Questões de Concurso sobre Cirurgia Pediátrica

 
 
Disciplina 1
Assunto 1
Banca
Instituição
Cargo
Ano
Carreira
Área de formação
Escolaridade
Dificuldade
 
Comentários:
Professores
Alunos
Meus Comentários
Vídeo
 
Minhas questões:
Resolvidas
Não resolvidas
Certas
Erradas
 
Tipo de questão:
Certo e errado
Múltipla escolha
Incluir questões:
Anuladas
Desatualizadas
 
Questões:
Todas as questões
 
Filtro simplificado
 
Questões
Todas as questões
 
2.078 questões encontradas
Questões por página
20
Mais recentes
 

Recém-nascido do sexo masculino, sem orifício anal visível, apresenta distensão abdominal progressiva e ausência de eliminação de mecônio desde o nascimento. Ao exame físico, não há evidência de fístula perineal nem saída de fezes pela uretra ou trato genital. O paciente encontra-se estável hemodinamicamente após sondagem nasogástrica e hidratação.


Nesse caso, o próximo passo diagnóstico mais apropriado para definir a classificação da anomalia e planejar o tratamento cirúrgico consiste em


A

solicitar ressonância magnética pélvica, visando detalhar a relação anatômica entre reto, assoalho pélvico e estruturas adjacentes para orientar o planejamento cirúrgico.


B

solicitar ultrassonografia abdominal, com o objetivo de rastrear alterações do trato urinário e dos rins, integrando a avaliação da anomalia à pesquisa de malformações associadas.


C

realizar radiografia em posição prona com raio lateral cruzado, a fim de determinar a altura do coto retal em relação ao cóccix e diferenciar defeitos altos, intermediários ou baixos.


D

solicitar colonoscopia diagnóstica, com a finalidade de avaliar diretamente a mucosa intestinal e identificar o ponto exato de obstrução.


E

realizar radiografia contrastada com enema opaco, buscando delinear a anatomia do reto distal e verificar a presença de eventual zona de transição.

Recém-nascido a termo, diagnóstico pré-natal de hérnia diafragmática congênita (HDC) à esquerda, nasce com taquipneia e cianose.


Com base na situação hipotética precedente, assinale a opção em que está apresentado o procedimento correto na sala de parto e a correta sequência de condutas imediatas.


A

Estabilização hemodinâmica dispensável; operar em até 2 horas para melhorar a ventilação.


B

CPAP por máscara facial + anestesia geral e toracotomia urgente.


C

Intubação orotraqueal sem ventilação com bolsa-máscara, sonda OG para descompressão gástrica, ventilação “delicada” (pressões baixas) com permissão de hipercapnia, monitorização pré-ductal; postergar a cirurgia até estabilização.


D

Bolsa-máscara vigorosa para elevar SatO₂, seguida de cirurgia imediata.


E

Intubação, ventilação com PIP altas (>30 cmH2O) para “abrir” o pulmão hipoplásico.

Recém-nascido prematuro, em ventilação mecânica na UTI neonatal, apresenta intolerância alimentar, distensão abdominal progressiva e presença de sangue nas evacuações. Ao exame físico, nota-se abdome distendido, com alças palpáveis e sensibilidade difusa. Exames laboratoriais mostram plaquetas em queda e acidose metabólica. Radiografia simples de abdome evidencia pneumatose intestinal difusa e gás no sistema porta.


Diante desse quadro, a conduta mais adequada consiste em


A

indicar laparotomia exploradora de urgência, devido à presença de gás no sistema porta e à rápida deterioração hemodinâmica, sugerindo perfuração iminente.


B

considerar intervenção cirúrgica frente à deterioração clínica associada a achados radiológicos de mau prognóstico.


C

realizar ultrassonografia abdominal para investigar perfusão intestinal, a presença de líquido livre e o comprometimento das alças, como passo diagnóstico adicional antes de decidir pela cirurgia.


D

suspender dieta enteral, iniciar antibióticos de amplo espectro e otimizar suporte hemodinâmico, com reavaliações clínicas e radiológicas rigorosas para decidir sobre a necessidade de cirurgia.


E

instituir terapia antibiótica de amplo espectro e suporte intensivo, suspendendo a alimentação enteral e aguardando a manifestação de pneumoperitônio ou falha de múltiplos órgãos.

