorpórea.

Paciente do sexo masculino, vítima de acidente de trânsito em motocicleta, foi socorrido em via pública, onde foi constatada perda sanguínea razoável devido a ferimento em coxa esquerda. Deu entrada no pronto-socorro queixando-se de dores em tórax e abdome, além de dor no membro comprometido.


Considerando esse caso clínico, assinale a opção correta.


A

Se a escala de Glasgow mostrar o número 13, esse paciente terá indicação de entubação orotraqueal imediata.


B

Se esse paciente apresentar taquicardia, extremidades frias e hipotensão arterial, ele deverá ser diagnosticado com choque hipovolêmico.


C

A reposição hídrica rápida para esse paciente deverá ser feita por meio de dissecção de veia profunda em membro superior.


D

Caso a medição da diurese horária mostre valor de 10 mL, isso indicará boa eficácia das manobras de ressuscitação.

Um paciente que sofreu um trauma abdominal fechado chega à emergência e é estabilizado hemodinamicamente. Após o manejo inicial do trauma é realizado uma Tomografia de abdome, devido à cinemática grave do trauma. É achada no exame de imagem uma lesão esplênica de grau III da classificação Associação Americana de cirurgia do trauma (AAST).


Assinale a alternativa correta em relação ao trauma esplênico.


A

O baço raramente é afetado nos traumas abdominais fechados, por estar mais posterior e protegido pelo arcos costais, ao contrário do fígado, que é constantemente afetado nos traumas.


B

A lesão de grau III corresponde à laceração, comprometendo vasos segmentares ou hilares, causando desvascularização importante acima de 25% do baço.


C

Os traumas de grau III a V normalmente requerem tratamento cirúrgico, pois acabam por evoluir com instabilidade hemodinâmica em algum momento do seguimento do paciente internado.


D

A lesão de grau I corresponde a hematoma subcapsular de 10 a 50% da área superficial e hematoma intraparenquimal menor de 5 cm.


E

Se o paciente está estável hemodinamicamente, o manejo conservador, em centros de grande volume de trauma, pode ser realizado, sendo que nesses centros o sucesso do tratamento conservador pode chegar a 90% das injúrias esplênicas, e com o uso da angiografia e embolização a taxa de falha do tratamento conservador é em torno de 5% das lesões graus III a V da AAST.

   
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