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Paciente masculino, 33 anos, trabalhador da construção civil, comparece em consulta referindo abaulamento inguinal à direita há algumas semanas, com leve dor local, que aumenta com esforço físico. Ao exame físico, apresenta protuberância em região inguinal direita, que aumenta a manobra de valsava. Quando o examinador coloca a ponta do dedo no canal inguinal por invaginação da bolsa escrotal, percebe, ao esforço, a protuberância mover-se de lateral para medial no canal inguinal. O quadro clínico sugere um caso de:
Hérnia inguinal direta.
Hérnia inguinal indireta.
Hérnia escrotal.
Hérnia femoral.
A cobertura da lesão constitui um aspecto fundamental no tratamento de feridas, porque favorece um microambiente adequado para a restauração dos tecidos. Em relação às características funcionais das coberturas, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Os filmes transparentes e hidrocoloides são coberturas conhecidas por sua adesividade prolongada, porém a frequência de trocas e o método de retirada devem ser observados com atenção para evitar lesões.
( ) As coberturas com baixa espessura, flexíveis e elásticas, como hidrocoloides, espumas e filmes, adaptam-se muito bem às áreas difíceis, como pés, cotovelos e dedos.
( ) A capacidade de absorção do exsudado da ferida nunca influencia na frequência das trocas.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - E.
E - C - C.
Paciente obeso e diabético de 45 anos dá entrada em unidade de emergência trazido pelo irmão, com relato de desorientação, palpitação, dispneia e febre alta. Acompanhante refere que o irmão estava tratando um furúnculo abaixo da região escrotal com antibiótico há 5 dias, porém sem aparente melhora. Ao exame físico, percebe-se região dolorosa eritematosa purulenta em zona perineal. De acordo com o caso relatado, o provável diagnóstico e o melhor tratamento inicial, respectivamente, baseiam-se em:
abscesso perianal, drenagem de abscesso
fascite necrosante, desbridamento cirúrgico
abscesso perianal, antibioticoterapia de largo espectro
fascite necrosante, internação em unidade de terapia intensiva
O uso prático dos fios de sutura exige a escolha do material adequado (absorvível ou não) e a agulha com formato e curvatura corretos para a técnica e o procedimento.
O fio absorvível de escolha para suturas em tecidos que exigem bom suporte inicial, mas que cicatrizam rapidamente, como em cirurgias cutâneas, urológicas ou ginecológicas, é o(a):
Polidioxanona (PDS), um fio monofilamentar, cuja absorção ocorre por meio de hidrólise, iniciando-se aproximadamente após 90 dias e sendo concluída em até 180 dias.
Poliglecaprone, um fio monofilamentar, cuja absorção ocorre por meio de hidrólise, sendo completada entre 90 e 120 dias após a sutura.
O poligliconato, um fio monofilamentar com absorção lenta, que pode levar entre 180 e 210 dias para ser completamente reabsorvido, que apresenta alta resistência.
O categute, um fio monofilamentar absorvível por digestão enzimática, que provoca, porém, uma reação tecidual mais intensa quando comparado aos fios sintéticos absorvíveis.
A poliglactina, composto pela combinação de dois polímeros, aproximadamente 90% de ácido glicólico e 10% de ácido lático, possui força tênsil por cerca de 28 a 35 dias e é completamente absorvida em até 70 dias.
A ultrassonografia é um recurso valioso para a prática no centro cirúrgico e em outros procedimentos ambulatoriais, auxiliando como ferramenta diagnóstica e intervencionista efetiva. Ao realizar esse exame, caso seja necessário melhorar a resolução da imagem, deve-se ajustar o aspecto relacionado à(ao):
amplitude
atenuação
frequência
comprimento
A gastrostomia é frequentemente usada como procedimento paliativo em lesões esofágicas irressecáveis, podendo ser feita por meio da técnica de Stamm com realização de:
tracionamento de um retalho em direção à parede gástrica
fixação de um tubo revestido por mucosa ancorado à pele
retalho retangular na base perto da grande curvatura do estômago
sutura em bolsa de tabaco na porção média anterior da parede do estômago
A hipertermia maligna é uma crise hipermetabólica potencialmente fatal que se manifesta durante ou após a exposição a um anestésico geral deflagrador em indivíduos suscetíveis. Uma vez suspeita ou diagnosticada, sugere-se aplicação de medidas, como:
suspender o procedimento cirúrgico
checar e monitorizar a gasometria arterial
hiperventilar o paciente com oxigênio a 80%
quantificar e promover débito urinário acima de 1,5 mL/Kg/h
Um abscesso subfrênico pode ser originado a partir de uma perfuração de úlcera péptica, do apêndice ou por infecção aguda da vesícula. Caso se identifique um abscesso anterior, deve-se realizar a incisão:
transversal profunda em ângulo reto com as vértebras, através do leito periostal da costela ressecada, pela via intraperitoneal
transversal profunda em ângulo reto com as vértebras, através do leito periostal da costela ressecada, pela via extraperitoneal
um dedo transverso abaixo do rebordo costal e ampliar até a região lateral do reto anterior, com abertura da cavidade peritoneal
um dedo transverso abaixo do rebordo costal e ampliar até a região lateral do reto anterior, sem abertura da cavidade peritoneal
Na pancreatojejunostomia, cirurgia também conhecida como operação de Puestow-Gillesby, a aplicação da técnica com realização de anastomose lateral em boca de peixe inclui:
anastomose da extremidade aberta da alça jejunal sobre o canal pancreático aberto
fechamento da extremidade da alça em Y de Roux do jejuno em dois planos de pontos separados
fixação da margem livre do mesentério obrigatoriamente por pontos separados à alça jejunal ascendente
drenagem do corpo e da causa do pâncreas, implantando a extremidade esquerda do pâncreas na abertura da alça jejunal
De acordo com os critérios dos Centers for Disease Control, para a definição de infecção no sítio de operação, uma ferida operatória é considerada profunda quando há:
secreção purulenta em dreno
sintomas de febre, dor e sensibilidade
abscesso encontrado em exame direto
sintomas de eritema, dor e edema local
Homem de 25 anos apresenta queixa de abaulamento da região inguinal direita. O cirurgião realizou o exame físico e referiu ter encontrado uma hérnia inguinal do tipo II de Nyhus.
