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Paciente do sexo masculino, 44 anos, feodérmico, foi internado com ascite intensa decorrente de insuficiência hepática. Concluídos os exames, diagnosticou-se cirrose avançada consequente a hepatite viral prévia. Decidiu-se determinar o seu prognóstico utilizando o modelo para doença hepática terminal (MELD) para prever sua mortalidade e morbidade. Os exames utilizados para determinar o escore MELD são:
glicemia, creatinina, albumina sérica e hemograma.
hemoglobina glicada, creatinina e ionograma sérico.
bilirrubina, creatinina e relação normalizada internacional.
albumina sérica, potássio, glicemia e proteína C reativa.
cálcio sérico, creatinina, leucograma e albumina sérica.
Durante procedimento ambulatorial de exérese de lipomas, é optado pela utilização de lidocaína sem vasoconstritor. A dose máxima segura por quilo de peso, desconsiderando a dose máxima, é
3 mg/kg.
4,5 mg/kg.
6 mg/kg.
7 mg/kg.
9 mg/kg.
Paciente do sexo feminino, 31 anos, feodérmica, procura o pronto atendimento com dor intensa no hálux direito, em decorrência de unha encravada. O dedo e o dorso do pé estavam inflamados, com saída de pus no local em que a unha estava encravada, no subcutâneo da parte lateral do dedo.
Assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada nesse caso.
Antibioticoterapia, analgesia e calor até a inflamação ceder; retirar a parte da unha encravada sob bloqueio anestésico apenas.
Analgesia, antibióticos e calor até melhorar; retirar a unha sob anestesia em torno do dedo com adrenalina para reduzir sangramento.
Calor, analgesia e antibiótico até melhorar a inflamação; retirar a unha sob anestesia e uso de torniquete para reduzir sangramento.
Tratar a infecção com calor, antibióticos e analgésico; retirar toda a unha para evitar o risco de nova infecção por unha encravada.
Retirada da unha sob anestesia local, uso de calor local, analgesia e antibióticos até sarar completamente a infecção.
Paciente do sexo feminino, 67 anos, feodérmica, vinha sendo tratada de úlcera péptica com inibidor de bomba de prótons após tratamento adequado do H. pylori, que foi negativado. Mesmo assim, ela evoluiu com estenose pilórica, incluindo o bulbo duodenal, conseguindo alimentar-se apenas com dieta líquida sem resíduos. Assinale a alternativa que apresenta o tratamento adequado para essa paciente.
Dilatação endoscópica piloro duodenal com o uso de balão e velas.
Piloroplastia à Heineke-Mikulicz por laparoscopia.
Hemigastrectomia e restabelecimento do trânsito com o duodeno.
Gastrojejunostomia laterolateral com a curvatura gástrica maior.
Antropilorectomia e anastomose gastroduodenal terminoterminal.
Paciente do sexo feminino, 35 anos, no 2º dia de pós-operatório de herniorrafia umbilical sob anestesia raquidiana, apresenta cefaleia ortostática intensa. Nesse contexto, qual é a melhor opção terapêutica?
Analgésicos simples e alta.
Punção lombar para aliviar pressão.
Corticoide endovenoso.
Hidratação, cafeína e, se refratária, blood patch.
Repetir raquianestesia.
Paciente do sexo masculino, 25 anos, chega ao pronto atendimento com queixa de dor e vermelhidão na coxa direita. No exame físico, nota-se abaulamento doloroso com sinais de flogose.
Em relação ao abscesso cutâneo, o tratamento adequado consiste em
punção aspirativa com seringa e antibiótico sistêmico.
compressas mornas até resolução espontânea.
curetagem profunda sem antibiótico.
ressecção completa da lesão com margens amplas.
incisão e drenagem ampla, seguida de limpeza e possível uso de antibiótico conforme indicação clínica.
Paciente do sexo feminino, 34 anos, chega à consulta ambulatorial com queixa de nodulação endurecida em dorso, notada há 2 anos pela paciente, indolor. Traz consigo um exame ultrassonográfico com diagnóstico de cisto epidermoide. Qual é a melhor conduta a ser seguida nesse caso?
