

Seu próximo nível começa aqui
Com a Assinatura Ilimitada, você tem tudo que precisa para sua aprovação.
Com a Assinatura Ilimitada, você combina prática, teoria e método em uma única assinatura com tudo que você precisa para sua aprovação.
Paciente do sexo masculino, 59 anos, leucodérmico, procura o setor de urgência hospitalar com queixas de cólicas abdominais, diarreia, com presença de sangue nas fezes desde o dia anterior e queda do estado geral. Ele trouxe um exame colonoscópico feito um mês antes, no qual foi diagnosticada retocolite ulcerativa. Essas manifestações tornaram-se mais frequentes no último ano e já foi indicado tratamento, mas o paciente não aceitou. Diante desse contexto, assinale a alternativa que apresenta o provável tratamento que foi recomendado ao paciente para tratar a retocolite ulcerativa.
Colectomia e mucosectomia retal.
Proctocolectomia e bolsa ileal.
Clisteres com corticoesteroides.
Quinolonas e tetraciclina.
Aminossalicilatos e esteroides.
Paciente do sexo masculino, 73 anos, leucodérmico, procura o serviço médico por causa de uma mancha escura medindo cinco centímetros de limites imprecisos abaixo do mamilo esquerdo. Ao exame físico, foi encontrado linfonodo escurecido na axila esquerda. A biópsia da lesão confirmou a suspeita de melanoma, já com metástase axilar. Com base apenas nessas informações, qual é a melhor estratégia para estadiar esse tumor?
Tomografia contrastada de tórax.
Mamografia bilateral incluindo axilas.
Tomografia cervical, torácica e axilar.
Tomografia contrastada de tórax e abdome.
Tomografia contrastada de corpo inteiro.
A classificação de Banff é o sistema padronizado internacional utilizado para interpretar biópsias de transplantes renais, descrevendo e graduando as lesões histológicas de rejeição. De acordo com essa classificação, em qual categoria é classificado o seguinte achado histopatológico: fibrose intersticial, atrofia tubular, arteriosclerose, glomerulopatia do transplante?
1.
2.
3.
4.
5.
Paciente do sexo feminino, 77 anos, leucodérmica, com sobrepeso, mas em bom estado geral, foi submetida à colocação de dois stents coronarianos após isquemia de parede anterior miocárdica. Em exame de controle realizado após dois meses, a tomografia abdominal revelou tumor do segmento VIII hepático, medindo trinta e oito milímetros. À biópsia transparietal, diagnosticouse hepatocarcinoma. Assinale a alternativa que apresenta a melhor conduta nesse caso.
Segmentectomia por laparoscopia após três meses do infarto e controle em CTI.
Quimioterapia para reduzir o tumor e tumorectomia laparoscópica após seis meses.
Ablação por micro-ondas do tumor no menor prazo indicado pelo cardiologista.
Manter a paciente em controle clínico sem tratamento do tumor, que evolui lentamente.
Radioterapia curativa sob prótese protetora na cava após seis meses e controle em CTI.
Ao término de uma cirurgia de apendicectomia por laparoscopia, o cirurgião responsável opta por fechar o sítio aponeurótico do trocarte umbilical com fio inabsorvível. Quanto ao fechamento dos portais e possíveis hérnias nos locais de punção, é correto afirmar que
portais de 5 mm nunca herniam.
fechamento cutâneo é suficiente.
em obesos, o risco é menor.
o uso de tela de polipropileno profilática é rotina.
portais ≥ 10-12 mm devem ter fechamento fascial sistemático, principalmente em linha média.
Paciente do sexo feminino, 62 anos, feodérmica, vem fazendo acompanhamento com imagens ultrassonográficas por cinco anos em decorrência de um pólipo vesicular que media três milímetros. No exame atual, após seis meses desde o último exame, o pólipo passou a ter a dimensão de 11 mm e surgiram outros dois pólipos de 7 mm. Todos os três pólipos eram bem delimitados e restritos à mucosa vesicular, sem inflamação. A paciente está em bom estado geral e sem manifestação alterada clínica ou em outros exames complementares. Nesse caso, a conduta mais adequada é
continuar o acompanhamento ultrassonográfico semestral.
confirmar tamanho dos pólipos por ressonância magnética e manter controle.
realizar colecistectomia por via laparoscópica sem muita demora.
retirar os pólipos por via laparoscópica e pequena abertura vesicular.
tratar os pólipos por radiofrequência, evitando agressão cirúrgica.
