

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Paciente de 26 anos procura a emergência devido à dor de forte intensidade na região anal de início há 4 dias, com intensidade progressiva, não relacionada a evacuação. Apresenta queda do estado geral, mal-estar e febre aferida de 38,3 ºC. A ectoscopia da região perineal não apresenta alterações. No toque retal palpa-se massa dolorosa na parede lateral do reto. O paciente foi submetido a tomografia computadorizada de pelve confirmando uma coleção interesfincteriana.
Diante desse quadro, a melhor conduta é
antibioticoterapia, banhos de assento e laxativos.
drenagem cirúrgica através de uma incisão junto a borda anal.
punção com agulha guiada por ultrassom e antibioticoterapia.
drenagem cirúrgica transretal com marsupialização da mucosa e antibioticoterapia.
antibioticoterapia, drenagem cirúrgica perianal guiada por ultrassom e sigmoidostomia em alça.
Sobre as causas da apendicite aguda, assinale a alternativa correta:
A apendicite aguda é causada apenas pelo consumo excessivo de alimentos picantes, que irrita a mucosa do apêndice.
A obstrução da luz apendicular é uma causa do desenvolvimento da apendicite aguda.
A apendicite aguda é causada pelo acúmulo de ar no peritônio, que leva à inflamação secundária.
A apendicite aguda ocorre exclusivamente em pessoas com intolerância à lactose.
A apendicite aguda decorre prioritariamente de processos alérgicos generalizados que atingem o apêndice.
Qual é a causa mais comum de morte em pacientes com doença de Hirschsprung não tratada?
Hemorragia.
Enterocolite.
Obstrução intestinal.
Broncoaspiração.
Paciente de 80 anos apresenta náuseas, febre e dor no quadrante superior direito. A ultrassonografia revela cálculos biliares, bem como ar na parede da vesícula biliar. Sinais vitais com temperatura de 39,7 ºC e pressão arterial de 70 x 40 mmHg. Suporte clínico e vasopressores são necessários para manter a pressão arterial. Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar acerca dessa condição:
a perfuração da vesícula biliar é rara.
bastão gram-negativo anaeróbio constitui o organismo mais frequente.
colecistectomia de emergência é indicada.
drenagem percutânea urgente é preferível à colecistectomia.
metronidazol é uma escolha importante de antibiótico.
Um paciente de 45 anos, com histórico de insuficiência renal crônica terminal, é submetido a um transplante renal de um doador falecido. O paciente recebe o transplante com medicamentos imunossupressores, incluindo inibidores da calcineurina, corticoides e antiproliferativos.
Durante o acompanhamento pós-transplante, ele apresenta sinais de rejeição aguda após 4 semanas de transplante, com aumento de creatinina e proteinúria. A biópsia renal mostra infiltração de células T no tecido renal transplantado.
As opções a seguir apresentam explicações corretas para a rejeição observada, à exceção de uma. Assinale-a.
Rejeição mediada por células T é uma resposta imune adaptativa contra o enxerto.
A rejeição é decorrente de lesão isquemia/reperfusão acarretando necrose tubular aguda.
A rejeição aguda após o transplante renal tem padrão inflamatório linfocitário com lesões de endotélio.
A rejeição do transplante renal pode ser causada por infecção viral no enxerto, tal como pelo citomegalovírus.
A rejeição por células B, resultante da produção de anticorpos contra o antígeno do enxerto, pode ocorrer, mas não é comum na rejeição aguda.
Um homem de 58 anos, obeso (IMC 35 kg/m2 ), tabagista, com histórico de apendicectomia há 20 anos, apresenta abaulamento doloroso em região infraumbilical, notado há cerca de 6 meses, que aumentou de volume gradualmente. Ele relata dor ao esforço físico e aumento do abaulamento ao tossir. No exame físico, há uma protrusão irredutível, com dor à palpação, localizada na linha mediana. Foi solicitada tomografia computadorizada (TC) do abdome, que revelou hérnia incisional com perda de domicílio. O paciente é submetido ao reparo cirúrgico convencional (colocação do conteúdo herniário intra-abdominal e uso de tela pré-peritoneal); logo após a cirurgia, evolui com insuficiência respiratória aguda, insuficiência renal e distensão abdominal.
Com base no exposto, pode-se afirmar que o paciente apresentou, como complicação pós-operatória,
síndrome compartimental abdominal.
sepses por peritonite primária.
nefropatia aguda por hipovolemia.
atelectasia pulmonar bilateral.
choque anafilático por fármacos.
