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Com base no pós-operatório de laparotomia pediátrica, o fator crítico para cicatrização adequada é:
Exclusiva utilização de antibióticos profiláticos, sem considerar fatores sistêmicos.
Restrição alimentar absoluta para evitar sobrecarga metabólica.
Observação clínica sem medidas preventivas.
Substituição de cuidados locais por curativos improvisados.
Controle glicêmico, nutrição adequada, prevenção de infecção e manutenção da perfusão tecidual.
Criança de 5 anos apresenta dor abdominal recorrente e massa palpável em quadrante inferior direito. Diante do exposto, o diagnóstico e conduta são, CORRETA e respectivamente:
Duplicação intestinal, indicada ressecção cirúrgica da lesão para evitar complicações como obstrução ou sangramento.
Constipação funcional, tratamento com laxativos.
Infecção urinária, conduta antibiótica.
Adenite mesentérica, conduta expectante.
Hérnia inguinal, indicada hernioplastia.
Considerando que um recém-nascido apresenta ausência de orifício anal e distensão abdominal progressiva, a conduta CORRETA deve ser:
Diagnóstico de atresia anal, indicada colostomia de alívio inicial e posterior correção definitiva conforme classificação da malformação.
Observação clínica sem intervenção.
Exclusiva analgesia, sem medidas adicionais.
Alta hospitalar precoce, sem acompanhamento.
Antibioticoterapia exclusiva, sem cirurgia.
As emergências cirúrgicas abdominais na infância apresentam desafios diagnósticos conforme a faixa etária. Assinale a alternativa que descreve corretamente o quadro clínico e o manejo da Intussuscepção Intestinal em lactentes.
Trata-se de uma anomalia congênita decorrente da persistência do conduto onfalomesentérico, manifestando-se com diverticulite e exigindo obrigatoriamente a realização de cintilografia com tecnécio para confirmação.
A condição ocorre mais frequentemente em recém-nascidos pré-termo nas primeiras 48 horas de vida, manifestando-se com pneumatose intestinal e exigindo ressecção segmentar de urgência devido ao risco de sepse.
O diagnóstico definitivo deve ser realizado por meio de radiografia simples de abdome em ortostase, que revela o sinal do "grão de café", indicando a necessidade imediata de laparotomia com fixação do segmento intestinal.
A tríade clássica composta por dor abdominal paroxística, massa palpável em forma de salsicha e fezes em "geleia de morango" é sugestiva do diagnóstico, sendo o enema pneumático ou hidrostático o tratamento inicial preferencial.
O sinal de Murphy positivo ao exame físico é o principal marcador clínico, associando-se a vômitos biliosos persistentes e exigindo a realização de colecistectomia videolaparoscópica nas primeiras 12 horas.
Acidentes, intoxicações exógenas, politraumatismos, queimaduras e aspiração de corpos estranhos representam as principais emergências pediátricas externas, podendo levar a complicações graves se não manejadas de forma rápida e adequada. O cirurgião pediátrico deve reconhecer sinais de alerta, priorizar vias aéreas, suporte hemodinâmico e encaminhamento apropriado. Sobre este assunto, avalie as afirmativas abaixo e assinale a verdadeira.
Em casos de ingestão de substâncias tóxicas, induzir o vômito imediatamente é a conduta de escolha para reduzir a absorção do agente.
Aspiração de corpos estranhos raramente provoca sintomas em lactentes, sendo geralmente um achado incidental em exames de imagem.
Crianças pequenas têm maior risco de descompensação rápida em politraumatismos devido à maior relação superfície corporal/peso, maior complacência torácica e menor volume sanguíneo absoluto.
Queimaduras em crianças não exigem reposição hídrica imediata, pois a desidratação é incomum.
As afecções congênitas e adquiridas da genitália externa e interna em crianças abrangem desde malformações do desenvolvimento sexual até infecções e traumatismos, exigindo avaliação clínica cuidadosa. Sobre esse assunto, analise as afirmativas a seguir.
I.Hipospádia é a malformação congênita mais comum do pênis, caracterizada pelo posicionamento anômalo da uretra distal à sua posição normal e frequentemente associada a curvatura ventral.
II.A fimose fisiológica é comum em lactentes e, na maioria dos casos, requer tratamento cirúrgico imediato após o nascimento.
III.Infecções do trato urinário baixo podem causar alterações inflamatórias na genitália externa e devem ser investigadas, especialmente em meninas com vulvovaginite recorrente.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
II.
I.
I e III.
I, II e III.
O suporte nutricional em crianças, tanto enteral quanto parenteral, é essencial para garantir crescimento, recuperação pós-operatória e manejo de doenças crônicas ou agudas. Considerando esse contexto, analise as afirmativas a seguir.
I.Sempre que o trato gastrointestinal estiver funcional, a nutrição enteral deve ser priorizada em relação à parenteral, pois preserva a integridade da mucosa intestinal e reduz risco de complicações infecciosas.
II.A nutrição parenteral é indicada quando há intolerância digestiva, obstrução intestinal ou após cirurgias extensas que impossibilitam aporte enteral adequado.
