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Homem de 74 anos apresenta icterícia progressiva há 1 mês, colúria e prurido intenso. Relata também perda de 12 kg nos últimos 3 meses. Tem como comorbidades doença pulmonar obstrutiva crônica e hipertensão arterial sistêmica. Ao exame físico, tem abdome flácido, indolor, com massa fibroelástica palpável em hipocôndrio direito, além de pressão arterial de 140 x 80 mmHg, frequência cardíaca de 80 bpm, ictérico 3+/4+ e ECOG 3. Os exames laboratoriais relevantes são: bilirrubina total: 15,0 mg/dL; bilirrubina direta: 13,2 mg/dL; fosfatase alcalina (FA): 980 U/L; gama-GT (GGT): 820 U/L; INR: 1,3; e creatinina sérica: 0,9 mg/dL. O paciente realizou também uma tomografia de abdome que demonstrou uma lesão de 25 mm em cabeça de pâncreas, com dilatação de via biliar e ducto pancreático, sem contato com vasos mesentéricos superiores e sem evidência de metástases.
A conduta apropriada neste cenário é
indicar duodenopancreatectomia.
realizar CPRE com drenagem biliar, sem tentativa de ressecção cirúrgica.
realizar ecoendoscopia com punção para confirmar histologia antes de decidir conduta.
submeter o paciente a quimioterapia neoadjuvante, seguida de reavaliação clínica.
Paciente do sexo masculino, 28 anos, dá entrada no pronto-atendimento após acidente automobilístico, sendo admitido nesse pronto-atendimento consciente e queixando-se de dor abdominal difusa com dificuldade para inspiração profunda. Ao exame, apresenta-se em mal estado geral, pálido e sudoreico. PA 90 x 50 mmHg, FC 120 bpm, FR 25 irpm. Saturação de O2 em ar ambiente 94%. Apresenta escoriações superficiais em face. O abdome se encontra distendido, com dor difusa a palpação e defesa involuntária sendo evidente uma grande equimose retilínea que se estende entre as espinhas ilíacas, por cima da região periumbilical.
A conduta mais apropriada para o caso é
tomografia de abdome com contraste.
imobilização pélvica externa.
videolaparoscopia diagnóstica.
lavado peritoneal diagnóstico.
laparotomia exploradora.
Homem de 45 anos de idade apresenta sintomas de deterioração global progressiva da saúde queixando-se de sintomas inespecíficos como cansaço, tendo piora nos últimos oito meses. Nega perda ponderal significativa ou febre. Queixa-se de dor e aumento do volume abdominal bem como constipação. Ao exame, o médico identificou sinais de ascite com macicez móvel a percussão bem como percepção de massas palpáveis, mal delimitada, localizadas nos flancos. A tomografia de abdome revelou grande quantidade de ascite associada a “scalloping” da superfície hepática bem como espessamento difuso do omento maior. Foi proposta a realização de uma laparotomia exploradora que evidenciou grande quantidade de muco semissólido adesivo e grandes massas císticas loculadas ocupando toda a cavidade peritoneal.
O diagnóstico mais provável é
carcinomatose peritoneal por adenocarcinoma gástrico.
tuberculose peritoneal difusa.
pseudomixoma peritoneal por neoplasia de apêndice.
mesotelioma peritoneal difuso.
ascite carcinomatosa secundária à adenocarcinoma metastático do cólon.
Homem de 56 anos, CEAP C6, apresenta úlcera maleolar medial direita de 5 × 6 cm, exsudativa, com halo eritematoso discreto, sem febre e sem dor intensa. No exame de ultrassonografia doppler do sistema venoso do membro inferior direito, está descrito refluxo contínuo na safena magna, em toda a sua extensão, incluindo a croça. O diâmetro relatado no exame é de 9 mm na região da croça. O sistema venoso profundo é pérvio e compressível, e não há relato de qualquer alteração no sistema venoso profundo. O índice tornozelo-braquial (ITB) foi medido, e o resultado foi 1,0. Ainda, o paciente tem hipertensão e dislipidemia controladas, além de antecedente de varicocele operada na juventude.
Qual estratégia levará a cicatrização mais rápida da úlcera e terá maior durabilidade no cenário do paciente descrito?
Ablação térmica endovenosa da safena magna, associada à terapia compressiva e ao manejo local, com reavaliação ambulatorial em curto prazo para ajuste dos curativos.
Escleroterapia da safena magna com espuma associada à terapia compressiva e ao manejo local ambulatorial dos curativos.
Aguardar cicatrização completa com terapia compressiva de alta pressão (30–40 mmHg) e, então, realizar safenectomia com ligadura da croça para reduzir risco infeccioso perioperatório.
Bota de Unna com trocas semanais, por 8 semanas, desbridamentos e curativos, mantendo repouso relativo, e reavaliação de tratamento diferente da bota de Unna somente após essas 8 semanas.