Uma mulher de 64 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial, é admitida no hospital para cirurgia de hemicolectomia esquerda por pólipo viloso de grandes dimensões com alto grau de displasia. Durante o procedimento, foi identificado derramamento fecal significativo, e a operação foi classificada como contaminada. No 4º dia pós-operatório, a paciente apresenta febre persistente (38,8 ºC), taquicardia (116 bpm) e dor abdominal difusa. Exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda, proteína C-reativa elevada e culturas sanguíneas negativas. O exame físico revela descompressão brusca negativa à palpação abdominal, com eritema e drenagem purulenta na incisão cirúrgica. A tomografia abdominal não revelou coleções intracavitárias.
Com base no caso clínico expresso, assinale a alternativa que aponta a conduta mais apropriada nesse momento.
Abertura da ferida cirúrgica, limpeza local e troca de curativos frequentes.
Início empírico de antibióticos de amplo espectro e reoperação imediata.
Drenagem percutânea guiada por imagem e antibioticoterapia direcionada.
Início de antibióticos específicos para patógenos entéricos após nova coleta de hemoculturas.
Observação clínica rigorosa sem intervenção, pois a febre é comum no pós-operatório.
Paciente masculino, 38 anos, procurou o serviço de emergência devido a dor abdominal, náuseas, vômitos e parada de eliminação de gases e fezes, com evolução de 24 horas. Relata ter o diagnóstico de Doença de Crohn em controle com salicilato. Sem outras patologias pregressas.
Ao exame clínico, lúcido, orientado, normotenso, eupneico. Apresentava distensão abdominal, com dor a palpação difusa, sem sinais de irritação peritoneal, peristaltismo exacerbado. A tomografia de abdome evidenciou na imagem axial após injeção de meio de contraste, espessamento da parede de algumas alças do intestino delgado no abdômen direito, causando dilatação intestinal a montante e distensão de delgado com sinais de empilhamento de moeda em jejuno mais proximal, cólon vazio e ausência de gás no reto. Hemograma com 15600 leucócitos e 6 bastões.
Diante desse quadro, optou-se por laparotomia exploradora, que evidenciou 5 áreas distintas de estenoses no íleo, numa extensão de 70 cm, iniciando a 10 cm da válvula íleo cecal, sem sofrimento de alça, abscessos e fístulas.
Diante desse achado, sua melhor conduta é
realizar estricturoplastia de Heineke-Mikulicz.
íleo-tiflectomia com ileostomia e fístula mucosa.
íleo-colectomia direita com anastomose íleo cólica.
ressecção do segmento afetado do íleo com anastomose primária
não realizar nenhum procedimento cirúrgico e programar pulsoterapia com corticoide.
Um homem de 44 anos é admitido no pronto-socorro após explosão em um ambiente industrial. Ele apresenta queimaduras extensas em tórax, abdome e membros superiores, com áreas de espessura parcial e total, totalizando aproximadamente 55% da superfície corporal queimada (SCQ). O paciente está consciente, com frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 100/70 mmHg e frequência respiratória de 28 irregulares. Relata dificuldade respiratória. No exame físico, observa-se fuligem em narinas e orofaringe, rouquidão e queimaduras circulares profundas nos membros superiores.
Considerando o descrito, assinale a alternativa correta com relação à conduta inicial mais apropriada nesse caso.
Administração de fluidos pela fórmula de Parkland e monitorização da diurese.
Administração de altas doses de opioides para analgesia e sedação imediata.
Fasciotomia emergente nos membros superiores para prevenir síndrome compartimental.
Realização de broncoscopia para confirmar lesão inalatória antes de tomar outras medidas.
Intubação orotraqueal precoce e início de ventilação mecânica.
Um paciente submetido à colectomia direita evolui, no quinto dia do pós-operatório, com febre, taquicardia e dor abdominal difusa. Ao exame, apresenta sinais de irritação peritoneal. Qual é a complicação cirúrgica mais provável nesse contexto e qual deve ser a conduta inicial, respectivamente?
Hematoma de parede abdominal – observação ambulatorial.
Atelectasia pulmonar – fisioterapia respiratória intensiva.
Deiscência da anastomose intestinal – investigação com imagem.
Trombose venosa profunda – iniciar anticoagulação plena imediatamente.
Íleo paralítico prolongado – aumento da hidratação e mobilização precoce.
Entre as técnicas cirúrgicas para reparo de hérnias incisionais, qual apresenta a menor taxa de complicações e recidivas segundo a International Endohernia Society (IEHS)?
Onlay.
Inlay.
Underlay.
Sublay.
Interlay.
Durante uma colecistectomia videolaparoscópica, a identificação da tríade de Calot é fundamental para evitar lesão de estruturas vitais. Qual das alternativas a seguir apresenta corretamente os limites anatômicos do triângulo de Calot (modificado)?
Ducto cístico, artéria hepática comum e margem inferior do fígado.
Ducto hepático comum, ducto cístico e artéria cística.
Ducto hepático comum, ducto cístico e margem inferior do fígado.
Ducto hepático comum, ducto colédoco e artéria hepática própria.