III.O monitoramento contínuo de eletrólitos, glicemia, parâmetros hepáticos e balanço hídrico é fundamental durante nutrição enteral ou parenteral para prevenir complicações metabólicas.
Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS.
I, II e III.
I e II.
I e III.
II.
Em relação às afecções urológicas e genitais congênitas na infância, considerando hipospádia, epispádia e o complexo extrofia vesical-epispádia, assinale a alternativa correta.
A hipospádia está frequentemente associada à deficiência primária do colo vesical, cursando com incontinência urinária desde o nascimento.
A epispádia isolada apresenta maior risco de comprometimento do mecanismo esfincteriano urinário quando comparada à hipospadia.
A extrofia vesical caracteriza-se por abertura ventral da uretra, associada à fusão incompleta das pregas uretrais.
A hipospádia proximal raramente se associa a malformações do trato urinário ou a distúrbios da diferenciação sexual.
A epispádia feminina cursa, na maioria dos casos, com continência urinária preservada.
Menino de 9 anos, previamente saudável, sofre queimadura térmica envolvendo 45% da superfície corporal. Encontra-se no 3º dia de internação em unidade de terapia intensiva pediátrica, está normotenso, recebendo nutrição enteral, porém com glicemia elevada, aumento progressivo de ureia e perda ponderal significativa desde a admissão. Exames laboratoriais demonstram: IGF1 e IGFBP-3 reduzidos; IL-6 elevada; catecolaminas plasmáticas elevadas; RQ (quociente respiratório) próximo de 1,0. Qual das seguintes interpretações descreve mais adequadamente o quadro metabólico?
Catabolismo proteico discreto, com tendência à utilização preferencial de lipídeos como fonte energética.
Fase de “ebb”, com metabolismo deprimido, baixa produção de glicose e redução do gasto energético.
Hipermetabolismo intenso, com proteólise significativa, resistência hepática à insulina e aumento sustentado da gliconeogênese.
Recuperação metabólica, com restauração do eixo GH–IGF-1 e balanço nitrogenado positivo.
Início de cetogênese compensatória, típica de crianças sob estresse prolongado.
Criança de 8 anos é trazida ao pronto atendimento após atropelamento. Está agitada, pele fria, taquicardia importante, tempo de enchimento capilar prolongado e extremidades hipoperfundidas. A pressão arterial está dentro do esperado para idade. Há suspeita de sangramento interno e necessidade de controle rápido de hemorragia. A equipe iniciou acesso venoso periférico, aquecimento ativo e avaliação pelo protocolo ultrassom (USG) focado (FAST). Considerando princípios atuais de ressuscitação de controle de danos em trauma pediátrico, qual conduta é a mais adequada na fase inicial, antes do controle definitivo do sangramento?
Administrar repetidos bólus de cristaloide até normalizar a frequência cardíaca antes de considerar transfusão.
Priorizar estratégia de ressuscitação hemostática, com ativação de protocolo de transfusão maciça e redução de hemodiluição, além de prevenir hipotermia.
Aguardar queda da pressão arterial para iniciar medidas hemostáticas, pois a normotensão sugere ausência de choque hemorrágico.
Iniciar antifibrinolítico rotineiramente em todos os traumas pediátricos, independente de gravidade ou tempo de trauma.
Postergar transfusão até confirmação tomográfica de sangramento, para evitar exposição desnecessária a hemocomponentes.
Menino de 3 anos é levado à unidade básica de saúde após derramar líquido quente sobre o antebraço. Apresenta lesão dolorosa, com bolhas íntegras e área eritematosa, correspondendo a aproximadamente 3% da superfície corporal. Não há acometimento de face, mãos, pés, genitália ou grandes articulações, e a criança encontra-se hemodinamicamente estável. Considerando os princípios de atendimento ambulatorial a queimaduras pediátricas, qual é a conduta mais adequada?
Encaminhar imediatamente para centro de referência em queimados, independentemente da profundidade e da extensão.
Tratar ambulatorialmente com limpeza adequada, manutenção de ambiente úmido da ferida, analgesia e acompanhamento clínico seriado.
Indicar antibioticoterapia sistêmica profilática para prevenir infecção secundária.
Realizar desbridamento completo das bolhas íntegras na avaliação inicial.
Aplicar gelo diretamente sobre a lesão por tempo prolongado para controle da dor e progressão da queimadura.
Recém-nascido prematuro extremo, egresso de unidade de terapia intensiva neonatal, recebe alta hospitalar após estabilização clínica. A família reside em município distante da maternidade de referência. A equipe busca garantir continuidade do cuidado e reduzir o risco de morbimortalidade no primeiro ano de vida. À luz da Rede Alyne e dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), qual estratégia é a mais adequada para assegurar atenção integral e cuidado contínuo a essa criança?
Encaminhar o recém-nascido apenas para acompanhamento na atenção primária, sem articulação com serviços especializados.
Manter o seguimento restrito ao hospital de origem, independentemente da distância geográfica.
Articular o cuidado entre atenção primária e ambulatório de seguimento neonatal, com compartilhamento de informações e corresponsabilização.
Priorizar exclusivamente consultas especializadas, adiando o acompanhamento na atenção primária.