Lactente de 4 meses, previamente investigado por constipação desde o período neonatal, apresenta distensão abdominal recorrente e episódios de enterocolite. O enema opaco evidenciou zona de transição em sigmoide, e a biópsia retal confirmou ausência de células ganglionares. O paciente encontra-se clinicamente estabilizado após antibioticoterapia e irrigação retal.


Nesse caso clínico, considerando-se as opções de tratamento, a idade do paciente e as possibilidades pós-cirúrgicas, a abordagem mais apropriada consiste em


A

manter irrigação retal diária associada à antibioticoterapia intermitente como medida prolongada, reservando cirurgia para casos refratários.


B

realizar colostomia no cólon transverso como medida definitiva, evitando o risco de complicações do abaixamento.


C

procedimento de Soave, com dissecção submucosa endorretal e abaixamento do cólon ganglionar dentro da bainha muscular preservada.


D

procedimento de Duhamel, levando o cólon ganglionar pelo plano retro-retal e unindo-o ao reto aganglionar para formar um canal único.


E

procedimento de Swenson, com ressecção completa do segmento aganglionar e anastomose reto-cólica de extremidade a extremidade.

Um menino de 6 anos apresenta dor abdominal há 48h, inicialmente epigástrica e posteriormente localizada em fossa ilíaca direita, associada a febre (38,4 °C) e vômitos. Nega sintomas urinários ou respiratórios. Na história patológica pregressa, pai relata episódio sangue nas fezes aos 2 anos de idade e que o médico do posto de saúde disse que não era necessário investigar. Ao exame físico, encontra-se taquicárdico, com dor intensa em fossa ilíaca direita, descompressão brusca positiva. O ultrassom abdominal realizado na emergência não visualizou o apêndice e a tomografia computadorizada não está disponível. Diante do quadro, o menino é levado à cirurgia, onde se identifica apendicite aguda inicial. Com base nesse quadro clínico, qual é a conduta mais adequada?


A

Realizar apendicectomia e finalizar o procedimento, pois a investigação adicional do íleo não é indicada na ausência de perfuração ou líquido livre.


B

Realizar apendicectomia, correr pelo menos 60 cm de íleo terminal em busca de divertículo de Meckel dada a história compatível, e ressecar o divertículo na mesma oportunidade se identificado e paciente estável.


C

Não realizar apendicectomia e não é necessária exploração cirúgica adicional. Prescrescer antibioticoterapia.


D

Realizar apenas apendicectomia, sem necessidade de prosseguir revisão intestinal, e manter antibiótico por 5 dias.


E

Realizar apendicectomia e investigação limitada de 20 cm de íleo terminal, ressecando o divertículo de Meckel apenas se este estiver perfurado.

Em relação às particularidades da fisiologia hídrica e da terapia de reposição volêmica no período neonatal - especialmente relevantes no manejo pré-operatório de malformações congênitas cirúrgicas - assinale a alternativa correta:


A

A capacidade de concentração urinária dos recém-nascidos pode atingir 1200 mOsm/kg, mas a reabsorção tubular de sódio é limitada, o que predispõe à natriurese excessiva.


B

Recém-nascidos prematuros pequenos para a idade gestacional apresentam menor porcentagem de água corporal total quando comparados aos recém-nascidos a termo.


C

A eliminação renal de água livre é reduzida no período neonatal devido à capacidade limitada de concentração e diluição urinária, o que aumenta o risco de alterações rápidas no sódio sérico diante de pequenas variações na oferta hídrica.


D

Sinais de hiponatremia - como letargia, irritabilidade, vômitos e convulsões - surgem precocemente quando o sódio sérico é menor que 135 mmol/L, mesmo em quadros leves.


E

No período de oligúria fisiológica das primeiras 24 horas de vida, costuma ser necessária suplementação de sódio para evitar hiponatremia dilucional.

Analise as afirmativas abaixo quanto aos tumores comuns na infância.


I. Feocromocitoma.

II. Tumor de Wilms.

III. Neuroblastoma.

IV. Lipossarcoma.


Estão corretas apenas as afirmativas:


A

I e II.


B

I e IV.


C

II e III.


D

III e IV.

Adolescente de 14 anos, sexo masculino, com doença renal crônica, recusa a realização de uma fístula arteriovenosa para hemodiálise, apesar da recomendação médica e do consentimento dos pais. Nesse caso, o procedimento médico deve ser


A

acionar o conselho tutelar para obrigar a realização do procedimento.