Paciente do sexo masculino, 42 anos, submetido à transplante hepático há 4 anos por cirrose hepática alcoólica, apresenta aumento discreto de fosfatase alcalina e gama glutamiltransferase, aumento discreto de bilirrubinas e transaminases, sem sinais infecciosos. A biópsia mostra fibrose portal progressiva, ductopenia e arteriopatia obliterante. Nesse caso, o provável diagnóstico, dentre os seguintes, é
rejeição aguda.
infecção viral crônica.
rejeição crônica.
hepatite autoimune.
toxicidade por imunossupressor.
No planejamento de uma colectomia videolaparoscópica por neoplasia, a equipe cirúrgica discute a estratégia para o estabelecimento do pneumoperitônio. O paciente é um homem de 65 anos, obeso (IMC 35) e com múltiplas cirurgias abdominais prévias (apendicectomia e colecistectomia abertas). Qual das seguintes condutas representa a melhor prática intraoperatória para esse caso, balanceando segurança e eficácia?
Utilizar a punção com agulha de Veress no ponto de Palmer, por ser considerada uma área de menor risco em pacientes com cirurgias prévias, adotando pressão-limite de 18 mmHg para facilitar o campo cirúrgico no obeso.
Optar pela técnica aberta (Hasson) na cicatriz umbilical, por ser uma abordagem amplamente difundida em reoperações, mantendo pressão de trabalho de 6–8 mmHg durante toda a cirurgia.
Considerar a punção aberta (Hasson) em local alternativo, como o hipocôndrio esquerdo, ou o acesso com trocarte óptico sob visão direta, devido ao risco elevado de aderências, mantendo pressão de trabalho entre 12–15 mmHg, com ajustes conforme exposição e resposta hemodinâmica.
Realizar a punção fechada infraumbilical com agulha de Veress, utilizando testes de confirmação da posição, e ajustar o insuflador para pressão fixa de 20 mmHg para garantir distensão adequada em paciente obeso.
Iniciar pela técnica aberta suprapúbica para evitar aderências periumbilicais, mantendo pressão de trabalho abaixo de 8 mmHg mesmo que a visualização seja reduzida.
Com relação às alterações sistêmicas e metabólicas resultantes do pneumoperitônio durante as cirurgias laparoscópicas, é correto afirmar que as alterações que podem ser encontradas com um pneumoperitônio com 20 mm Hg de pressão são:
taxa de filtração glomerular normal e pressão arterial média aumentada.
taxa de filtração glomerular normal e retorno venoso diminuído.
pressão arterial média aumentada e pH arterial diminuído.
resistência vascular sistêmica diminuída e pressão parcial de dióxido de carbono (pCO2 ) aumentada.
taxa de filtração glomerular diminuída e pH arterial aumentado.
Em paciente com trauma abdominal penetrante e sinais de instabilidade (PA baixa, abdome rígido), a conduta imediata indicada é:
tomografia computadorizada de abdome para localizar sangramento.
laparotomia exploradora urgente.
observação por 6 horas com exames seriados.
lavagem peritoneal diagnóstica apenas.
angiografia e embolização.
Qual das alternativas a seguir NÃO é condizente com achados ecográficos de apendicite aguda?
Gordura pericecal hipoecogênica.
Sinal do alvo.
Diâmetro apendicular de 8 mm.
Apêndice não compressivo.
Presença de fecalito.
O posicionamento dos trocartes laterais sob visão laparoscópica e lateralmente à borda __________________ evita o risco de lesão dos __________________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
lateral do reto abdominal – nervos ilioinguinais
medial do reto abdominal – nervos ilioinguinais
lateral do reto abdominal – vasos epigástricos
medial do reto abdominal – vasos epigástricos
lateral do oblíquo externo – nervos ílio-hipogástricos
Em uma laparoscopia, durante a inserção do trocante umbilical com baixa pressão intra-abdominal de CO2, qual vaso apresenta maior risco de ser lesado?
Veia cava inferior.
Aorta abdominal.
Artéria ilíaca comum.
