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Sobre os divertículos esofágicos, assinale a alternativa correta.
Todos os divertículos esofágicos requerem ressecção cirúrgica.
A disfagia é um sintoma exclusivo do divertículo de Zenker.
O tratamento cirúrgico do divertículo epifrênico é geralmente realizado por via cervical.
O divertículo médio do esôfago está frequentemente associado a distúrbios motores.
O divertículo de Zenker é um divertículo verdadeiro.
A principal conduta em diverticulite complicada com abscesso pericolônico > 4 cm é:
colectomia eletiva imediata.
tratamento clínico com dieta líquida.
drenagem percutânea guiada por imagem.
uso exclusivo de antibioticoterapia.
jejum e nutrição parenteral total.
A dor abdominal aguda é um dos principais motivos de atendimento emergencial e sua abordagem exige integração entre conhecimentos semiológicos, fisiopatológicos e epidemiológicos. A correta interpretação da topografia da dor, das manifestações associadas e dos sinais de irritação peritoneal é decisiva para o diagnóstico diferencial de afecções cirúrgicas e clínicas. À luz dos critérios atuais de avaliação clínica e condutas terapêuticas baseadas em evidências, assinale a alternativa que melhor representa um quadro compatível com apendicite aguda em evolução.
Dor abdominal epigástrica de caráter difuso, sem progressão topográfica, acompanhada de melena e icterícia progressiva.
Dor intermitente na fossa ilíaca esquerda, associada a evacuações diarreicas com sangue, febre baixa e ausência de defesa abdominal.
Desconforto abdominal generalizado, sem sinais de irritação peritoneal, associado a distensão progressiva e flatulência ausente.
Dor inicialmente periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, febre baixa e sinal de Blumberg positivo.
Episódios de dor em cólica na região hipogástrica, aliviados após a micção, associados a disúria e hematúria microscópica.
Em pacientes com suspeita de apendicite aguda, o exame de imagem que tem maior especificidade é:
Ultrassonografia abdominal.
Tomografia computadorizada com contraste.
Radiografia de abdome em pé.
Ressonância magnética.
Laparoscopia diagnóstica.
Em relação à correção laparoscópica de hérnias inguinais, uma vantagem em relação à abordagem aberta é:
menor tempo cirúrgico.
menor taxa de recidiva em hérnias primárias.
redução da dor no pós-operatório e retorno mais rápido às atividades.
não necessidade de anestesia geral.
melhor resultado estético em hérnias estranguladas.
Um paciente será submetido a uma colecistectomia videolaparoscópica sob anestesia geral. Durante a verificação de cirurgia segura, ele informa que ingeriu os seguintes alimentos: suco de maçã 2 horas antes do horário previsto para a cirurgia e uma refeição leve 5 horas antes. Com base nos tempos mínimos de jejum recomendados, a conduta mais apropriada para esse paciente é:
proceder com a cirurgia, pois os tempos de jejum para líquidos claros e refeição leve foram adequados.
adiar a cirurgia, pois o paciente não cumpriu o tempo mínimo de jejum para a refeição leve.
proceder com a cirurgia, pois o jejum de 2 horas para qualquer alimento é suficiente antes de anestesia geral.
adiar a cirurgia, pois o suco de maçã não se enquadra como líquido claro e exige 6 horas de jejum.
proceder com a cirurgia, desde que o paciente seja monitorado em sala por tempo prolongado.