Qual foi o achado do exame físico?
Hérnia indireta com anel inguinal interno normal.
Hérnia inguinal direta com anel inguinal não palpável.
Hérnia inguinal direta com presença de cicatriz de inguinotomia.
Hérnia inguinal indireta com anel inguinal interno dilatado e parede posterior intacta.
Hérnia femoral.
Mulher de 55 anos, com histórico de etilismo crônica há cerca de 20 anos (40 g/dia), foi encontrada desacordada em casa e trazida por familiares a sala de emergência. Apresenta queixa de dor abdominal intensa, localizada no andar superior do abdome e que se irradia para o dorso (dor em faixa), bem como náuseas e vômitos. Não apresenta sinais de trauma externo. Ao exame: mal estado geral, agitada, sudorética, taquicárdica (115 bpm) e hipotensa (PA 70x60 mmHg). Temperatura axilar de 38 ºC. O abdome encontra-se distendido e difusamente dolorosa a palpação. Observa-se equimoses em flanco esquerdo e na região periumbilical.
O diagnóstico mais provável é
apendicite aguda rota.
pancreatite aguda hemorrágica.
hepatocarcinoma metastático.
peritonite bacteriana espontânea.
neoplasia gástrica avançada.
Homem acamado de 70 anos, com histórico de AVC isquêmico há 3 anos, evoluiu com úlcera de pressão em região sacral, estágio IV, com 10 cm de diâmetro, exposição de osso sacro, presença de tecido necrótico e secreção purulenta. Não há sinais de sepse.
Qual a conduta mais adequada nesse momento?
Desbridamento químico e curativos diários com alginato de cálcio.
Desbridamento cirúrgico de urgência na enfermaria e curativos com hidrogel.
Desbridamento cirúrgico em centro cirúrgico, seguido de uso de curativo a vácuo.
Desbridamento cirúrgico em centro cirúrgico e fechamento primário com retalho miocutâneo do músculo glúteo máximo.
Homem de 32 anos, previamente hígido, com história de dor abdominal em andar superior de forte intensidade há 2 dias, associada a dois episódios de vômito, nega sintomas prévios a esse período, mas refere episódio de ingestão de bebida alcóolica em grande quantidade há 3 dias. Apresenta dor constante, graduação 8 em 10, sem fatores de melhora ou piora, acometendo todo o andar superior.
Ao exame físico, estava em regular estado geral e com fácies de dor, tendo apresentado vômito na admissão. A frequência cardíaca é de 125 bpm e a pressão arterial de 110 x 85 mmHg. Pouco colaborativo, não permite exame físico abdominal adequado por dor. Realizou o exame de imagem exibido a seguir e, após retornar do exame, evoluiu com rebaixamento do nível de consciência, hipotensão e má perfusão periférica.

(Arquivo pessoal; imagens usadas com autorização)
Diante do quadro, assinale a alternativa que apresenta a conduta terapêutica adequada nesse momento.
Laparotomia exploradora.
Laparoscopia diagnóstica.
Suporte intensivo, expansão volêmica com ringer lactato, seguida de manutenção com 1,5 mL/kg/h e jejum por enquanto.
Suporte intensivo, hidratação, ceftriaxone e metronidazol.
Após colecistectomia laparoscópica em um homem de 55 anos, observa-se, durante análise macroscópica, que a vesícula biliar encontra-se muito distendida e preenchida por líquido transparente, semelhante à água, sem bile no interior.