Artéria epigástrica inferior.
Artéria ilíaca externa.
Paciente pós-histerectomia laparoscópica apresentou perda da sensibilidade e paresia na face anterior da coxa direita. A explicação para esse quadro é a lesão do nervo ____________ devido à ____________________.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
obturador – hiperflexão da coxa
femoral – hiperextensão da perna
obturador – hiperextensão da perna
femoral – hiperflexão da coxa
ilioinguinal – hiperextensão da coxa
Paciente de 63 anos, masculino, portador de deficiência de Alfa 1 anti-tripsina, em acompanhamento ambulatorial, foi submetido a endoscopia digestiva alta que evidenciou varizes gástricas – GOV 2 e gastropatia congestiva acentuada.
Elastografia hepática realizada pelo fibroscan diagnosticou fibrose moderada a avançada, sendo classificada como Child-Pugh classe B, MELD 13.
A melhor conduta para esse caso é
transplante hepático.
shunt espleno renal distal por cirurgia.
shunt portossistêmico intra-hepático transjugular (TIPS).
bloqueio β-adrenérgico não seletivo associado a isossorbida.
desconexão ázigo-portal com esplenectomia e ligadura da veia gástrica esquerda.
No seu hospital dá entrada um homem de 27 anos, previamente hígido, trazido ao pronto-socorro após incêndio em um galpão industrial. O resgate ocorreu aproximadamente uma hora após o acidente.
Avaliação inicial (ATLS): PA: 92/58 mmHg; FC: 126 bpm; FR: 30 irpm e com saturação: 93% em máscara de oxigênio.
Exame físico: queimaduras profundas em face anterior do tórax, abdome, membros superiores e face anterior das coxas com áreas de pele esbranquiçada e sem sensibilidade, edema progressivo das extremidades.
Estimativa da superfície corporal queimada: 40% da superfície corporal total.
Peso do paciente: 75 kg.
Após garantir via aérea e iniciar monitorização, decide-se iniciar ressuscitação volêmica conforme protocolo para grandes queimados.
A conduta inicial mais apropriada em relação à hidratação nas primeiras 24 horas é
administrar coloides imediatamente após admissão para reduzir edema tecidual.
administrar solução glicosada 5% na dose de 2 mL/kg/%SCQ nas primeiras 24 horas.
administrar transfusão sanguínea precoce para compensar a perda volêmica.
administrar Ringer lactato em dose fixa de 2 litros nas primeiras 24 horas.
administrar Ringer lactato segundo fórmula de Parkland (4 mL/kg/%SCQ), sendo metade nas primeiras 8 horas a partir do momento da queimadura.
Paciente do sexo masculino, 34 anos, procura atendimento ambulatorial para resolução de volumosa hérnia incisional em cicatriz mediana supra e infraumbilical. Relata que há 10 anos foi submetido a laparotomia exploradora por hemoperitônio por trauma abdominal fechado. A hérnia está acarretando limitação funcional. Seu IMC é de 32 e não tem outras comorbidades. Ao exame, a hérnia é redutível e tem um colo de aproximadamente 8,0 cm.
Sobre o tratamento da hérnia incisional é correto afirmar que
o reparo “onlay” envolve a colocação da tela sobre o músculo reto abdominal, abaixo da fáscia do reto anterior seguido da recomposição da linha média.
na técnica de Rives-Stoppa, a malha protética é colocada desde o apêndice xifoide até o púbis, no espaço entre a bainha do reto posterior e o reto abdominal.
na técnica da separação anterior de componentes na reconstrução da parede abdominal descrita por Ramirez, não há necessidade de reaproximação da linha alba, quando da utilização de malha protética.
a utilização de toxina botulínica é eficaz no relaxamento da musculatura abdominal, permitindo a reconstrução da linha alba com menos tensão. Após a aplicação intramuscular, seu efeito é imediato e dura até 4 semanas.
A separação posterior de componentes usando liberação do músculo transverso do abdome não deve ser combinada com a liberação do componente anterior, o que resultaria em flacidez lateral significativa ou formação de hérnia lateral.
Sua paciente é uma mulher de 64 anos que foi admitida para hemicolectomia direita oncológica, devido a adenocarcinoma de cólon ascendente diagnosticado por colonoscopia com biópsia e com estadiamento IIIA.