Ducto colédoco, artéria cística e veia porta.
Paciente masculino, 17 anos, foi submetido à herniorrafia inguinal direita pela técnica de Bassini. No 8º dia de pós-operatório retorna ao ambulatório com queixa de dor e inchaço no local da cirurgia. Relata também alguns arrepios de frio e mal-estar.
Ao exame observamos que a ferida operatória se encontra edemaciada, hiperemiada, com aspecto de “casca de laranja”, aumento da temperatura local e dor à palpação, sem áreas de flutuação. Está se alimentando e com hábitos fisiológicos preservados.
Diante desses achados, a melhor conduta é
drenagem, cuidados locais e anti-inflamatório não hormonal.
calor local associado à antibioticoterapia tópica e observação.
cobertura imediata de antibióticos, calor local e anti-inflamatório não hormonal.
abertura parcial da incisão, colheita de material para cultura e antibioticoterapia de largo espectro.
reoperação para desbridamento profundo, antibioticoterapia e cicatrização por segunda intenção associada a cuidados locais.
Um paciente de 65 anos, etilista crônico, apresenta nova crise de dor abdominal intensa, necessitando de dose cada vez maior de analgésico associada a perda ponderal significativa nos últimos meses. Exames de imagem (TC e colangiorressonância) revelam calcificações pancreáticas difusas, dilatação do ducto pancreático principal (> 7 mm) e ausência de massa tumoral. Diante da falha do manejo clínico conservador, discute-se a necessidade de tratamento cirúrgico.
A abordagem cirúrgica mais indicada para esse paciente é
pancreatectomia total.
ressecção distal do pâncreas.
colecistectomia com drenagem biliar.
pancreatoduodenectomia (cirurgia de Whipple).
drenagem cirúrgica do ducto pancreático (cirurgia de Puestow).
Paciente previamente hígido, 45 anos, comparece ao pronto socorro com queixa de dor difusa abdominal, vômitos, diarreia e mal estar iniciados há 1 dia. Durante o exame físico, percebe-se a presença de uma cicatriz abdominal devido uma cirurgia eletiva prévia de colecistectomia aberta. O nome e a localização desse tipo de incisão, são:
incisão de Rockey-Davis, localizada transversalmente em fossa ilíaca direita.
incisão de Kocher, localizada obliquamente em região de hipocôndrio esquerdo.
incisão de Mcburney, localizada obliquamente em região de fossa ilíaca direita.
incisão de Kocher, localizada obliquamente em região subcostal direita.
incisão mediana, localizada em epigástrio.
Homem de 56 anos, politraumatizado, em pós-operatório imediato de laparotomia exploradora (Damage Control Surgery) por lesão hepática grave, encontra-se na UTI em ventilação mecânica e em uso de noradrenalina em doses crescentes nas últimas 12 horas. Qual a conduta nutricional mais apropriada para esse paciente nas primeiras 24-48 horas?
Suplementação de glutamina intravenosa.
Iniciar nutrição parenteral total imediata.
Introduzir nutrição enteral trófica precoce.
Nutrição enteral hipercalórica com fórmula imunomoduladora.
Jejum absoluto até reversão da instabilidade.
A classificação de Atlanta para pancreatite aguda define como grave a presença de:
necrose pancreática e infecção local.
hipocalcemia associada a dor abdominal intensa.
insuficiência orgânica persistente por mais de 48 horas.
hiperglicemia severa e níveis elevados de amilase.
colelitíase associada a obstrução biliar.
Na síndrome de Ogilvie, o manejo inicial mais recomendado é:
administração de neostigmina sob monitoramento.
laparotomia exploradora imediata.
colonoscopia terapêutica com descompressão.
suporte clínico com hidratação venosa e correção de eletrólitos.
instalação de sonda nasogástrica.
Sobre as hérnias abdominais é correto afirmar que:
hérnias inguinais indiretas ocorrem mais frequentemente do lado esquerdo.
as hérnias femorais têm a maior taxa de estrangulamento entre as hérnias.
as hérnias femorais são mais frequentes nos homens do que nas mulheres.
as hérnias diretas são as mais comuns nas mulheres.
as hérnias umbilicais são mais comuns nos homens do que nas mulheres.
A cirurgia robótica tem se tornado uma alternativa cada vez mais utilizada em procedimentos minimamente invasivos. Com base nas vantagens tecnológicas oferecidas pela plataforma robótica em comparação à videolaparoscopia convencional, a característica abaixo que NÃO representa um benefício exclusivo da cirurgia robótica é:
visão operatória aprimorada para o cirurgião.
controle simultâneo de quatro braços robóticos.
instrumentos articulados com maior precisão de movimentos.
redução absoluta do tempo cirúrgico em todos os procedimentos.
possibilidade de realizar suturas e grampeamento com maior sofisticação.