Qual é o achado mais provável associado a esse quadro?
Lesão neoplásica mucinosa da mucosa vesicular.
Orifício fistuloso com comunicação pancreatobiliar.
Cálculo biliar impactado no infundíbulo/ducto cístico.
Espessamento difuso da parede da vesícula por colecistite aguda enfisematosa.
Paciente masculino, de 74 anos, hipertenso, diabético tipo 2 e ex-tabagista, com histórico de infarto agudo do miocárdio há 14 meses, tratado com angioplastia e implante de stent farmacológico, foi encaminhado para avaliação pré-operatória antes de uma cirurgia eletiva de ressecção de tumor de cólon (risco cirúrgico intermediário). Encontrava-se assintomático. Fazia uso regular de AAS, atorvastatina, metformina e losartana. Ecocardiografia recente mostrou fração de ejeção de 50%, sem alterações segmentares. Avaliação clínica revelou capacidade funcional estimada em 5 METs. Eletrocardiografia de repouso não apresentava novas alterações. O cirurgião deseja operar em 2 semanas. Com base nas Diretrizes de Avaliação Cardiovascular Perioperatória, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2024), e da American Heart Association/ American College of Cardiology (2024), qual a conduta mais apropriada?
Adiar a cirurgia por, pelo menos, 6 meses, uma vez que o paciente tem stent farmacológico há menos de 24 meses, e reiniciar dupla antiagregação antes da cirurgia.
Prosseguir com a cirurgia eletiva, mantendo AAS e monitorização clínica, pois o paciente tem boa capacidade funcional e não apresenta sintomas.
Realizar teste de estresse antes da cirurgia para estratificar o risco isquêmico, já que há antecedente de doença arterial coronariana com revascularização.
Suspender AAS 7 dias antes da cirurgia para reduzir o risco de sangramento, visto que o evento coronariano foi há mais de 12 meses.
Paciente masculino, de 28 anos, com história de radioterapia cervical há 2 anos por carcinoma de orofaringe, será submetido a laringoscopia sob anestesia geral para realização de uma biópsia de orofaringe. À avaliação pré-operatória, apresentava abertura bucal limitada, protrusão mandibular restrita, Mallampati classe IV e rigidez cervical. A saturação basal era de 96%. Considerando tratar-se de procedimento eletivo, assinale a assertiva correta.
Uso de videolaringoscópio está contraindicado para pacientes com risco de aspiração, pois não permite ventilação durante o procedimento.
Sequência rápida de intubação é o método de escolha para todos os casos de via aérea difícil previamente identificada.
Técnicas que permitam manutenção da ventilação espontânea, como a intubação com fibroscópio flexível, são as preferidas sempre que viáveis.
Pré-oxigenação é opcional para pacientes jovens e sem comorbidades, pois raramente influencia o tempo de dessaturação durante a indução anestésica.
Paciente masculino, de 45 anos, veio à Emergência por dor no flanco direito, acompanhada de náuseas e vômitos, sem febre, quadro iniciado há 2 dias. Com suspeita clínica de cólica renal, foi realizada tomografia computadorizada de abdômen sem contraste, que evidenciou um cálculo de 0,9 cm no ureter proximal direito, com densidade de 1.100 unidades Hounsfield, e leve dilatação pielocalicial à montante. Hemograma e creatinina estavam dentro da normalidade. Com base no quadro, que conduta inicial, dentre as abaixo, é a mais adequada?
Litotripsia extracorpórea
Terapia expulsiva com tansulosina
Nefrolitotipsia percutânea
Ureteroscopia com litotripsia
Mulher de 62 anos, submetida a histerectomia total videolaparoscópica, sem intercorrências, há 7 dias. Chega ao pronto-socorro referindo dor abdominal difusa há 3 dias, incialmente leve, mas com piora progressiva, e que melhora com dipirona. Sem queixas miccionais. Ao exame físico, as feridas operatórias estão com bom aspecto, abdome distendido, mas compressível e dor difusa à palpação. Exames relevantes: Hb: 12,5 g/dL, Cr: 1,3 mg/dL, Ur: 25 mg/dL, PCR: 5,3 mg/dL. A ultrassonografia demonstra líquido livre abdominal em moderada quantidade.
Qual estrutura está comprometida e qual a sua provável causa, respectivamente?
Uretra, por lesão térmica na dissecção do colo uterino.
Bexiga, no momento da sutura da cúpula vaginal.
Ureter, por lesão térmica pelo uso do bisturi elétrico.
Alça de delgado, por lesão na introdução de um dos trocateres.
No manejo da pancreatite aguda biliar grave, a colecistectomia laparoscópica deve ser realizada após a resolução do quadro inflamatório agudo e normalização das enzimas pancreáticas, preferencialmente durante a mesma internação, a fim de prevenir novos episódios de pancreatite ou complicações biliares.
Certo
Errado