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. Em relação à diverticulite aguda, assinale a alternativa INCORRETA.
As classificadas como Hinchey III e IV requerem ambas tratamento cirúrgico.
A não complicada (TC normal ou fleimão sem coleção) pode ser conduzida pelo tratamento clínico com ou sem antibióticos.
A diverticulite aguda é um diagnóstico clínico, não necessitando de TC com contraste, salvo se começar a apresentar quadro de choque séptico na sua evolução.
A presença de gás livre não requer, obrigatoriamente, tratamento cirúrgico.
A colectomia não deveria ser realizada após o primeiro surto de diverticulite aguda não complicada.
Assinale a situação em que o tratamento cirúrgico laparoscópico da hérnia localizada na região inguinal e proximidades é MENOS apropriado:
Hérnias inguinais bilaterais do tipo Nyhus IIIA.
Hérnia recidivada cuja primeira abordagem foi por via anterior.
Hérnia inguinal em paciente previamente submetido à prostatectomia retropúbica radical.
Hérnia inguinal em paciente previamente submetido à cirurgia no abdômen superior.
Hérnia Nyhus IIIC.
Sobre as complicações pós-operatórias da apendicite aguda, assinale a alternativa correta.
A infecção de ferida operatória é rara após apendicectomia e não requer intervenção adicional.
Abscessos intra-abdominais são uma complicação pós-operatória possível e podem exigir drenagem percutânea e terapia antibiótica.
O íleo paralítico é incomum após apendicectomia e não está relacionado à inflamação prévia do apêndice.
A deiscência de sutura é a complicação pós-operatória mais comum.
A formação de fístulas intestinais é comum em pacientes jovens.
Com relação às hérnias da parede abdominal e suas classificações, características anatômicas, clínicas e fisiopatologia, assinale a alternativa incorreta.
O tabagismo e a idade avançada são fatores de risco para hérnia direta.
A hérnia de Spiegel ocorre lateral ao músculo reto abdominal – entre a linha semilunar e a borda do músculo retoabdominal.
A fisiopatologia da hérnia indireta está correlacionada ao fechamento precoce do conduto peritoneovaginal.
A hérnia epigástrica está associada a um defeito na linha alba.

Considerando a interpretação radiológica abdominal no pós-operatório, bem como as patologias cirúrgicas do abdome, de acordo com a imagem — “C” denota-se cólon —, o sinal presente é denominado
Rigler.
Bassler.
Chandelier.
Forthergill.
Acerca da fisiopatologia e dos conceitos de SIRS — Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica, CARS — Resposta Anti-inflamatória Compensatória e MOF — Falência de Múltiplos Órgãos, assinale a alternativa que apresenta a citocina fortemente implicada com a CARS, a qual, juntamente com a SIRS sustentada que a precede, resulta em injúria que progride, podendo resultar em MOF.
Interleucina 1 (IL-1)
Fator de Necrose Tumoral alfa (TNF- )
Interleucina 6 (IL-6)
Interleucina 10 (IL-10)

De acordo com a imagem de peça cirúrgica, assinale a alternativa que apresenta o nome do procedimento cirúrgico realizado.
Ressecção retal médio-baixa com preservação do esfíncter externo
Laringotomia total com remoção do seio piriforme e da parede faríngea.
Resseção retal médio-baixa com preservação esfincteriana total.
Laringectomia total sem remoção do seio piriforme e com preservação de parede faríngea.
Na correção cirúrgica de onfalocele gigante, a técnica de fechamento em estágios é frequentemente utilizada para evitar complicações relacionadas ao aumento da pressão intra-abdominal. Sobre o manejo cirúrgico da onfalocele gigante, é correto afirmar:
O fechamento em estágios utiliza inicialmente a colocação de um silo de material sintético, permitindo a redução gradual das vísceras para a cavidade abdominal sem comprometer a função respiratória.
A utilização de telas biológicas na onfalocele gigante é preferível para fechamento primário, pois permite menor risco de infecção e eliminação da necessidade de cirurgias adicionais.
O fechamento primário da onfalocele gigante é considerado o padrão-ouro, independentemente do tamanho do defeito, para reduzir o tempo de internação hospitalar.
O uso de plastia abdominal com tração contínua não é indicado em onfalocele gigante devido ao risco elevado de isquemia da parede abdominal.
A técnica cirúrgica em um único tempo é mais frequentemente utilizada em pacientes com onfalocele gigante, priorizando a reparação completa do defeito ainda no período neonatal.
Paciente de 70 anos realizou correção de hérnia de parede abdominal com colocação de tela de Marlex e apresentou seroma na ferida operatória. Foi realizada aspiração por duas vezes do seroma, porém houve novo acúmulo de liquido seroso. Com base nessas informações, qual é a melhor conduta nesse caso?
Realizar novamente aspiração do local.
Abrir a incisão e limpar com gaze umedecida em regime ambulatorial.
Abrir a incisão, limpar e drenar o seroma em centro cirúrgico.
Realizar antibioticoterapia via oral em domicílio.
Remover a tela no centro cirúrgico.
Analise as afirmativas a seguir:
I. Mucocele do apêndice (MA) é uma lesão rara, caracterizada pela distensão da luz deste órgão devido ao acúmulo de substância mucinosa.
II. A MA é geralmente assintomática, e o diagnóstico pré-operatório é incomum. Se não tratada pode levar a ruptura do apêndice, causando uma doença potencialmente fatal conhecida como pseudomixoma peritoneal (PP).
III. Cirurgia é o método de tratamento recomendado e visa ressecar todo o apêndice e seu meso, impedindo o extravasamento do conteúdo mucoíde para cavidade peritoneal. Procedimentos laparoscópicos são, em geral, contraindicados.