B

respeitar a decisão do paciente, pois ele tem autonomia total sobre sua saúde.


C

realizar a cirurgia sem levar em conta a recusa do paciente, pois os pais consentiram.


D

buscar o diálogo com o adolescente e tentar envolvê-lo na decisão, mas realizar a cirurgia se for essencial para sua saúde.

Lactente de 6 semanas, apresenta vômitos não biliosos, progressivos e em jato após as mamadas. No exame físico, há sinais de desidratação e palpação de uma massa firme no epigástrio. A ultrassonografia revela espessamento do músculo pilórico. Qual é o tratamento de escolha para essa condição?


A

Gastrectomia subtotal.


B

Dilatação endoscópica do piloro.


C

Pilorotomia extramucosa de Ramstedt.


D

Administração de inibidores da bomba de prótons.

Em relação ao tratamento cirúrgico do criptorquidismo e considerando as diretrizes de 2024 da Associação Europeia de Urologia (ESPU Guidelines on paediatric urology), assinale a alternativa correta.


A

O tratamento deve ser iniciado após os 2 meses de idade.


B

O tratamento deve ser iniciado após os 18 meses de idade.


C

O tratamento deve ser iniciado após os 24 meses de idade.


D

O tratamento deve ser iniciado após os 6 meses de idade.


E

O tratamento deve ser concluído antes dos 5 meses de idade.

Um lactente com diagnóstico confirmado de invaginação ileocólica encontra-se estável e bem hidratado. Considerando o manejo inicial adequado, assinalar a alternativa que apresenta a conduta CORRETA.


A

Encaminhar o paciente imediatamente para laparotomia exploradora devido ao alto risco de necrose intestinal.


B

Realizar redução hidrostática guiada por imagem, com equipe cirúrgica disponível para eventual falha do procedimento.


C

Solicitar ressonância magnética abdominal para avaliar a vascularização intestinal antes da redução.


D

Prescrever antibiótico profilático por vários dias antes de tentar qualquer forma de desinvaginação.

Uma criança com apendicite perfurada apresenta febre persistente e ultrassom com coleção localizada. Diante da estabilidade clínica, qual é a conduta inicial mais adequada?


A

Iniciar antibiótico e realizar drenagem percutânea guiada por imagem, planejando apendicectomia intervalar.


B

Realizar laparotomia ampla imediata e limpar toda a cavidade abdominal.


C

Prescrever antibiótico oral e liberar alta com controle ambulatorial em 30 dias.


D

Aguardar encapsulamento completo da coleção sem drenagem.

O procedimento de Ladd é o tratamento cirúrgico clássico para má rotação intestinal e envolve


A

divisão das bandas parietocecais, posicionamento do intestino em não rotação, alargamento do mesentério e apendicectomia.


B

divisão do mesentério, posicionamento do intestino em não rotação e apendicectomia.


C

divisão das bandas onfalomesentéricas, posicionamento do intestino em não rotação e apendicectomia.


D

divisão das bandas parietocecais e posicionamento do intestino em não rotação, sem apendicectomia.


E

posicionamento do intestino em não rotação e apendicectomia.

A válvula de uretra posterior é a principal causa de obstrução uretral em meninos. Atualmente, seu diagnóstico é feito pela ultrassonografia pré-natal, que avalia a presença de displasia renal, determinante no prognóstico da função renal pós-natal.


Entre as opções listadas a seguir, assinale a que é indicativa de displasia renal severa pré-natal.


A

Diminuição da ecogenicidade do parênquima renal.


B

Polidrâmnio severo tardio.


C

Hidropsia fetal grave.


D

Alterações císticas no parênquima renal.


E

Líquido amniótico com grumos.

Recém-nascido do sexo masculino, nascido a termo, com peso de 3.200 g, é avaliado com 30 horas de vida, devido a recusa alimentar, distensão abdominal progressiva e não eliminação de mecônio.

Ao exame perineal, não se observa orifício anal. Então, ele foi submetido a radiografia em decúbito ventral, com raios horizontais, que demonstra coluna aérea acima do cóccix.


Assinale a opção que indica como deve ser interpretado esse resultado e qual a conduta cirúrgica indicada.


