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Você atende a uma mulher de 29 anos, gestante de 24 semanas, que procurou o pronto-socorro com dor abdominal iniciada há cerca de 12 horas.
Anamnese: dor inicialmente periumbilical, migrando para o flanco direito; náuseas e dois episódios de vômitos; febre baixa; sem sangramento vaginal.
Exame físico:
PA: 110/70 mmHg; FC: 102 bpm; temperatura: 38,1 °C.
Abdome: dor à palpação no quadrante inferior direito deslocado cranialmente; defesa abdominal discreta; sinal de Blumberg positivo.
Exame obstétrico: batimentos cardíacos fetais presentes; ausência de contrações uterinas.
Exames laboratoriais: leucócitos: 16.000/mm³.
Exames de imagem:
Ultrassonografia abdominal: inconclusiva.
Ressonância magnética abdominal: apêndice espessado com diâmetro de 9 mm; edema periapendicular; pequena quantidade de líquido pericecal.
A conduta mais apropriada neste momento será
tratamento conservador com antibióticos e observação clínica.
indicar apendicectomia laparoscópica com monitorização fetal.
realizar laparotomia exploradora mediana imediatamente.
induzir parto antes de tratar a causa abdominal.
postergar o tratamento cirúrgico até o terceiro trimestre.
Adolescente masculino, 15 anos, previamente saudável, apresenta dor abdominal em quadrante inferior direito há 24h, associada a náuseas e febre de 38,2 °C. Ao exame, sinal de Blumberg positivo e dor à descompressão brusca. Ultrassonografia revela estrutura tubular não compressível, com 8 mm de diâmetro e parede espessada em topografia de fossa ilíaca direita, além de hiperecogenicidade da gordura adjacente. Segundo a diretriz ACR Appropriateness Criteria® Right Lower Quadrant Pain – Suspected Appendicitis (2022), qual a conduta mais apropriada? Assinale entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Encaminhamento para abordagem cirúrgica imediata.
Solicitação de TC abdominal com contraste.
Conduta expectante e reavaliação em 24 horas.
Solicitação de enema baritado para confirmação.
Paciente de 30 anos, previamente hígido, dá entrada no pronto-socorro após trauma contuso em abdome durante atividade esportiva. Refere dor em hipocôndrio esquerdo, apresenta pressão arterial de 110/70 mmHg, frequência cardíaca de 92 bpm e sensibilidade à palpação profunda, condizente com peritonite. Considerando o atendimento inicial no trauma abdominal, a possibilidade de lesão esplênica e a relevância da estabilidade hemodinâmica, assinale a conduta mais adequada.
Realizar laparoscopia imediata mesmo em pacientes hemodinamicamente estáveis, sem necessidade de e-FAST.
Realizar laparotomia imediata mesmo em pacientes hemodinamicamente estáveis, com necessidade de e-FAST posteriormente.
Solicitar tomografia abdominal para avaliar possíveis lesões viscerais e e-FAST, caso haja disponibilidade no serviço.
Optar por observação clínica sem exames de imagem mesmo diante de dor persistente, dispensando e-FAST.
Iniciar antibioticoterapia empírica sem investigação complementar detalhada, porém com necessidade obrigatória de e-FAST.
Considerando que uma mulher de 26 anos com diagnóstico recente de retocolite ulcerativa pancolônica leve a moderada é avaliada para definição terapêutica, assinale o esquema medicamentoso CORRETO para a fase aguda:
Metotrexato 25 mg//semana por 16 semanas.
Azatioprina 2,5 mg/kg/dia
Mesalazina oral associada a mesalazina tópica.
Sulfassalazina 2 g/dia.
Infliximabe 5 mg/kg nas semanas 0, 2 e 6.
Homem de 32 anos é atendido na unidade de emergência apresentando quadro de febre elevada, mialgia generalizada, cefaleia holocraniana intensa e episódios repetidos de vômitos iniciados há 36 horas. O histórico médico revela que ele foi submetido a uma esplenectomia anatômica pós-traumática há cinco anos e não possui registros de imunização recente. Ao exame físico, o paciente encontra-se torporoso, demonstrando sinais de irritação meníngea com rigidez de nuca proeminente, tempo de enchimento capilar de 3 segundos e discretas máculas eritematosas distribuídas no tronco, sem sufusões hemorrágicas ou petéquias visíveis. A punção lombar é realizada acompanhada da coleta de amostras de sangue periférico. O quimiocitológico do líquido cefalorraquidiano (LCR) evidencia aspecto turvo; concentração de glicose marcadamente reduzida; níveis de proteínas totais elevados; e contagem celular de 1.200 leucócitos/mm3 , com predomínio de polimorfonucleares. A bacterioscopia direta por coloração de Gram revela a presença de diplococos Gram-negativos.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, nessa circunstância, é correto afirmar que
a administração simultânea da quimioprofilaxia com rifampicina está indicada para contatos domiciliares do caso suspeito na dose de sessenta miligramas por quilo de peso.
a indicação de quimioprofilaxia para os profissionais de saúde que prestaram o atendimento ocorre quando há realização de procedimentos na via aérea sem barreira protetora.
a eficácia vacinal protetora da imunização conjugada atinge o patamar máximo de proteção imediatamente após vinte e quatro horas da primeira aplicação.
o tratamento específico para a manifestação neurológica inicial deve associar corticosteroides sistêmicos e aciclovir por via endovenosa durante vinte e um dias.
os contatos domiciliares do paciente que apresentam esquema vacinal atualizado para o sorogrupo correspondente estão dispensados da realização imediata da quimioprofilaxia.