Ressecção cirúrgica com retirada completa da cápsula.
Punção aspirativa e antibiótico oral.
Drenagem simples do conteúdo.
Compressas quentes até regressão.
Cauterização química da superfície.
Paciente do sexo masculino, 43 anos, feodérmico, sofreu uma queda de cinco metros do telhado de uma casa. Ainda no local do acidente, o médico socorrista identificou veias cervicais dilatadas, hipotensão e sons cardíacos abafados. Com base nessa tríade, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável para esse paciente.
Hemotórax maciço.
Pneumomediastino extenso.
Tamponamento cardíaco.
Pneumotórax hipertensivo.
Embolia pulmonar.
Paciente do sexo feminino, 69 anos, leucodérmica, diabética e hipertensa arterial, procura atendimento médico com queixa de dispepsia e diarreia durante os últimos três dias. Foi realizado exame clínico completo e todos os exames complementares necessários. Entre as afecções encontradas e que precisaram ser tratadas, incluise uma úlcera de Marjolin. Com base nessas informações, qual das seguintes alternativas define corretamente essa úlcera?
Úlcera maligna em esôfago de Barrett.
Lesão de coceira por prurido em psoríase.
Úlcera vascular hipertensiva em tornozelo.
Úlcera perianal por isquemia diabética.
Neoplasia maligna em cicatriz de queimadura.
Paciente, 35 anos, com diagnóstico de retocolite ulcerativa há 8 anos, dá entrada na emergência com quadro de dor abdominal difusa, febre (39 °C), taquicardia (120 bpm), desidratação e distensão abdominal importante. A radiografia simples de abdome revela dilatação do cólon transverso com 7 cm de diâmetro e perda das haustrações. Após 24 horas de tratamento clínico com corticoides, antibióticos e hidratação, o paciente evolui com piora clínica, sinais de peritonite difusa e choque séptico. A conduta cirúrgica imediata de escolha é:
Colectomia total com ileostomia.
Proctocolectomia com bolsa ileal.
Colectomia segmentar com anastomose.
Ileostomia de derivação exclusiva.
Colostomia descompressiva em alça.
Paciente de 65 anos, portador de hipertensão arterial controlada, é encaminhado para avaliação cirúrgica eletiva de hérnia inguinal direta. Relata dor leve aos esforços, sem sinais de encarceramento ou obstrução. Considerando o preparo préoperatório, o risco anestésico e as características das hérnias abdominais, assinale a conduta mais apropriada.
Adiar a cirurgia até que o paciente apresente quadro doloroso intenso e persistente.
Indicar tratamento exclusivamente clínico por se tratar de hérnia inguinal direta.
Programar herniorrafia eletiva com avaliação prévia do risco cardiovascular.
Realizar cirurgia de urgência, independentemente da estabilidade clínica apresentada.
Iniciar antibiótico profilático prolongado, sem necessidade de intervenção cirúrgica.
Em uma sessão clínica no centro cirúrgico, foram discutidos cinco casos conduzidos por diferentes cirurgiões, considerando o raciocínio fisiopatológico, a definição diagnóstica e as condutas adotadas. Apenas uma das abordagens foi considerada integralmente compatível com as boas práticas cirúrgicas. Assinale a alternativa correta.
Paciente de 51 anos, com dor retal associada a sangramento intermitente e perda ponderal de 4 kg em três meses, apresentou persistência de tenesmo e alteração recente do hábito intestinal. O cirurgião conduziu com terapia tópica e reavaliações periódicas, direcionando o seguimento conforme o controle sintomático inicial.
Paciente de 63 anos, com diverticulose identificada previamente e dois episódios de dor em quadrante inferior esquerdo tratados ambulatorialmente no último ano, relatou distensão abdominal recorrente. O cirurgião estruturou planejamento de revisão clínica, orientações alimentares e acompanhamento conforme evolução referida.
