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Paciente previamente hígido, 45 anos, comparece ao pronto socorro com queixa de dor difusa abdominal, vômitos, diarreia e mal estar iniciados há 1 dia. Durante o exame físico, percebe-se a presença de uma cicatriz abdominal devido uma cirurgia eletiva prévia de colecistectomia aberta. O nome e a localização desse tipo de incisão, são:
incisão de Rockey-Davis, localizada transversalmente em fossa ilíaca direita.
incisão de Kocher, localizada obliquamente em região de hipocôndrio esquerdo.
incisão de Mcburney, localizada obliquamente em região de fossa ilíaca direita.
incisão de Kocher, localizada obliquamente em região subcostal direita.
incisão mediana, localizada em epigástrio.
Homem de 56 anos, politraumatizado, em pós-operatório imediato de laparotomia exploradora (Damage Control Surgery) por lesão hepática grave, encontra-se na UTI em ventilação mecânica e em uso de noradrenalina em doses crescentes nas últimas 12 horas. Qual a conduta nutricional mais apropriada para esse paciente nas primeiras 24-48 horas?
Suplementação de glutamina intravenosa.
Iniciar nutrição parenteral total imediata.
Introduzir nutrição enteral trófica precoce.
Nutrição enteral hipercalórica com fórmula imunomoduladora.
Jejum absoluto até reversão da instabilidade.
A classificação de Atlanta para pancreatite aguda define como grave a presença de:
necrose pancreática e infecção local.
hipocalcemia associada a dor abdominal intensa.
insuficiência orgânica persistente por mais de 48 horas.
hiperglicemia severa e níveis elevados de amilase.
colelitíase associada a obstrução biliar.
Na síndrome de Ogilvie, o manejo inicial mais recomendado é:
administração de neostigmina sob monitoramento.
laparotomia exploradora imediata.
colonoscopia terapêutica com descompressão.
suporte clínico com hidratação venosa e correção de eletrólitos.
instalação de sonda nasogástrica.
Sobre as hérnias abdominais é correto afirmar que:
hérnias inguinais indiretas ocorrem mais frequentemente do lado esquerdo.
as hérnias femorais têm a maior taxa de estrangulamento entre as hérnias.
as hérnias femorais são mais frequentes nos homens do que nas mulheres.
as hérnias diretas são as mais comuns nas mulheres.
as hérnias umbilicais são mais comuns nos homens do que nas mulheres.
A cirurgia robótica tem se tornado uma alternativa cada vez mais utilizada em procedimentos minimamente invasivos. Com base nas vantagens tecnológicas oferecidas pela plataforma robótica em comparação à videolaparoscopia convencional, a característica abaixo que NÃO representa um benefício exclusivo da cirurgia robótica é:
visão operatória aprimorada para o cirurgião.
controle simultâneo de quatro braços robóticos.
instrumentos articulados com maior precisão de movimentos.
redução absoluta do tempo cirúrgico em todos os procedimentos.
possibilidade de realizar suturas e grampeamento com maior sofisticação.
Sobre os divertículos esofágicos, assinale a alternativa correta.
Todos os divertículos esofágicos requerem ressecção cirúrgica.
A disfagia é um sintoma exclusivo do divertículo de Zenker.
O tratamento cirúrgico do divertículo epifrênico é geralmente realizado por via cervical.
O divertículo médio do esôfago está frequentemente associado a distúrbios motores.
O divertículo de Zenker é um divertículo verdadeiro.
A principal conduta em diverticulite complicada com abscesso pericolônico > 4 cm é:
colectomia eletiva imediata.
tratamento clínico com dieta líquida.
drenagem percutânea guiada por imagem.
uso exclusivo de antibioticoterapia.
jejum e nutrição parenteral total.
A dor abdominal aguda é um dos principais motivos de atendimento emergencial e sua abordagem exige integração entre conhecimentos semiológicos, fisiopatológicos e epidemiológicos. A correta interpretação da topografia da dor, das manifestações associadas e dos sinais de irritação peritoneal é decisiva para o diagnóstico diferencial de afecções cirúrgicas e clínicas. À luz dos critérios atuais de avaliação clínica e condutas terapêuticas baseadas em evidências, assinale a alternativa que melhor representa um quadro compatível com apendicite aguda em evolução.
Dor abdominal epigástrica de caráter difuso, sem progressão topográfica, acompanhada de melena e icterícia progressiva.
Dor intermitente na fossa ilíaca esquerda, associada a evacuações diarreicas com sangue, febre baixa e ausência de defesa abdominal.
Desconforto abdominal generalizado, sem sinais de irritação peritoneal, associado a distensão progressiva e flatulência ausente.
Dor inicialmente periumbilical que migra para a fossa ilíaca direita, acompanhada de náuseas, febre baixa e sinal de Blumberg positivo.
Episódios de dor em cólica na região hipogástrica, aliviados após a micção, associados a disúria e hematúria microscópica.
Em pacientes com suspeita de apendicite aguda, o exame de imagem que tem maior especificidade é:
Ultrassonografia abdominal.
Tomografia computadorizada com contraste.
