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Um lactente de 10 meses com cardiopatia congênita e desnutrição grave é avaliado para correção de hérnia diafragmática. Diante do exposto, o fator considerado crítico para avaliação de risco cirúrgico é:
Presença de comorbidades relevantes, estado nutricional, idade, condição clínica e complexidade do procedimento, integrando avaliação multiprofissional.
Considerar apenas o tempo cirúrgico previsto, sem análise clínica ou nutricional.
Basear avaliação exclusivamente em dados administrativos, sem exame clínico detalhado.
Limitar avaliação ao peso da criança, sem considerar comorbidades ou estado nutricional.
Evitar avaliação pré-operatória para reduzir tempo de internação e custos hospitalares.
A apendicite aguda é a principal causa de dor abdominal de origem cirúrgica na infância. Embora a ultrassonografia seja o exame de imagem de escolha, a radiografia simples de abdome pode apresentar achados que funcionam como sinais de alerta para o diagnóstico. Assinale a alternativa que apresenta um achado sugestivo de apendicite aguda na radiologia simples do abdome.
Distensão gasosa difusa com presença de ar em ampola retal.
Alça sentinela.
Pneumoperitônio com sinal de Rigler.
Calcificações bilaterais em projeção renal.
Dilatação de alças de delgado com níveis hidroaéreos difusos.
O metabolismo cirúrgico pediátrico possui características próprias, menor reserva de glicogênio e risco mais precoce de distúrbios glicêmicos. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)A manutenção de soluções com glicose no intraoperatório é sempre contraindicada, pois aumenta consistentemente o risco de hiperglicemia e infecção de sítio cirúrgico.
(__)Crianças pequenas apresentam maior taxa metabólica basal por kg que adultos, o que as torna mais vulneráveis à hipoglicemia em períodos de jejum prolongado.
(__)No estresse cirúrgico significativo (ex.: peritonite, politrauma), o cortisol e catecolaminas geram uma tendência à retenção de água livre, justificando o uso rotineiro de soluções hipotônicas no intraoperatório.
(__)Recém-nascidos possuem menor capacidade de mobilizar reservas de glicogênio hepático e menor capacidade de cetogênese, o que aumenta a dependência exógena de glicose.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
F, F, V, F.
F, V, V, F.
V, F, F, V.
F, V, F, V.
Criança de 10 meses de idade apresenta diagnóstico ultrassonográfico de intussuscepção intestinal. Encontra-se hemodinamicamente estável, sem sinais clínicos de peritonite ou de perfuração intestinal. Optou-se pela redução hidrostática radiológica de intussuscepção intestinal com contraste hidrossolúvel, como apresentado em imagem a seguir.

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
Diante do quadro clínico e das imagens da terapia radiológica, a conduta é:
laparotomia exploradora para ressecção intestinal e ileostomia em alça.
repetir o procedimento radiológico após 3 horas.
observação clínica e, se assintomático, alta após aceitar dieta, com orientações para sinais sugestivos de recorrência.
internação em unidade de terapia intensiva por 48 horas.
laparotomia exploradora para ressecção intestinal e anastomose primária.
Criança, recém-nato, com transposição dos grandes vasos da base (TGV).
A técnica cirúrgica mais fisiológica é a
Jatene.
Senning.
Mustard.
Blalock.
Potts.
Uma menina de 5 anos é levada ao ambulatório devido a um aumento indolor na região média do pescoço que os pais notaram há cerca de 6 meses. O aumento de volume tornou-se mais evidente após um episódio recente de infecção de vias aéreas superiores. No exame físico, observa-se uma massa móvel, situada na linha média do pescoço, que se eleva com a deglutição e ao protrair a língua. Não há sinais de inflamação no momento. Ultrassonografia cervical mostra uma lesão cística bem delimitada, sem vascularização interna.
Segundo o caso clínico apresentado, pode-se afirmar que a abordagem inicial mais adequada para esse caso é
realizar punção aspirativa com agulha fina para confirmar o diagnóstico.
solicitar tomografia computadorizada cervical para avaliar extensão da lesão.
realizar excisão cirúrgica da lesão, incluindo o trato fistuloso até o osso hioide.
aguardar resolução espontânea da lesão com observação clínica.
iniciar antibioticoterapia profilática antes de qualquer procedimento cirúrgico.