Limitar o seguimento aos primeiros 30 dias após a alta hospitalar, na ausência de intercorrências clínicas.
No contexto de procedimentos cirúrgicos pediátricos realizados na atenção básica e em ambiente ambulatorial, considerando assepsia, anestesia local, suturas e drenagens, assinale a alternativa correta.
Procedimentos ambulatoriais em crianças devem evitar anestesia local, priorizando sempre anestesia geral para melhor controle da dor.
Procedimentos como drenagem de abscesso simples exigem obrigatoriamente internação hospitalar para redução de complicações.
O uso de epinefrina associada a anestésicos locais é indicado de rotina em bloqueios digitais pediátricos
A anestesia tópica e a infiltração local podem ser utilizadas com segurança, desde que respeitados limites de dose, idade e monitorização apropriada.
A assepsia em procedimentos ambulatoriais pode ser simplificada, desde que a intervenção seja de pequeno porte.
Menino de 9 anos sofre colisão em bicicleta, apresenta dor abdominal difusa, taquicardia e hipotensão. FAST demonstra líquido livre em cavidade. Com base no caso, a conduta inicial CORRETA deve ser:
Observação clínica sem exames complementares, aguardando evolução espontânea.
Restrição hídrica absoluta, sem reposição volêmica, para evitar edema.
Exclusiva analgesia opioide, sem suporte diagnóstico ou intensivo.
Alta hospitalar precoce, sem acompanhamento.
Estabilização hemodinâmica com reposição volêmica, monitoramento intensivo e indicação de laparotomia exploradora conforme achados clínicos e hemodinâmicos.
Durante atendimento a uma criança de 4 anos com abdome agudo perfurativo, a conduta imediata que representa o manejo adequado em contexto de emergência cirúrgica pediátrica é:
Administração exclusiva de analgésicos opioides, sem reposição volêmica ou preparo cirúrgico.
Observação clínica prolongada em enfermaria, sem exames complementares.
Solicitação de exames laboratoriais e adiamento da cirurgia até resultado completo.
Restrição hídrica absoluta, sem reposição volêmica, para evitar edema.
Estabilização hemodinâmica com reposição volêmica, antibioticoterapia de amplo espectro e encaminhamento imediato para laparotomia exploradora.
De acordo com a cirurgia pediátrica oncológica, assinale CORRETAMENTE a aplicação da biologia molecular que é crítica para conduta terapêutica:
Exclusiva análise de polimorfismos neutros sem impacto clínico.
Substituição integral da histopatologia por sequenciamento genômico.
Limitação da biologia molecular apenas a estudos experimentais.
Identificação de mutações somáticas específicas que orientam terapias alvo e prognóstico, integrando achados histopatológicos e clínicos.
Avaliação restrita a DNA mitocondrial sem relevância diagnóstica.
Conforme a cirurgia pediátrica, a prevenção de doenças e agravos é fundamental para reduzir demanda cirúrgica futura. Acerca do tema, a medida que representa prevenção eficaz é:
Limitar prevenção apenas a medidas farmacológicas, sem integração multiprofissional.
Implementação de programas de rastreamento, vacinação, educação em saúde e acompanhamento clínico, integrados a protocolos epidemiológicos e assistenciais.
Substituir prevenção por tratamento exclusivo de casos clínicos já instalados.
Delegar prevenção exclusivamente a setores administrativos, sem participação médica.
Evitar programas de prevenção para reduzir custos operacionais.
Em relação à apendicectomia pediátrica por apendicite perfurada, assinale CORRETAMENTE o princípio técnico indispensável para reduzir complicações:
Realizar ligadura adequada do apêndice e mesoapêndice, prevenir contaminação peritoneal e revisar a cavidade abdominal para drenagem e limpeza.
Retirar apenas o apêndice, sem ligadura vascular ou revisão da cavidade abdominal.
Conduzir o procedimento sem técnica operatória estruturada, baseando-se apenas em observação clínica.
Limitar a cirurgia à incisão cutânea, sem abordagem intra-abdominal completa.
Evitar revisão da cavidade abdominal para reduzir tempo operatório, mesmo diante de perfuração.
Recém-nascido apresenta distensão abdominal e ausência de eliminação de mecônio. Conforme o caso, a hipótese CORRETA é:
Constipação funcional, tratamento clínico exclusivo.
Infecção urinária, conduta antibiótica.
Estenose pilórica, indicada pilorotomia.
Atresia intestinal, indicada ressecção do segmento acometido e anastomose primária.
Refluxo gastroesofágico, conduta expectante.
Segundo a gestão hospitalar aplicada à cirurgia pediátrica, assinale CORRETAMENTE a prática que caracteriza eficiência e qualidade institucional:
Limitar gestão apenas ao controle financeiro, sem considerar aspectos técnicos.
Delegar integralmente gestão a setores administrativos, sem participação médica.
Substituir protocolos institucionais por práticas informais não validadas.
Evitar monitoramento de indicadores para reduzir custos operacionais.
Estruturar programas contínuos de capacitação, integrando teoria, prática, simulações clínicas e avaliação periódica, assegurando competência técnica e qualidade assistencial.