O manejo do paciente em medicina interna exige avaliação integral, monitoramento contínuo e coordenação multiprofissional para garantir segurança, prevenção de complicações e otimização do tratamento. Considerando essas práticas, analise as afirmativas a seguir.
I.A anamnese detalhada e o exame físico completo são essenciais para identificar com precisão comorbidades, fatores de risco e sinais precoces de complicações em pacientes internados.
II.O monitoramento contínuo de sinais vitais, balanço hídrico e parâmetros laboratoriais é fundamental para a detecção precoce de alterações clínicas e ajuste oportuno das condutas terapêuticas.
III.A abordagem multiprofissional, incluindo médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e farmacêuticos, contribui para a prevenção de eventos adversos, melhora da adesão ao tratamento e recuperação clínica do paciente.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
I, II e III.
I e III.
I e II.
II.
Uma mulher de 50 anos, hipertensa controlada, com índice de massa corporal de 23 kg/m2, é submetida a procedimento de correção de hérnia umbilical em regime ambulatorial em centro cirúrgico hospitalar. O anel herniário mede cerca de 1,5 cm de diâmetro. O cirurgião opta por realizar hernioplastia umbilical com uso de tela de reforço.
Em relação ao uso profilático de antibiótico nesse caso, é correto afirmar que a:
Cirurgia foi realizada sob regime ambulatorial, dispensando a antibioticoprofilaxia.
Cirurgia realizada é considerada limpa, portanto sem indicação de antibioticoprofilaxia.
Antibioticoprofilaxia é justificada pelo uso de tela na cirurgia.
Antibioticoprofilaxia está indicada pois a cirurgia ocorreu em ambiente hospitalar.
Antibioticoterapia deve ser iniciada antes da cirurgia.
Para um paciente em pré-operatório de apendicectomia com necessidade de jejum, considerando que está internado, aguardando liberação de sala em centro cirúrgico, sem previsão de horário, qual tipo de solução intravenosa é mais apropriada para manter a hidratação e fornecer as necessidades basais de água e eletrólitos, além de prevenir hipoglicemia?
Solução de glicose a 5% com eletrólitos (NaCl e KCl)
Solução salina a 0,9% (soro fisiológico).
Solução de Ringer Lactato.
Solução de glicose a 10% em solução salina a 0,45%.
Solução de glicose a 10%.
Em relação ao choque circulatório, assinale a alternativa CORRETA:
No choque hipovolêmico, a pressão venosa central (PVC) está tipicamente elevada devido à redução do retorno venoso.
O choque séptico caracteriza-se por vasoconstrição periférica intensa e baixo débito cardíaco desde o início.
O choque anafilático é causado por perda de volume intravascular por hemorragia aguda.
O choque obstrutivo não está associado a causas mecânicas.
O choque cardiogênico é causado por falência da bomba cardíaca, levando a aumento da pressão capilar pulmonar e congestão venosa.
Em relação à abordagem inicial do paciente politraumatizado em sala de emergência, assinale a alternativa CORRETA:
A avaliação primária deve iniciar pela história clínica detalhada antes do exame físico, independentemente da situação clínica do paciente.
A coluna cervical só deve ser protegida se houver evidência radiológica de fratura cervical.
O controle de hemorragia externa maciça deve preceder à avaliação da via aérea.
A avaliação secundária deve ser realizada antes da estabilização hemodinâmica.
A reposição volêmica inicial deve ser feita preferencialmente com solução glicosada a 5%.
Durante um procedimento cirúrgico abdominal, a ligadura inadvertida de uma artéria comprometeu a irrigação primária do intestino delgado proximal, resultando em isquemia significativa do jejuno inicial. Considerando a anatomia vascular do trato gastrointestinal, a artéria mais provavelmente envolvida foi a:
artéria mesentérica superior.
artéria mesentérica inferior.
artéria gástrica esquerda.
artéria hepática comum.
Paciente do sexo feminino, 41 anos, feodérmica, previamente hígida, é conduzida ao serviço de emergência com queixa de dificuldade respiratória e consciente. A ausculta revelou o sinal de Hamman. Com base nessas informações, a provável causa desse sinal é
pneumomediastino.
estenose de valva mitral.
aneurisma de aorta torácica.
tamponamento cardíaco.
derrame pleural extenso.
Paciente gestante, de 22 semanas, com queixa de dor abdominal em hipocôndrio direito, parada da inspiração à palpação profunda em hipocôndrio direito, febre, leucograma com leucocitose e desvio à esquerda. Ultrassom demonstra vesícula biliar com paredes espessadas e líquido livre adjacente.