O tratamento de escolha para um recém-nascido que apresenta quadro de íleo meconial simples é:
observação clínica.
laparotomia em caráter de emergência, com ressecção intestinal e ileostomia Bishop-Koop.
hidratação endovenosa, descompressão gástrica e enema de contraste com solução hidrossolúvel.
laparotomia em caráter de emergência, com ressecção intestinal e anastomose.
passagem de sonda orogástrica e administração de n-acetilcisteína por via gástrica.
Em relação à válvula de uretra posterior (VUP) em um menino, assinale a alternativa correta.
A cintilografia pós-natal com MAG3 (mercaptoacetiltriglicina) é necessária para estabelecer o diagnóstico de VUP.
VUP é uma causa rara de obstrução da saída da bexiga em meninos.
Intervenções pré-natais são contraindicadas devido ao risco elevado de parto prematuro.
A insuficiência renal em estágio terminal é bastante incomum.
O diagnóstico é comumente realizado durante o pré-natal, pois a bexiga fetal torna-se bastante dilatada e com um aspecto de “fechadura” de porta (Keyhole sign).
A correção de hérnias inguinais na criança é uma das cirurgias mais frequentemente realizadas por cirurgiões pediátricos e acometem mais:
Meninas, no lado esquerdo.
Meninos, bilateralmente com maior frequência que meninas.
Meninos, no lado direito.
Meninos, no lado esquerdo.
Meninas, no lado direito.
Masculino, com 4 semanas de vida, nascido a termo e com peso adequado para idade gestacional. Em aleitamento materno exclusivo. Há 7 dias apresenta regurgitações com conteúdo alimentar, após as mamadas. Evoluiu com piora apresentando vômitos após alimentação. Ao exame físico: regular estado geral, irritado, com apetite preservado (busca o seio no colo da mãe), desidratado ++/++++, bradipneico, taquicárdico. Abdome: abaulamento em epigástrio, com peristalse visível nesta região. Flácido, indolor, sem resistência à palpação. Nódulo palpável em região epigástrica, lateral direita. Considerando o diagnóstico mais provável, qual o distúrbio hidroeletrolítico esperado neste paciente?
Acidose metabólica hipoclorêmica, hipocalêmica.
Alcalose respiratória, hiperclorêmica, hipercalêmica.
Acidose respiratória hiperclorêmica, hipercalêmica.
Alcalose metabólica hipoclorêmica, hipocalêmica.
Nenhuma das alternativas.
Lactente de 2 meses, previamente saudável, apresenta vômitos biliosos súbitos há 6 horas, irritabilidade, distensão abdominal e parada de evacuação. Ao exame físico, pálido, com sinais de desidratação e dor abdominal difusa à palpação. Radiografia de abdome agudo revela distensão gástrica e ausência de gás distal. A seriografia evidencia ângulo de Treitz à direita da coluna e ceco em posição alta. Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais adequada?
Má rotação intestinal complicada por volvo - iniciar antibiótico e observar evolução clínica.
Íleo paralítico secundário a sepse - iniciar nutrição parenteral e aguardar melhora clínica.
Má rotação intestinal possivelmente complicada por volvo - estabilizar com hidratação, descompressão gástrica e indicar abordagem cirúrgica.
Obstrução duodenal por atresia - realizar correção eletiva após estabilização clínica.
Má rotação intestinal sem possibilidade de volvo - realizar fixação anatômica do intestino na posição normal.
Lactente de 2 meses, sexo feminino, apresenta um hemangioma em crescimento na região periorbitária, causando assimetria palpebral e dificuldade para abrir o olho direito. Nesse caso, qual é a conduta correta?
Prescrever propranolol oral.
Indicar corticoterapia sistêmica.
Realizar exérese cirúrgica imediata.
Indicar terapia com laser para remoção rápida.
Durante a indução anestésica inalatória com halotano, em uma criança de 4 anos de idade, ocorre taquicardia súbita, hipercapnia e rigidez muscular generalizada. Nesse caso, qual é a complicação provável?
Broncoespasmo.
Hipertermia maligna.
Depressão respiratória.
Hipotensão induzida por anestésico.