Homem de 27 anos com histórico de trombose venosa profunda (TVP) proximal não provocada na extremidade inferior direita, há 3 anos, é internado com nova TVP sintomática na extremidade inferior esquerda. O paciente recebe tratamento com heparina intravenosa em bomba de infusão contínua e dabigatrana, mas apresenta valores laboratoriais de anti-Xa consistentemente subterapêuticos, apesar da administração de altas doses do anticoagulante parenteral. Ele evolui bem e recebe alta com anticoagulante oral. Mantém-se bem até apresentar um evento trombótico venoso recorrente ao suspender o anticoagulante e necessitar de heparina intravenosa após uma apendicectomia de urgência.
Nesse caso, a principal hipótese diagnóstica é
deficiência de antitrombina.
deficiência de proteína C.
mutação do gene do fator V Leiden.
mutação do gene da protrombina.
síndrome antifosfolípide.
Sobre infecções de pé diabético, analisar os itens.
I. Se não houver evidência de alterações sugestivas para osteomielite, considerar que a artropatia pode mimetizar os achados.
II. É considerada infecção do pé diabético qualquer infecção inframaleolar em pacientes com diabete melito, que inclui celulite, úlcera infectada, abscesso, artrite séptica ou osteomielite.
III. O diagnóstico é clínico, e a cultura é utilizada para a identificação do agente etiológico.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas nos itens I e II.
Apenas nos itens I e III.
Apenas nos itens II e III.
Em todos os itens.
A hemorragia digestiva alta (HDA) ocorre acima do ligamento de Treitz, e seu tratamento exige atendimento médico de urgência. Nesse contexto, assinalar a alternativa CORRETA.
Atualmente não se faz a antibioticoterapia profilática com quinolonas, por riscos/desequilíbrios hemodinâmicos.
O balão gastroesofágico de Sengstaken-Blakemore está indicado quando há controle do sangramento, fase de manutenção.
O tratamento cirúrgico (derivação portossistêmica) é indicado quando não há controle do sangramento com as outras medidas ou como tratamento eletivo (altas taxas de encefalopatia portossistêmica pós-operatória).
O TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático via transjugular) deve ser considerado depois da opção cirúrgica e como ponte para transplante.
A respeito do tempo de sangramento, exame complementar no diagnóstico de coagulopatias, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Os valores podem estar diminuídos na doença de Von Willebrand (em pacientes sintomáticos).
( ) Os valores podem estar elevados em doenças mieloproliferativas.
( ) Os valores normais são entre 3 e 9min.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
A respeito da tonsilectomia e da adenoidectomia, analisar os itens.
I. Se o paciente apresentar infecções do trato respiratório superior (IRS), a cirurgia deve ser adiada até a resolução da IRS.
II. É altamente contraindicada a intubação traqueal em vigília.
III. Pacientes com apneia obstrutiva do sono (AOS) frequentemente têm vias aéreas potencialmente difíceis.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Apenas nos itens I e III.
Apenas nos itens II e III.
No manejo de fluidos no perioperatório, uma das principais preocupações é o risco de hiponatremia iatrogênica. Com base nas recomendações atuais sobre soluções de manutenção, assinalar a alternativa CORRETA.
Soluções hipotônicas reduzem o risco de hiponatremia ao promover maior excreção de água livre.
Soluções isotônicas diminuem a retenção hídrica induzida por hormônios e reduzem o risco de hiponatremia.
Soluções glicosadas isoladas previnem a hiponatremia ao estimularem a natriurese.
Soluções balanceadas hipotônicas melhoram a natremia por efeito tampão osmótico.
Sobre a indicação de enxertias para coberturas permanentes de espessura total para soluções de continuidade extensas do tecido de revestimento, assinale a alternativa correta sobre o tipo de enxerto de escolha.
Enxerto heterólogo com a epiderme e camadas proximais da derme.
Enxerto autólogo com a epiderme e derme.
Enxerto homólogo com a epiderme e camadas proximais da derme.
Enxerto homólogo com a epiderme e derme.
Xenoenxerto com a epiderme e derme.
Para a avaliação do paciente cirúrgico em relação à gravidade do choque hemorrágico se utilizam os sinais vitais, o débito urinário, a gasometria e o nível de consciência.
Assinale a alternativa correta sobre o choque hemorrágico classificado como classe I ou leve.
Presença de sangramento, mas sem repercussões clínicas evidentes, hipotensão e taquicardia leve, débito urinário mantido, sem alterações na consciência e sem necessidade imediata de transfusão ou cirurgia.
Sem hipotensão, mas pode haver taquicardia leve (até 120 bpm), redução no débito urinário, queda da base excess na gasometria arterial, possível necessidade de transfusão ou intervenção cirúrgica, não há rebaixamento de consciência.
Presença de sangramento, mas sem repercussões clínicas evidentes, sinais vitais dentro da normalidade, débito urinário mantidos, sem alterações na consciência e sem necessidade imediata de transfusão ou cirurgia.