A

Anomalia anorretal baixa, colostomia.


B

Anomalia anorretal alta, colostomia.


C

Anomalia anorretal alta, anorretoplastia sagital posterior.


D

Anomalia anorretal baixa, anorretoplastia sagital posterior.


E

Anomalia anorretal intermediária, anorretoplastia sagital posterior.

Em relação à atresia de vias biliares, a chamada Síndrome BASM é caracterizada por


A

associação de atresia de vias biliares, doença de Hirschsprung e malformação anorretal em um mesmo paciente.


B

presença de fibrose periportal e plugs de bile na biópsia hepática.


C

início tardio dos sintomas, após os 2 meses de idade.


D

mutação no gene RET.


E

forma sindrômica da atresia de vias biliares, associada a outras malformações como asplenia ou poliesplenia.

Recém-nascido com 25 dias de vida apresentou quadro súbito de abdome agudo inflamatório. Foi submetido à laparotomia exploradora que identificou apendicite aguda, tratada por apendicectomia e limpeza da cavidade abdominal.

Associa-se à apendicite no período neonatal:


A

doença de Hirschsprung.


B

doença de Crohn.


C

retocolite ulcerativa.


D

alergia à proteína do leite de vaca.


E

AIDS.

Recém-nascido, com três dias de vida, apresentou distensão abdominal com piora progressiva e dois episódios de vômitos amarelados. Eliminou pequena quantidade de mecônio algumas horas antes da avaliação clínica. AP: nascido a termo, filho de mãe diabética. Exame físico: bom estado geral, hidratado, abdome distendido globalmente, sem sinais de reatividade peritoneal. Raio-X de abdome com distensão gasosa difusa em intestino delgado. Enema opaco com contraste hidrossolúvel, conforme imagem a seguir:


Imagem associada para resolução da questão


(Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)


Após a realização do enema opaco, houve eliminação de grande quantidade de mecônio, com melhora da distensão abdominal. Não houve novos episódios de vômitos, e o paciente apresentou boa aceitação de dieta e evacuações diárias. Atualmente, com vinte dias de vida, o paciente mostra-se assintomático.


A principal hipótese diagnóstica para o quadro apresentado nos primeiros dias de vida é


A

doença de Hirschsprung.


B

síndrome do cólon esquerdo hipoplásico.


C

íleo meconial.


D

peritonite meconial.


E

íleo metabólico.

Lactente de 6 meses, previamente diagnosticado com hidronefrose unilateral ao pré-natal, apresenta ultrassonografias seriadas que mostram dilatação pielocalicinal progressiva, com diâmetro anteroposterior da pelve renal de 25 mm. Encontra-se assintomático, sem história de infecção urinária. A cintilografia renal com diurético (MAG-3) evidencia função renal diferencial de 34% no lado afetado e tempo de esvaziamento (T½) superior a 25 minutos.


Nesse caso, a conduta mais apropriada é


A

iniciar antibioticoprofilaxia associada a acompanhamento seriado com monitoramento da função renal.


B

manter observação clínica e ultrassonográfica, pois o paciente está assintomático e sem infecção urinária.


C

indicar pieloplastia, devido à função renal diferencial abaixo de 40% e à drenagem prolongada.


D

realizar nefrectomia do rim afetado, pela função renal já bastante reduzida.


E

solicitar ressonância magnética para melhor detalhamento anatômico e identificação de vaso polar.

Recém-nascido do sexo masculino é avaliado na maternidade devido à alteração genital observada no exame físico. Nota-se meato uretral ectópico localizado na face ventral da glande, prepúcio em formato de capuz dorsal e discreta curvatura peniana. Não foram realizados procedimentos locais prévios.


Nesse caso, é correto


A

indicar cistoscopia diagnóstica precoce para detalhar a anatomia uretral antes de definir o tratamento.


B

indicar excisão imediata do prepúcio para melhorar a exposição e reduzir risco de inflamações locais.


C

solicitar investigação de rotina com ultrassonografia de rins e vias urinárias, mesmo em casos de hipospadia distal isolada.


D

preservar o prepúcio e encaminhar para avaliação cirúrgica especializada, considerando sua utilização no reparo reconstrutivo.


E

aguardar o crescimento da criança e planejar correção quando o desenvolvimento peniano estiver completo.

 
Ir para a página:
OK
 
Gerar simulado