Marque a alternativa CORRETA:
Todas as afirmativas estão corretas.
Nenhuma afirmativa está correta.
Apenas uma afirmativa está correta.
Apenas duas afirmativas estão corretas.
Analise as afirmativas a seguir:
I. As infecções são a principal causa de morte em pacientes com queimaduras graves, mesmo tendo em conta os protocolos de reanimação e técnicas cirúrgicas.
II. A profilaxia com antibióticos sistêmicos não se mostrou benéfica em pacientes com queimaduras. O tratamento cirúrgico da queimadura inclui desbridamentos e cobertura cutânea por autoenxertia de pele parcial das áreas queimadas de segundo grau profundo e terceiro grau.
Marque a alternativa CORRETA:
As duas afirmativas são verdadeiras.
A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
As duas afirmativas são falsas.
Durante o estresse cirúrgico, a hiperglicemia é um reconhecido fator de risco para o favorecimento de infecções, ao promover disfunção da imunidade celular. É um efeito da hiperglicemia sobre a imunidade celular a:
resistência periférica à insulina
ativação espontânea de neutrófilos
geração diminuída de moléculas de adesão
quimiocinese estimulada pela hiperglicemia
ativação da proteína quinase C por catecolaminas
Qual o risco de metástases linfáticas de um câncer esofágico T1a, bem diferenciado com invasão linfovascular ausente?
Moderado, 3 a 6%.
Baixo, 0 a 2%.
Alto, 7 a 15%.
Baixo, 3 a 6%.
Alto, 3 a 6%.
Qual a etiologia mais comum da ascite quilosa em adultos?
Tumor carcinoide.
Pericardite constritiva.
Pancreatite aguda.
Linfoma.
Carcinomatose peritoneal.
Assinale a alternativa correta em relação ao choque neurogênico.
A denervação parassimpática provoca sinais e sintomas clínicos semelhantes a hipovolemia.
Trauma craniano isolado não é uma causa de choque neurogênico.
O tratamento inicial consiste na administração de drogas vasoativas, visando o restabelecimento dos níveis pressóricos.
Lesão da espinha torácica pode ocasionar hipertensão pelo aumento do tônus simpático.
Uma pressão de pulso diminuída é observada nesse tipo de choque.
Uma das principais complicações da vagotomia troncular (realizada para tratamento de úlceras duodenais) é a atonia gástrica (gastroparesia). Assinale a alternativa correta sobre essa complicação.
Os agentes mais comumente empregados no tratamento dessa condição são os bloqueadores dos canais de cálcio.
A perda da função de relaxamento no estômago proximal ocasiona perda da capacidade do estômago de esvaziar principalmente conteúdo líquido.
A gastrectomia total é o tratamento de escolha na maioria dos pacientes com gastroparesia pós-vagotomia.
A endoscopia é desnecessária na maioria dos casos, pois já houve um diagnóstico endoscópico prévio da lesão que motivou a cirurgia.
O diagnóstico é confirmado por cintilografia do esvaziamento gástrico.
Conhecimento da anatomia da região inguinal é crucial para a realização de uma cirurgia segura e efetiva. Reconhecer e evitar lesão de estruturas nervosas no canal inguinal é a chave para evitar as chamadas inguinodínias.
Qual nervo que, após cruzar o músculo oblíquo interno, passa pelo canal inguinal ao lado do cordão emergindo normalmente pelo orifício interno e terminando no orifício externo onde distribui fibras para inervação sensorial de raiz do pênis e escroto no homem e grandes lábios nas mulheres?
Nervo íleo hipogástrico.
Ramo genital do genitofemoral.
Nervo íleo inguinal.
Ramo femoral do genitofemoral.
Nervo cutâneo lateral da coxa.
Quanto ao tratamento da acalasia esofágica idiopática, qual tem melhor resultado a longo prazo:
Dilatação endoscópica com Savary.
Dilatação endoscópica com balão pneumático calibrado.
Cirurgia de Heller.
POEM.
Injeção com toxina botulínica.
Em relação ao tratamento cirúrgico de metástase hepática por câncer colorretal pode-se afirmar:
Fígado remanescente final (FRF) de 30% é suficiente para uma cirurgia segura independente da condição prévia do fígado.
Apesar do desenvolvimento da cirurgia de fígado e das quimioterapias não houve impacto na sobrevida global do paciente com câncer de cólon ou reto metastático para fígado.
Os critérios de Fong (Fong Clinical Risk Score) fornecem informações, entre outras, quanto a sobrevida após a ressecção de metástases hepáticas de câncer colorretal.
A deprivação hepática pode ser realizada como opção tática cirúrgica para reduzir o tamanho do tumor e aumentar a ressecabilidade nas cirurgias hepáticas.
ALPPS (Associating Liver Partition and Portal Vein Ligation for Staged Hepatectomy) mostra-se uma técnica segura e com baixa morbimortalidade principalmente em pacientes idosos.
Identifique, dentre as opções abaixo, aquela que mostra duas lesões pancreáticas, císticas ou sólidas, que tem uma enorme preponderância no sexo feminino.
Neoplasia cística mucinosa e tumor sólido pseudopapilar (tumor de Frantz).
Neoplasia cística serosa e pseudocisto de pâncreas.
Tumor cístico neuroendócrino e neoplasia papilar mucinosa intraductal de ramo secundário(IPMN).
Pancreatite paraduodenal e neoplasia papilar mucinosa intraductal de ramo principal.
Pancreatite autoimune e IPMN de ramo secundário.