Criança de 6 anos, com anemia falciforme, apresenta episódios recorrentes de sequestro esplênico, com crises de anemia grave e esplenomegalia progressiva. Apesar do tratamento clínico adequado, os episódios tornam-se frequentes e exigem múltiplas transfusões sanguíneas. Nesse caso, qual é a indicação apropriada?
Administração profilática de antibióticos, sem necessidade de cirurgia.
Embolização esplênica para reduzir o fluxo sanguíneo ao baço.
Esplenectomia parcial para preservar a função imunológica.
Esplenectomia total eletiva com imunoprofilaxia adequada.
Analise as afirmativas abaixo relacionadas ao uso de protocolo de transfusão massiva (PTM) em trauma pediátrico.
I. O PTM deve ser iniciado em pacientes com menos de 30kg em choque hemorrágico traumático com instabilidade hemodinâmica persistente ou sangramento contínuo após 40mL/kg de infusão de solução cristaloides.
II. Os hemocomponentes devem ser administrados na proporção de 1:1:1 unidade de concentrado de hemácias/plasma/plaquetas após uma dose inicial de concentrado de hemácias, em pacientes com menos de 30kg.
III. O crioprecipitado deve ser administrado antes de cada ciclo de administração dos componentes sanguíneos, conforme níveis de fibrinogênio.
IV. A proporção de concentrado de hemácias/plasma/plaquetas deve ser feita na proporção de 30:20:20 unidades para pacientes com mais de 30kg.
Estão corretas apenas as afirmativas:
I e II.
II e IV.
I e III.
III e IV.
Paciente,1 ano, sexo masculino, é levado ao pediatra para avaliação de testículo não palpável no escroto. O exame físico revela testículo direito palpável na região inguinal. Nesse caso, qual é a conduta mais apropriada?
Realizar orquidopexia para fixação do testículo no escroto.
Solicitar ultrassonografia escrotal para confirmar a localização.
Observar até os 2 anos de idade, pois o testículo pode descer espontaneamente.
Administrar hormônio gonadotrofina coriônica humana (hCG), para estimular a descida testicular.
A traqueomalácia é causada por maleabilidade extrema dos anéis cartilaginosos traqueais, levando ao colabamento da parede da traqueia na inspiração. Ela pode ser primária ou secundária.
A causa congênita mais frequente de traqueomalácia secundária é
a compressão por anel vascular.
o refluxo gastroesofágico.
a atresia de esôfago.
o coristoma de esôfago.
de etiologia desconhecida.
A alteração cromossômica mais comumente encontrada em pacientes com hérnia diafragmática congênita de Bochdalek é
trissomia do 18.
síndrome de Down.
trissomia do 13.
trissomia do 9.
síndrome de Turner.
Recém-nascido a termo, sexo masculino, com 27 dias de vida, apresenta distensão abdominal desde o nascimento e vômitos há dois dias. A mãe do paciente relata que a primeira evacuação ocorreu aos três dias de vida e que, desde então, ele somente evacua após aplicação de supositório de glicerina, via retal, que vem sendo realizada a cada três dias, conforme orientação médica. Ao exame físico: irritado, pouco desidratado, abdome distendido, sem reação peritoneal. Toque retal com eliminação de fezes explosivas em grande quantidade. Após realização de lavagem intestinal com solução fisiológica, houve saída de grande quantidade de fezes e relevante melhora da distensão abdominal. O paciente realizou enema opaco, conforme imagem a seguir:

(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)
O próximo passo na condução desse caso deve ser
biópsia retal para confirmação diagnóstica.
abaixamento de cólon endorretal transanal.
abaixamento de cólon pela técnica de Duhamel.
colostomia.
esfincterotomia.
Menina de dois anos apresenta, há seis meses, quadros recorrentes caracterizados por dor abdominal, icterícia e massa abdominal palpável. Esses quadros duram cerca de cinco dias e se resolvem espontaneamente, após medicações sintomáticas.
Em relação à principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.
Trata-se de condição benigna, sem risco aumentado para neoplasias ao longo da vida.
A principal conduta neste momento deve ser a realização de colangiopancreatografia endoscópica retrógrada.
O tratamento preferencial da forma mais comum é por ressecção parcial e rafia local.
A classificação mais utilizada é a da Sociedade Japonesa de Cirurgiões Pediátricos.
Cirrose biliar secundária devido à obstrução biliar prolongada e à colangite recorrente é uma das possibilidades de complicações tardias.