Hipotensão (pressão arterial sistólica < 90 mmHg), frequência cardíaca > 120 bpm, sinais evidentes de má perfusão, redução marcante no base excess (menor que -10), necessidade iminente de controle cirúrgico da fonte de sangramento e reposição maciça de volume.
Hipotensão (pressão arterial sistólica. < 90 mmHg), frequência cardíaca > 120 bpm, extremidades frias, palidez, sudorese, queda do base excess na gasometria arterial (menor que –05), necessidade iminente de controle cirúrgico da fonte de sangramento e reposição com solução salina.
Homem, 28 anos, apresenta uma massa dolorosa à esquerda na região inguinal, que aumenta com esforço e diminui em repouso. Ao exame físico, o médico insere o dedo no canal inguinal do paciente e este é instruído a realizar a manobra de Valsalva; a protusão é sentida na ponta do dedo. Descreve-se abaulamento na região do canal inguinal, superior e medial ao ligamento inguinal.
Em face do exposto, o diagnóstico mais provável é de
hérnia inguinal direta.
hérnia inguinal indireta.
hérnia femoral.
lipoma do cordão espermático.
linfadenopatia inguinal.
Mulher de 45 anos é submetida a uma colecistectomia por videolaparoscopia, e o cirurgião precisa identificar o espaço conhecido como triângulo de Calot, etapa fundamental para realização da cirurgia.
Quais são os limites anatômicos clássicos desse triângulo?
Ducto hepático comum, ducto cístico e artéria cística.
Ducto cístico, artéria hepática direita e veia porta.
Ducto hepático comum, porção superior do ligamento hepatoduodenal e artéria hepática direita.
Ducto cístico, artéria cística e margem inferior do fígado.
Ducto hepático comum, ducto cístico e margem inferior do fígado.
A doença hemorroidária é causa comum de sangramento anal e pode evoluir com prolapso. Considerando sua fisiopatologia, assinalar a alternativa que melhor explica o mecanismo desse prolapso.
A hipertrofia do esfíncter externo empurra o plexo venoso para fora do canal anal.
A degeneração das fibras de ancoragem dos coxins anais leva ao deslizamento das estruturas vasculares.
A trombose repetida do plexo externo é a principal causa da exteriorização permanente dos coxins.
A hiperplasia linfoide retal reduz o lúmen e provoca protusão dos tecidos moles.
Qual dos fatores de risco a seguir NÃO é associado à ruptura do aneurisma de aorta abdominal?
Sexo masculino.
Transplante cardíaco.
Transplante renal.
Pressão arterial média alta.
Sobre os cuidados pré-operatórios referentes a pacientes com condições médicas comprometidas, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) A ortopneia e a dispneia paroxística noturna são manifestações clássicas da insuficiência cardíaca congestiva.
( ) O uso de anestésicos locais com epinefrina é absolutamente contraindicado em pacientes com angina estável.
( ) A asma é uma contraindicação absoluta ao uso de óxido nitroso em procedimentos odontológicos.
C - E - E.
E - C - C.
C - C - C.
E - E - E.
Um senhor de 70 anos procura o pronto-socorro relatando vômitos, distensão abdominal e parada de eliminação de gases e fezes, há 5 dias. Está estável, afebril e desidratado. O abdômen está distendido, é pouco doloroso difusamente e os ruídos hidroaéreos estão aumentados. A radiografia mostra distensão de delgado, com níveis hidroaéreos e o sinal de empilhamento de moedas. O cólon não é visualizado. Familiares relatam antecedentes de cirurgia abdominal após um acidente de carro, com retirada do baço há vários anos. Assinale a alternativa com a melhor conduta inicial:
Tratamento não operatório com hidratação, analgesia e sonda nasogástrica.
Laparoscopia exploradora.
Laparotomia exploradora de urgência.
Tomografia de abdômen, com contraste por via oral.
Tratamento não operatório com hidratação, fisioterapia respiratória, sonda nasogástrica aberta e colonoscopia de urgência por suspeita de neoplasia.
O triângulo dos Gastrinomas ou Triângulo de pássaro corresponde a região anatômica na qual a maioria dos tumores neuroendócrinos são encontrados. Assinale a alternativa que melhor descreve os limites dessa região:
Cabeça do pâncreas, ângulo de Treitz e vesícula biliar.
Cauda pancreática, piloro e cístico.
Ducto cístico, colo de pâncreas e transição da segunda e terceira porção duodenal.
Vesícula biliar, corpo pancreático e fundo gástrico.
Vesícula biliar, cabeça do pancreas e primeira porção duodenal.
As lesões torácicas podem ser classificadas em penetrantes ou não penetrantes.
Analise os itens a seguir e assinale a alternativa correta.
I - O ferimento penetrante pode ser: simples, complicado ou complexo em que é associado a lesão transfixante do mediastino.
II - Os traumatismos fechados podem ser classificados em zonas periféricas pulmonares em que é associado a lesão transfixante do mediastino.
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é um complemento da I.
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa.
As asserções I e II são proposições falsas.
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é um complemento da I.