Considerando esse contexto, assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta para a paciente.
Adiar a cirurgia para o puerpério imediato.
Colecistectomia via laparotômica por risco fetal na laparoscopia.
Colecistectomia laparoscópica durante a mesma internação, com pressão de pneumoperitônio de 10-12 mmHg e decúbito com leve inclinação à esquerda.
CPRE seguida de colecistectomia no puerpério.
Colecistostomia.
Paciente do sexo masculino, 65 anos, feodérmico, foi submetido a gastrectomia total e linfadenectomia regional, associada a omentectomia, para tratar um carcinoma avançado de antrogástrico. Após uma semana, seu organismo, em recuperação anabólica, retomou a homeostasia, restabelecendo as suas funções, por meio da ação de mediadores endócrinos, metabólicos, imunitários e inflamatórios. Entre as seguintes manifestações, qual ocorre na fase anabólica da resposta endocrinometabólica e imunitária ao trauma (REMIT)?
Redução da diurese.
Redução do apetite.
Redução da lipogênese.
Redução da glicogênese.
Redução dos glicocorticoides.
Paciente do sexo feminino, 66 anos, leucodérmica, procura atendimento médico por dor epigástrica intensa, que piora após as refeições e antes das defecações. Ela leva exames de consultas anteriores, que não mostravam anormalidade alguma. Todos os exames cardiológicos, inclusive cateterismo, endoscopias e exames de imagem, estavam normais. Ao exame físico, a palpação abdominal não mostrou anormalidade, exceto na linha alba superiormente, que era muito dolorosa à compressão digital, porém sem massa palpável.
Com base apenas nesses dados, qual é o provável diagnóstico?
Aderências intra-abdominais.
Hérnia epigástrica.
Herpes zoster.
Úlcera péptica.
Hematoma subaponeurótico.
Um paciente foi submetido à laparotomia exploradora de urgência, após trauma contuso com grande energia cinética. Durante o inventário da cavidade, o cirurgião opta por exploração renal à esquerda. Justifica-se essa conduta pelo fato de que:
há presença de coágulos na goteira parietocólica esquerda
foi verificado um hematoma retroperitoneal em expansão após manobra de Mattox
há lesão renal grau II confirmada em tomografia computadorizada de admissão
identificou-se sinal de hematúria na avaliação inicial, associado à presença de urina na cavidade abdominal
toda laparotomia de urgência associada à trauma com grande energia cinética merece exploração do retroperitônio
Homem, 62 anos, com disfagia progressiva e perda ponderal. Endoscopia apresenta lesão estenosante em esôfago distal, biópsia mostra carcinoma espinocelular e TC sem metástases. Realizou-se esofagectomia com reconstrução por tubo gástrico, com dissecção cuidadosa e ligadura seletiva dos vasos esofágicos para evitar sangramento e manter perfusão. Pós-operatório imediato estável. Sobre a vascularização do esôfago descrita na última edição do “Sabiston Textbook of Surgery” (Townsend et al., 2021), assinale a alternativa INCORRETA.
O esôfago cervical recebe a maior parte do suprimento sanguíneo das artérias tireoidianas inferiores.
O músculo cricofaríngeo, que marca a entrada do esôfago, é suprido pela artéria tireóidea superior.
O esôfago torácico recebe suprimento diretamente de 4 a 6 artérias esofágicas provenientes da aorta, além de ramos esofágicos das artérias brônquicas direita e esquerda.
O esôfago abdominal recebe suprimento sanguíneo da artéria gástrica esquerda e das artérias frênicas inferiores pareadas.
As artérias que fornecem sangue ao esôfago penetram diretamente na parede muscular.
Homem de 62 anos, 105 kg, está sendo avaliado para colecistectomia laparoscópica. Durante a avaliação pré-anestésica, observa-se:
∙ Mallampati IV.
∙ Abertura bucal 2 cm.
∙ Ausência de dente.
∙ Pescoço curto e pouco flexível.
∙ Ronco intenso e apneia do sono.
∙ Barba.
Considerando os critérios de via aérea difícil, assinale a alternativa que indica corretamente apenas os fatores que preveem ventilação difícil com máscara.
Mallampati IV e história de ronco.
Ausência de dente e idade.
Pescoço curto e abertura bucal <3 cm.
Mallampati IV e pescoço curto.
Abertura bucal limitada e barba.
São contraindicações à histerectomia laparoscópica, EXCETO:
Paciente com doença cardíaca grave.
Paciente com hipertensão arterial pulmonar grave.
Suspeita de malignidade em útero volumoso com necessidade de morcelação.
Carcinoma de endométrio do tipo endometrioide com necessidade de morcelação.
Útero volumoso com doença benigna, de boa mobilidade e com viabilidade técnica para morcelação.
Na cirurgia laparoscópica ou robótica da prostatectomia radical, a técnica de Rocco visa:
Reconstruir a parede fascial posterior da anastomose vesicouretral.
Aproximar o esfíncter externo.
Sepultar os feixes vasculonervosos.
Ampliar o colo vesical.
Ligar o plexo de Santorini.