Paciente de 45 anos, com drenagem esporádica de secreção anal há meses e exame indicando trajeto fistuloso único em topografia posterior baixa, teve avaliação anatômica compatível com fístula simples. O cirurgião indicou fistulotomia como tratamento definitivo, preservando a função esfincteriana e a restituição adequada.
Paciente de 39 anos, com diagnóstico prévio de hemorroidas internas, apresentou episódios de prolapso ocasional e sangramento volumoso após evacuações nas últimas semanas. O cirurgião adotou medidas ambulatoriais graduais, discutindo possibilidades eletivas de intervenção conforme resposta clínica subsequente.
Paciente de 57 anos, com edema vespertino associado a dor em panturrilha esquerda e histórico de trombose venosa profunda há dois anos, relatou sensação de peso e varicosidades visíveis. O cirurgião instituiu compressão elástica e exames vasculares seriados para definição subsequente da conduta.
O conceito de MINS (Myocardial Injury after Noncardiac Surgery) alterou a vigilância pós-operatória. Diferente do infarto clássico, a lesão miocárdica no perioperatório tem características próprias. Assinale a alternativa correta sobre a fisiopatologia e diagnóstico do IAM perioperatório.
A elevação isolada de troponina sem alterações de ECG ou sintomas não tem relevância prognóstica no pós-operatório (troponinemia espúria), não exigindo tratamento ou investigação adicional.
O supradesnivelamento do segmento ST é o achado mais comum no IAM perioperatório, exigindo cateterismo imediato em todos os casos de elevação de troponina isolada.
A dor torácica típica é o sintoma cardinal presente em mais de 90% dos pacientes cirúrgicos que infartam, sendo a ausência de dor um critério seguro para descartar isquemia.
A maioria dos infartos perioperatórios é silenciosa (sem dor torácica), manifestando-se apenas por elevação de troponina, e decorre predominantemente do desbalanço entre oferta e demanda de oxigênio (IAM Tipo 2) devido a taquicardia, anemia e hipotensão, mais do que por ruptura aguda de placa (IAM Tipo 1).
A hiperglicemia de estresse é uma resposta fisiológica comum em pacientes críticos cirúrgicos, mas está associada a piores desfechos. Sobre os mecanismos e o manejo dessa condição, assinale a alternativa correta.
O controle glicêmico intensivo visando níveis normais (80-110 mg/dL) é mandatório em pacientes com traumatismo cranioencefálico grave, pois a glicose cerebral depende de difusão facilitada e níveis acima de 120 mg/dL são neurotóxicos agudos.
A hiperglicemia de estresse resulta da combinação de resistência periférica à insulina (induzida por cortisol, catecolaminas e citocinas) e aumento da produção hepática de glicose (gliconeogênese), não sendo meramente uma deficiência de insulina, o que justifica a necessidade de doses elevadas de insulina exógena para controle.
A insulina NPH subcutânea é a droga de escolha para o manejo inicial da cetoacidose diabética ou estado hiperosmolar no paciente cirúrgico, devido à sua absorção previsível e ação prolongada que estabiliza o metabolismo.
O uso de soluções de hidratação contendo glicose (SG 5%) deve ser a rotina no intraoperatório de cirurgias de grande porte para prevenir a hipoglicemia, que é a principal causa de mortalidade metabólica nesse período, superando os riscos da hiperglicemia.
Um paciente com pancreatite aguda grave apresenta uma grande área de sufusão hemorrágica (equimose) na região periumbilical. Este sinal é conhecido como:
Sinal de Cullen.
Sinal de Osler.
Sinal de Fox.
Sinal de Murphy.
Sinal de Rovsing.
Paciente de 65 anos, diabético tipo 2 e hipertenso, está com cirurgia eletiva marcada. Faz uso regular de metformina, empagliflozina (um inibidor de SGLT2) e liraglutida (um agonista de GLP-1). Considerando as recomendações atuais para a redução de riscos perioperatórios, qual é a conduta correta em relação a esses medicamentos?
Manter todos os medicamentos até o momento da cirurgia, priorizando estabilidade glicêmica contínua durante o período perioperatório.