No exame físico apresenta hipertensão arterial controlada e diabetes mellitus tipo 2, sem outras comorbidades relevantes para o cálculo do risco cirúrgico, que foi calculado como ASA II. Não há sinais de infecção ativa.
No preparo pré-operatório realizou preparo mecânico intestinal, dieta líquida no dia anterior, jejum adequado, com exames laboratoriais sem leucocitose ou alterações hidroeletrolíticas.
A equipe cirúrgica discute o uso de antibióticos no perioperatório para reduzir o risco de infecção do sítio cirúrgico (ISC).
De acordo com os princípios atuais de profilaxia antibiótica em cirurgia geral, a conduta mais apropriada para o caso será
iniciar antibióticos 24 horas antes da cirurgia e mantê-los por 5 a 7 dias no pós-operatório para prevenir infecção do sítio cirúrgico.
administrar antibiótico profilático intravenoso 30–60 minutos antes da incisão cirúrgica, com cobertura para bactérias entéricas aeróbias e anaeróbias, suspendendo-o em até 24 horas após a cirurgia
administrar antibióticos apenas se houver contaminação fecal durante o ato operatório, pois a profilaxia prévia não reduz infecção.
administrar antibióticos somente após o fechamento da parede abdominal, quando a ferida cirúrgica já está contaminada.
utilizar profilaxia antibiótica apenas em pacientes imunossuprimidos ou com próteses vasculares, pois em cirurgia colorretal eletiva ela não é necessária.
Paciente feminina, 53 anos, vítima de agressão por PAF no abdome, é atendida no pronto-socorro e submetida à estabilização hemodinâmica na sala de trauma com 2000 mL de cristaloides e duas unidades de concentrado de hemácias; ao mesmo tempo, o exame FAST confirmou hemoperitônio.
Foi então encaminhada ao centro cirúrgico, onde foi submetida a laparotomia exploradora que evidenciou lesões transfixantes do estômago e cólon transverso. Foram realizadas rafias das lesões gástrica e colônica.
A paciente evoluiu com importante resposta inflamatória, permanecendo com doses altas de aminas, ventilação mecânica e reposição volêmica intensa. Após 24 horas, a paciente evoluiu com distensão abdominal progressiva, aumento da pressão de pico nas vias aéreas, oligúria e instabilidade hemodinâmica. A medida da pressão intra-abdominal pela sonda vesical mostra 28 mmHg, associada a disfunção orgânica.
Diante desse quadro, a conduta correta é
executar laparotomia exploradora e peritoneostomia com bolsa de Bogotá.
executar laparotomia exploradora, lavagem da cavidade e síntese com pontos captonados.
intensificar reposição volêmica, paracentese contínua por catéter e diurético.
executar drenagem nasogástrica e retal, agentes procinéticos e correção de distúrbios eletrolíticos; sedação profunda e analgesia.
executar laparotomia exploradora, lavagem da cavidade, gastrotomia, síntese da parede e manter o paciente com bloqueio neuromuscular.
Homem de 58 anos, tabagista desde a juventude e diabético em uso irregular de hipoglicemiantes orais, procura o prontosocorro por dor abdominal súbita há 6 horas. A dor iniciou em epigástrio e irradiou para flancos, acompanhada de vômitos biliosos, sudorese fria e mal-estar intenso. Relata uso contínuo de anti-inflamatórios não esteroidais por lombalgia crônica. No exame físico, observa-se abdome distendido, defesa muscular difusa, ruídos hidroaéreos diminuídos, PA 95/60 mmHg e frequência cardíaca de 108 bpm. Diante da suspeita de abdome agudo inflamatório ou perfurativo, da presença de comorbidades e dos fatores medicamentosos associados, assinale a conduta inicial mais apropriada.
Presumir gastrite medicamentosa e iniciar antiácidos por via oral em dose dobrada.
Solicitar radiografia de abdome e tórax para avaliar sinais radiológicos clássicos da condição.
Aguardar estabilização hemodinâmica espontânea antes de qualquer exame.
Considerar obstrução intestinal funcional e observar em leito comum em enfermaria clínica.
Administrar opioides imediatamente, sem necessidade de urgência da investigação complementar inicial.