O uso de stents em cólon nos casos de abdome agudo obstrutivo por neoplasia em pacientes candidatos à ressecção curativa deve ser criterioso. Isso ocorre porque há maior chance de:
fistulização
invasão perineural
disseminação linfática
piora da sobrevida global
A profilaxia antimicrobiana para intervenção cirúrgica é importante e deve-se levar em consideração o sítio cirúrgico para realizá-la. Para uma cirurgia do trato biliar, os patógenos mais comuns para os quais se deve realizar a profilaxia são:
bacilos entéricos e gram-negativos
enterococos e cocos gram-positivos
clostridium e estreptococos do grupo B
estreptococos do grupo E e anaeróbios
As ostomias são amplamente usadas no tratamento de doenças colorretais e intestinais, e as suas complicações são o resultado de diversos fatores, podendo ocorrer de forma tardia na forma de:
prolapso
escoriação
deslocamento
necrose isquêmica
Uma hepatectomia direita simples para excisão local de tumores benignos deve ser realizada por meio de uma incisão:
mediana, começando sobre o apêndice xifoide
subcostal bilateral, com ampliação mediana até o apêndice xifoide
subcostal direita, que se estende por meio da linha média como uma incisão subcostal bilateral
subcostal direita, que chega até a região subcostal esquerda, incluindo um prolongamento mediano até o apêndice xifoide
As complicações cirúrgicas constituem uma possibilidade renal e ocorrem por diversos motivos, sendo a complicação benigna mais comum:
o seroma
o hematoma
a infecção de ferida
a deiscência de ferida
De acordo com a classificação de Nyhus da hérnia da virilha, a hérnia do tipo III b corresponde clinicamente à presença de uma hérnia inguinal:
femoral recidivante
combinada recidivante
direta, sem defeito posterior da parede e com anel inguinal normal
indireta, com defeito da parede posterior e com anel inguinal dilatado
No âmbito dos conceitos aplicados em cirurgias, assinale a alternativa que apresenta com exatidão a distinção entre assepsia e antissepsia, considerando o ambiente de intervenções médicas.
Assepsia envolve a redução da contagem de microrganismos, patogênicos ou não, por meio de lavagem da pele com água e sabão, enquanto antissepsia refere-se à disseminação de substâncias desinfetantes em formato de partículas, como gases, líquidos ou sólidos.
Antissepsia representa o conjunto de práticas para evitar a invasão de microrganismos em um ambiente que se supõe isento de infecção, enquanto assepsia é o grupo de procedimentos para conter o desenvolvimento ou retirar microrganismos de um determinado local.
Assepsia e antissepsia equivalem a métodos idênticos de eliminação completa de todas as formas microbianas de vida, incluindo bactérias vegetativas, esporuladas, fungos e vírus.
Assepsia consiste nas estratégias adotadas para bloquear a entrada de microrganismos em um local presumidamente livre de contaminação, ao passo que antissepsia abrange as ações destinadas a suprimir a proliferação ou eliminar esses agentes de um espaço já existente.
Assepsia e antissepsia correspondem a técnicas semelhantes para destruir microrganismos nas camadas superficiais ou profundas da pele, utilizando um agente antimicrobiano de baixa toxicidade, hipoalergênico e adequado para tecidos vivos.
O estágio da cicatrização tecidual que surge logo após o trauma, destacando-se por manifestações como elevação da temperatura local, avermelhamento e tumefação, acompanhado de dilatação vascular para intensificar a circulação sanguínea e recrutar elementos imunológicos, tais como neutrófilos e macrófagos, visando à eliminação de debris celulares e materiais estranhos, corresponde à fase:
Hemostasia.
Proliferação.
Remodelação.
Retração.
Inflamatória.
Um homem de 60 anos é internado com diverticulite aguda. Ele está febril e com dor na fossa ilíaca esquerda (FIE); a pressão arterial é de 120x70 mmHg, frequência cardíaca de 100 bpm e respiratória de 14 irpm. Exames mostram leucocitose com desvio para esquerda e aumento da proteína C reativa. A tomografia computadorizada do abdome com contraste mostra espessamento da parede do sigmoide; presença de divertículos pancolônicos; pequena coleção de 3cm próximo à parede abdominal na FIE; não há pneumoperitônio. A equipe da emergência iniciou ampicilina, metronidazol e ceftriaxona.
A conduta mais apropriada é:
Cirurgia com hemicolectomia esquerda à Hartmann.