Suspender a metformina na véspera e manter o inibidor de SGLT2, considerando seu perfil favorável para proteção cardiovascular.
Suspender o inibidor de SGLT2 alguns dias antes e ajustar o agonista de GLP-1 conforme risco de esvaziamento gástrico prolongado.
Interromper todos os agentes antidiabéticos previamente e adotar esquema insulinoterápico para controle metabólico no pré-operatório.
Suspender apenas a metformina diante do risco metabólico, mantendo os demais medicamentos por não influenciarem de forma significativa o preparo cirúrgico.
Paciente de 72 anos, submetido à gastrectomia total por adenocarcinoma gástrico, evolui no 2º dia de pós-operatório com hipotensão refratária à reposição volêmica (PAM de 55 mmHg), taquicardia sinusal (FC de 120 bpm) e oligúria (<0,3 mL/kg/h). O ecocardiograma transtorácico de beira de leito mostra fração de ejeção preservada (65%), mas índice de volume sistólico reduzido (25 mL/m²) e dilatação da veia cava inferior, com colapso respiratório mínimo. Qual é a droga vasoativa de primeira escolha nesse cenário, considerando o perfil hemodinâmico apresentado?
Noradrenalina.
Dobutamina em dose baixa a moderada.
Dopamina em dose renal (<5 mcg/kg/min).
Vasopressina.
Epinefrina em infusão contínua.
Paciente de 32 anos é vítima de trauma fechado de tórax com múltiplas fraturas costais e contusão pulmonar bilateral extensa. No 3º dia de UTI, evolui com piora da hipoxemia (PaO₂/FiO₂ de 150), aumento do trabalho respiratório e infiltrados alveolares bilaterais progressivos na radiografia. A gasometria arterial mostra PaCO₂ de 55 mmHg e pH de 7,28. Qual é a estratégia ventilatória mais apropriada para prevenir lesão pulmonar induzida por ventilador e melhorar oxigenação?
Elevar a fração inspirada de oxigênio ao máximo e utilizar níveis altos de PEEP (pressão positiva expiratória final), buscando recrutamento alveolar sustentado.
Manter volume corrente moderado associado à PEEP reduzida, como forma de minimizar risco de hiperinsuflação em pulmão contuso.
Executar manobra de recrutamento sustentado com pressões elevadas, seguida de manutenção com PEEP mais alta para otimizar abertura alveolar.
Optar por ventilação oscilatória de alta frequência como abordagem inicial, com o objetivo de melhorar oxigenação global.
Aplicar ventilação protetora com baixo volume corrente, ajuste sistematizado de PEEP e aceitação de hipercapnia leve para limitar lesão induzida pelo ventilador.
Um paciente idoso, em pós-operatório de colectomia, evolui no sétimo dia de internação com diarreia aquosa profusa, febre e leucocitose significativa (>20.000/mL). O paciente estava em uso de antibioticoterapia de amplo espectro para uma infecção de ferida operatória. Qual é o agente etiológico mais provável para este quadro de colite e qual exame confirma o diagnóstico?
Escherichia coli entero-hemorrágica (O157:H7); o diagnóstico é feito por coprocultura em ágar MacConkey-Sorbitol.
Candida albicans; o diagnóstico é feito pela visualização de leveduras na colonoscopia, associada à imunossupressão.
Clostridioides difficile (anteriormente Clostridium difficile); o diagnóstico é confirmado pela detecção das toxinas A e B nas fezes ou por Teste de Amplificação de Ácido Nucleico (NAAT).
Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA); o diagnóstico é feito por hemocultura e cultura da ferida operatória.
Sobre a obstrução intestinal mecânica, assinale a alternativa CORRETA:
A distensão abdominal é mais acentuada nas obstruções de intestino grosso.
O vômito é mais precoce nas obstruções de cólon do que nas de intestino delgado.
O padrão radiológico típico é a presença de ar no reto.
A dor abdominal é geralmente contínua, não segue o padrão em cólicas.
A obstrução intestinal nunca cursa com leucocitose.