Radiografia de abdome em pé.
Ressonância magnética.
Laparoscopia diagnóstica.
Em relação à correção laparoscópica de hérnias inguinais, uma vantagem em relação à abordagem aberta é:
menor tempo cirúrgico.
menor taxa de recidiva em hérnias primárias.
redução da dor no pós-operatório e retorno mais rápido às atividades.
não necessidade de anestesia geral.
melhor resultado estético em hérnias estranguladas.
Um paciente será submetido a uma colecistectomia videolaparoscópica sob anestesia geral. Durante a verificação de cirurgia segura, ele informa que ingeriu os seguintes alimentos: suco de maçã 2 horas antes do horário previsto para a cirurgia e uma refeição leve 5 horas antes. Com base nos tempos mínimos de jejum recomendados, a conduta mais apropriada para esse paciente é:
proceder com a cirurgia, pois os tempos de jejum para líquidos claros e refeição leve foram adequados.
adiar a cirurgia, pois o paciente não cumpriu o tempo mínimo de jejum para a refeição leve.
proceder com a cirurgia, pois o jejum de 2 horas para qualquer alimento é suficiente antes de anestesia geral.
adiar a cirurgia, pois o suco de maçã não se enquadra como líquido claro e exige 6 horas de jejum.
proceder com a cirurgia, desde que o paciente seja monitorado em sala por tempo prolongado.
O uso de stents em cólon nos casos de abdome agudo obstrutivo por neoplasia em pacientes candidatos à ressecção curativa deve ser criterioso. Isso ocorre porque há maior chance de:
fistulização
invasão perineural
disseminação linfática
piora da sobrevida global
A profilaxia antimicrobiana para intervenção cirúrgica é importante e deve-se levar em consideração o sítio cirúrgico para realizá-la. Para uma cirurgia do trato biliar, os patógenos mais comuns para os quais se deve realizar a profilaxia são:
bacilos entéricos e gram-negativos
enterococos e cocos gram-positivos
clostridium e estreptococos do grupo B
estreptococos do grupo E e anaeróbios
As ostomias são amplamente usadas no tratamento de doenças colorretais e intestinais, e as suas complicações são o resultado de diversos fatores, podendo ocorrer de forma tardia na forma de:
prolapso
escoriação
deslocamento
necrose isquêmica
Uma hepatectomia direita simples para excisão local de tumores benignos deve ser realizada por meio de uma incisão:
mediana, começando sobre o apêndice xifoide
subcostal bilateral, com ampliação mediana até o apêndice xifoide
subcostal direita, que se estende por meio da linha média como uma incisão subcostal bilateral
subcostal direita, que chega até a região subcostal esquerda, incluindo um prolongamento mediano até o apêndice xifoide
As complicações cirúrgicas constituem uma possibilidade renal e ocorrem por diversos motivos, sendo a complicação benigna mais comum:
o seroma
o hematoma
a infecção de ferida
a deiscência de ferida
De acordo com a classificação de Nyhus da hérnia da virilha, a hérnia do tipo III b corresponde clinicamente à presença de uma hérnia inguinal:
femoral recidivante
combinada recidivante
direta, sem defeito posterior da parede e com anel inguinal normal
indireta, com defeito da parede posterior e com anel inguinal dilatado
No âmbito dos conceitos aplicados em cirurgias, assinale a alternativa que apresenta com exatidão a distinção entre assepsia e antissepsia, considerando o ambiente de intervenções médicas.
Assepsia envolve a redução da contagem de microrganismos, patogênicos ou não, por meio de lavagem da pele com água e sabão, enquanto antissepsia refere-se à disseminação de substâncias desinfetantes em formato de partículas, como gases, líquidos ou sólidos.
Antissepsia representa o conjunto de práticas para evitar a invasão de microrganismos em um ambiente que se supõe isento de infecção, enquanto assepsia é o grupo de procedimentos para conter o desenvolvimento ou retirar microrganismos de um determinado local.
Assepsia e antissepsia equivalem a métodos idênticos de eliminação completa de todas as formas microbianas de vida, incluindo bactérias vegetativas, esporuladas, fungos e vírus.
Assepsia consiste nas estratégias adotadas para bloquear a entrada de microrganismos em um local presumidamente livre de contaminação, ao passo que antissepsia abrange as ações destinadas a suprimir a proliferação ou eliminar esses agentes de um espaço já existente.
Assepsia e antissepsia correspondem a técnicas semelhantes para destruir microrganismos nas camadas superficiais ou profundas da pele, utilizando um agente antimicrobiano de baixa toxicidade, hipoalergênico e adequado para tecidos vivos.
O estágio da cicatrização tecidual que surge logo após o trauma, destacando-se por manifestações como elevação da temperatura local, avermelhamento e tumefação, acompanhado de dilatação vascular para intensificar a circulação sanguínea e recrutar elementos imunológicos, tais como neutrófilos e macrófagos, visando à eliminação de debris celulares e materiais estranhos, corresponde à fase:
Hemostasia.
Proliferação.
Remodelação.
Retração.
Inflamatória.