Cirurgia com hemicolectomia esquerda e anastomose primária terminal.
Tratamento clínico por 48-72h com repetição da imagem para controle.
Drenagem percutânea da coleção por radiointervenção.
Trocar o esquema para oral e seguimento ambulatorial em 5 a 7 dias.
Homem de 23 anos, portador de anemia falciforme, é submetido a esplenectomia eletiva.
Durante o procedimento, a estrutura vascular que deve ser cuidadosamente preservada para manter o suprimento arterial do estômago ao se ressecar parte do hilo esplênico é a artéria
esplênica proximal (tronco esplênico).
gastroepiploica direita.
gástrica esquerda (coronária gástrica).
gastroepiploica esquerda.
pancreática dorsal.
Com relação à infecção aguda pós-esplenectomia (IAPE), assinalar a alternativa INCORRETA.
É a complicação tardia fatal mais comum em esplenectomizados.
O risco de IAPE é geralmente mais elevado nos primeiros dois anos após a cirurgia.
O Streptococcus pneumoniae (pneumococo) é o organismo mais comumente associado.
O risco da IAPE é menor entre os pacientes que foram submetidos à esplenectomia para tratar doenças malignas e/ou condições hematológicas do que entre os que se submeteram à esplenectomia por trauma.
Úlcera de pressão é uma lesão localizada na pele e/ou tecido de subjacente, geralmente sobre proeminência óssea, como resultado da pressão ou da combinação com cisalhamento. De acordo com sua classificação, assinalar a alternativa que descreve CORRETAMENTE o estágio III.
Perda total da pele com exposição de fáscia, músculo, tendão ou osso, podendo apresentar túneis e trajetos sinuosos
Lesão da pele com eritema não branqueável, pele íntegra e área dolorosa, quente ou endurecida.
Perda parcial da pele envolvendo epiderme e/ou derme, apresentando úlcera superficial com aspecto de abrasão, bolha ou cratera rasa.
Perda total da pele, com gordura subcutânea visível, podendo apresentar esfacelo, porém sem exposição de músculo, tendão ou osso.
O nódulo pulmonar solitário (NPS) é uma lesão esférica de até 3cm de diâmetro, bem-circunscrita, completamente cercada por tecido pulmonar normal e não associada à atelectasia ou adenopatia e que em geral não produz sintomas. A respeito do nódulo pulmonar solitário, avaliar se as afirmativas são certas (C) ou erradas (E) e assinalar a sequência correspondente.
( ) Um NPS em geral é descoberto ao raio X de tórax a partir de 0,8 a 1cm. Caso seja visto apenas em uma projeção, pode não estar localizado no parênquima pulmonar.
( ) A biópsia por fibrobroncoscopia orientada por fluoroscopia não está indicada para nódulos centrais ou periféricos maiores do que 2cm que se comunicam com brônquios.
( ) Existem três possíveis abordagens do NPS, conforme as características clínicas e radiológicas: acompanhamento radiológico, biópsia da lesão e toracotomia. Se houver risco de neoplasia > 60%, indica-se ressecção imediata.
C - C - E.
E - E - C.
C - E - C.
E - C - C.
Sobre doenças peritoneais/ascites, analisar os itens.
I. A ascite biliar é mais comumente causada por complicações de cirurgia do trato biliar, biópsia hepática percutânea ou trauma abdominal.
II. O extravasamento persistente da ascite pancreática requer tratamento com aplicação endoscópica de stents no ducto pancreático ou com drenagem cirúrgica.
III. Os extravasamentos do ducto cístico pós-colecistectomia podem ser tratados com esfincterotomia endoscópica ou aplicação de stent biliar para facilitar o fluxo biliar pelo esfíncter de Oddi.
Está CORRETO o que se afirma:
Apenas no item I.
Apenas no item II.
Apenas nos itens I e III.
Em todos os itens.